sexta-feira, 16 de junho de 2017

Golpe rumo à ditadura: aprovação das “reformas” por medidas provisórias

© foto: Lula Marques

A aventura do golpe dentro do golpe para remover Michel Temer do poder, para a promoção de eleições indiretas no Congresso Nacional, tenta surtir efeito, apesar do aparente impasse causado, com o acirramento das disputas do PSDB, representante da burguesia entreguista pró-imperialista e o PMDB, representante da burguesia nacional, porque Temer cede às pressões e ameaças do setor pró-imperialista, acenando com a possibilidade de aprovação das “Reformas Trabalhistas e Previdenciárias” por meio de Medidas Provisórias.

As Medidas Provisórias são os antigos decreto-leis da Ditadura Militar, mantidos intactos pela “Constituição cidadã” de 1988, que até o Partido dos Trabalhadores recusou-se a assinar porque manteve intacto o aparato repressivo da Ditadura Militar, o que hoje poucas pessoas se lembram.

Embora formalmente algumas matérias não possam ser aprovadas por Medida Provisória, devendo ser aprovadas por Emenda Constitucional, nada assegura que o golpista não tente aprová-las, porque sempre conta com o judiciário golpista (o qual reflete as disputas do PSDB contra o PMDB, como pudemos observar na farsa do julgamento “técnico-jurídico”, na verdade extremamente político,  no Tribunal Superior Eleitoral da Chapa Dilma/Temer).

Portanto, o golpista Temer cede diante da pressão do imperialismo norte-americano e do setor entreguista e pró-imperialista da burguesia, passando por cima do Congresso Nacional, e passando também a ter uma atuação abertamente ditatorial.

Assim, cumpre ao movimento operário e popular seguir mobilizando e preparando a Greve Geral do dia 30 de junho, com a eleição de comandos de greves eleitos democraticamente nas fábricas, nas empresas, nos bancos, nas universidades e nas escolas, visando transformá-la por tempo indeterminado, para romper com a política de conciliação e colaboração de classes da maioria das direções sindicais, que utilizam a greve de um dia apenas como válvula de escape do enorme descontentamento dos trabalhadores, transformando verdadeiramente a CUT, o MST, MTST e a UNE em verdadeiros instrumentos de luta e revolucionários para por abaixo o regime golpista e suas instituições (STF, TSE, MPF, PF, PMs, etc...) , com a formação de comitês de autodefesa, as milícias operárias e populares.

Para tanto, defendemos a Convocação de um Congresso de base da classe trabalhadora, no Rio de Janeiro ou em São Paulo, com delegados de base eleitos nos Estados da federação brasileira, para discutir um plano de lutas contra o golpe e tirar uma plataforma de lutas para derrotar aos golpistas.  

Além disso, é fundamental a vanguarda operária revolucionária, organizar-se de forma independente, construindo um verdadeiro partido operário marxista revolucionário, para defender a bandeira da luta pela independência nacional, pela expulsão do imperialismo, como também da luta pela reforma e revolução agrária, com  expropriação do latifúndio, expropriação das empresas agrícolas, rumo ao socialismo, visando a expropriação dos meios de produção, fábricas, empresas, bancos, escolas, universidades, objetivando uma economia planificada, com o monopólio do comércio exterior, na perspectiva de construção de uma Internacional operária e revolucionária.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Editorial da TML: Aonde vai o PT?

O Partido dos Trabalhadores realiza do dia 1º ao dia 3 de junho em Brasília o seu 6º Congresso em meio à profunda crise que se arrasta desde os governos de Dilma Rousseff e de seu “impeachment”.

Ao que tudo indica a corrente majoritária Construindo um Novo Brasil, a CNB (antiga Articulação), seguirá à frente da direção do partido, pois as demais tendências e correntes internas não formularam nenhuma alternativa à política frente populista de conciliação e colaboração de classes que o PT desenvolve desde os anos 80 do Século passado, que redundou na Carta aos brasileiros de 2002, com a promessa de “cumprir contratos”, uma concessão à burguesia e ao imperialismo para o partido poder assumir a presidência da república.

A direção do PT de forma geral tentou ignorar o movimento golpista, iniciado desde o mensalão, com a condenação de Zé Dirceu, que sequer foi defendido pelo partido, e que prosseguiu com a chamada “Operação Lava Jato”, concebida pela CIA para perseguir o PT e o movimento operário e popular.

A CNB praticamente capitulou sem luta contra o golpe, sempre recusando-se a mobilizar o movimento operário para evitar que este entrasse em cena. A enorme resistência ao golpe foi espontânea e empírica dos movimentos populares, sociais e estudantis, não foi da direção do PT. Essa capitulação sem luta fez com que as bases do PT ficassem alheias à vida interna do partido e se afastassem. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), bastante organizado, é que vem ocupando o espaço deixado, em razão de seus núcleos urbanos.

A greve geral do dia 28 de abril e a batalha de Brasília no dia 24 de maio abalaram o regime golpista, combinadas com o agravamento da crise econômica, com o governo golpista indo de rombo em rombo, agora com o anúncio da projeção de um rombo de 52,8 bilhões de reais no orçamento de 2017 (uma semana antes o “Estadão”, em editorial, falava em 60 bilhões de reais). Tal fato demonstra que não há recuperação econômica nenhuma, pelo contrário a economia está indo à pique, afundando completamente, o que praticamente inviabiliza o plano de recolonização e escravidão do povo brasileiro, eufemisticamente denominado de “Reforma trabalhista e previdenciária”.

Além disso, a “Operação Lava Jato” e o próprio “ativismo judiciário” (na verdade golpista) do MPF e STF estão profundamente desmoralizados como demonstram dois episódios recentes, ou seja, a absolvição de Cláudia Cruz, esposa de ex-deputado Eduardo Cunha, e as trapalhadas da “delação premiadíssima da JBS”.

