sábado, 29 de abril de 2017

Pela revolução socialista mundial

O capitalismo já deu seu recado
O capitalismo está em declínio desde quando entrou em sua fase imperialista. Isso se manifestou na Europa através da 1ª Guerra mundial em 1914 (que teve seu fim graças às revoluções russa de 1917 e à alemã de 1918) e se manifestou na América devido à crise econômica de 1929.

O meio ambiente da espécie humana se degrada devido à busca do lucro que é o motor do capitalismo. O clima se vê afetado pela emissão dos gazes de efeito estufa (CO 2 , CH 4 ...) A natureza serve de depósito ao capital e poluições múltiplas que podem ser evitadas afetam a saúde dos humanos. Espécies várias desaparecem a cada ano. Os grandes grupos capitalistas se apoderam das terras agrícolas e mineiras em detrimento dos camponeses trabalhadores e do meio ambiente.

A crise capitalista se manifesta em escala mundial em 2007-2009. As crises mais localizadas afetam o Brasil, a Argentina, a Rússia... A Grêcia se afunda na depressão. A retomada mundial de 2009 foi feita com o prejuízo que foi imposto aos explorados, os governos e os bancos centrais tendo salvado, em cada país e cada um por si, seus grandes grupos financeiros e industriais. Os capitalistas, seus Estados nacionais, com a cumplicidade dos partidos “reformistas” e as burocracias intensificaram o trabalho, precarizaram o emprego, flexibilizaram os salários e o tempo de trabalho, diminuíram as prestações sociais, adicionaram a exploração para os alugueis e os juros bancários junto à exploração nos locais de trabalho.

Com a falta da destruição do capital significativo, o crescimento econômico fraco, as trocas comerciais internacionais pararam de se intensificar (elas crescem menos rapidamente do que a produção), o desemprego mundial aumenta (o empredo cresce a um ritmo menos rápido do que a população ativa), a especulação financeira prossegue. Se a classe operária (operários, empregados,...técnicos...) aumenta em número, a parte dos salários na produção torna-se mais baixa e as desigualdades aumentam entre os mais ricos e os mais pobres. Mesmo os países capitalistas mais avançados rejeitam durante um bom tempo a sua população para que ela se empregue, fecham suas fronteiras aos migrantes, são incapazes de assegurar um teto para todos. Centenas de milhões de pessoas se amontoam na miséria e na incerteza nos campos de refugiados dos países dominados, nas favelas e periferias de miséria de suas metrópoles.

A subordinação militar aos EEUU (OTAN), a pressão da Rússia sobre a Ucrânia, o estrangulamento da Grécia pelas burguesias alemã e francesa, a saída da Grã Bretanha (da União Europeia) a insubordinação dos Estados-nações da Europa central fragilizam a União Europeia. Os burgueses europeus se revelam incapazes – como o marxismo tinha previsto há um século – de unificar pacificamente a Europa.

O capitalismo conduz á barbárie
As rivalidades entre potências imperialistas se intensificam: os EEUU se apoiam em sua superioridade militar para tentar conservar a hegemonia, enquanto que a Rússia lhes resiste e que a China quer repartir o mundo. Os Estados-nações espionam sua população e cerceiam as suas liberdades democráticas. Os orçamentos militares e as compras de armamento atingem cifras explosivas e os Estados possuidores de armas nucleares se multiplicam (Paquistão, Israel...). O novo imperialismo chinês militariza o mar da China contra os velhos imperialismos japonês e americano. As potências ocidentais e a russa se enfrentam indiretamente na Ucrânia e na Síria.

Israel, com o apoio dos Estados Unidos, estrangula os “territórios” da Palestina que lhe escapam das mãos, destroem regularmente a Faixa de Gaza e estende a colonização, na Cisjordânia e em Jerusalém. A guerra arrasa ainda e sempre a Ucrânia, o Afeganistão, a Síria, o Iraque e o Iêmen. A fome atinge a Nigéria, a Somália, o Sudão do Sul e o Iêmen. Dezenas de milhões de pessoas são deslocadas de seus países, milhões tentam escapar do perigo que correm (centenas morrem a cada ano na fronteira entre o Mexico e os Estados Unidos milhares no mar Mediterrâneo...). Os imigrantes ilegais são por todas as partes reduzidos à uma sobrexploração, ou até a escravidão.

Por todas as partes a classe dominante procura derivativos à precaridade e à miséria que engendra a sua própria dominação, e o faz designando como bodes expiatórios os refugiados, os trabalhadores originários de outros países, as minorias étnicas ou religiosas. A eleição de Trump nos Estados Unidos, depois das de Dutertre nas Filipinas e de Orbán na Hungria, ilustram a subida generalizada do protecionismo e da xenofobia.

