quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Vitória dos diabéticos de SBC: desgoverno Orlando Morando volta fornecer seringas

© imagem: reprodução rede Globo (golpista)

O povo de São Bernardo do Campo obteve uma importante vitória contra o governo tucano do PSDB, do prefeito Orlando Morando, o qual havia reduzido o fornecimento das 60 (sessenta) seringas  que os 9.000 insulino-dependentes da cidade necessitam mensalmente para apenas 20 (vinte) seringas, ao mesmo tempo que orientava no sentido de reutilização até 8 (oito) vezes sendo que agora voltou atrás.

Tamanha indignação, a população iniciou grande campanha nas redes sociais contra o corte no fornecimento das seringas e a sua reutilização porque logicamente as seringas são descartáveis, sendo óbvio o risco de contaminação, sem falar que machuca os usuários. A Prefeitura do tucano Orlando Morando apoiava-se no também golpista Ministério da Saúde de Michel Temer que orienta nesse sentido.

Além da campanha da população nas redes sociais, destacamos a entrevista do jornalista Cadu Bazilevski ao Metro News, onde este informou o que isso estava acontecendo com seu pai diabético, João Batista Aragão Neto. A repórter, Vanessa Selicani, do Metro News - ABC, fez uma excelente matéria, onde ouviu especialistas, representantes de entidades de diabéticos e o próprio Ministério da Saúde golpista, que vem promovendo o desmonte da Saúde Pública no Brasil.

Agora, o SPTV da Rede Globo fez uma reportagem na Unidade Básica de Saúde da Pauliceia, em São Bernardo Campo, onde foi confirmado o corte, sendo que na mesma o prefeito golpista informou que a Prefeitura voltará a fornecer as 60 (sessenta seringas), e que a cidade gastará mais R$ 250.000,00 reais por ano, com os 9.000 diabéticos com isso. Ora, a cidade de São Bernardo do Campo tem um orçamento bilionário, nada justificando o desmonte da Saúde Pública. É só o golpista deixar de gastar com propaganda enganosa.

Essa vitória da população de São Bernardo do Campo deve servir de exemplo na luta contra o desmonte da Saúde Pública no Brasil, seja em nível municipal, estadual ou federal.

sábado, 12 de agosto de 2017

Ford SBC: deliberar a greve e ocupar a fábrica contra demissões

© foto: Edu Guimarães/SMABC

A Ford de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, demitiu 364 metalúrgicos que estavam em lay-off (suspensão temporária do contrato de trabalho, com pagamento de parte dos salários com recursos do Fundo de Amparo do Trabalhador – FAT), os quais receberam os telegramas de dispensa na quinta-feira, dia 10 de agosto.

As demissões desrespeitam o Acordo Coletivo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC que prevê estabilidade no emprego até janeiro de 2018.

Os operários realizaram Assembleia e reagiram às demissões paralisando a estamparia, prejudicando a produção nos demais setores e alas.

No último período, a empresa vem enrolando, com manobras como a implantação do Programa de Proteção do Emprego  (PPE) do ministro Levy, Programa de Demissão Voluntária (PDV), lay-off  e férias coletivas.

Constata-se, pois, que é uma política das montadoras para reduzir custos, reduzir salários, jogando a crise nas costas dos trabalhadores, buscando restabelecer a taxa de lucros.

Dizem que na Alemanha há um programa semelhante ao PPE que ajudou à manutenção dos empregos, com a redução dos salários, sendo que o país germânico está se recuperando e saindo da crise antes que os demais países da Europa.

Os operários da Ford não devem ter ilusão com relação ao PPE  e nas demais manobras. Em primeiro lugar, a Alemanha não é o Brasil. A Alemanha é um país capitalista avançado e imperialista (país que oprime outras nações), que juntamente com a França, domina a União Europeia, aliada dos Estados Unidos e flerta com os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Além disso, essa política do PPE derrota uma das principais bandeiras da classe trabalhadora, ou seja, a redução da jornada de trabalho, sem redução de salário; a qual se combina com a escala móvel de salários, o aumento do salário de acordo com a inflação.

Os companheiros 3.400 metalúrgicos da Ford de São Bernardo do Campo que produzem o Fiesta hatch e sedã (na lista dos mais vendidos, com 10.575 unidades; a empresa vendeu 110.000 automóveis, 12,8% a mais que em 2016) e caminhões devem realizar outra Assembleia e votar a greve, eleger um comando de greve e ocupar a fábrica.

- Greve com ocupação da fábrica da Ford!
- Reintegração de todos os metalúrgicos demitidos!
- Todo apoio e toda solidariedade à luta dos operários da Ford!
- Pela convocação da Assembleia Geral Extraordinária do Sindicado dos Metalúrgicos do ABC para organizar e unificar a luta contras as demissões!
- Organizar a greve geral!

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Venezuela: armar o proletariado para derrotar o golpe

O governo do presidente Nicolás Maduro vem enfrentando uma tentativa de golpe do imperialismo norte-americano e da burguesia entreguista venezuelana, bastante semelhante ao consumado contra a presidenta Dilma Rousseff  no Brasil em 2016.

Na Venezuela, ao contrário do que ocorreu no Brasil, apesar das vacilações, há certo um enfrentamento por parte de Maduro, ao contrário do Brasil, onde Dilma e a direção majoritária do PT (CNB – Construindo um Novo Brasil), não esboçaram nenhuma reação e capitularam praticamente sem luta perante aos golpistas, limitando-se a uma oposição parlamentar e eleitoreira, embora houvesse (e haja) muita disposição de luta das bases petistas e da população, que inclusive saíram às ruas de forma empírica e espontânea contra o golpe e fizeram uma greve geral no dia 28 de abril de 2017.