A burguesia e o imperialismo norte-americano, assim, praticamente foram forçados a, preventivamente, promoverem um golpe dentro do golpe, para remover Michel Temer, “com as gravações da JBS”, uma manobra de altíssimo risco, encontrando-se num enorme impasse, pois embora tenha chegado a um consenso que não dá para seguir com Temer, não conseguem chegar a um consenso em como substitui-lo.

Setores da burguesia tentam incluir o PT num “Acordão” com a participação de José Sarney e Fernando Henrique Cardoso, visando eleições indiretas no Congresso Nacional, conforme aliás estabelece a Constituição Federal, o que é uma tentativa desesperada para comprometer o PT e tentar seguir com as “Reformas”.

Os nomes colocados e discutidos são de arrepiar: FHC, Henrique Meirelles, Carmen Lúcia, Gilmar Mendes, Nelson Jobim, etc.

Outra alternativa que não pode ser descartada é uma aventura militar, pois como o comandante do Exército disse, estão de “prontidão”, sem falar que, por exemplo, o Rio de Janeiro desde de as Olimpíadas de 2016 encontra-se em Estado de Sítio. Esta manobra também é de altíssimo risco.

Por outro lado, as “Diretas já” num regime de exceção, caso realizadas, colocarão no poder os próprios golpistas, como era na época da Ditadura militar que sempre ganhavam a ARENA e o MDB. Portanto, tal palavra de ordem não passa de jogar areia nos olhos da população, pois é ilusão achar que os golpistas deixarão Lula ganhar eleições, muito menos assumir a presidência da república.

A perspectiva colocada pelo 6º Congresso do PT é bastante sombria, com a continuidade da política de conciliação, colaboração de classes do PT, parlamentarista e sobretudo eleitoreira, política essa que colocará em risco a própria existência do partido, o qual poderá ser ultrapassado pela vanguarda operária e revolucionária, como, por exemplo, aconteceu há exatos 100 anos, com o partido menchevique na Revolução Russa em outubro de 1917, quando os bolcheviques tomaram o poder, através dos Conselhos de deputados operários, camponeses e soldados (os sovietes)..

Com efeito, a conjuntura atual demonstra que "os de cima" não conseguem mais dominar como vinham fazendo antes e "os de baixo" começam a não suportar mais a dominação da burguesia e do imperialismo, sendo que estes vivem uma crise sem precedentes na atualidade, o que poderá abrir uma situação revolucionária, com a erupção das massas operárias e populares.

Assim, cumpre à vanguarda operária e revolucionária apresentar uma alternativa e  reagrupar-se de forma independente, na perspectiva de um programa operário marxista e revolucionário, buscando a convocação de um Congresso de base da classe trabalhadora,  para substituir as direções burocráticas e pelegas, com o objetivo de impulsionar uma greve geral por tempo indeterminado, com comandos de greve eleitos democraticamente, formação de comitês de autodefesa, as milícias operárias e populares, para derrubar todos golpistas e suas instituições de forma revolucionária, na perspectiva de um governo operário e camponês.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Derrubar todos os golpistas e suas instituições: greve geral por tempo indeterminado

A burguesia entreguista e o imperialismo norte-americano que lideram os golpistas e suas instituições (Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal, Ministério Público Federal e Polícia Federal, etc.) entraram em desespero, tentando uma manobra de altíssimo risco, com objetivo de substituir Michel Temer.

Para tanto, armaram uma arapuca para o golpista Temer, que envolveu até o presidente do PSDB tucano, senador Aécio Neves, conspirando contra a Operação golpista denominada Lava Jato, patrocinada pela CIA, que utiliza métodos semelhantes à prisão dos Estados Unidos em Guantánamo, com as “prisões cautelares” (“prisões provisórias e preventivas”) longas, com mais de 2 anos, sem culpa formada (sem acusação) que não passam de tortura, em total desrespeito ao devido processo legal.

Os fatos que vieram à tona mostram o golpista Temer determinando a continuidade do pagamento de propina para o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, preso em Curitiba, para comprar o silêncio do mesmo e de outro preso.

Além disso, mostrou o pedido de propina de Aécio Neves de R$ 2 milhões de reais ao presidente da empresa JBS, Joesley Batista, assim como falando em morte.

O Supremo Tribunal Federal golpista, que manteve Eduardo Cunha na Câmara dos Deputados  comandando o golpe (“impeachment”) contra a presidente Dilma Rousseff até que ele o concluísse, agora já afastou Aécio Neves e decretou a prisão de sua irmã.   

Ao que parece, toda essa pressa e desespero dos golpistas e suas instituições devem-se à greve geral do dia 28/4 que paralisou o Brasil inteiro, tendo repercussão internacional, abalando e aprofundando a crise do governo golpista de Michel Temer.

Os golpistas e suas instituições devem ter chegado à conclusão que não têm condições de carregar Michel Temer até às eleições de outubro de 2018, em razão do desmoronamento do regime golpista, estando correndo risco de uma intervenção revolucionária das massas, sobretudo do movimento operário.

Todos esses “fatos novos” não são novidades para ninguém. Os golpistas e todos sabem a podridão que está por trás do golpe e das instituições golpistas.

A greve em várias localidades teve confrontos com a repressão golpista, notadamente em São Paulo e no Rio de Janeiro, o que demonstra o enorme descontentamento da população contra os golpistas e seus planos de acabar com a legislação trabalhista e a previdenciária, extinguindo a aposentadoria, para escravizar e recolonizar o Brasil (inclusive os próprios institutos burgueses de pesquisas comprovaram isso, detectando a impopularidade quase total de Michel Temer), na tentativa de salvar o capitalismo moribundo.

A imprensa burguesa golpista criticou a radicalização das massas, querendo deixar em segundo plano os ataques aos direitos sociais dos trabalhadores.

Outro fato muito importante foi a mobilização contra o judiciário fascista ocorrida, no dia 10/5, em Curitiba, onde mais de 50.000 manifestantes vindos do Brasil inteiro colocaram-se contra a Operação Lava patrocinada pela CIA.

