quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

A luta de classes não para!

Final de Ano estados e municípios atacam direitos dos servidores, demitem professores e aumentam tarifas de transportes

A luta dos professores no Paraná

O governador do Paraná, Beto Richa, que ficou conhecido como Beto Hitler em razão da feroz repressão aos professores em greve recentemente no Paraná, às vésperas do Natal demitiu 30 mil professores da rede pública estadual.

Esse número de demissões representa mais de um terço dos professores da rede. Além disso as dispensas prejudicarão a reposição das aulas dos alunos do ano letivo de 2015, por causa da justa greve dos professores contra o ataque aos seus direitos previdenciários, como, por exemplo, de aposentadoria.

Mais esse ataque aos direitos dos trabalhadores no Natal, demonstra que os tucanos, a burguesia, o imperialismo norte-americano e a extrema-direita não dão trégua no Natal e no Réveillon, pois estão tentando fazer no Brasil, como estão fazendo na Argentina, com Mauricio Macri, que apesar de eleito (no circo eleitoral fraudulento das eleições burguesas) vem governando por decreto e utilizando a polícia para reprimir os trabalhadores argentinos.

A luta dos servidores no RS e no RJ 

No Rio Grande do Sul, de Sartori, e no Rio de Janeiro, de Pezão do PMDB, não é diferente, como bem apontou o Blog da Liga Comunista Internacionalista, LBI, em 29/12:

“Sitiada por policiais da Brigada Militar, Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou nesta segunda-feira, 28 de dezembro, os projetos de privatização das empresas públicas e novos ataques aos servidores estaduais enviados ao parlamento pelo governo Sartori (PMDB). Além de dar o calote no funcionalismo desde o meio do ano, no “apagar das luzes” de 2015 o facínora Sartori impôs a aprovação pelo parlamento corrupto de 30 projetos, um verdadeiro pacto de maldades contra os trabalhadores. O principal é o Projeto de Lei Complementar (PLC) 206/2015, que cria a Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual. A proposição consolida a ofensiva da atual gestão com arrocho de salários e a destruição dos chamados "serviços públicos". O mesmo obriga o Estado a cortar 15,6% de gastos com os servidores e/ou folha de pagamento, ou seja, arrochar ainda mais os salários que já estão sendo parcelados e atrasados! Fica vedado o pagamento de quaisquer reajustes, progressão funcional, horas extras ou contratações de novos servidores para todo o funcionalismo nos próximos anos. Além disso, entre as medidas aprovas esta a privatização da Centrais de Silos e Armazéns (Cesa), uma das mais antigas estatais gaúchas. Com a autorização para privatizar a Cesa, abre-se de fato o processo para a entrega de outras empresas públicas do Estado, como o Banrisul, a Corsan e a CEEE. Parece até mesmo que o direitista Sartori copiou a "agenda" econômica do colega petista Camilo Santana do Ceará, com a única exceção que o governador Dilmista não poderá mais privatizar o BEC, já entregue ao Bradesco pelo governo Lula. O "anti-golpista" Pezão comungando da mesma concepção do ajuste ditado pelos rentistas massacra a população flumimense cancelando o 13º salário e fechando os hospitais públicos que atende ao povo trabalhador. Para impor esses golpes neoliberais a Brigada Militar cercou a Assembleia Legislativa com cavalaria e a força tática fortemente armada. A Conlutas, a CUT, o CPERS, UNE e outras entidades sindicais dos servidores públicos estaduais montaram um acampamento na Praça da Matriz, mas se limitaram a acompanhar dos debates e pressionar os deputados nas galerias, não convocando uma paralisação geral do funcionalismo antes da votação. Além da LBI, estiveram presentes na manifestação outras organizações e partidos políticos como o PSOL, PSTU, PT, PCdoB. Vale lembrar que o governo Tarso (PT), derrotado nas eleições de 2014 por Ivo Sartori, também havia tomado várias medidas contra os servidores e agora os deputados da Frente Popular (Luiz Fernando Mainardi, Tarcisio Zimmermann e Manuela d’Ávila - PCdoB) estão fazendo demagogia eleitoral contra a “truculência” do novo gerente neoliberal gaúcho. Diante da derrota imposta pelo governo de Ivo Sartori, a militância da LBI defendeu a necessidade de se deflagrar uma greve geral do conjunto dos servidores públicos já no começo de 2016, através da convocação de uma assembleia geral unificada a fim de organizar a resistência e a luta direta contra a ofensiva neoliberal do governo do PMDB!” 

A luta dos professores em Minas Gerais

Já em Minas Gerais, segundo o Blog www. esquerdadiario.com.br, 28/12:
“Governo Pimentel (MG) demitirá milhares de professores e trabalhadores da
educação

O presente de Natal do governo petista de Fernando Pimentel de Minas Gerais, a mais de 50 mil servidores, foi a confirmação de suas demissões. Os servidores da educação efetivados em 2007 a partir da chamada lei 100, conforme pronunciamento oficial do dia 23 de dezembro, serão desligados até o próximo dia 31.
Segundo o governo, a medida é um cumprimento de decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que determinou a dispensa de 98 mil funcionários efetivados pela lei 100/2007. De acordo com a Secretaria de Estado de Educação, o número de demitidos ainda não está fechado uma vez que apenas os que poderão se aposentar até o dia 31 de dezembro não perderão seus benefícios.

O governo faz demagogia com o plano de contratação de 60 mil contratações até o fim do atual mandato de Pimentel por via de concurso público, porém seguem sem respostas milhares de servidores que perderão seus cargos após anos de dedicação à docência e aos serviços relacionados a educação.

Conforme pronunciou o próprio governo: “Esses servidores poderão participar do processo de designação que ocorrerá a partir de janeiro de 2016. Nesse caso, terá prioridade o profissional que já foi aprovado em concurso e ainda não foi nomeado e, em seguida, aquele que tiver mais tempo de serviço público prestado no âmbito do sistema estadual de educação.”, diz a nota http://www.agenciaminas.mg.gov.br/sala-de-imprensa/nota-a-imprensa-lei-100 .

Continuando o descaso e aprofundando a precarização da educação e do trabalho docente, o governo aprofunda a designação, que é o subcontrato do governo mineiro que divide os professores em subcategorias, como se esta fosse uma “chance” e não a rotina humilhação e precarização do trabalho.