A perspectiva do socialismo recuou nas massas devido à opressão dos trabalhadores nos Estados que se prentendiam socialistas (da Cuba de Fidel Castro ao Cambodja de Pol Pot) e da restauração do capitalismo ocorrida em 1989-1993 (na Europa central, na Rússia, na China, no Vietnã...) pelas burocracias usurpadoras e privilegiadas que se pretendem comunistas. Em todos os países o obscurantismo retorna com força na ideologia e na política, em particular sob a forma de fundamentalismo religioso. Essa regressão se opera em detrimento da pesquisa cientifica, de outras religiões e dos ateus, dos direitos das mulheres, da liberdade sexual, do patrimônio arqueológico, da criação artistica, do ensino... Por todos as partes movimentos políticos nacionalistas, xenófobos, fundamentalistas ou fascistas ameaçam o movimento operário, as liberdades democráticas e as minorias étnicas, religiosas e sexuais.

No mundo, milhões de mulheres são submetidas à excisão, são forçadas a se casar, são violadas e assassinadas; inclusive nos países mais avançados, o direito ao aborto ou é incompleto ou está ameaçado.

Pelo socialismo mundial
E no entanto, a situação das ciências e das técnicas, assim como os meios de produção e de transporte permitiam satisfazer as necessidades elementares de toda a humanidade. As relações de produção capitalistas, depois de haver permitido o desenvolvimento das forças produtivas graças à industrialização e à internacionalização, se tornaram um freio.

Felizmente que o capitalismo também engendrou uma nova classe revolucionária. A classe dos trabalhadores obrigada a vender sua força de trabalho ao capital é, hoje um dia, a única capaz de levantar os obstáculos ao progresso histórico e de levar a transição em direção a um modo de produção superior, o socialismo-comunismo, onde os produtores associados, mestres dos meios de produção, definirão com antecedência a criação e a repartição das riquezas.
 
Pela internacional operária revolucionária

A classe operária dos empregados, dos operários e dos técnicos deve tomar a frente de todas as classes intermediárias e semi-exploradas (camponeses, funcionários, executivos médios, quadros, vendedores...) e de todos os oprimidos da sociedade para arrancar o poder à minoria de capitalistas.

A classe dominante mao esta apenas representada por seus partidos e as organizações patronais.Descansa sobre a propriedade das empresas dos meios de comunicação de massas (a mídia). Sua dominação é reforçada pelo Estado, o sistema escolar e universitário, o clero, os economistas liberais ou keynesianos. Como consequência é necessário expropriar o grande capital e destruir o Estado para triunfar.

Dispondo de um sobreproduto social e de um Estado , a burguesia corrompeu e integrou os aparelhos das organizações de massa da classe operária. Os aparelhos sindicais aceitam negociar os ataques em contra das aquisições anteriores dos assalariados e só se opõem aos ataques através de simulacros de resistência como “apelos” aos eleitos dos partidos burgueses ou as greves de um só dia. Os partidos operários burgueses de origem trabalhista, social-democrata ou stalinista fazem os trabalhadores acreditarem que o Estado burguês pode administrar o capitalismo e ser posto ao serviço dos trabalhadores. Porém, quando acedem ao governo, defendem o capital nacional em detrimento do trabalho e reforçam o aparelho repressivo de Estado burguês (SACP na Africa do Sul, Syriza na Grécia, PT no Brasil, PS na França, SPD na Alemanha, SPÖ na Aústria, PS na Bélgica, PSC e PCC no Chile...). Consequentemente a vitória da revolução impõe que se combata e que se leve ao fracasso o papel de agências da burguesia dentro da classe operária. Logo, as correntes centristas (que não ultrapassaram o mao-stalinismo ou que revisam o programa leninista –trotskista) recusam-se a combater as buroracias “reformistas” políticas e sindicais.

Os sociais-patriotas e os centristas, quando avançam reivindicações, as separam do essencial do programa comunista. Os oportunistas temem o que permitiria arrancar as reivindicações e de garantir as conquistas: a greve geral, a constitutuição e a centralização dos orgãos de luta operária e popular a auto defesa contra a polícia e os fascistas, a destruição do aparelho repressivo de Estado, a ditadura do proletariado.

Nenhuma eleição ou referendo pode ser suficiente à maioria para tomar o poder da minoria. Dito de outra maneira, é preciso uma revolução social conduzida pelas trabalhadoras e pelos trabalhadores com o Comuna de Paris em 1871, e os Soviets em 1917. A insurreição será tanto menos custosa para as massas –ou seja, a fase de transição ao socialismo (a ditadura de proletariado)– e tão mais curta e democrática, quanto maior for a determinação dos explorados o isolamento internacional dos exploradores.

A lição positiva da revolução da Rússia em 1917 (e a negativa das revoluções da Tunisia, do Egito, da Síria de 2011-2012) e que é necessario que a classe operária tome a direção. Para isso ela precisa de uma estratégia, de um programa, de um partido. É preciso outra vez unir se com o marxismo, reconstruir ume internacional comunista, agrupar em cada país a vanguarda e fazer dela um partido operário revolucionário de tipo bolchevique, conectando toda a luta dos explorados e dos oprimidos na perspectiva de um desmoronamento da burguesia, da destruição de seu Estado, da tomada do poder pelos produtores.