A reação e a ação direta das massas devem aumentar no próximo período, multiplicando-se os enfrentamentos com a burguesia entreguista e o imperialismo norte-americano, podendo acontecer a erupção das massas operárias e populares, abrindo um situação revolucionária, fato esse que deve ter assustado aos golpistas.

Tanto isso é verdade, que os golpistas decidiram enviar para o Rio de Janeiro, “reforço” da Força Nacional, formada por policiais militares de diversos Estados da federação, para tentar conter a revolta na capital carioca, aumentando o Estado de Sítio que vive a cidade desde as Olimpíadas de 2016.

Combinando com a repressão, dado o esgotamento do regime golpista, o Supremo Tribunal Federal golpista, assustado com a possibilidade do governo naufragar, manobra na tentativa de maquiar o regime golpista de democrático, soltando o ex-ministro do PT, José Dirceu. O que foi criticado pelo Comandante golpista do Exército, que como ele mesmo já disse está de prontidão para uma aventura militar, a qual não pode ser descartada nesta altura.

Por outro lado, a libertação de Zé Dirceu e dos presos durante a greve geral do dia 28/4 é uma importante vitória da luta pela libertação de todos os presos políticos do regime golpista, como Rafael Braga e os demais condenados pela “lei antiterrorismo”.

Além disso, os confrontos no campo explodiram, com os golpistas assassinado 11 camponeses pobres e sem-terra no Mato Grosso, enquanto 13 índios foram feridos no Maranhão, sendo que um corre o risco de perder as mãos, que os jagunços e capangas dos latifundiários tentaram decepar.

Ainda, nas redes sociais, uma índia Guarani-Kaiowá, do Mato Grosso do Sul, fez um dramático apelo de apoio e solidariedade aos povos indígenas pela sobrevivência dos mesmos contra as ameaças dos golpistas latifundiários de exterminá-los.

Inclusive, cumpre ressaltar, que os ruralistas assassinos e escravocratas dominam a Câmara dos Deputados e o Senado Federal com mais de 50% dos parlamentares.

Por outro lado, ao contrário do que a mídia golpista vem divulgando a crise econômica persiste, sendo que o governo golpista vai de rombo em rombo, 134 bilhões de reais em 2016, com previsão de 58,2 bilhões de reais (uma semana antes do anúncio o “Estadão” já falava em 60 bilhões de reais de rombo) em 2017, com certeza dinheiro que está sendo desviado da saúde, educação e programas sociais para financiar o golpe, os golpistas e suas instituições.

Os golpistas agora tentam o golpe dentro do golpe, isto é, a tentativa de remover Temer, por Fernando Henrique Cardoso, com eleições indiretas no Congresso Nacional, com o Armínio Fraga, brasileiro naturalizado norte-americano, empregado do megaespeculador George Soros (que patrocinou o golpe nazista na Ucrânia, com o apoio do Enclave sionista e terrorista de Israel) no Ministério da Fazenda.

Todavia, o regime golpista dá sinais de esgotamento e as fricções nos setores burgueses aumentaram, principalmente em razão da crise do imperialismo norte-americano, em razão da desorientação do governo Trump, refletindo no PSDB e no DEM, como também no Congresso Nacional, onde o governo Temer tenta de todas as maneiras aprovar à força às “reformas”, utilizando-se de ameaças, da retiradas de cargos nos escalões do governo dos deputados “infiéis” e todo o gangsterismo próprio dos partidos golpistas, o que demonstra que o golpe vive um impasse, podendo naufragar.

Antes desta manobra de altíssimo risco de substituir Temer, a burguesia nacional iniciou uma articulação denominada “Projeto Brasil Nação”, liderada por  Bresser Pereira,  ex-ministro de FHC, que busca uma saída para substituir o regime golpista.

Porém, essa tentativa, como dissemos,  está condenada ao fracasso (poderá no máximo se constituir como uma frente-populista) porque para derrotar o setor da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, somente a classe operária em aliança com os camponeses pobres poderá derrotar os golpistas.

Para tanto, na atual conjuntura, é fundamental a convocação de um Congresso de base da classe trabalhadora em São Paulo ou no Rio de Janeiro, com delegados eleitos na base das categorias nos Estados da federação brasileira, para substituir as direções tradicionais do movimento operário e popular, que desenvolvem uma política de conciliação e colaboração de classes, por uma nova vanguarda, na perspectiva de formação de um partido operário marxista revolucionário e de uma Internacional Comunista.

Agora com o naufrágio iminente do governo golpista, o movimento operário e popular deve organizar comitês de autodefesa, milícias operárias, populares e camponesas e tomar as ruas, organizando uma greve geral por tempo indeterminado, para derrubar os golpistas e suas instituições, levantando a bandeira de um governo revolucionário operário e camponês, liderado pela CUT, CTB, CSP-Conlutas, MTST e MST, rumo ao socialismo.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Regional ABCD do SJSP lamenta fechamento do ABCD Maior

A Regional ABCD do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo lamenta o anúncio de encerramento das atividades do site ABCD Maior e as consequentes demissões de seus funcionários.

Lamentamos porque o fechamento de mais uma redação representa grande perda para toda categoria, para as sete cidades da região e para a democracia, uma vez que o ABCD Maior representava uma opção de bom Jornalismo à esquerda e voltada para a classe trabalhadora.

Em nenhum momento a empresa procurou a direção do Sindicato para tratar do assunto. Recebemos a notícia através dos próprios trabalhadores, que nos avisaram do afastamento de suas funções nesta terça-feira (9) e das iminentes demissões.

Como representantes da categoria dos jornalistas, iremos acompanhar este processo para garantir que os direitos das trabalhadoras e trabalhadores sejam respeitados.

Por fim, reiteramos nosso compromisso com os jornalistas afastados e nos colocamos à disposição para negociar com a empresa aquilo que for melhor para os funcionários.