Como no Brasil desde 2013, o imperialismo norte-americano e a burguesia entreguista brasileira sabotaram a economia brasileira, aplainando o terreno para o golpe. Aproveitaram a política de conciliação e colaboração de classes do PT, a política de alianças com partidos burgueses, e impuseram o ex-ministro Joaquim Levy para fazer trabalho de sapa na economia.

Na Venezuela, embora sem as facilidades encontradas no Brasil, o imperialismo norte-americano e a burguesia entreguista venezuelana tentam fazer a mesma coisa e sabotam a economia da Venezuela.

Expropriações são comuns no país desde o governo do presidente Hugo Chávez (1999-2013). Com a chegada de Maduro ao poder, a crise de escassez, a falta de moeda forte e a inflação, os confiscos se tornaram mais corriqueiros.” (21/04/2017).

A General Motors, empresa norte-americana, foi expropriada pelo poder judiciário da Venezuela.

Anteriormente, durante o governo Chávez, foram expropriadas a Exxon Mobil e a Cargill, empresa de alimentos. No governo Maduro, foi expropriada a Kimberly-Clarke,

A Tendência Marxista-Leninista apoia as medidas concretas do governo Maduro contra os golpistas, como a expropriação da GM, mas não deposita nenhuma ilusão no programa político nacionalista burguês de Maduro.

Todavia, a ponderação de Leon Trotsky, no Programa de Transição da IV Internacional, continua válida:

“(...) Entretanto, é impossível negar categórica e antecipadamente a possibilidade teórica de que, sob a influência de uma combinação de circunstâncias excepcionais (guerra, derrota, quebra financeira, ofensiva revolucionária das massas etc.), os partidos pequeno-burgueses, inclusive os estalinistas, possam ir mais longe do que queiram, no caminho da ruptura com a burguesia. Em todo caso, uma coisa está fora de dúvida: se mesmo esta variante pouco provável se realizasse um dia, em algum lugar, e um “governo operário e camponês” no sentido acima indicado se estabelecesse de fato, ele representaria somente um curo episódio em direção à ditadura do proletariado.”

A TML defende o armamento do proletariado venezuelano para enfrentar aos golpistas, como também a expropriação total do imperialismo norte-americano, da burguesia, dos camponeses ricos e dos latifundiários venezuelanos, a expropriação das fábricas, das empresas, dos bancos,  das terras, das empresas agrícolas, com reforma e revolução agrária, expulsão do imperialismo, rumo à revolução proletária e à instauração de um governo operário e camponês.

Para tanto, os partidos e organizações operárias, marxistas e revolucionárias da Venezuela devem buscar a unidade e construir um poderoso partido operário revolucionário.

Na verdade, como no Brasil, na Venezuela há um golpe em marcha, onde a burguesia entreguista e o imperialismo norte-americano buscam depor o governo bolivariano de Nicolás Maduro, com objetivo semelhante ao do Brasil, porque a Venezuela é rica em petróleo, sendo uma dos principais países exportadores. Ou seja, o imperialismo, através da americana Chevron e da britância Shell, quer se apoderar do petróleo e das riquezas venezuelanas.

Como noticiado, o golpe em andamento na Venezuela é bem parecido com o do “impeachment”/golpe brasileiro, só que lá se chama “referendo revogatório, isto é, o mesmo modus operandi do Departamento de Estado, da CIA e do FBI:

“Nicolás Maduro é alvo de um pedido de referendo revogatório feito pela coalização opositora, a Mesa de Unidade Democrática (MUD), para retirá-lo do poder.(...)” (Folha de S. Paulo, 18/8/2016).

Além disso, igual está acontecendo no Brasil, a Venezuela sofre os reflexos da crise capitalista mundial de 2008, que também de forma retardatária chegou aos nossos vizinhos e a toda América do Sul.

Ainda, a Venezuela está sendo atacada no Mercosul, como aconteceu recentemente na reunião de Mendoza, na Argentina, pelo governo autoritário pró-imperialista de Mauricio Macri, da Argentina, e pelo governo golpista de Michel Temer, do Brasil, por meio do tucano usurpador  e golpista pró-imperialista José Serra.

A Tendência Marxista-Leninista faz frente única com o governo bolivariano de Maduro contra os ataques da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, porém adverte que os governos nacionalista burgueses costumam capitular perante o imperialismo, como o Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), da Bolívia; o APRA, no Peru; e o peronismo na Argentina.

A própria estratégia de Nicolás Maduro aponta nesse sentido, quando diz buscar “paz, diálogo e prosperidade.”, ou seja, uma política de conciliação.

Além disso, no final de semana passado, foi eleita uma Assembleia Constituinte na Venezuela, todavia houve impedimento da participação de partidos operários e da esquerda revolucionária.

A Tendência Marxista-Lenista entende que o que está colocado na Venezuela é o armamento do proletariado e dos camponeses para esmagar o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano:

 “De acordo com a magnífica expressão do teórico militar Clausewitz, a guerra é a continuação da política por outros meios. Esta definição também se aplica plenamente à guerra civil. A luta física não é senão um dos "outros meios" da luta política. É impossível opor uma à outra, porque é impossível deter arbitrariamente a luta política quando se transforma, pela força de suas necessidades internas, em luta física. O dever de um partido revolucionário é prever a inevitabilidade da transformação da luta política em conflito armado declarado e preparar-se com todas as suas forças para esse momento, como para ele se preparam as classes dominantes.