Trabalhadoras e trabalhadores de todos os países, unam-se para:

Fechamento de todas as bases imperialistas! Suspensão das intervenções militares no Mali, no Iêmen, na Síria, no Iraque! Abaixo as manobras militares americanas contra a Coreia do Norte! Liberdade de circulação e de assentamento dos refugiados, dos trabalhadores e dos estudantes.

Nem liberalismo nem estatismo! Nem protecionismo nem livre câmbio! Expropriação dos grandes proprietários de bens e raízes e dos grupos capitalistas! Plano de produção decidido por toda a população!

Defesa dos liberdades democráticas! Direito para as nacionalidades oprimidas de se separar de seu(s) opresor(es)! Separação completa da religião e do Estado! Desarmamento dos corpos de repressão e demissão de todo o exército profissional!

Independência dos sindicatos com relação ao Estado e aos partidos burgueses! Criação de órgãos democráticos de luta! Governo dos trabalhadores baseado nesses órgaos, e isso em cada país! Federação socialista mundial!

1º de maio de 2017

Coletivo Revolução Permanente (GMI/França, GKK/Áustria, RP/Peru)
PD/Turquia
TML/Brasil

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Comitê ABC contra o golpe realiza panfletagem no Cata Preta: preparação para Greve Geral

© foto: Comitê ABC contra o golpe

O Comitê ABC contra o golpe realizou mais uma atividade 'Caminhos da Resistência', fazendo uma grande panfletagem no Bairro Cata Preta, em Santo André, convocando para a Greve Geral desta sexta-feira (28) contra as reformas da Previdência e Trabalhista, e a terceirização, as quais visam acabar com a aposentadoria e a legislação trabalhista, e pelo 'Fora, Temer!' e 'Fora, golpistas!'.

Os militantes do comitê visitaram boa parte da comunidade, batendo de porta em porta, conversando com os moradores, entregando os materiais aos moradores, os quais demonstraram boa receptividade. Muitos nos receberam de forma calorosa, como no caso dos operários aposentados da Ford.

O Comitê ABC contra o golpe atua na forma de frente única, com participação de independentes, militantes de partidos políticos operários, de esquerda e dos movimentos populares. Os materiais que foram distribuídos são os das centrais e sindicatos que estão denunciando a Reforma da Previdência, a Reforma Trabalhista e a terceirização, como, por exemplo, da CUT, CSP-Conlutas, Apeoesp, etc. A página do facebook, ABC contra o golpe, apoia esta atividade, denominada Caminhos da Resistência.

A Tendência Marxista-Leninista observa que a cada panfletagem vão aumentando as adesões com novos companheiros e militantes, fortalecendo ainda mais o Comitê, sendo que, nesta oportunidade, mais uma vez,  convida a todos os companheiros a participar das próximas atividades do Comitê ABC contra o golpe, em razão da enorme importância desse trabalho de base nos bairros operários e populares do ABC paulista, que tem uma enorme tradição de luta que vem desde a luta contra a outra ditadura, em 1964, e esta se ampliando contra o golpe de 2016.

sábado, 22 de abril de 2017

GM foi expropriada na Venezuela

A General Motors, empresa norte-americana, foi expropriada pelo poder judiciário da Venezuela.

O governo do presidente Nicolás Maduro vem enfrentando uma tentativa de golpe do imperialismo norte-americano e da burguesia entreguista venezuelana, bastante semelhante ao consumado contra a presidenta Dilma Rousseff  no Brasil em 2016.

Na Venezuela, ao contrário do que ocorreu no Brasil, apesar das vacilações, há um certo enfrentamento por parte de Maduro, ao contrário do Brasil, onde Dilma e a direção majoritária do PT (CNB – Construindo um Novo Brasil) não esboçaram nenhuma reação e capitularam praticamente sem luta perante aos golpistas, limitando-se a uma oposição parlamentar e eleitoreira, embora houvesse (e haja) muita disposição de luta das bases petistas e da população, que inclusive saíram às ruas de forma empírica e espontânea contra o golpe. 

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, de 21/4:

“O imbróglio começou em 2000, quando a GM quis retirar a concessão de uma de suas concessionárias, localizada na cidade de Maracaibo, em razão de um desempenho nas vendas abaixo do desejado pela montadora. O ponte de revenda, então, exigiu ser ressarcido pelos veículos que ainda tinha em estoque, dando início a um disputa judicial.

A unidade, que fica em Valencia e tem capacidade para produzir 100 mil veículos por ano, tinha sua produção voltada para o mercado interno. (...).”

Como no Brasil desde 2013, o imperialismo norte-americano e a burguesia entreguista brasileira sabotaram a economia brasileira, aplainando o terreno para o golpe. Aproveitaram a política de conciliação e colaboração de classes do PT, a política de alianças com partidos burgueses, e impuseram o ex-ministro Joaquim Levy para fazer trabalho de sapa na economia. 