Regional ABCD do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo,

10 de maio de 2017.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Regime golpista é abalado pela greve geral

© foto: Reprodução/Internet

A greve geral do dia 28/4 paralisou o Brasil inteiro, tendo repercussão internacional, abalando e aprofundando a crise do governo golpista de Michel Temer. Em várias localidades teve confrontos com a repressão golpista, notadamente em São Paulo e no Rio de Janeiro, o que demonstra o enorme descontentamento da população contra os golpistas e seus planos de acabar com a legislação trabalhista e a previdenciária, extinguindo a aposentadoria, para escravizar e recolonizar o Brasil (inclusive os próprios institutos burgueses de pesquisas comprovaram isso, detectando a impopularidade quase total de Michel Temer), na tentativa de salvar o capitalismo moribundo.

A imprensa burguesa golpista criticou a radicalização das massas, querendo deixar em segundo plano os ataques aos direitos sociais dos trabalhadores. A reação e a ação direta das massas devem aumentar no próximo período, multiplicando-se os enfrentamentos com a burguesia entreguista e o imperialismo norte-americano, podendo acontecer a erupção das massas operárias e populares.

Tanto isso é verdade, que os golpistas decidiram enviar para o Rio de Janeiro, “reforço” da Força Nacional, formada por policiais militares de diversos Estados da federação, para tentar conter a revolta na capital carioca, aumentando o Estado de Sítio que vive a cidade desde as Olimpíadas de 2016.

Combinando com a repressão, dado o esgotamento do regime golpista, o Supremo Tribunal Federal golpista, assustado com a possibilidade do governo naufragar, manobra na tentativa de maquiar o regime golpista de democrático, soltando o ex-ministro do PT, José Dirceu. O que foi criticado pelo Comandante golpista do Exército.

Tal fato é uma importante vitória da luta pela libertação de todos os presos políticos do regime golpista, como Rafael Braga e os presos na Greve Geral de 28/4. Não obstante, não devemos abaixar a guarda, mas sim aprofundar a luta, organizando a ocupação de Curitiba no dia 10/5 contra a prisão de Lula.

Além disso, os confrontos no campo explodiram, com os golpistas assassinado 11 camponeses pobres e sem-terra no Mato Grosso, enquanto 13 índios foram feridos no Maranhão, sendo que um corre o risco de perder as mãos, que os jagunços e capangas dos latifundiários tentaram decepar.

Ainda, nas redes sociais, uma índia Guarani-Kaiowá, do Mato Grosso do Sul, fez um dramático apelo de apoio e solidariedade aos povos indígenas pela sobrevivência dos mesmos contra as ameaças dos golpistas latifundiários de exterminá-los. Inclusive, cumpre ressaltar, que os ruralistas assassinos e escravocratas dominam a Câmara dos Deputados e o Senado Federal com mais de 50% dos parlamentares.

Por outro lado, ao contrário do que a mídia golpista vem divulgando a crise econômica persiste, sendo que o governo golpista vai de rombo em rombo, 134 bilhões de reais em 2016, com previsão de 58,2 bilhões de reais em 2017, com certeza dinheiro que está sendo desviado da saúde, educação e programas sociais para financiar o golpe, os golpistas e suas instituições.

A conjuntura política obrigou o PSDB e o DEM, representantes da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, a deixar em segundo plano, o golpe dentro do golpe, isto é, a tentativa de substituir Temer, por Fernando Henrique Cardoso, com o Armínio Fraga, brasileiro naturalizado norte-americano, empregado do megaespeculador George Soros (que patrocinou o golpe nazista na Ucrânia, com o apoio do Enclave sionista e terrorista de Israel) no Ministério da Fazenda.

Todavia, o regime golpista dá sinais de esgotamento e as fricções nos setores burgueses aumentaram, principalmente em razão da crise do imperialismo norte-americano, em razão da desorientação do governo Trump, refletindo no PSDB e no DEM, como também no Congresso Nacional, onde o governo Temer tenta de todas as maneiras aprovar à força às “reformas”, utilizando-se de ameaças, da retiradas de cargos nos escalões do governo dos deputados “infiéis” e todo o gangsterismo próprio dos partidos golpistas, o que demonstra que o golpe vive um impasse, podendo naufragar.

Um prova disso é a articulação denominada “Projeto Brasil Nação” de um setor da burguesia nacional, ligada ao ex-ministro de FHC e ao PSDB, Bresser Pereira, que busca uma saída para substituir o regime golpista.

Porém, essa tentativa está condenada ao fracasso (poderá no máximo se constituir como uma frente-populista) porque para derrotar o setor da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, somente a classe operária em aliança com os camponeses pobres poderá derrotar os golpistas, organizando comitês de autodefesa, milícias operárias, populares e camponesas, instaurando um governo revolucionário operário e camponês, rumo ao socialismo.

Para tanto, na atual conjuntura, é fundamental a convocação de um Congresso de base da classe trabalhadora em São Paulo ou no Rio de Janeiro, com delegados eleitos na base das categorias nos Estados da federação brasileira, para substituir as direções tradicionais do movimento operário e popular, que desenvolvem uma política de conciliação e colaboração de classes, por uma nova vanguarda, na perspectiva de formação de um partido operário marxista revolucionário e de uma Internacional Comunista.

terça-feira, 2 de maio de 2017

1° de Maio de Luta contra o fascismo do prefeito João Dória

O 1º de Maio da CUT em São Paulo foi de luta contra o fascismo do prefeito João Dória. A atividade da CUT estava marcada com bastante antecedência, porém o prefeito entrou na Justiça burguesa para prejudicar a 1° de Maio em São Paulo, forçando a transferência do local da Avenida Paulista para a Praça da República.

Mesmo assim, a CUT iniciou o 1° de Maio na Avenida Paulista, fazendo um protesto e uma grande manifestação em toda a avenida, posicionando um carro de som na Praça do Ciclista, sendo que depois saiu em passeata pela Rua da Consolação até a Praça da República, onde a atividade foi concluída.

Os ataques do prefeito fascista João Dória às centrais operárias demonstram uma das principais características do fascismo, juntamente com o ódio de classe destilado pelo PSDB tucano e o DEM no processo golpista.