Os destacamentos da milícia para a defesa contra o fascismo são os primeiros passos no caminho do armamento do proletariado, e não o último. Nossa palavra de ordem é: "Armamento do proletariado e dos camponeses revolucionários". A milícia do povo, no fim das contas, deve abarcar todos os trabalhadores. Não será possível cumprir esse programa completamente, a não ser no Estado operário, para cujas mãos passarão todos os meios de produção e, conseqüentemente, também os meios de destruição, isto é, os armamentos e todas as fábricas que os produzem.

No entanto, é impossível chegar ao Estado operário com as mãos vazias. Somente os políticos inválidos, do tipo de Renaudel, podem falar de uma via pacífica, constitucional, para o socialismo. A via constitucional está cortada por trincheiras ocupadas pelos grupos fascistas. Há muitas dessas trincheiras diante de nós. A burguesia não vacilará em provocar uma dúzia de golpes de Estado para impedir a chegada do proletariado ao poder. Um Estado operário socialista não pode ser criado senão por uma revolução vitoriosa. Toda revolução é preparada pela marcha do desenvolvimento econômico e político, mas é decidida sempre por conflitos armados declarados entre as classes hostis. Uma vitória revolucionária não é possível a não ser graças a uma ampla agitação política, a um amplo trabalho de educação, uma ampla tarefa de organização das massas. Mas o próprio conflito armado também deve ser preparado com muita antecedência. Os operários devem saber que terão de bater-se numa luta de morte. Devem querer armar-se, como garantia de sua liberação. Em uma época tão crítica quanto a atual, o partido da revolução deve pregar aos operários, incansavelmente, a necessidade de armar-se e de fazer tudo o que possam para assegurar, pelo menos, o armamento da vanguarda proletária. Sem isso, a vitória é impossível.” (Leon Trotsky, “Aonde vai a França?).

Assim, cumpre aos marxistas revolucionários venezuelanos organizar imediatamente um partido operário marxista revolucionário, que busque organizar de forma independente e armar o proletariado e os camponeses venezuelanos para esmagar o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Setorial Racial promove “8º Prêmio Carolina Maria de Jesus”

© fotos: DM PT-SBC
O Setorial Racial de Combate ao Racismo do Partido dos Trabalhadores de São Bernardo do Campo (PTSBC) promoveu a 8ª edição do “Prêmio Carolina Maria de Jesus”. O evento aconteceu na noite desta sexta-feira (28) e lotou o Diretório Municipal, reunindo militantes das sete cidades do ABC Paulista e da capital.
Terezinha de Jesus, coordenadora do Setorial, destacou a importância do evento – que tem por objetivo dar visibilidade às mulheres negras que lutam por uma sociedade mais justa e igualitária. Em sua opinião, “esta é uma homenagem a todas as militantes anônimas que desempenham trabalhos sociais nos bairros e nas comunidades, e ajudam a construir uma sociedade menos desigual”.
“Hoje nós homenageamos oito companheiras aqui do ABC Paulista. Elas representam as mulheres negras do Brasil, guerreiras por natureza. O Prêmio Carolina Maria de Jesus é uma maneira de honrar suas histórias”, afirmou.
Anatalina Lourenço, Aparecida Cleunice Alves, Cleide Aparecida de Lima, Cleone Santos, Fernanda Henrique de Souza, Keila Costa Diniz, Maria Edna Timóteo Santos e Zenita dos Santos Rodrigues são as homenageadas nesta edição e foram escolhidas por se destacarem na militância em defesa dos direitos das mulheres.


































quinta-feira, 27 de julho de 2017

Rombo de R$ 56 bi no semestre em 2017: economia à beira do colapso com governo golpista

© reprodução: NBR

O governo golpista, por intermédio da Secretaria do Tesouro Nacional, anunciou ontem um rombo de 56,09 bilhões de reais no semestre nas contas públicas. Não está dando mais para esconder. A economia está indo à pique.

“Esse foi o pior resultado para o primeiro semestre desde o início da série histórica, em 1997, ou seja, em 21 anos.” (Portal Globo, 26/7).

Essa é a ponta do iceberg. Outras medidas que vinham sendo anunciadas demonstravam o total descontrole da economia gerida pelos golpistas, como, por exemplo, o aumento dos combustíveis, o “Programa de Demissão Voluntária” (PDV) da União, do governo federal, o adiamento do reajuste dos funcionários públicos federais. Tudo isso demonstra o caminha da quebra do Brasil.

Para despistar, os jornais da imprensa golpista, funcionando como “assessoria de imprensa” de Michel Temer, anunciaram, hoje 27/7, em manchete, que os juros caíram  e falaram em novo corte no futuro, referindo-se ao corte de um ponto na taxa Selic pelo Comitê de Política Econômica do Banco Central (Copom). Mas isso é só para tentar escamotear e disfarçar, já que a economia não responde, está como um paciente com morte cerebral.

Daí o desespero e a pressa para por fim  à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a condenação de Lula e possibilidade do golpe dentro do golpe, com o golpista Rodrigo Maia, do Democratas (DEM, ex-Partido da Frente Liberal – PFL -  e ALIANÇA RENOVADORA NACIONAL – ARENA, o partido da ditadura militar de 1964), presidente da Câmara dos Deputados, articulando a derrubada do golpista Michel Temer, abrem a perspectiva da escalada golpista rumo à ditadura e ao fascismo.