Na Venezuela, embora sem as facilidades encontradas no Brasil, o imperialismo norte-americano e a burguesia entreguista venezuelana tentam fazer a mesma coisa e sabotam a economia da Venezuela.

Ainda conforme o Estadão:

"Expropriações são comuns no país desde o governo do presidente Hugo Chávez (1999-2013). Com a chegada de Maduro ao poder, a crise de escassez, a falta de moeda forte e a inflação, os confiscos se tornaram mais corriqueiros.” (Idem).

Anteriormente, durante o governo Chávez, foram expropriadas a Exxon Mobil e a Cargill, empresa de alimentos. No governo Maduro, foi expropriada a Kimberly-Clarke,

A Tendência Marxista-Leninista apoia as medidas concretas do governo Maduro contra os golpistas, como a expropriação da GM, desde que seja sem indenização e sob controle operário da produção, mas não deposita nenhuma ilusão no programa político nacionalista burguês de Maduro.

Todavia, a ponderação de Leon Trotsky, no Programa de Transição da IV Internacional, continua válida:

“(...) Entretanto, é impossível negar categórica e antecipadamente a possibilidade teórica de que, sob a influência de uma combinação de circunstâncias excepcionais (guerra, derrota, quebra financeira, ofensiva revolucionária das massas etc.), os partidos pequeno-burgueses, inclusive os estalinistas, possam ir mais longe do que queiram, no caminho da ruptura com a burguesia. Em todo caso, uma coisa está fora de dúvida: se mesmo esta variante pouco provável se realizasse um dia, em algum lugar, e um “governo operário e camponês” no sentido acima indicado se estabelecesse de fato, ele representaria somente um curto episódio em direção à ditadura do proletariado.”

A TML defende o armamento do proletariado venezuelano para enfrentar aos golpistas, como também a expropriação total do imperialismo norte-americano, da burguesia, dos camponeses ricos e dos latifundiários venezuelanos, a expropriação das fábricas, das empresas, dos bancos,  das terras, das empresas agrícolas, com reforma e revolução agrária, expulsão do imperialismo, rumo à revolução proletária e à instauração de um governo operário e camponês.

Para tanto, os partidos e organizações operárias, marxistas e revolucionárias da Venezuela devem buscar a unidade e construir um poderoso partido operário revolucionário. 

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Palocci, o novo Joaquim Silvério dos Reis


O depoimento, ontem, dia 20 de abril de 2017, do ex-ministro Antônio Palocci ao juiz Sérgio Moro, na Justiça Federal em Curitiba, praticamente coincide com a data do esquartejamento de Tiradentes, no Rio de Janeiro, em 21 de abril de 1792.

É emblemática a coincidência das datas.

A Inconfidência Mineira foi um movimento de intelectuais, escritores, poetas e trabalhadores mineiros, como Thomaz Antônio Gonzaga, jurista e poeta, Cláudio Manuel da Costa, advogado, e o próprio Tiradentes e outros, contra a exploração do Brasil colonial, com impostos, pela Coroa portuguesa.

O movimento foi traído por Joaquim Silvério  dos Reis, coronel comandante do Regimento Auxiliar da Borda do Campo.

Coincidentemente, ontem Antônio Palocci começou a fazer o mesmo com o movimento operário e popular, prometendo entregar os nomes, endereços fatos, etc., como fizeram Joaquim Silvério dos Reis e outros traidores como Jover Telles que traiu seus companheiros do PCdoB, entregando-os para os militares, que promoveram a Chacina da Lapa, ocorrida em 16 de dezembro de 1976, onde foram brutalmente assassinados Pedro Pomar e Ângelo Arroyo, enquanto Elza Monerat, Haroldo Lima, Aldo Arantes, Joaquim de Lima e Maria Trindade foram presos e torturados, aos quais nesta oportunidade reverenciamos e homenageamos. A traição de Jover Telles foi por um emprego e mais ou menos uns R$ 150.000,00,  de hoje, entregues à sua filha em Porto Alegre.

Palocci, na juventude, foi militante estudantil da Liberdade e Luta, a Libelu, tendência estudantil ligada, na época, ao lambertismo, corrente revisionista do trotskismo. Mas logo aderiu à tendência majoritária do PT, o que hoje é a corrente CNB (Construindo um Novo Brasil), passando a defender o programa reformista de conciliação e colaboração de classes, tendo sido prefeito da cidade de Ribeirão Preto, deputado estadual, deputado federal, ministro da Casa Civil e ministro da Fazenda, com o objetivo de gerir e administrar o capitalismo, dando um giro de 180º com relação as posições na juventude, que era de derrubar o capitalismo e instaurar um governo operário e camponês, rumo ao socialismo.