Isso mostra apenas como a retirada de direitos e a precarização da educação durante as três gestões tucanas no estado, com os governos de Aécio Neves e de Antônio Anastasia, é aprofundada pela gestão petista de Fernando Pimentel. Se Aécio Neves efetivou servidores sem os mesmos direitos que os servidores e professores concursados, agora é a gestão de Fernando Pimentel que esses mesmos servidores perderão seus postos de trabalho.

Sobre esse tema, entrevistamos Flavia Vale, professora designada em Contagem, que comentou que:

“Milhares de professores e trabalhadores da educação serão demitidos até o dia 31 de dezembro com o fim da lei 100. Esse foi o presente de final de ano do governo petista de Pimentel para a educação. Foi um ano de enrolação e ansiedade aos professores da lei 100 que agora tem a certeza que estão sem vínculo algum. Um verdadeiro ataque a educação iniciado pelo governo do PSDB e levado a cabo pelo governo petista.

Nem precarização tucana nem demissões petistas! Os estudantes em São Paulo que ocupam escolas mostraram que o caminho contra a precarização da educação, seja ela tucana ou petista, é a luta e nos ajudam a ver que apenas a força da luta dos professores pode trazer vitórias. O sindicato que fez parte dessas negociações com o governo Pimentel ao longo de todo ano tem que romper com o governo para poder ter uma atuação em defesa incondicional dos professores da lei 100 e sua efetivação imediata com os mesmos direitos que os concursados. Se era para o ano começar em greve, que seja por uma causa justa em defesa da educação e não apenas por pequenas concessões ao redor do piso que sequer integral teremos esse ano pelo pacto feito entre governo e o sindicato.”

A TML se posiciona contra as demissões dos professores, por princípio, porque não se justificam, pois trata-se de um conflito entre capital e trabalho, motivo pelo qual sempre nos colocamos do lado dos trabalhadores, no caso dos professores. A classe trabalhadora deve sempre se unir contra o  capital.

O capitalismo, na sua fase imperialista, vive uma profunda crise, está moribundo. Hoje, ele representa a reação em toda linha, época de guerras e revoluções, como disse Lênin. A partir de 2008, a crise imperialista se acentuou com a bolha imobiliária do monstro imperialista norte-americano, que espalhou a crise pelo mundo inteiro, tendo chegado em 2013 ao Brasil. Essa crise foi acentuada pela ascensão dos imperialismos da China, que se tornou a segunda potência mundial, e da Rússia. Isso aumentou as disputas dos Estados Unidos e da União Europeia, armados pela OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) com o bloco Sino-russo, como vem ocorrendo na Ucrânia, aliada dos EUA e EU,  na Síria, aliada da Rússia, no Oriente Médio, com o enclave sionista e terrorista de Israel, aliado dos Estados Unidos, as escaramuças navais da China com os Estados Unidos no Mar do Sul da China, etc., como que prenunciando eclosão da III Guerra Mundial, se é que ela já não está em marcha desde a derrubada do avião comercial russo no Oriente Médio e do caça russo na Turquia pela OTAN.

O capitalismo em crise produz o exército industrial de reserva, que são os desempregados. Todavia, cada vez mais, na época imperialista, a reação contra os trabalhadores aumenta. Hoje, para o capitalismo não basta só o desemprego, há necessidade de aprisionar a “mão-de-obra excedente”, ele necessita encarcerar os trabalhadores e os filhos dos trabalhadores, sendo que Estados Unidos, Rússia e Brasil têm as maiores populações carcerárias do mundo. Mas não para aí, o capitalismo precisa de mais: no Brasil, os Estados federados exterminam a população jovem pobre e negra das periferias das cidades, praticando verdadeiro genocídio.  Esse é o capitalismo da época imperialista.

Além disso, denunciamos que o poder judiciário não é um órgão ou ente imparcial, não é um órgão neutro, faz parte do comitê executivo de denominação burguesa e de gerência de seus negócios, por meio do Supremo Tribunal Federal, sendo por demais conservador, reacionário, porque seus membros não são eleitos, não se submetem ao sufrágio universal, isto é, ao voto, não são controlados pelo povo, seus membros são usurpadores lacaios da burguesia e do imperialismo (CIA, FBI, embaixada, consulados), como “instituições” permanentes, agora estão engajadas e aceleram o processo golpista em marcha contra a presidente Dilma, via “impeachment” ou golpe militar. Recentemente nossos companheiros do PT foram condenados sem provas, com base na nazi-fascista “Teoria” do Domínio do Fato. Essa Corte sempre aplicou e aplica a legislação da ditadura militar, que permanece intacta,  ou seja, sempre foi conivente com a mesma. O STF é o mesmo que entregou Olga Benário a Hitler.

As “instituições” burguesas golpistas, Ministério Público Federal, o Poder Judiciário, por meio do Supremo Tribunal Federal, e a Polícia Federal,  como também o Tribunal de Contas da União, agem politicamente, utilizando-se de  ações midiáticas, em total desrespeito aos mínimos direitos civis e democráticos, à presunção de inocência, desrespeitando as liberdades democráticas, criminalizando os movimentos sociais, prendendo os lutadores dos movimentos sociais, com a aplicação da Lei de Segurança Nacional da época da ditadura militar, em conluio com governos de traços nazi-fascistas nos estados, agora agravada com a Lei Antiterrorismo para criminalizar os movimentos populares e sociais, praticando o genocídio da população pobre e negra das periferias das cidades.

Assim,  a TML se coloca contra as demissões dos professores por questão de princípio. Entendemos que o problema não é a dívida de recolhimento de INSS com a União e também nos colocamos contra a reacionária Lei de Responsabilidade Fiscal. Nós marxistas, não nos submetemos à legislação burguesa, ao legalismo burguês, não queremos ser gerentes e nem gestores do capitalismo em crise. Não nos adaptamos à legislação. Nem somos oportunistas e nem eleitoreiros para dizer que o problema é do Aécio. O problema é dos professores, é dos trabalhadores que são explorados e precarizados e que foram demitidos. Para nós marxistas, dane-se o capitalismo. O que queremos é unir os trabalhadores para enterrá-lo. O que importa é a nossa união. O proletariado é o coveiro do capitalismo. As tarefas democráticas devem ser realizadas pelo proletariado de forma revolucionária, por meio de um governo operário e camponês, expropriando os expropriadores, expropriando a burguesia e o imperialismo, fábricas, bancos, reforma e revolução agrária, expropriação dos latifúndios, expulsão do imperialismo, monopólio do comércio exterior e economia planificada.