Rodrigo Maia, conta com o apoio do “mercado”, isto é, da burguesia, principalmente a pró-imperialista, representada pelo PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), sobretudo do capital financeiro, dos bancos, controlando o Congresso Nacional, o Judiciário e o Ministério Público (estas duas últimas instituições são elitistas, conservadoras e reacionárias, não se submetendo ao sufrágio universal, ao voto, ao povo, e ultimamente têm realizado atuação política de forma aberta, ao arrepio de suas leis orgânicas e da Constituição da República).

A consumação do golpe dentro do golpe poderá proporcionar mais ataques aos trabalhadores e à maioria oprimida nacional, pois a “plataforma” do golpista Rodrigo Maia vai mais além do que a de Michel Temer (“Uma ponte para o futuro”), pois inclui ainda, além das “Reformas Trabalhista e Previdenciária”, a tal “Reforma Tributária” e da “Segurança Pública”, o que demonstra que irá implementar a política ditada diretamente pelo imperialismo, principalmente, o norte-americano (Departamento de Estado, FBI e CIA), na mesma linha da “Operação Lava Jato”, concebida para perseguir o Partido dos Trabalhadores (PT) e os empresários nacionais (a burguesia nacional), que colaboraram com os governos de Lula e Dilma, tudo isso para implementar a terceirização, acabar com a CLT e a aposentadoria, aumentar o genocídio da população pobre e negra das periferias das cidades e massacrar ainda mais a população carcerária brasileira (700.000 presos,  4ª população carcerária do  mundo), assassinar os camponeses e exterminar povos indígenas e aumentar o trabalho escravo, enfim, escravizando e recolonizando totalmente o Brasil.

O conjunto da classe operária, para deter essa escalada golpista, precisa entrar em movimento, rompendo a paralisia imposta pelas direções reformistas e pelegas, que levam uma política de conciliação e colaboração de classes, eleitoreira e parlamentarista, que tem levado o movimento popular a um beco sem saída, aplainando o terreno para o avanço da burguesia e do imperialismo, o que levou à derrubada presidenta Dilma Rousseff do Partido dos Trabalhadores (PT).

Assim sendo, cumpre ao movimento operário e popular buscar a ação direta, convocar um Congresso de base da classe trabalhadora, com delegados eleitos nos Estados, em São Paulo ou no Rio de Janeiro, para discutir um plano de lutas contra o desemprego que atinge 14 milhões de brasileiros, como um Fundo Desemprego, com os trabalhadores empregados doando 0,5% do salário; pela redução da jornada de trabalho, sem redução de salário, para que todos trabalhem; com a escala móvel de salários, com os aumentos sendo de acordo com a inflação e ganhos reais; formação de milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos; formação de um partido operário marxista e revolucionário; na perspectiva de uma greve geral por tempo indeterminado para a derrubada do regime golpista; rumo a um governo operário e camponês e a uma Internacional Operária e Revolucionária.

sábado, 22 de julho de 2017

Rio de Janeiro: decretado o estado de sítio permanente

O ministro renegado e golpista Raul Jungmann anunciou ontem, dia 21 de julho, que as Forças Armadas, Exército, Marinha e Aeronáutica, “vão ajudar na segurança do RJ até 2018” (Portal da Globo, 21/7).

Na verdade, nova ofensiva contra a população pobre e negra do Rio de Janeiro, rebelada em razão da falência completa do Estado fluminense, e agora com o aprofundamento da crise econômica, como demonstram os aumentos dos combustíveis.

Os golpistas faliram o Estado do Rio de Janeiro, sendo que o governador Luiz Fernando Pezão, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) sequer está pagando os vencimentos (salários) dos funcionários públicos cariocas, que se encontram atrasados.

Segundo o Portal Globo, “Os militares permanecerão nas ruas da cidade até dezembro de 2018. O ministro não informou o efetivo das tropas que participarão das ações.” Mas em seguida quase tudo fica esclarecido:

“No momento seguinte se passa para essa operação e se iniciam outras e mais outras. No caso das Forças Armadas nós não precisamos de muitos recursos de fora. Só para dar um exemplo, a Vila Militar, que é a maior unidade militar da América do Sul, tem 12 mil homens. Ou seja, só em caso de necessidade de uma macro-operação em apoio às ações policiais caso seja necessário.”

O Rio de Janeiro, desde as Olimpíadas de 2016 já vinha sendo atacado pelo Exército, que  chegou a matar populares, sendo um deles um adolescente, perpetrando inominável covardia.

Isso tudo é o resultado do golpe que destituiu a presidente Dilma Rousseff do Partido dos Trabalhadores (PT), implicando no fim da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a condenação de Lula e a perseguição sistemática aos sindicatos, às centrais sindicais e ao movimento operário e popular, que segue com a possibilidade do golpe dentro do golpe, com o golpista Rodrigo Maia, do Democratas (DEM, ex-Partido da Frente Liberal – PFL -  e ALIANÇA RENOVADORA NACIONAL – ARENA, o partido da ditadura militar de 1964), presidente da Câmara dos Deputados, articulando a derrubada do golpista Michel Temer, abrem essa perspectiva da escalada golpista rumo à ditadura e ao fascismo.