Palocci como o PT chegaram a uma encruzilhada, que a política de conciliação e colaboração de classes os levaram. As alianças com os partidos burgueses os levaram a esse beco sem saída. Na história isso não é novo, é mais uma repetição. Isso aconteceu, por exemplo, com o Partido Operário Social Democrata Alemão, de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht, o maior partido que operário que já existiu, junto com o Partido Operário Social Democrata Russo, de Vladimir Lênin e Leon Trotsky.

O Partido alemão, com a política de colaboração e conciliação de classes, com a nova  liderança de Friedrich Ebert e Gustav Noske, acabou por trair os trabalhadores, por trair a revolução proletária da Alemanha em 1918/1919, e inclusive assassinaram os líderes da tendência de esquerda e revolucionária do partido, mataram Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht.  

O Partido russo, o Partido Bolchevique, que tomou o poder em 1917, sob a liderança de Lênin e Trotsky, expropriando a burguesia e os camponeses ricos e latifundiários, adotando a economia planificada, o monopólio do comércio exterior, e criando o Exército Vermelho que derrotou mais de 14 exércitos imperialistas na guerra civil de 1918-1921, infelizmente com a morte de Lênin, surgiu uma camarilha burocrática que passou a controlar o partido, colocando-se contra a perspectiva da revolução proletária internacional e adotando a teoria contrarrevolucionária do “Socialismo em um só país” e posteriormente a política da “Coexistência Pacífica”, o que levou ao assassinato de todos os líderes do Partido Bolchevique e companheiros de Lênin por Josef  Stálin e seus burocratas, e por fim a destruição da União da Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e a restauração capitalista.

Recentes posições do PT são bastante preocupantes, como votar em Rodrigo Maia, do DEM, para presidente da Câmara dos Deputados, votar no deputado Cauê Macris, do PSDB, para presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, votar em Peri Cartola, do PSDB, para presidente da Câmara de Vereadores de São Bernardo do Campo.

Então, Palocci e o PT chegaram nessa encruzilhada em razão da política de conciliação e colaboração de classes, de alianças com partidos burgueses.

Palocci já optou por se tornar de forma patética o novo Joaquim Silvério dos Reis. Com certeza vai falar tudo o que os procuradores da Lava Jato determinarem. Assinará tudo embaixo.

Reconhecemos que Palocci é preso político, estando refém e sendo torturado, pois em Curitiba as prisões “cautelares” (“provisórias” e “preventivas”), são efetuadas sem culpa formada (sem acusação), sem observância do devido processo legal, transformando a bela Capital paranaense numa Nova Guantánamo.

Reconhecemos também que a Operação Lava Jato foi concebida pelo Departamento do Estado, CIA e FBI para recolonizar e escravizar o Brasil, em razão da crise capitalista mundial que eclodiu em 2008, levantando a “luta contra a corrupção”  que historicamente o imperialismo norte-americano desde a época da UDN impulsiona para promover golpes de Estado como o contra Getúlio Vargas em 1954, contra João Goulart em 1964, e contra Dilma Rousseff em 2016. 

Todavia, tudo isso não justifica a delação e a traição de Palocci. 

Traição não tem perdão!

Desejamos a Palocci que viva apenas o suficiente para responder perante um Tribunal operário e popular por sua alta traição, assim como Michel Temer, informante dos Estados Unidos, e de todos os demais golpistas por seus crimes de alta traição e lesa-pátria. E que encontrem pela frente um Saint-Just implacável!


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Sindicato dos Jornalistas de SP completou 80 anos

O Sindicato dos jornalistas do Estado de São Paulo, liderado por seu presidente Paulo Zocchi, comemorou seus 80 anos de luta, no Auditório Vladimir Herzog, que ficou completamente lotado, na noite desta segunda-feira, dia 17/4, com transmissão ao vivo pela Fundação Perseu Abramo.

Estiveram presentes: o jornalista Audálio Dantas, presidente do Sindicado em 1975, quando ocorreu o assassinato de Vladimir Herzog, no DOI-CODI, em São Paulo; Maria José Braga, presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ); e Douglas Izzo, professor, representando a CUT de São Paulo.

O Sindicato tem desenvolvido campanha salarial para a reposição das perdas salariais,  por aumento real e contra a “pejotização” dos jornalistas (contratação por meio de pessoa jurídica, para fraudar o fisco e a previdência) e demissões na categoria, combinada com as lutas contra a “Reforma da Previdência”, que visa desmontar a Previdência Social e acabar com a aposentadoria, contra a “Reforma Trabalhista” e a terceirização, que têm como objetivo acabar com os direitos trabalhistas, colocando a necessidade de derrotar o golpe, levantando a bandeira do Fora Temer!

Recentemente, o Sindicato obteve, no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, uma vitória significativa, com a reintegração de 20 jornalistas concursados que haviam sido demitidos na Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

Além disso, o Sindicato promove quarta-feira, dia 19/4, a palestra “A ética profissional na mídia brasileira”, com o jornalista e professor Fábio Venturini, o advogado Antônio Funari Filho e mediação de Franklin Valverde, jornalista, professor e coordenador da Comissão de Ética do Sindicato.