Assim, a Tendência Marxista-Leninista se coloca contra as demissões dos professores, defendendo a greve da categoria para a reintegração imediata dos demitidos e a greve dos servidores contra os ataques dos estados, os ajustes fiscais estaduais.

A luta contra o aumento das passagens de Metrô e ônibus

Por outro lado, em São Paulo, o Estado e a Prefeitura combinaram o aumento das passagens dos ônibus e do Metrô para R$ 3,80, a partir de 9 de janeiro, e aqui, no ABC paulista, também os 7 prefeitos do ABC combinaram o aumento de passagens de ônibus para o início do ano  para R$ 3,80, atendendo aos interesses dos empresários do setor, pouco se lixando para a situação dos trabalhadores. Todavia, os trabalhadores e a juventude do ABC já realizaram uma reunião para o dia 28 de dezembro, segunda-feira, em Santo André, bastante concorrida, e marcaram para o próximo dia 4 de janeiro uma manifestação na sede do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC  para cobrar dos prefeitos explicações sobre a proposta de novo aumento das passagens de ônibus na região. Além disso,  no dia 5, já está marcada nova reunião do Comitê Regional Unificado contra Aumento de Passagens de Ônibus do Grande ABC para definir os próximos passos, na Apeoesp, na Rua Xavier de Toledo, 471 - Santo André. Como esclarece o Comitê: “A luta contra o aumento é de todos, portanto estão todos convidados a participar, opinar e decidir os rumos do nosso movimento. Que os prefeitos e empresários do transporte não ousem duvidar da capacidade de organização e luta do povo do ABCDMRR!” É importante, pois, que tenhamos em mente uma grande  mobilização, como a realizada em 2013, onde o governo do estado e a prefeitura de São Paulo foram derrotados e impedidos se praticarem aumento de passagens. 

Assim, na prática, a classe operária não tem direito a Natal, Réveillon, Carnaval, a luta de classes não para, porque senão os trabalhadores “sambam”, temos de ficar espertos e seguir o exemplo do ABC paulista, retomando imediatamente a luta contra as demissões dos professores, reivindicando a reintegração imediata dos mesmos, contra os ataques aos direitos dos servidores e contra os aumentos das passagens de Metrô e ônibus.

- Pela reintegração imediata dos professores demitidos!
- Fora Beto Richa, Ivo Sartori, Pezão e Alckmin!
- Contra os aumentos de tarifas de Metrõ e ônibus!
- Abaixo o ajuste fiscal!

Anita Garibaldi

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Lênin sobre os sonhos

O Movimento pró-formação de uma Tendência Marxista-Leninista do PT, apesar da luta de classes não dar tréguas, como demonstram as demissões de 30 mil professores no Paraná pelo governo do PSDB tucano e a tentativa de aumento das passagens de ônibus dos prefeitos do Grande ABC paulista, mesmo assim, de uma maneira otimista, aproveita o final do Ano, onde se renovam as esperanças e os sonhos, e publica abaixo um belo trecho de “Que fazer”, escrito no Outono de 1901 – Fevereiro de 1902, onde Lênin fala sobre os sonhos (V.I. LENINE, Obras Escolhidas 1, págs. 200/2001, Editora Alfa-Omega, 1979), abordando a questão da unificação do partido, porque à época, no Império Russo do Tzar, os sociais-democratas, os marxistas, estavam dispersos em vários círculos locais, ou em pequenas organizações como a do Bund judeu.

“É preciso sonhar! Escrevi estas palavras e assustei-me. Imaginei-me sentado no “congresso de unificação”, tendo à minha frente os redactores e colaboradores da Robótcheie Dielo. E eis que se levanta o camarada Martinov e, em tom ameaçador, dirige-se-me: “Permita-me que lhe faça uma pergunta: tem ainda a redação autônoma o direito de sonhar sem prévio referendo dos comitês do partido?” Atrás dele levanta-se o camarada Kritchévski e (aprofundando filosoficamente o camarada Martinov, que, há muito tempo já, tinha aprofundado o camarada Plekhánov), num tom ainda mais ameaçador, continua: “Eu vou ainda mais longe, e pergunto se em geral um marxista tem o direito de sonhar, se não esquece que, segundo Marx, a humanidade sempre pôs perante si tarefas realizáveis, e que a táctica é um processo de crescimento das tarefas, que crescem com o partido.”

Só de pensar nestas perguntas ameaçadoras sinto calafrios, e não penso senão numa coisa: onde me esconder. Tentarei esconder-me atrás de Píssarev.

“Há desacordos e desacordo – escrevia Píssarev sobre o desacordo entre os sonhos e a realidade. – Os meus sonhos podem ultrapassar o curso natural dos acontecimentos ou podem desviar-se para um lado onde o curso natural dos acontecimentos não pode nunca chegar. No primeiro caso, os sonhos não produzem nenhum dano, e podem até apoiar e reforçar as energias do trabalhador...Em sonhos desta índole, nada existe que possa deformar ou paralisar a força do trabalho. Bem pelo contrário. Se o homem tivesse completamente privado da capacidade de sonhar assim, se não pudesse de vez em quando  adiantar-se e contemplar em imaginação o quadro inteiramente acabado da obra que se esboça entre as suas mãos, eu não poderia, de maneira alguma, compreender que móbil levaria o homem a iniciar e levar a seu termo vastos e penosos empreendimentos nas artes, nas ciências e na vida prática...O desacordo entre os sonhos e a realidade nada tem de nocivo, sempre que a pessoa que sonhe acredite seriamente no seu sonho, observe atentamente a vida, compare as suas observações com os seus castelos no ar e, de uma maneira geral, trabalhe escrupulosamente para a realização das suas fantasias. Quando existe um contacto entre o sonho e a vida, tudo vai bem.” (181 V.I. Lénine cita o artigo de D.I. Píssarev Erros de Um Pensamento Imaturo – Idem, pág. 709).

Pois bem, sonhos desta natureza, infelizmente, são muito raros no nosso movimento. E a culpa têm-na sobretudo os representantes da crítica legal e do “seguidismo” ilegal, que se gabam da sua ponderação, da sua “proximidade” do “concreto"."