Além disso, neste momento,  os golpistas estão fazendo uma escalada no campo, assassinando camponeses pobres, sem-terra, e os povos indígenas. Recentemente, os golpistas assassinaram 11 sem-terras no Mato Grosso e, dia 30/4, feriram a golpes de facão e pauladas (e inclusive deceparam as mãos) 13 índios no Maranhão.

Nas redes sociais, neste final de semana, uma índia do povo Guarani-Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, fez um apelo dramático  em razão das ameaças de genocídio contra o seu povo, pedindo ajuda e solidariedade à luta dos povos indígenas para sua sobrevivência e contra as atrocidades dos golpistas.

Assim, cumpre às organizações operárias e populares, a partir dos sindicatos, organizarem comitês de autodefesa, milícias operárias e populares, comitês de luta contra o golpe, na perspectiva da derrubada revolucionária dos golpistas, visando a instauração de um governo revolucionário operário e camponês, rumo ao socialismo.

sábado, 29 de abril de 2017

Pela revolução socialista mundial

O capitalismo já deu seu recado
O capitalismo está em declínio desde quando entrou em sua fase imperialista. Isso se manifestou na Europa através da 1ª Guerra mundial em 1914 (que teve seu fim graças às revoluções russa de 1917 e à alemã de 1918) e se manifestou na América devido à crise econômica de 1929.

O meio ambiente da espécie humana se degrada devido à busca do lucro que é o motor do capitalismo. O clima se vê afetado pela emissão dos gazes de efeito estufa (CO 2 , CH 4 ...) A natureza serve de depósito ao capital e poluições múltiplas que podem ser evitadas afetam a saúde dos humanos. Espécies várias desaparecem a cada ano. Os grandes grupos capitalistas se apoderam das terras agrícolas e mineiras em detrimento dos camponeses trabalhadores e do meio ambiente.

A crise capitalista se manifesta em escala mundial em 2007-2009. As crises mais localizadas afetam o Brasil, a Argentina, a Rússia... A Grêcia se afunda na depressão. A retomada mundial de 2009 foi feita com o prejuízo que foi imposto aos explorados, os governos e os bancos centrais tendo salvado, em cada país e cada um por si, seus grandes grupos financeiros e industriais. Os capitalistas, seus Estados nacionais, com a cumplicidade dos partidos “reformistas” e as burocracias intensificaram o trabalho, precarizaram o emprego, flexibilizaram os salários e o tempo de trabalho, diminuíram as prestações sociais, adicionaram a exploração para os alugueis e os juros bancários junto à exploração nos locais de trabalho.

Com a falta da destruição do capital significativo, o crescimento econômico fraco, as trocas comerciais internacionais pararam de se intensificar (elas crescem menos rapidamente do que a produção), o desemprego mundial aumenta (o empredo cresce a um ritmo menos rápido do que a população ativa), a especulação financeira prossegue. Se a classe operária (operários, empregados,...técnicos...) aumenta em número, a parte dos salários na produção torna-se mais baixa e as desigualdades aumentam entre os mais ricos e os mais pobres. Mesmo os países capitalistas mais avançados rejeitam durante um bom tempo a sua população para que ela se empregue, fecham suas fronteiras aos migrantes, são incapazes de assegurar um teto para todos. Centenas de milhões de pessoas se amontoam na miséria e na incerteza nos campos de refugiados dos países dominados, nas favelas e periferias de miséria de suas metrópoles.

A subordinação militar aos EEUU (OTAN), a pressão da Rússia sobre a Ucrânia, o estrangulamento da Grécia pelas burguesias alemã e francesa, a saída da Grã Bretanha (da União Europeia) a insubordinação dos Estados-nações da Europa central fragilizam a União Europeia. Os burgueses europeus se revelam incapazes – como o marxismo tinha previsto há um século – de unificar pacificamente a Europa.

O capitalismo conduz á barbárie
As rivalidades entre potências imperialistas se intensificam: os EEUU se apoiam em sua superioridade militar para tentar conservar a hegemonia, enquanto que a Rússia lhes resiste e que a China quer repartir o mundo. Os Estados-nações espionam sua população e cerceiam as suas liberdades democráticas. Os orçamentos militares e as compras de armamento atingem cifras explosivas e os Estados possuidores de armas nucleares se multiplicam (Paquistão, Israel...). O novo imperialismo chinês militariza o mar da China contra os velhos imperialismos japonês e americano. As potências ocidentais e a russa se enfrentam indiretamente na Ucrânia e na Síria.

Israel, com o apoio dos Estados Unidos, estrangula os “territórios” da Palestina que lhe escapam das mãos, destroem regularmente a Faixa de Gaza e estende a colonização, na Cisjordânia e em Jerusalém. A guerra arrasa ainda e sempre a Ucrânia, o Afeganistão, a Síria, o Iraque e o Iêmen. A fome atinge a Nigéria, a Somália, o Sudão do Sul e o Iêmen. Dezenas de milhões de pessoas são deslocadas de seus países, milhões tentam escapar do perigo que correm (centenas morrem a cada ano na fronteira entre o Mexico e os Estados Unidos milhares no mar Mediterrâneo...). Os imigrantes ilegais são por todas as partes reduzidos à uma sobrexploração, ou até a escravidão.

Por todas as partes a classe dominante procura derivativos à precaridade e à miséria que engendra a sua própria dominação, e o faz designando como bodes expiatórios os refugiados, os trabalhadores originários de outros países, as minorias étnicas ou religiosas. A eleição de Trump nos Estados Unidos, depois das de Dutertre nas Filipinas e de Orbán na Hungria, ilustram a subida generalizada do protecionismo e da xenofobia.