Ainda, na terça-feira, dia 25/4, o Cineclube Vladimir Herzog tem sessão gratuita, às 19h30, na qual será exibido o documentário “Mercado de Notícias” de 2014, com roteiro e direção de Jorge Furtado.

O Sindicato dos jornalistas está engajado na organização e preparação da Greve Geral do dia 28/4.

Já a Tendência Marxista-Leninista saúda a categoria dos jornalistas pelos seus 80 anos de luta, ponderando que numa sociedade capitalista, as ideias dominantes são as ideias da classe dominante, no caso a burguesia e o imperialismo, representados pelas 6 famílias que detêm o monopólio da mídia, da imprensa no Brasil, a qual participou do golpe e da ditadura militar de 1964 e do golpe de 2016, contribuindo para violência cotidiana e o assassinato de dezenas de jornalistas.

A TML defende a expropriação da imprensa burguesa, sob controle dos trabalhadores, e o fortalecimento da imprensa operária, revolucionária, camponesa, estudantil e popular, com seus jornais, revistas, boletins, blogs e sítios.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Monstro imperialista norte-americano está prestes a atacar a Coreia do Norte

O governo do nazista Trump enviou um grupo de porta-aviões para a península coreana e está prestes a atacar o Estado operário da Coreia do Norte.

A Tendência Marxista-Leninista conclama a toda a classe operária mundial, em especial a norte-americana (seu inimigo principal está em casa, é a burguesia imperialista norte-americana), a se colocar contra o governo nazista dos Estados Unidos para rechaçar o ataque à Coreia do Norte, de forma incondicional.

Nós, internacionalistas, devemos imediatamente organizar e convocar protestos em todos os consulados e embaixadas americanas, visando derrotar o monstro imperialista norte-americano, que é sinônimo de monopólios, trustes, exploração dos povos pelo capital financeiro, reação em toda linha e guerras.

- Não ao ataque imperialista!

- Defesa incondicional do Estado operário da Coreia do Norte!



segunda-feira, 10 de abril de 2017

Passeata em São Bernardo aponta para a união operária

© foto: Adonis Guerra/ SMABC

A manifestação ocorrida no sábado, dia 8/4, promovida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, contou com a participação de mais de 5.000 pessoas.

Os trabalhadores se concentraram na sede do Sindicato e saíram em passeata pela Rua Marechal Deodoro, a principal da Cidade, e foram até o Centro, na Praça da Matriz, liderados por representantes das principais centrais, como a CUT, a Força Sindical, a UGT, a CSP-Conlutas, dos principais sindicatos, como o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, o Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André, a Federação Única do Petroleiros (Polo Petroquímico da Cidade de Mauá, no Grande ABC), dos Sindicatos do Bancários, e de partidos políticos, como PT, PSTU, etc.

As lideranças revezaram-se no palanque do caminhão de som, com discursos denunciando a “Reforma da Previdência”, que visa acabar com o sistema previdenciário e a aposentadoria, contra a “Reforma Trabalhista" que tem por objetivo acabar com os direitos da CLT e contra a terceirização aprovada recentemente pela Câmara dos Deputados, que precariza as condições de trabalho, com a intenção de escravizar e recolonizar o Brasil.

A passeata reflete a necessidade dos trabalhadores de estabelecerem uma frente única operária, camponesa e estudantil para derrotar as reformas do governo golpista da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano.

Todavia, os trabalhadores não podem ter ilusões nessas lideranças, pois muitas delas são dirigentes pelegos e burocratas, que ao longo desses últimos anos vêm traindo a classe operária, abortando campanhas salariais e fazendo acordos traidores com os patrões, desenvolvendo uma política de conciliação e colaboração de classes, que levaram a derrotas e aplainaram o terreno para o golpe.

A classe operária precisa renovar a sua direção na perspectiva de independência de classe, sendo que, para tanto, precisa convocar um Congresso da base da classe trabalhadora em São Paulo, com delegados eleitos nos Estados da federação brasileira, para organizar a luta contra o desemprego e contra as “Reformas” do governo golpista.  

O Congresso de base deverá tirar uma plataforma de lutas, com bandeiras como a jornada semanal de 35 horas, sem redução de salário; reajuste salarial de acordo com os índices do DIEESE; fim das “Reformas da Previdência e da Trabalhista”; fim da terceirização; Fundo de Desemprego, com os trabalhadores empregados doando 1% do salário para o mesmo; reforma e revolução agrária, com a expropriação e o fim dos latifúndios; expulsão do imperialismo; e derrubada do governo golpista.

Convocamos a todos para a Greve Geral marcada para o dia 28/4, embora não escondemos aos camaradas e companheiros a limitação dessa paralisação, pois há a necessidade de uma greve geral por prazo indeterminado, para derrubar aos golpistas.