Vladimir Ilitch Ulianov (Nicolau Lênin)

domingo, 27 de dezembro de 2015

Balanços das atividades de 2015 e perspectivas das lutas para 2016

O Movimento pró-formação de uma Tendência Marxista-Leninista do Partido dos Trabalhadores (inicialmente, com a denominação de Tendência Socialista Operária, depois passando para TML), criado a partir do mês de maio, por militantes do PT de São Bernardo do Campo em razão da capitulação ao golpe da burguesia nacional e do imperialismo norte-americano da tendência majoritária do partido, a antiga Articulação, hoje Construindo um Novo Brasil (CNB), e pelo aprofundamento e agravamento da política de colaboração de classes.

A TML logo teve a adesão do camarada Erwin Wolf, que rompeu com a Liga Comunista devido ao desenvolvimento nessa organização de tendências sectárias. Posteriormente, a Liga Comunista provocou a implosão da Frente Comunista dos Trabalhadores, tornando-se uma seita stalinista, como prognosticado pelo companheiro Erwin Wolf, este prognóstico acertado foi reconhecido até pelo Secretário Geral da Liga Bolchevique Internacionalista, a LBI, outra seita, na prática a matriz da LC, que é filha legítima da mesma, com certidão passada em cartório.

A TML durante o Ano de 2015 interveio em todas as manifestações contra o golpe; nas lutas contra a redução da maioridade penal de forma mais intensa, a partir de julho; nas eleições do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, tendo reeleito um diretor militante da TML, em agosto; passou a ser simpatizante do Coletivo Revolução Permanente,  CoReP, em setembro; na luta contra a cassação do Partido da Causa Operária – PCO, também em setembro; participou do 3º Congresso da Juventude do PT, Etapa Municipal de São Bernardo do Campo, elegendo um representante, ainda em setembro; a TML passou a integrar a Frente Resistência, formada pelo Coletivo Lênin, pelo Coletivo Socialista Livre, pelo Espaço Marxista e Tendência Revolucionária, em outubro; no 12º Congresso da Central Única dos Trabalhadores – Concut, também em outubro; comemorou os 98 anos da Revolução Russa com vários artigos sobre a mesma, também em outubro e novembro; passou a ter uma aproximação maior e atuação conjunta com o coirmão Coletivo Marxista do PT, a partir de novembro; saiu em defesa do Movimento de Luta dos Bairros (moradia) de São Bernardo do Campo contra a repressão promovida pela Guarda Civil de São Bernardo do Campo, em novembro; participou das atividades do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo em homenagem aos 40 anos da morte de Vladimir Herzog, também em novembro;  participou do Ato de Solidariedade ao Povo Palestino, ainda em novembro;  participou, no dia 8 de dezembro, da formação do Comitê de luta contra o golpe de São Bernardo do Campo, na sede dos Sindicato dos Metalúrgicos do ABC;  participou da luta dos professores e dos estudantes contra a “reorganização escolar” do governo do Estado de São Paulo, de Geraldo Alckmin, na verdade “ajuste fiscal”: fechamento de escolas e demissões de professores, em dezembro. Amanhã, dia 28 de dezembro, em Santo André, a TML participará da reunião do Comitê Regional Unificado de Luta contra Aumento de  Passagem de Ônibus no Grande ABC.

Já para o Ano de 2016 está marcada uma reunião da Frente Brasil Popular para o dia 18 de janeiro para organizar a o prosseguimento da luta contra o golpe da burguesia nacional e do imperialismo norte-americano. A TML participará de tal atividade.

Mesmo no calor do enfrentamento com a burguesia e o imperialismo norte-americano golpistas, na conjuntura brasileira atual, não podemos descuidar do estudo e da preparação teórica, para a segunda quinzena de fevereiro a TML ministrará o “Curso Básico de Economia Marxista”, dividido em três partes, a primeira sobre o “Capital de Karl Marx”, a segunda será uma análise crítica do ponto de vista marxista sobre o livro “O Capital no século XXI”, de Thomas Piketty, e o terceiro sobre a obra “A nova Econômica” de Eugênio Preobrajenki, onde será analisada a economia dos estados operários que existiram, como China, URSS, Iugoslávia, Vietnã, etc., e os  existentes como Cuba e Coréia do Norte, sociedades em transição do socialismo ao comunismo, onde havia e há a contradição da lei do valor da economia capitalista com a lei da economia planificada (E.P.) nos estados socialistas.

Neste momento, sem perder de vista a luta estratégica por um governo operário e camponês, para instaurar o socialismo, taticamente,  devemos impulsionar os comitês de luta contra o golpe e ampliar a frente única antigolpista do PT, PCdoB, PCO, CUT, CTB, e os movimentos populares e sociais, como MST, MTST, UBES e UNE, fazendo uma chamamento especial às direções e aos militantes do PSOL, PSTU, PCB, PPL, MRT/LER-QI, LBI, POR e do MNN, da CSP-Conlutas, Força Sindical, CGTB, para que se somem à luta contra o golpe.

Nessa luta, estamos levantando bem alto as reivindicações transitórias da classe operária de barrar a terceirização e as MPs 664 e 665 (que reduzem pensões, aposentadorias, e o seguro-desemprego, etc.), escala móvel de salários (reajuste automático de salários de acordo com a inflação); redução da jornada de trabalho, sem redução de salários;  fim das demissões, estabilidade no emprego; não aos cortes dos programas sociais, e fim do congelamento dos vencimentos dos funcionários públicos, e em defesa da Petrobras e da expropriação da Samarco (Vale + BHP Billiton).

Toda essa luta, pode ser resumida, neste momento, nas palavras de ordem de:

Fora Cunha!

Abaixo o ajuste fiscal!

Assim, desejamos a todos os companheiros, que estiveram conosco nas lutas, um Feliz Ano-Novo com muitas conquistas, ou seja, aos companheiros do PT, do Coletivo Marxista do PT, da Frente Resistência (Coletivo Lênin, Coletivo Socialista Livre,  Espaço Marxista e Tendência Revolucionária), do PCO, do PCdoB, da CUT, da CTB, da UBES, da UNE, do MST, do MTST, e do Coletivo Revolução Permanente (CoReP).

Movimento pró-formação de uma Tendência Marxista-Leninista do PT

sábado, 26 de dezembro de 2015

Às vésperas do Natal, Beto Richa demite 30 mil professores no Paraná

O governador do Paraná, Beto Richa, que ficou conhecido como Beto Hitler em razão da feroz repressão aos professores em greve recentemente no Paraná, às vésperas do Natal demitiu 30 mil professores da rede pública estadual.