Rodrigo Maia conta com o apoio do “mercado”, isto é, da burguesia, principalmente a pró-imperialista, representada pelo PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), sobretudo do capital financeiro, dos bancos, controlando o Congresso Nacional, o Judiciário e o Ministério Público (estas duas últimas instituições são elitistas, conservadoras e reacionárias, não se submetendo ao sufrágio universal, ao voto, ao povo, e ultimamente têm realizado atuação política de forma aberta, ao arrepio de suas leis orgânicas e da  Constituição da República que na prática foi revogada pelos golpistas, com apoio do Supremo Tribunal Federal.

A consumação do golpe dentro do golpe poderá proporcionar mais ataques como estes, pois o programa de Rodrigo Maia vai mais além do que o de Michel Temer (“Uma ponte para o futuro”), pois inclui ainda, além das “Reformas Trabalhista e Previdenciária”, a tal “Reforma Tributária”, para desonerar os industriais e os banqueiros, e da “Segurança Pública”, o que demonstra que irá implementar a política ditada diretamente pelo imperialismo, principalmente, o norte-americano (Departamento de Estado, FBI e CIA), na mesma linha da “Operação Lava Jato”, concebida para perseguir o Partido dos Trabalhadores (PT) e os empresários nacionais (a burguesia nacional), que colaboraram com os governos de Lula e Dilma, tudo isso para implementar a terceirização, acabar com a CLT e a aposentadoria e as leis previdenciárias, aumentar o genocídio da população pobre e negra das periferias das cidades e massacrar ainda mais a população carcerária brasileira (700.000 presos,  4ª população carcerária do  mundo), aumentar os massacres cotidianos dos camponeses e exterminar os povos indígenas, enfim, escravizando e recolonizando o Brasil.

Romper com a política de conciliação de classes do PT e do PSOL 

O conjunto da classe operária, para deter essa escalada golpista, precisa entrar em movimento, rompendo a paralisia imposta pelas direções pequeno-burguesas reformistas e pelegas do PT e do PSOL, porque essa política eleitoreira tem levado o movimento popular a um beco sem saída, aplainando o terreno para o avanço da burguesia e do imperialismo, o que levou à derrubada presidenta Dilma Rousseff .

É preciso desmascarar Marcelo Freixo, defensor das ultra-reacionárias UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) e o PSOL, defensor da também ultra-reacionária farsa  da “Operação Lava Jato”.

Convocar um Congresso de base da classe trabalhadora 

Assim sendo, cumpre ao movimento operário e popular buscar a ação direta, convocar um Congresso de base da classe trabalhadora, com delegados eleitos nos Estados, a ser realizado em São Paulo, para discutir um plano de lutas contra o desemprego que atinge 14 milhões de brasileiros, buscando a instituição de um Fundo Desemprego, com cada trabalhador empregado doando 0,5% (meio por cento) do salário para esse Fundo; pela redução da jornada de trabalho, sem redução de salário, para que todos trabalhem; com a escala móvel de salários, com os aumentos sendo de acordo com a inflação e ganhos reais; formação de milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos; formação de um partido operário marxista e revolucionário; na perspectiva de uma greve geral por tempo indeterminado para a derrubada do regime golpista; rumo a um governo operário e camponês e a uma Internacional Operária e Revolucionária.

domingo, 16 de julho de 2017

Brasil rumo à ditadura e ao fascismo

O fim da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a condenação de Lula e possibilidade do golpe dentro do golpe, com o golpista Rodrigo Maia, do Democratas (DEM, ex-Partido da Frente Liberal – PFL -  e ALIANÇA RENOVADORA NACIONAL – ARENA, o partido da ditadura militar de 1964), presidente da Câmara dos Deputados, articulando a derrubada do golpista Michel Temer, abrem a perspectiva da escalada golpista rumo à ditadura e ao fascismo.

Rodrigo Maia, conta com o apoio do “mercado”, isto é, da burguesia, principalmente a pró-imperialista, representada pelo PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), sobretudo do capital financeiro, dos bancos, controlando o Congresso Nacional, o Judiciário e o Ministério Público (estas duas últimas instituições são elitistas, conservadoras e reacionárias, não se submetendo ao sufrágio universal, ao voto, ao povo, e ultimamente têm realizado atuação política de forma aberta, ao arrepio de suas leis orgânicas e da Constituição da República).

A consumação do golpe dentro do golpe poderá proporcionar mais ataques aos trabalhadores e à maioria oprimida nacional, pois a “plataforma” do golpista Rodrigo Maia vai mais além do que a de Michel Temer (“Uma ponte para o futuro”), pois inclui ainda, além das “Reformas Trabalhista e Previdenciária”, a tal “Reforma Tributária” e da “Segurança Pública”, o que demonstra que irá implementar a política ditada diretamente pelo imperialismo, principalmente, o norte-americano (Departamento de Estado, FBI e CIA), na mesma linha da “Operação Lava Jato”, concebida para perseguir o Partido dos Trabalhadores (PT) e os empresários nacionais (a burguesia nacional), que colaboraram com os governos de Lula e Dilma, tudo isso para implementar a terceirização, acabar com a CLT e a aposentadoria, aumentar o genocídio da população pobre e negra das periferias das cidades e massacrar ainda mais a população carcerária brasileira (700.000 presos,  4ª população carcerária do  mundo), enfim, escravizando e recolonizando o Brasil.