A intenção dos burocratas e pelegos do movimento sindical é apenas usar a paralisação de 1 (um) dia como válvula de escape da enorme pressão das bases contra os mesmos, em razão de suas políticas de conciliação e colaboração de classes.

Apesar da limitação apontada, os militantes classistas e revolucionários devem imprimir à Greve Geral do dia 28/4 um caráter combativo e massivo, elegendo democraticamente comandos de greves nas fábricas, nas empresas, nos bancos, nas empresas agrícolas, nas fazendas e no campo de forma geral, assim como nas escolas e universidades, com a participação de professores, estudantes e funcionários.

Além disso, é fundamental a organização de manifestações gigantescas para o 1° de Maio, em especial em Curitiba, com caravanas de todo o Brasil para ocupar a Cidade do dia 1° ao dia 3/5, dia da audiência de Lula na Justiça Federal, para se contrapor a mais um etapa reacionária do golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, que é a tentativa de prisão de Lula para atacar o movimento operário e popular para a supressão dos direitos trabalhistas e previdenciários, aumentando a escravidão e a recolonização que está se dando em ritmo acelerado e de forma brutal no Brasil, 

Toda essa luta deve ser desenvolvida na perspectiva da construção de um partido operário, marxista e revolucionário, rumo a um governo revolucionário operário e camponês e à uma Internacional operária e revolucionária.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

‘Comitê ABC contra o golpe’ realiza panfletagem contra desmonte da Previdência

© foto: Comitê ABC contra o golpe

O ‘Comitê ABC contra o golpe’ fez uma grande panfletagem na vila Luzita, no Sítio dos Vianas e comunidade do Amor, em Santo André, contra as reformas da Previdência e Trabalhista, as quais visam acabar com a aposentadoria e a legislação trabalhista. A atividade, intitulada ‘Caminhos da Resistência’, aconteceu na tarde deste domingo (2).

Os militantes do comitê visitaram as comunidades batendo de porta em porta, conversando com os moradores, entregando os materiais e tiveram uma boa receptividade. Muitos nos receberam de forma calorosa.

Também denunciamos a aprovação do projeto de terceirização (PL) 4.302/1998, que precariza as relações de trabalho no sentido da escravização do trabalhador e na recolonização do Brasil.

Comitê ABC contra o golpe
O comitê atua na forma de frente única, com participação de militantes independentes, de partidos políticos de esquerda e dos movimentos populares. Este grupo tem atuação fundamental na região do ABC Paulista, resgatando o trabalho de base.

Os materiais que foram distribuídos são das centrais e sindicatos que estão denunciando o desmonte da Previdência e a Reforma Trabalhista, como, por exemplo, da CUT, CSP-Conlutas, APEOESP, etc.

A página do facebook ‘ABC contra o golpe’ tem divulgado e organizado as atividades ‘Caminhos da Resistência’. Esta agendada para o próximo dia 16, no jardim Represa, em São Bernardo, mais uma atividade para combater as medidas do governo do presidente golpista Michel Temer.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Justiça para Théo L

No quinta-feira dia 2 de fevereiro, às 16:53 hs. quatro policias controlam as papeis de um grupo de jovens da cidade subúrbio Aulnay-sous- Bois. Théo L., educador de bairro, se aproxima. Os quatro policiais o prendem, dirigem-se a ele com palavras de conotação racista – ele é negro – e o violam com uma arma que utilizam em serviço (matraca). Isso ocorre depois de décadas de controles diretos à pessoa, no metrô e nos bairros populares depois do assassinato de um militante ecologiste, da repressão violenta dos piquetes de greve, e de jovens que se manifestavam contra a lei do trabalho.

Os policiais agressores são liberados mas, ao contrario, os jovens acusados de jogar pedras, são firmemente condenados a penas de prisão.

O candidato apresentado pelos Os Republicanos e a UDI (União dos Democratas e Independentes), Fillon, se aproveira das explosões de cólera, elas tornam-se o pretexto para reclamar penas minimas, pedir a maioridade penal a 16 anos e tambem milhares de vagas suplementares em prisão. Pose-se dizer que Fillon conhece muito bem a deliquência dos colarinhos brancos.

A candidata que a Frente Nacional apresentou, M. Le Pen se precipitou imediatamente a uma delegacia para deixar claro aos policiais, a sua cumplicidade. Deve-se dizer aqui que, o fundador do partido que ela herdou, a FN (Frente Nacional), era um torturador de Árabes durante a guerra da Argelia.

Os dois pedem a proibição das manifestações de protesto popular enquanto que eles mesmos aprovaram as manifestações ilegais de policiais e com seus veiculos de serviço.

O candidato Macron, dez dias depois do crime apresentá-se em uma delegacia, promete aumentar os poderes da polícia e criar 10 000 vagas adicionais de policiais e de gendarmes (políciais que trabalham como se fossem militares), assim como também a criação de 15 000 vagas para trabalhar em prisões. Deve-se lembrar que Macron conhece muito bem o banditismo posto que trabalhou para um “banco de negócios”.