Esse número de demissões representa mais de um terço dos professores da rede. Além disso as dispensas prejudicarão a reposição das aulas dos alunos do ano letivo de 2015, por causa da justa greve dos professores contra o ataque aos seus direitos previdenciários, como, por exemplo, de aposentadoria.

Mais esse ataque aos direitos dos trabalhadores no Natal, demonstra que o PSDB tucano, a burguesia, o imperialismo norte-americano e a extrema-direita não dão trégua no Natal e no Reveillon, pois estão tentando fazer no Brasil como estão fazendo na Argentina, com Mauricio Macri, que apesar de eleito (no circo eleitoral fraudulento das eleições burguesas) vem governando por decreto e utilizando a polícia para reprimir os trabalhadores argentinos.

Aqui no ABC paulista também os 7 prefeitos do ABC combinaram o aumento de passagens de ônibus para o início do ano, atendendo aos interesses dos empresários do setor, pouco se lixando para a situação dos trabalhadores. Todavia, os trabalhadores e a juventude do ABC já marcaram uma reunião para o dia 28 de dezembro, segunda-feira, às 18 horas, em Santo André, na Rua Siqueira Campos, 560, 10º andar, sala 102, para organizar a luta.

Assim, na prática, a classe operária não tem direito a Natal, Reveillon, Carnaval, porque senão “samba”, temos de ficar espertos e seguir o exemplo do ABC paulista, retomando imediatamente a luta contra o Beto Richa, reivindicando a reintegração imediata dos professores demitidos.

- Pela reintegração imediata dos professores demitidos no Paraná!
- Fora Beto Richa!

Anita Garibaldi

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Final de ano de luta contra aumento de tarifa de ônibus no ABC

A Tendência Marxista-Leninista soma-se à convocatória do Comitê Regional Unificado Contra Aumentos de Passagem no ABC paulista, por meio do camarada David Zamory, do coirmão Coletivo Marxista do PT, para a reunião marcada para o dia 28 de dezembro, segunda-feira, às 18 horas, em Santo André, na Rua Siqueira Campos, 560, 10º andar, sala 102, para organizar a luta.

Abaixo reproduzimos o texto dos companheiros:

“2015 foi o ano de resistência dos trabalhadores e da juventude contra os ataques dos patrões, do governo estadual, do judiciário e de todas as esferas de governo e agora um novo ataque vem aí. Os 7 prefeitos do ABCDMRR reunidos no consórcio intermunicipal pretendem atender a reivindicação dos empresários e aumentar novamente o preço da tarifa de ônibus para R$ 3.80 ! Não podemos permitir isso! 

O Comitê Regional Unificado contra o Aumento das Passagens no ABC convoca a todos e todas para a primeira reunião para organizar nossa resistência contra mais esse ataque. Não Passarão!”

Ignácio Reis

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

A Revolução Proletária da Comuna de Paris, importante precedente da Revolução Russa (V)

A Revolução Russa, liderada pelo Partido Operário Socialdemocrata russo, o Partido Bolchevique, completou no dia 7 de novembro de 2015, 98 anos, de acordo com o calendário ocidental (pelo antigo calendário russo, ela foi realizada em 25 de outubro de 1917, por isso que também é chamada de Revolução de Outubro).

No mês de outubro, abrimos esta série de artigos, nos quais pretendemos abordar os mais diversos assuntos sobre a Revolução Russa, passando pela Revolução da Comuna de Paris de 1871, importante antecedente, a primeira revolução em que o proletariado conquistou o poder e pela Revolução Russa de 1905,  que embora derrotada, foi uma experiência muito importante da jovem classe operária russa.

Assim, daremos especial ênfase às 3 Revoluções russas, ou seja, a Revolução de 1905, a Revolução de Fevereiro e a Revolução de Outubro de 1917.

Em seguida vamos estudar a Guerra Civil, onde o governo bolchevique enfrentou 14 exércitos imperialistas, saindo-se vitorioso em 1921.

Por último, o desenlace da Revolução Internacional, na época, quer dizer, a Revolução Alemã de 1918 e 1923, a Revolução Húngara de 1919, etc.

Conforme havíamos anunciado, a partir de agora a Tendência Marxista-Leninista dá início à Comemoração do Centenário da Revolução Russa que acontecerá no Ano de 2017, assim estenderemos os nossos estudos já programados pelos próximos 2 anos (2016 e 2017), juntamente com o “Curso Básico de Economia Marxista”, dividido em três partes, a primeira sobre o “Capital de Karl Marx”, a segunda será uma análise crítica do ponto de vista marxista sobre o livro “O Capital no século XXI”, de Thomas Piketty, e o terceiro sobre a obra “A nova Econômica” de Eugênio Preobrajenki, onde será analisada a economia dos estados operários que existiram, como China, URSS, Iugoslávia, Vietnã, etc., e os  existentes como Cuba e Coréia do Norte, sociedades em transição do socialismo ao comunismo, onde havia e há a contradição da lei do valor da economia capitalista com a lei da economia planificada (E.P.) nos estados socialistas.

Mesmo no calor do enfrentamento com a burguesia e o imperialismo norte-americano golpistas, na conjuntura brasileira atual, não podemos descuidar do estudo e da preparação teórica.

Hoje, publicamos mais um verdadeiro tesouro do proletariado internacional, o texto “A FESTA”, sobre a proclamação da Comuna de Paris, publicado em Le cri Du peuple, quinta-feira, 30 de março de 1871, por Jules Louis Joseph Vallès, jornalista, escritor e político revolucionário francês, fundador do jornal Le Cri Du Peuple, que esteve entre os representantes da Comuna de Paris, nascido em 10 de junho de 1832 e falecido em 1885, em Paris, França ( Wikipédia). Ao prestar homenagem ao revolucionário francês, não há como não lembrar de John “Jack” Silas Reed, o jornalista e revolucionário comunista norte-americano, formado pela Universidade de Harvard,  que cobriu e participou da Revolução Russa, autor de “Dez dias que abalaram o Mundo.”, nascido em 22 de outubro de 1887, em Portland, Oregon, EUA, e falecido em 17 de outubro de 1920, em Moscou, Rússia (Wikipédia), na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). No cinema, no filme Reds de 1981, foi interpretado pelo ator Warren Beatty, sendo que sua companheira, a também jornalista revolucionária Louise Bryant, foi interpretada pela atriz Diane Keaton. Reds também foi dirigido por Warren Beatty, ganhando vários Oscars.