O conjunto da classe operária, para deter essa escalada golpista, precisa entrar em movimento, rompendo a paralisia imposta pelas direções reformistas e pelegas, que levam uma política de conciliação e colaboração de classes, eleitoreira e parlamentarista, que tem levado o movimento popular a um beco sem saída, aplainando o terreno para o avanço da burguesia e do imperialismo, o que levou à derrubada presidenta Dilma Rousseff do Partido dos Trabalhadores (PT).

Assim sendo, cumpre ao movimento operário e popular buscar a ação direta, convocar um Congresso de base da classe trabalhadora, com delegados eleitos nos Estados, em São Paulo ou no Rio de Janeiro, para discutir um plano de lutas contra o desemprego que atinge 14 milhões de brasileiros; pela redução da jornada de trabalho, sem redução de salário, para que todos trabalhem; com a escala móvel de salários, com os aumentos sendo de acordo com a inflação e ganhos reais; formação de milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos; formação de um partido operário marxista e revolucionário; na perspectiva de uma greve geral por tempo indeterminado para a derrubada do regime golpista; rumo a um governo operário e camponês e a uma Internacional Operária e Revolucionária.

Mais do que nunca, a alternativa é o Socialismo!

terça-feira, 11 de julho de 2017

Partido da ditadura militar poderá assumir a presidência da República

O golpista Rodrigo Maia, do Democratas (DEM), presidente da Câmara dos Deputados, está articulando a derrubada do golpista Michel Temer, do PMDB (Partido do Movimento Democrática Brasileiro). Para tanto, conta com o apoio do “mercado”, isto é, da burguesia, principalmente a pró-imperialista, representada pelo PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), sobretudo do capital financeiro, dos bancos.

Isto significa a volta ao poder do Partido da Frente Liberal (hoje DEM), partido que sucedeu a ARENA (Aliança Renovadora Nacional), o partido formado pelos militares golpistas de 1964, que defendiam os interesses do imperialismo norte-americano.

A consumação do golpe dentro do golpe poderá proporcionar mais ataques aos trabalhadores e à maioria oprimida nacional, pois a “plataforma” do golpista Rodrigo Maia vai mais além do que a de Michel Temer (“Uma ponte para o futuro”), pois inclui ainda, além das “Reformas Trabalhista e Previdenciária", a tal “Reforma Tributária” e da “Segurança Pública”, o que demonstra que irá implementar a política ditada diretamente pelo imperialismo, principalmente, o norte-americano (Departamento de Estado, FBI e CIA), na mesma linha da “Operação Lava Jato”, concebida para perseguir o Partido dos Trabalhadores (PT) e os empresários nacionais (a burguesia nacional), que colaboraram com os governos de Lula e Dilma, tudo isso para implementar a terceirização, acabar com a CLT e a aposentadoria, escravizando e recolonizando o Brasil.

Assim, o “plano” do golpista Rodrigo Maia é implementar a mesma política econômica que o militar ditador Augusto Pinochet implementou no Chile a partir de 11 de setembro de 1973, aplicando os “ensinamentos” da Escola de Economia de Chicago, desonerando a burguesia e o imperialismo de pagamento de impostos, com a aplicação de uma política “liberal”, que significou o mais brutal ataque ao proletariado chileno.

Logicamente, a política econômica de Pinochet de ataque à classe trabalhadora não deu certo. Aí os economistas, a burguesia chilena e o imperialismo norte-americano cinicamente disseram que a política econômica não deu certo por causa da ditadura. Na verdade, a política econômica só foi aplicada em razão do golpe, da ditadura, sendo que, do ponto de vista da burguesia chilena e do imperialismo norte-americano, ela foi um sucesso porque recolonizou e escravizou o Chile.

Todavia, com relação à tributação no Brasil, é importante destacar alguns pontos: aqui não se tributa dividendos e não há imposto sobre grandes fortunas (está na Constituição Federal, mas não foi regulamentado). Nos Estados Unidos, este imposto é de 20% a 40%; na Inglaterra de Margareth Tchatcher era de 38%. O imposto sobre herança no Brasil é de 3%, enquanto no Chile, paraíso neo-liberal, é de 12%. Economistas, na época em que Joaquim Levy era ministro, calcularam que se o Brasil tivesse imposto sobre grandes fortunas, taxando apenas 5%, conseguiria 90 bilhões de reais, quantia bem superior aos 18 bilhões que Levy queria retirar do sangue e suor dos trabalhadores.

Combinado com isso, o golpista Rodrigo Maia prepara uma “Reforma na Segurança Pública”,  com certeza para espalhar o estado de sítio que o Rio de Janeiro vive hoje aos demais estados da federação brasileira, o que redundará no aumento do genocídio da população pobre e negra das periferias das cidades e da população carcerária massacrada nos presídios com a política de encarceramento em massa do Poder judiciário brasileiro (o Brasil possui a 4ª população carcerária do mundo, em torno de 700.000 presos).  

Para agravar a situação política nacional, o principal partido da ditadura militar de 1964 está prestes a assumir a presidência da República, o que tende a aumentar os ataques à classe trabalhadora e a seus direitos, o que deverá levar ao colapso a política eleitoreira de “diretas já”, dos partidos e das organizações da esquerda pequeno-burguesa, democratizantes e centristas, como PT, PSOL, PSTU, MAIS, etc., porque, evidentemente, num quadro como este, como sempre dissemos, em eleições controladas sempre ganha o partido golpista, como na ditadura militar de 1964 a ARENA sempre vencia as eleições antidemocráticas e fraudadas.