O governo PS-PRG- PE (Partido Socialista, Partido Radical de Esquerda e Partido Ecologista), aorelizar depois dos atentados, a unidade nacional (da FN ao PCF – Partido Comunista Francês – do Medef – Movimento das empresas da França – à CGT – Confederação Geral dos Trabalhadores – FO – Força Operária – e Solidaires – Solidários), restringiu as liberdades e reforçou a polícia, o exército e os serviços secretos. Aumentu seus efetivos: 2300 militares suplementares em 2016; 15 300 cargos a mais na polícia e na justiça durante seu quinquênia. O governo, ao ceder às manifestações de policiais enquadrados pela FN, partido fascistizante, e pelos grupos fascistas, ao dar-lhe o direito de utilisar armas de fogo, enviando-os contra os trabalhadores em manifestação e em greve, encoraja-os, e lhes dá a certeza da impunidade.

Os dirigentes sindicais Mailly e Martinez, lamentado que os policiais usavam matracas e gás contra os manifestantes e em seguida apoiando as manifestações mafiosas de policiais, acabaram por encorajar as forças de repressão, em lugar de intimidá-las, e de que a greve geral, a defesa das manifestações e dos bloqueios os mantivessem respeitosos.

Os partidos de origem operária que mostraram uma grande compreensão com relação às manifestações de policiais (PS, PdG – Partido de Esquierda –, PCF, LO – Luta Operária) têm também sua responsabilidade. Os candidatos dos partidos “reformistas” querem, além do mais, reformar o exército e a polícia: Hamon, apoiado pelo PS, promete 5 000 policiais a mais; Mélenchon, apoiado pelo PdG e pelo PCF, promete o dobro 10 000 colocando-se mais à direita do que Hamon.

A urgência é a frente única das organizações nascidas da classe operária na defesa de Théo L. E de outras vítimas dos atos de violência por parte da polícia.

A presença várias vezes repetida do PCF e do PS nos governos, nunca mudou o papel da polícia e do exército. O Estado é o instrumento da classe dominante e seu núcleo vem a ser o aparelho de repressão (polícia, justiça, exército, serviços secretos). O exército francês mantém guerras em Mali, na Síria e no Iraque ao mesmo tempo em que a polícia patrulha os bairros populares como se fosse um exército de ocupação. Os maiores poluidores são os “managers” das firmas multinacionais, os maiores terroristas são os exércitos imperialistas que destroem países inteiros (Iraque...). Mas as vítimas das violências policiaís são antes de quaisquer outras, todos os pobres, não os patrões que são a causa dos suicídios de assalariados ou os acidentes de trabalho (150 mortos por ano no setor da construção e dos trabalhados públicos – BTP em francês), contra alguns poucos na polícia, que utilisam os paraísos fiscais ou que desempregam os trabalhadores (como PSA – Peugeot Sociedade Anônima – em Aulnay); as vítimas tampouco são os 
políticos às suas ordens; como Le Pen pai, Sarkozy, Fillon ou Strauss-Kahn.

Os pedidos dos políciais conduzem a um menor número de liberdades democráticas, a uma maior repressão dos explorados e oprimidos. Os “sindicatos” de policiais não têm, portanto, nenhum lugar nas confederações operárias (FO, CGT, Solidaires...).

A Comuna de Paris desintegrou a polícia burguesa em 1871. O armamento da população permitiu as  conquistas sociais e democráticas de 1945. O movimento operário deve retomar o seu programa, de novo aquele programa do Partido operário de 1880 e o do Partido Comunista de 1918: defesa das lutas e das organizações contra a polícia e os homens do capital que executam suas regras, desarmamento dos corpos de repressão, armamento do povo, governo dos trablhadores.

Nota da TML: o texto acima foi enviado e traduzido para o português pelos camaradas do Groupe Marxiste Internationaliste (GMI) da França, o qual pertence ao Coletivo Revolução Permanente (CoReP), do qual a nossa tendência é simpatizante.

sábado, 25 de março de 2017

Candidatos ao PED participam de sabatina da JPT, em São Bernardo

Neste sábado (25), a Juventude do Partido dos Trabalhadores de São Bernardo realizou uma sabatina com os candidatos a presidente do diretório municipal - a eleição acontece no próximo dia 9.

Anderson Dalecio e Lidney Soares apresentaram suas propostas, defenderam suas candidaturas e responderam perguntas da militância durante a atividade.

Entre os assuntos discutidos nesta tarde estão: desafios do partido na cidade, no ABC e no Brasil; formação política; igualdade de gênero; harmonia entre setoriais; os erros do PT enquanto governo e partido político; e a eleição em 2018.

O atual presidente e candidato à reeleição, Brás Marinho, não pôde comparecer devido a outro compromisso assumido anteriormente. #JPT #sabatina #PED2017 #PartidodosTrabalhadores #edastrabalhadoras