“A FESTA” reproduzido abaixo foi transcrita do “suplemento de Teoria Marxista e história do movimento operário” da Causa Operária (hoje Partido da Causa Operária - PCO), Ano I – n. 1 – Junho/Julho de 2001, “Comuna de Paris 130 anos”, “O PRIMEIRO GOVERNO OPERÁRIO DA HISTÓRIA.”

“A FESTA

Jules Vallès

Foi proclamada a Comuna.

Saiu da urna eleitora, triunfante, soberana e armada.

Os eleitos do povo de Paris entraram no velho Hôtel de Ville, que ouviu o tambor de Santerre e a fuzilaria do dia 22 de janeiro, sobre este lugar onde o sangue das vítimas da honra nacional e da dignidade parisiense acaba de ser enxugado pela poeira levantada neste dia de festa sob o passo dos batalhões vitoriosos.

Não será mais ouvido o rolar (talvez o correto seja rufar – Nota E.W.) dos tambores de Santerre; os fuzis não brilharão mais nas janelas do Hotel comunal e o sangue não manchará mais a praça de Grève, se o quisermos.

E nós, nós o queremos, não é mesmo, cidadãos!

Foi proclamada a Comuna.

A artilharia, sobre as plataformas, tronava suas salvas ao sol, que dourava sua fumaça cinza sobre a praça. Detrás das barricadas onde havia uma multidão em pé: homens saudando com os chapéus, mulheres com os lenços, o desfile triunfal, os canhões abaixando suas gargantas de bronze, humildes e agradáveis, com medo de ameaçar esta alegre multidão.

Diante da sombria fachada, onde os mostradores dos relógios soaram tantas horas que são já séculos e visto tantos acontecimentos que já são história, sob estas janelas apinhadas de respeitosos espectadores, a Guarda Nacional desfilou recebendo seus vivas orgulhosos e tranquilos.

Acima do estrado, onde estavam os eleitos do povo – pessoas de valor com a cabeça enérgica e séria – o busto da República, que se destacava, branco, sobre o fundo de tapeçaria vermelha, mirava impassível faiscar essa messe de baionetas coruscantes, em meio à qual tremulavam as flâmulas de cores fulgurantes, enquanto subiam ao ar os rumores da cidade, o estrondo do couro e do pelejo de asno, as salvas e aclamações.

Foi proclamada a Comuna em uma jornada de festa revolucionária e patriótica, pacífica e alegre, de embriaguez e solenidade, de grandiosidade e felicidade dignas daquelas que viram os homens em 82 e que nos consola de vinte anos de império, de seis meses de derrotas e de traições.

O povo de Paris, levantado em armas, aclamou esta Comuna, que lhe poupou a vergonha da capitulação, o ultraje da vitória prussiana e que o tornará livre, como o tornou vencedor.

Que não tenha sido proclamada no 31 de outubro! Não importa! Mortos de Bunzeval, vítimas do 22 de janeiro, estais agora vingados!

Foi proclamada a Comuna. Os batalhões que espontaneamente, transbordando as ruas, as plataformas de embarque, os bulevares, soando nos ares as fanfarras dos clarins, fazem saltar o ronco do eco e unir o bater dos corações com o rufar dos tambores, acabam de saudar e aclamar a Comuna, dar-lhe esta promulgação soberana da grande para cívica que desafia Versalhes, - elevam as armas aos ombros, rumo aos subúrbios, enchendo de ruídos a grande cidade, a grande colmeia.

Foi proclamada a Comuna.

É hoje a festa nupcial da Ideia e da Revolução.

Amanhã, soldados-cidadãos, para fecundar a Comuna aclamada e esposada na véspera, será preciso retomar, sempre orgulhosos, agora livres, vosso lugar na oficina e no balcão.

Depois da poesia do triunfo, a prosa do trabalho.

Publicado em Le cri Du peuple, quinta-feira, 30 de março de 1871.”

Esta publicação é uma homenagem também ao Groupe Marxiste Internationaliste, seção francesa do Coletivo Revolução Permanente, do qual somos simpatizantes, que luta por uma nova Internacional Operária Comunista.

Anita Garibaldi

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Nada é por acaso: Alckmin, o Nero de São Paulo, deixa museu pegar fogo

Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, pegou fogo hoje, às 16 horas, sendo que até à noite ainda ardia em chamas, resultado do descaso do governo do Estado de São Paulo, pela educação e cultura.

Um bombeiro civil morreu tentando, com certeza, sozinho apagar o fogo no prédio de 3 pavimentos, com 4,3 metros quadrados, conforme a “política do estado mínimo” do PSDB de Alckmin.

O Museu foi inaugurado em 2006, sendo que o prédio foi tombado como patrimônio arquitetônico em 1982, tendo sido construído por ingleses em 1901.

Recentemente, Alckmin pretendia fechar escolas, pretextando “reorganização escolar”.

O negócio dos tucanos, como Alckmin, em São Paulo, e Beto Richa (mais conhecido hoje como Beto Hitler), no Paraná, não é educação e nem cultura, o negócio do PSDB é investir em armamento e repressão, o Geraldo Alckmin também investe na construção de presídios, transformando o Estado numa verdadeira Ilha Grande (ilha presídio que existiu no Rio de Janeiro, na Região de Angra dos Reis), trancafiando os filhos da classe trabalhadora e da população pobre e negra, que sobrevivem ao genocídio nas periferias das cidades paulistas.

Em Minas Gerais, os tucanos, por intermédio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com a política entreguista de privatização da Companhia Vale do Rio Doce, a Vale, destruíram o Rio Doce, cometendo um mega-crime ambiental e ecológico contra a humanidade.

O “estado mínimo” é somente para a política social, mas não para investir no aparato de guerra, com equipamentos comprados de Israel e seus policiais militares, treinados no enclave terrorista e sionista,  que praticam o genocídio da população pobre e negra das periferias das cidades paulista.

Mesmo assim  os estudantes e professores obtiveram uma grande vitória, com muita luta, com as escolas que seguem ocupadas ainda hoje, com passeatas, tomando as ruas e partindo para o confronto contra o aparato repressivo tucano, conseguindo derrotar os planos do governo estadual de fechar escolas, visando beneficiar os grandes grupos de ensino privado, que mercantilizam a educação.