Assim sendo, cumpre ao movimento operário e popular convocar um Congresso de base da classe trabalhadora, com delegados eleitos nos Estados, em São Paulo ou no Rio de Janeiro, para discutir um plano de lutas contra o desemprego que atinge 14 milhões de brasileiros; pela redução da jornada de trabalho, sem redução de salário, para que todos trabalhem; com a escala móvel de salários, com os aumentos sendo de acordo com a inflação e ganhos reais; formação de milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos; formação de um partido operário marxista e revolucionário; na perspectiva de uma greve geral por tempo indeterminado para a derrubada do regime golpista; rumo a um governo operário e camponês e a uma Internacional Operária e Revolucionária.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Organizar a greve geral de massas por tempo indeterminado

A Tendência Marxista-Leninista publica abaixo o artigo da Liga Bolchevique Internacionalista (LBI), em razão de concordar com sua análise da conjuntura brasileira atual, notadamente a necessidade da luta contra a burocracia sindical pelega e reformista, a defesa da palavra de ordem de greve geral por tempo indeterminado e a bandeira do Congresso nacional da classe trabalhadora na perspectiva do poder proletário.

30 DE JUNHO

PARA DERRUBAR TEMER, SUAS REFORMAS NEOLIBERAIS E O REGIME BURGUÊS É PRECISO CONVOCAR UMA GREVE GERAL DE MASSAS, ATIVA E INSSUREICIONAL POR TEMPO INDETERMINADO!

SUPERAR OS “DIAS DE LUTA” IMPOSTOS PELA BUROCRACIA SINDICAL QUE NÃO PASSAM DE INSTRUMENTOS DE PRESSÃO SOBRE O CONGRESSO DE BANDIDOS!

ORGANIZAR UM CONGRESSO NACIONAL DOS TRABALHADORES COMO EMBRIÃO DE ORGANISMOS DE PODER PROLETÁRIO E SOCIALISTA!

Neste dia 30 de Junho ocorre um “Dia de paralisações e mobilizações contra Reforma Trabalhista”. Anteriormente convocado com o caráter de “Greve Geral” de 24hs, as direções das principais centrais sindicais (CUT, CTB, FS, UGT) trataram de transformar a data em um mero instrumento de pressão sobre o congresso de bandidos com o objetivo de alterar alguns pontos da reforma trabalhista no parlamento.

Uma prova do que afirmamos é que não há nenhum clima de verdadeira paralisação nacional nas bases das categorias, existe um nível de mobilização bem inferior ao que vimos no último 28 de Abril, apesar ter se aprofundado o ódio popular contra Temer. Esse retrocesso ocorre em um momento onde chega ao ápice a crise do governo golpista e das instituições políticas do regime burguês.

Porque esse “descompasso” entre a puteza das massas e a política de suas direções? A razão desse recuo é responsabilidade direta das direções políticas da CUT, CTB, PT e do PCdoB que optaram por não radicalizar a luta de classes, apostando no caminho de desgastar o governo Temer para capitalizar sua crise no terreno eleitoral, via a disputa presidencial em 2018 ou mesmo antes se necessário pelas visas da “Diretas Já”. Por este motivo, enquanto sabotaram a construção de uma Greve Geral de massas e ativa com piquetes, ocupações e corte de estradas, priorizaram domesticados os atos pelas “Diretas Já”, uma espécie de campanha eleitoral antecipada para Lula ou mesmo para o PSOL.

Nesse caminho de traição tiveram o apoio velado ou a não resistência de fato da Conlutas (PSTU) e da Intersindical (PSOL). A chamada “Oposição de Esquerda” optou por fingir que o eixo adotado pela burocracia sindical (“Dia 30, Vamos parar o Brasil contra as Reformas”) fortaleceria a luta por uma futura Greve Geral quando de fato representou o seu desmonte.

Como as Oposições classistas impulsionadas pela TRS-LBI já vínhamos denunciando, este 30/06 não passa de um “dia de protestos” com um caráter atomizado e não centralizado com ocupações e piquetes. Passa bem longe das intenções da CUT, CTB e FS organizar uma verdadeira Greve Geral, ativa e de massas para pôr abaixo o governo golpista e suas reformas neoliberais, seu objetivo é pressionar a CCJ no Senado e o plenário desse covil de bandidos que é o Senado Federal.

Por esta ótica política toda a ação da classe trabalhadora deveria estar concentrada no “Fora Temer”, transformando os “dias de luta” em atos pelas “Diretas Já” no sentido da eleição de um “novo governo legitimado pelas urnas”. Para a cúpula da burocracia sindical e a direção da PT, PCdoB e PSOL não há a perspectiva da Revolução Social e a tomada do poder estatal por parte dos trabalhadores pelas vias não institucionais da democracia dos ricos.

Em nome das Oposições Classistas impulsionadas pelas TRS-LBI convocamos a vanguarda classista do proletariado a atropelar estes pelegos e reformistas construindo pela base uma verdadeira Greve Geral de massas, por tempo indeterminado até a derrubada do “gerente” golpista e seus reais patrões: a classe dominante e seu Estado capitalista de exploração e opressão sobre os trabalhadores e o povo oprimido!

Este é o caminho da vitória dos trabalhadores, sem apostar em nenhuma saída eleitoral e nos marcos da institucionalidade burguesa. Neste momento de aguda crise política e econômica, com o avanço da recessão sobre as costas dos trabalhadores, onde os governos burgueses de todos os matizes políticos e a patronal impõem arrocho salarial e até mesmo reajuste “zero” para os servidores públicos, escalonando e atrasando os salários, é preciso radicalizar nossa luta direta com ocupações de fábricas, terras, piquetes, paralisações nos bancos e escolas, construindo um embrião de poder dos explorados.