A perspectiva do socialismo recuou nas massas devido à opressão dos trabalhadores nos Estados que se prentendiam socialistas (da Cuba de Fidel Castro ao Cambodja de Pol Pot) e da restauração do capitalismo ocorrida em 1989-1993 (na Europa central, na Rússia, na China, no Vietnã...) pelas burocracias usurpadoras e privilegiadas que se pretendem comunistas. Em todos os países o obscurantismo retorna com força na ideologia e na política, em particular sob a forma de fundamentalismo religioso. Essa regressão se opera em detrimento da pesquisa cientifica, de outras religiões e dos ateus, dos direitos das mulheres, da liberdade sexual, do patrimônio arqueológico, da criação artistica, do ensino... Por todos as partes movimentos políticos nacionalistas, xenófobos, fundamentalistas ou fascistas ameaçam o movimento operário, as liberdades democráticas e as minorias étnicas, religiosas e sexuais.

No mundo, milhões de mulheres são submetidas à excisão, são forçadas a se casar, são violadas e assassinadas; inclusive nos países mais avançados, o direito ao aborto ou é incompleto ou está ameaçado.

Pelo socialismo mundial
E no entanto, a situação das ciências e das técnicas, assim como os meios de produção e de transporte permitiam satisfazer as necessidades elementares de toda a humanidade. As relações de produção capitalistas, depois de haver permitido o desenvolvimento das forças produtivas graças à industrialização e à internacionalização, se tornaram um freio.

Felizmente que o capitalismo também engendrou uma nova classe revolucionária. A classe dos trabalhadores obrigada a vender sua força de trabalho ao capital é, hoje um dia, a única capaz de levantar os obstáculos ao progresso histórico e de levar a transição em direção a um modo de produção superior, o socialismo-comunismo, onde os produtores associados, mestres dos meios de produção, definirão com antecedência a criação e a repartição das riquezas.
 
Pela internacional operária revolucionária

A classe operária dos empregados, dos operários e dos técnicos deve tomar a frente de todas as classes intermediárias e semi-exploradas (camponeses, funcionários, executivos médios, quadros, vendedores...) e de todos os oprimidos da sociedade para arrancar o poder à minoria de capitalistas.

A classe dominante mao esta apenas representada por seus partidos e as organizações patronais.Descansa sobre a propriedade das empresas dos meios de comunicação de massas (a mídia). Sua dominação é reforçada pelo Estado, o sistema escolar e universitário, o clero, os economistas liberais ou keynesianos. Como consequência é necessário expropriar o grande capital e destruir o Estado para triunfar.

Dispondo de um sobreproduto social e de um Estado , a burguesia corrompeu e integrou os aparelhos das organizações de massa da classe operária. Os aparelhos sindicais aceitam negociar os ataques em contra das aquisições anteriores dos assalariados e só se opõem aos ataques através de simulacros de resistência como “apelos” aos eleitos dos partidos burgueses ou as greves de um só dia. Os partidos operários burgueses de origem trabalhista, social-democrata ou stalinista fazem os trabalhadores acreditarem que o Estado burguês pode administrar o capitalismo e ser posto ao serviço dos trabalhadores. Porém, quando acedem ao governo, defendem o capital nacional em detrimento do trabalho e reforçam o aparelho repressivo de Estado burguês (SACP na Africa do Sul, Syriza na Grécia, PT no Brasil, PS na França, SPD na Alemanha, SPÖ na Aústria, PS na Bélgica, PSC e PCC no Chile...). Consequentemente a vitória da revolução impõe que se combata e que se leve ao fracasso o papel de agências da burguesia dentro da classe operária. Logo, as correntes centristas (que não ultrapassaram o mao-stalinismo ou que revisam o programa leninista –trotskista) recusam-se a combater as buroracias “reformistas” políticas e sindicais.

Os sociais-patriotas e os centristas, quando avançam reivindicações, as separam do essencial do programa comunista. Os oportunistas temem o que permitiria arrancar as reivindicações e de garantir as conquistas: a greve geral, a constitutuição e a centralização dos orgãos de luta operária e popular a auto defesa contra a polícia e os fascistas, a destruição do aparelho repressivo de Estado, a ditadura do proletariado.

Nenhuma eleição ou referendo pode ser suficiente à maioria para tomar o poder da minoria. Dito de outra maneira, é preciso uma revolução social conduzida pelas trabalhadoras e pelos trabalhadores com o Comuna de Paris em 1871, e os Soviets em 1917. A insurreição será tanto menos custosa para as massas –ou seja, a fase de transição ao socialismo (a ditadura de proletariado)– e tão mais curta e democrática, quanto maior for a determinação dos explorados o isolamento internacional dos exploradores.

A lição positiva da revolução da Rússia em 1917 (e a negativa das revoluções da Tunisia, do Egito, da Síria de 2011-2012) e que é necessario que a classe operária tome a direção. Para isso ela precisa de uma estratégia, de um programa, de um partido. É preciso outra vez unir se com o marxismo, reconstruir ume internacional comunista, agrupar em cada país a vanguarda e fazer dela um partido operário revolucionário de tipo bolchevique, conectando toda a luta dos explorados e dos oprimidos na perspectiva de um desmoronamento da burguesia, da destruição de seu Estado, da tomada do poder pelos produtores.

Trabalhadoras e trabalhadores de todos os países, unam-se para:

Fechamento de todas as bases imperialistas! Suspensão das intervenções militares no Mali, no Iêmen, na Síria, no Iraque! Abaixo as manobras militares americanas contra a Coreia do Norte! Liberdade de circulação e de assentamento dos refugiados, dos trabalhadores e dos estudantes.

Nem liberalismo nem estatismo! Nem protecionismo nem livre câmbio! Expropriação dos grandes proprietários de bens e raízes e dos grupos capitalistas! Plano de produção decidido por toda a população!

Defesa dos liberdades democráticas! Direito para as nacionalidades oprimidas de se separar de seu(s) opresor(es)! Separação completa da religião e do Estado! Desarmamento dos corpos de repressão e demissão de todo o exército profissional!

Independência dos sindicatos com relação ao Estado e aos partidos burgueses! Criação de órgãos democráticos de luta! Governo dos trabalhadores baseado nesses órgaos, e isso em cada país! Federação socialista mundial!