Os tucanos precisam aprender uma lição da História: a mais mortífera máquina de guerra não resiste à ação consciente das massas operárias, camponesas e populares. Isso ficou comprovado com a derrota no nazismo, pelo Exército Vermelho na II Guerra Mundial.

Os estudantes e professores deram uma aula, sendo que essa lição deve ser seguida na luta contra o golpe (“impeachment”) da burguesia e do imperialismo norte-americano, ou seja, a frente única do PT, PCdoB, PCO, CUT, CTB, e os movimentos populares e sociais, como MST, MTST, UPES e UNE que derrotou o tucano Alckmin no Estado de São Paulo, deve ser repetida e ampliada em nível nacional, com um chamamento especial às direções e aos militantes do PSOL, PSTU, PCB, PPL, MRT/LER-QI, LBI, POR e do MNN, da CSP-Conlutas, Força Sindical, CGTB, que se somem à nossa luta, levantando bem alto as reivindicações transitórias da classe operária de barrar a terceirização e as MPs 664 e 665 (que reduzem pensões, aposentadorias, e o seguro-desemprego, etc.), escala móvel de salários (reajuste automático de salários de acordo com a inflação); redução da jornada de trabalho, sem redução de salários;  fim das demissões, estabilidade no emprego; não aos cortes dos programas sociais, e fim do congelamento dos vencimentos dos funcionários públicos, e em defesa da Petrobras e da expropriação da Samarco (Vale + BHP Billiton).

Cobrir o Brasil de comitês de luta contra o golpe, nas cidades, bairros, favelas e periferias e construir comitês de autodefesa a partir dos sindicatos e centrais sindicais.

Toda essa luta, pode ser resumida, neste momento, nas palavras de ordem de:

- Construir comitês de luta contra o golpe!
- Fora Alckimin!
- Fora Cunha!
- Abaixo o ajuste fiscal!

Anita Garibaldi
Ignácio Reis

domingo, 20 de dezembro de 2015

A Nova Guerra Fria na América do Sul

A Nova Guerra Fria entre os Estados Unidos e União Europeia contra o bloco imperialista eurásico, ou seja, sino-russo, com os enfrentamentos na Ucrânia e Turquia, na Europa, na Síria, Palestina, no Oriente Médio, nos mares do Sul da China, na Ásia, anunciando a possibilidade da deflagração da III Guerra Munidal.

Também na América do Sul a Nova Guerra Fria está pegando fogo.

O imperialismo americano está numa ofensiva contra o imperialismo russo e chinês, tentando recuperar o terreno perdido, pois Brasil, Argentina, Uruguai e Venezuela voltaram-se comercialmente para a Rússia e a China. Em razão disso, os Estados Unidos têm desenvolvido uma política golpista contra os países americanos mais alinhados com o bloco eurásico ou com governos de "centro esquerda", visando retomar a sua hegemonia.

A vitória de Macri é resultado da política nacionalista burguesa do kirchnerismo, incapaz de levar avante uma luta consequente contra o imperialismo, expropriando verdadeiramente os monopólios imperialistas e realizando a revolução agrária. Outro fator é a política de capitulação dos partidos operários e pequeno-burgueses de esquerda ao  nacionalismo burguês kirchenerista-justicialista (peronista), como PTS e Partido Obrero, sendo que este último tem desenvolvido uma política abertamente eleitoreira e social-democrata,  da política de Frente de Izquierda, divulgada  em seu jornal Prensa Obrera (“Llevemos a la izquierda al Congresso”), ou seja, frente-populista.

Da mesma forma, na Venezuela, o governo Maduro perdeu as eleições legislativas recentemente, encontrando-se num impasse, em razão de sua política nacionalista burguesa. O mesmo acontece com a Frente Ampla uruguaia, liderada por Tabaré Vasquez.

Assim, a classe operária sul-americana está travando um luta terrível contra suas burguesias e os imperialismo americano e sino-russo, sendo que, no calor dessa luta, deverá formar um partido operário marxista revolucionário, com suas respectivas seções da Internacional Operária Comunista, buscando sua organização independente, travando um combate ao nacionalismo burguês, por um governo operário e camponês, para a realização das tarefas democráticas, independência nacional, expulsão do imperialismo, reforma e revolução agrária, com a expropriação dos meios de produção, fábricas e bancos, terra, latifúndios, empresas agrícolas, estabelecendo o monopólio do comércio exterior e a economia planificada.

Erwin Wolf

Apesar da queda de Levy segue a política do ajuste fiscal

O ministro Joaquim Levy foi substituído no ministério da fazenda por Nelson Barbosa (ex-ministro do planejamento).

A saída de Levy não significa o fim do ajuste fiscal.

Nelson Barbosa assume o ministério da fazenda com a disposição de implantar um ajuste fiscal lento e gradual. “Barbosa jamais acreditou no plano fiscal de Levy, a ferro e fogo no curto prazo. Aos poucos alardeou seu programa de tapar o buraco de modo “gradual” e de “reequilibrar a economia” com algum incentivo ao crescimento, o que agradou a Dilma e derrubou Levy.” (Folha de S.Paulo, 20/12).  Todavia, tal plano é uma utopia reacionária, está fadado ao fracasso, como o próprio ajuste fiscal de Levy (a terceirização, as MPs 664 e 665 que reduzem pensões, aposentadorias, e o seguro-desemprego, etc.) que somente poderia ter sucesso com a consumação do golpe da burguesia nacional e do imperialismo americano em marcha. E a burguesia sabe disso: “Uma política sem grandes voos heterodoxos ou ortodoxos pode resultar em algum tipo sarneyzação econômica, piora contínua sem estouros. Assim, vai se comer o “arroz com feijão” de Barbosa. Em seguida ele mesmo será canibalizado, destino comum dos breves ministros da economia do Brasil dos tempos de crise e bagunça, que imaginávamos passados.” (Idem).

A situação política pode estar vivendo uma virada, pois na quarta-feira, no dia 16 de dezembro, houve a entrada em cena da classe operária organizada com milhões de manifestantes em todas as principais cidades brasileiras contra o golpe. Além disso, em São Paulo, os estudantes e professores obtiveram um grande vitória, derrotando a “reorganização escolar” do governo Geraldo Alckmin, que nada mais é do que o ajuste fiscal em nível estadual, com fechamento de escolas e demissões de professores. A mobilização dos estudantes e professores, que estão ocupando escolas, derrotou o ajuste fiscal de Alckmin.