No curso desse combate de classe, faz-se necessário organizar um Congresso Nacional dos Trabalhadores, agrupando o movimento operário, popular e estudantil, ampla e democraticamente convocado, que deve ser forjado como uma alternativa de poder dos trabalhadores. As Oposições classistas impulsionadas pela TRS-LBI lançam um chamado franco à toda vanguarda classista, a grupos políticos, sindicais e organizações marxistas para juntos convocarmos um Congresso que aprove uma plataforma de centralização das lutas como alternativa a farsa de uma saída eleitoral nos marcos da institucionalidade burguesa.

O seu caráter não é meramente sindical e sim o embrião de um organismo político de frente única capaz de agrupar todos os setores explorados do país para assentar as bases de um poder de novo tipo, proletário e socialista!

MOVIMENTO DE OPOSIÇÃO BANCÁRIA (MOB) - CE
OPOSIÇÃO CLASSISTA DOS QUÍMICOS-SP
OPOSIÇÃO DE LUTA DOS PROFESSORES - CE
OPOSIÇÃO DOS RODOVIÁRIOS - GUARULHOS/SP
OPOSIÇÃO UNIDADE NA LUTA - URBANITÁRIOS – CE
OPOSIÇÃO COMBATIVA DOS PETROLEIROS - RN
TENDÊNCIA REVOLUCIONÁRIA SINDICAL

sábado, 24 de junho de 2017

Repúdio à ingerência da monarquia parasitária e do imperialismo da Noruega

A Tendência Marxista-Leninista manifesta o seu mais veemente repúdio à ingerência e à agressão perpetrada pela primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, a qual imiscuiu em assuntos internos do Brasil, pretextando a corrupção, assim como informou que reduzirá pela metade os recursos destinados ao Fundo de Proteção da Amazônia.

A luta contra o imperialismo norueguês, representado por sua monarquia parasitária, não significa nenhum apoio ao governo golpista de Michel Temer, uma vez que lutamos pela derrubada revolucionária do governo golpista e de todas as suas instituições burguesas.

O nosso posicionamento significa a luta da nação oprimida contra o imperialismo, como nos ensinou Leon Trotsky em sua famosa entrevista ao militante trotskista argentino, Mateo Fossa, ponderando sobre a hipótese de um eventual ataque da Inglaterra imperialista ao Brasil de Getúlio Vargas, quando o velho bolchevique disse que ficaria do lado do Brasil “fascista” de Vargas contra o imperialismo britânico.

Como nos ensinou Lênin, o imperialismo é a fase de decadência do capitalismo, a época dos monopólios, da reação em toda linha, época de guerras e revoluções.

A Noruega é um país imperialista, que teve condições de se desenvolver e se tornar uma país avançado, juntamente com os demais países escandinavos, como Suécia, Dinamarca e Islândia, porque o imperialismo mundial, liderado pelos Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha, Japão, etc., foram forçados a permitir seu desenvolvimento e não perpetrar a rapina, em razão da proximidade da Noruega e dos países escandinavos da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), uma vez que a Noruega possui 196 km de fronteiras com a Rússia de hoje. O imperialismo mundial fez coisa semelhante também nos casos do enclave terrorista e sionista de Israel e da Coreia do Sul.

A Noruega é fundadora da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) em 1949, sendo comparsa do monstro imperialista norte-americano, participando de “missões” da ONU, que como disse Lênin de sua antecessora a Sociedade das Nações, não passa de um covil de bandidos, no Afeganistão, Kosovo e Darfur, ou seja, perpetrando intervenções imperialistas nesses países.

Tudo isso permitiu o desenvolvimento da indústria do petróleo, com descobertas de jazidas no mar do Norte e no Mar da Noruega, sendo o sétimo maior exportador do mundo, representando ¼ de seu PIB; do gás; da pesca; e possuindo a 6ª maior frota mercante mundial, com 1.412 embarcações (Wikipédia).

Os níveis de produtividade horária e o salário médio por hora estão entre os maiores do mundo (Wikipédia).

Possui ricos recursos em campos de gás, hidroeletricidade, peixes, florestas e minerais. Foi o segundo exportador em frutos do mar em 2006 (Wikipédia).

Todavia, a taxa de desemprego de 4,6 em abril/2017 (Trading Economics) é alta tendo em vista o grande desenvolvimento econômico da Noruega, o que sinaliza a necessidade da formação de uma partido operário revolucionário, para derrubar a monarquia parasitária norueguesa como fizeram os bolcheviques russos, instaurando um governo revolucionário do proletariado, expropriando os meios de produção, as fábricas, empresas, os bancos, as universidades, as escolas, as fazendas e as empresas agrícolas, implantando o monopólio do comercio exterior e a economia planificada, rumo ao socialismo e a construção de uma Internacional operária e revolucionária.

Por outro lado, nós trabalhadores brasileiros devemos ficar de olho nas empresas, fábricas e bancos noruegueses no Brasil para, na primeira oportunidade, expropriá-los (sem indenização).

A TML conclama as organizações operárias e populares a promover atos contra o governo da Noruega nos consulados da mesma nos Estados e em sua embaixada em Brasília, tendo como data indicativa o dia 30 de junho, dia da Greve Geral.