1º de maio de 2017

Coletivo Revolução Permanente (GMI/França, GKK/Áustria, RP/Peru)
PD/Turquia
TML/Brasil

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Comitê ABC contra o golpe realiza panfletagem no Cata Preta: preparação para Greve Geral

© foto: Comitê ABC contra o golpe

O Comitê ABC contra o golpe realizou mais uma atividade 'Caminhos da Resistência', fazendo uma grande panfletagem no Bairro Cata Preta, em Santo André, convocando para a Greve Geral desta sexta-feira (28) contra as reformas da Previdência e Trabalhista, e a terceirização, as quais visam acabar com a aposentadoria e a legislação trabalhista, e pelo 'Fora, Temer!' e 'Fora, golpistas!'.

Os militantes do comitê visitaram boa parte da comunidade, batendo de porta em porta, conversando com os moradores, entregando os materiais aos moradores, os quais demonstraram boa receptividade. Muitos nos receberam de forma calorosa, como no caso dos operários aposentados da Ford.

O Comitê ABC contra o golpe atua na forma de frente única, com participação de independentes, militantes de partidos políticos operários, de esquerda e dos movimentos populares. Os materiais que foram distribuídos são os das centrais e sindicatos que estão denunciando a Reforma da Previdência, a Reforma Trabalhista e a terceirização, como, por exemplo, da CUT, CSP-Conlutas, Apeoesp, etc. A página do facebook, ABC contra o golpe, apoia esta atividade, denominada Caminhos da Resistência.

A Tendência Marxista-Leninista observa que a cada panfletagem vão aumentando as adesões com novos companheiros e militantes, fortalecendo ainda mais o Comitê, sendo que, nesta oportunidade, mais uma vez,  convida a todos os companheiros a participar das próximas atividades do Comitê ABC contra o golpe, em razão da enorme importância desse trabalho de base nos bairros operários e populares do ABC paulista, que tem uma enorme tradição de luta que vem desde a luta contra a outra ditadura, em 1964, e esta se ampliando contra o golpe de 2016.

sábado, 22 de abril de 2017

GM foi expropriada na Venezuela

A General Motors, empresa norte-americana, foi expropriada pelo poder judiciário da Venezuela.

O governo do presidente Nicolás Maduro vem enfrentando uma tentativa de golpe do imperialismo norte-americano e da burguesia entreguista venezuelana, bastante semelhante ao consumado contra a presidenta Dilma Rousseff  no Brasil em 2016.

Na Venezuela, ao contrário do que ocorreu no Brasil, apesar das vacilações, há um certo enfrentamento por parte de Maduro, ao contrário do Brasil, onde Dilma e a direção majoritária do PT (CNB – Construindo um Novo Brasil) não esboçaram nenhuma reação e capitularam praticamente sem luta perante aos golpistas, limitando-se a uma oposição parlamentar e eleitoreira, embora houvesse (e haja) muita disposição de luta das bases petistas e da população, que inclusive saíram às ruas de forma empírica e espontânea contra o golpe. 

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, de 21/4:

“O imbróglio começou em 2000, quando a GM quis retirar a concessão de uma de suas concessionárias, localizada na cidade de Maracaibo, em razão de um desempenho nas vendas abaixo do desejado pela montadora. O ponte de revenda, então, exigiu ser ressarcido pelos veículos que ainda tinha em estoque, dando início a um disputa judicial.

A unidade, que fica em Valencia e tem capacidade para produzir 100 mil veículos por ano, tinha sua produção voltada para o mercado interno. (...).”

Como no Brasil desde 2013, o imperialismo norte-americano e a burguesia entreguista brasileira sabotaram a economia brasileira, aplainando o terreno para o golpe. Aproveitaram a política de conciliação e colaboração de classes do PT, a política de alianças com partidos burgueses, e impuseram o ex-ministro Joaquim Levy para fazer trabalho de sapa na economia. 

Na Venezuela, embora sem as facilidades encontradas no Brasil, o imperialismo norte-americano e a burguesia entreguista venezuelana tentam fazer a mesma coisa e sabotam a economia da Venezuela.

Ainda conforme o Estadão:

"Expropriações são comuns no país desde o governo do presidente Hugo Chávez (1999-2013). Com a chegada de Maduro ao poder, a crise de escassez, a falta de moeda forte e a inflação, os confiscos se tornaram mais corriqueiros.” (Idem).

Anteriormente, durante o governo Chávez, foram expropriadas a Exxon Mobil e a Cargill, empresa de alimentos. No governo Maduro, foi expropriada a Kimberly-Clarke,

A Tendência Marxista-Leninista apoia as medidas concretas do governo Maduro contra os golpistas, como a expropriação da GM, desde que seja sem indenização e sob controle operário da produção, mas não deposita nenhuma ilusão no programa político nacionalista burguês de Maduro.

Todavia, a ponderação de Leon Trotsky, no Programa de Transição da IV Internacional, continua válida:

“(...) Entretanto, é impossível negar categórica e antecipadamente a possibilidade teórica de que, sob a influência de uma combinação de circunstâncias excepcionais (guerra, derrota, quebra financeira, ofensiva revolucionária das massas etc.), os partidos pequeno-burgueses, inclusive os estalinistas, possam ir mais longe do que queiram, no caminho da ruptura com a burguesia. Em todo caso, uma coisa está fora de dúvida: se mesmo esta variante pouco provável se realizasse um dia, em algum lugar, e um “governo operário e camponês” no sentido acima indicado se estabelecesse de fato, ele representaria somente um curto episódio em direção à ditadura do proletariado.”

A TML defende o armamento do proletariado venezuelano para enfrentar aos golpistas, como também a expropriação total do imperialismo norte-americano, da burguesia, dos camponeses ricos e dos latifundiários venezuelanos, a expropriação das fábricas, das empresas, dos bancos,  das terras, das empresas agrícolas, com reforma e revolução agrária, expulsão do imperialismo, rumo à revolução proletária e à instauração de um governo operário e camponês.

Para tanto, os partidos e organizações operárias, marxistas e revolucionárias da Venezuela devem buscar a unidade e construir um poderoso partido operário revolucionário. 

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Palocci, o novo Joaquim Silvério dos Reis


O depoimento, ontem, dia 20 de abril de 2017, do ex-ministro Antônio Palocci ao juiz Sérgio Moro, na Justiça Federal em Curitiba, praticamente coincide com a data do esquartejamento de Tiradentes, no Rio de Janeiro, em 21 de abril de 1792.

É emblemática a coincidência das datas.

A Inconfidência Mineira foi um movimento de intelectuais, escritores, poetas e trabalhadores mineiros, como Thomaz Antônio Gonzaga, jurista e poeta, Cláudio Manuel da Costa, advogado, e o próprio Tiradentes e outros, contra a exploração do Brasil colonial, com impostos, pela Coroa portuguesa.

O movimento foi traído por Joaquim Silvério  dos Reis, coronel comandante do Regimento Auxiliar da Borda do Campo.

Coincidentemente, ontem Antônio Palocci começou a fazer o mesmo com o movimento operário e popular, prometendo entregar os nomes, endereços fatos, etc., como fizeram Joaquim Silvério dos Reis e outros traidores como Jover Telles que traiu seus companheiros do PCdoB, entregando-os para os militares, que promoveram a Chacina da Lapa, ocorrida em 16 de dezembro de 1976, onde foram brutalmente assassinados Pedro Pomar e Ângelo Arroyo, enquanto Elza Monerat, Haroldo Lima, Aldo Arantes, Joaquim de Lima e Maria Trindade foram presos e torturados, aos quais nesta oportunidade reverenciamos e homenageamos. A traição de Jover Telles foi por um emprego e mais ou menos uns R$ 150.000,00,  de hoje, entregues à sua filha em Porto Alegre.

Palocci, na juventude, foi militante estudantil da Liberdade e Luta, a Libelu, tendência estudantil ligada, na época, ao lambertismo, corrente revisionista do trotskismo. Mas logo aderiu à tendência majoritária do PT, o que hoje é a corrente CNB (Construindo um Novo Brasil), passando a defender o programa reformista de conciliação e colaboração de classes, tendo sido prefeito da cidade de Ribeirão Preto, deputado estadual, deputado federal, ministro da Casa Civil e ministro da Fazenda, com o objetivo de gerir e administrar o capitalismo, dando um giro de 180º com relação as posições na juventude, que era de derrubar o capitalismo e instaurar um governo operário e camponês, rumo ao socialismo.

Palocci como o PT chegaram a uma encruzilhada, que a política de conciliação e colaboração de classes os levaram. As alianças com os partidos burgueses os levaram a esse beco sem saída. Na história isso não é novo, é mais uma repetição. Isso aconteceu, por exemplo, com o Partido Operário Social Democrata Alemão, de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht, o maior partido que operário que já existiu, junto com o Partido Operário Social Democrata Russo, de Vladimir Lênin e Leon Trotsky.

O Partido alemão, com a política de colaboração e conciliação de classes, com a nova  liderança de Friedrich Ebert e Gustav Noske, acabou por trair os trabalhadores, por trair a revolução proletária da Alemanha em 1918/1919, e inclusive assassinaram os líderes da tendência de esquerda e revolucionária do partido, mataram Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht.  

O Partido russo, o Partido Bolchevique, que tomou o poder em 1917, sob a liderança de Lênin e Trotsky, expropriando a burguesia e os camponeses ricos e latifundiários, adotando a economia planificada, o monopólio do comércio exterior, e criando o Exército Vermelho que derrotou mais de 14 exércitos imperialistas na guerra civil de 1918-1921, infelizmente com a morte de Lênin, surgiu uma camarilha burocrática que passou a controlar o partido, colocando-se contra a perspectiva da revolução proletária internacional e adotando a teoria contrarrevolucionária do “Socialismo em um só país” e posteriormente a política da “Coexistência Pacífica”, o que levou ao assassinato de todos os líderes do Partido Bolchevique e companheiros de Lênin por Josef  Stálin e seus burocratas, e por fim a destruição da União da Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e a restauração capitalista.

Recentes posições do PT são bastante preocupantes, como votar em Rodrigo Maia, do DEM, para presidente da Câmara dos Deputados, votar no deputado Cauê Macris, do PSDB, para presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, votar em Peri Cartola, do PSDB, para presidente da Câmara de Vereadores de São Bernardo do Campo.

Então, Palocci e o PT chegaram nessa encruzilhada em razão da política de conciliação e colaboração de classes, de alianças com partidos burgueses.

Palocci já optou por se tornar de forma patética o novo Joaquim Silvério dos Reis. Com certeza vai falar tudo o que os procuradores da Lava Jato determinarem. Assinará tudo embaixo.

Reconhecemos que Palocci é preso político, estando refém e sendo torturado, pois em Curitiba as prisões “cautelares” (“provisórias” e “preventivas”), são efetuadas sem culpa formada (sem acusação), sem observância do devido processo legal, transformando a bela Capital paranaense numa Nova Guantánamo.

Reconhecemos também que a Operação Lava Jato foi concebida pelo Departamento do Estado, CIA e FBI para recolonizar e escravizar o Brasil, em razão da crise capitalista mundial que eclodiu em 2008, levantando a “luta contra a corrupção”  que historicamente o imperialismo norte-americano desde a época da UDN impulsiona para promover golpes de Estado como o contra Getúlio Vargas em 1954, contra João Goulart em 1964, e contra Dilma Rousseff em 2016. 

Todavia, tudo isso não justifica a delação e a traição de Palocci. 

Traição não tem perdão!

Desejamos a Palocci que viva apenas o suficiente para responder perante um Tribunal operário e popular por sua alta traição, assim como Michel Temer, informante dos Estados Unidos, e de todos os demais golpistas por seus crimes de alta traição e lesa-pátria. E que encontrem pela frente um Saint-Just implacável!