Todavia, não podemos achar que já derrotamos o golpe. Isso é uma ilusão perigosíssima. Apesar de ter sido um passo de gigante, este foi o primeiro passo. É preciso desarmar os golpistas para derrotá-los.

O golpe em marcha entrou num impasse com a entrada em cena da classe operária organizada, mas não foi derrotado.

É necessário cobrir o Brasil de comitês de luta contra o golpe em todas as cidades, em todos os bairros operários e populares. Não tem Natal, nem Fim de Ano e nem Carnaval. Tem é organização e luta!  Os golpistas não passarão!

Assim, neste momento devemos centrar a nossa luta contra o ajuste fiscal, ou seja, a terceirização, as MPs 664 e 665 que reduzem pensões, aposentadorias, e o seguro-desemprego, etc., pela escala móvel de salários (reajuste automático de salários de acordo com a inflação); redução da jornada de trabalho, sem redução de salários;  fim das demissões, estabilidade no emprego; não aos cortes dos programas sociais, como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, PRÓ-UNE, PRONTATEC, FIES, etc., fim do congelamento dos vencimentos dos funcionários públicos, e em defesa da Petrobrás, expropriação da Samarco (Vale + BHP Billiton).

A luta pelas reivindicações operárias caminhará no sentido da  realização das tarefas democráticas, independência nacional, expulsão do imperialismo, revolução agrária, com a expropriação dos meios de produção, fábricas e bancos, terra, latifúndios, empresas agrícolas, estabelecendo o monopólio do comércio exterior e a economia planificada, liberando as forças produtivas nacionais e destravando a nossa economia.

- Cobrir o Brasil de comitês de luta contra o golpe!
- Fora Cunha!
- Abaixo o golpe da burguesia e do imperialismo americano!
- Abaixo o ajuste fiscal!

Erwin Wolf
Ignácio Reis

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

O movimento operário no ABC paulista contado por seus autores

Hoje, sexta-feira, dia 18 de dezembro, às 14 horas, no Teatro Municipal de Santo André, houve o lançamento do livro “O MOVIMENTO OPERÁRIO NO ABC PAULISTA CONTADO POR SEUS AUTORES”, editado pelo Instituto Centro de Memória & Atualidades – IMA, com 304 páginas de depoimentos dos operários protagonistas da luta contra a ditadura militar.

O lançamento foi um sucesso, tendo lotado o Teatro.

Estiveram presentes os autores, inclusive o ex-prefeito de Santo André, João Avamileno.

Estiveram presentes também o atual prefeito de Santo André, Carlos Grana, e o ex-deputado estadual Adriano Diogo, Neto, líder da Oposição Metalúrgica de São Paulo ao pelego Joaquinzão, João Neto, ex-advogado do Sindicato dos Rodoviários do ABC (uma das primeiras vitórias das oposições sindicais contra os pelegos da ditadura), dentre outros.

Foi distribuído um Jornal estampando na capa “A aliança empresarial-militar contra os trabalhadores: O caso Volkswagen”, colocando a necessidade de “Reparar já!”, denunciando a colaboração e o financiamento da montadora alemã dos órgãos de repressão. A repressão recebia dinheiro do Estado brasileiro e dos capitalistas nacionais e estrangeiros.

O evento teve discursos dos operários protagonistas , em sua maioria militantes do Partido Comunista brasileiro (PCB), da Ação Popular Marxista-leninista (APML) e padres da Igreja Católica, e dentre eles o último a falar foi um operário comunista que perdeu quatro de seus irmãos assassinados pela Operação Bandeirantes, pelo Doi-Codi. No final, os estudantes secundaristas, que ocupam escolas no ABC, contra a "reorganização escolar" de Geraldo Alckmin, saudaram os operários que combateram a ditadura militar. Um belo encontro de gerações! 

Estava à venda a obra anterior do Centro de Memória do Grande ABC, “PARA QUE NUNCA MAIS”, com o subtítulo, “AS DITADURAS NO CONE SUL 50 ANOS DEPOIS”, referente ao Seminário Internacional do Cone Sul, realizado no ano passado.

A classe operária do ABC paulista cotidianamente faz um esforço no sentido de preservar a sua memória e elaborar sua literatura. Recentemente, ainda em junho, houve o lançamento do livro Contos de Trabalho, de 147 páginas, em edição bilíngue (português/francês) do nosso amigo e camarada, o operário e escritor Cauê Borges, na Livraria Leitura, em nossa querida São Bernardo do Campo. A tradução é de Luciano Loprete.  Tal lançamento foi bastante concorrido, contando com a presença de muitos amantes da leitura.

Por outro lado, o lançamento de hoje, do Instituto Centro de Memória & Atualidades, demonstra o seu trabalho para preservar a memória da luta da classe operária do ABC paulista, estando o mesmo de parabéns pelo seu sucesso.

Erwin Wolf

Movimento operário se levanta contra o golpe: 100 mil manifestantes na Paulista

© foto: Secom/ CUT São Paulo

A Central Única dos Trabalhadores (CUT), ligada ao Partido dos Trabalhadores,  e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras brasileiros (CTB), ligada ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), mobilizaram os operários, numa gigantesca manifestação que contou com mais de 100.000 manifestantes na Avenida Paulista, em São Paulo, principal cidade do Brasil, na quarta-feira, dia 16 de dezembro de 2015.

Os manifestantes concentraram-se na Avenida Paulista e depois marcharam pelas principais ruas da cidade, como a Rua da Consolação, gritando as palavras de ordem contra o golpe da burguesia nacional e do imperialismo americano, de fora Cunha, o corrupto presidente da Câmara dos Deputados, que lidera os golpistas, e contra o ajuste fiscal.

Essa foi uma manifestação inequívoca da classe operária contra o golpe, marcando a sua entrada em cena de forma organizada. Trouxemos o jogo para o nosso campo, que são as ruas. É nas ruas que devemos derrotar os golpistas.

A entrada em cena da classe operária deixa totalmente isolada a esquerda pequeno-burguesa, que flerta com o golpismo da burguesia e do imperialismo americano, como PSTU e  PSOL e seus satélites (MRT/LER-QI, LBI, POR, EM, etc.), com a absurda ilusão de que podem tirar partido disso, ignorando que a consumação do golpe será uma enorme derrota para a classe trabalhadora e os movimentos populares e sociais e da esquerda operária e revolucionária. 

A entrada em cena da classe operária de forma organizada fortalece a frente única antigolpista formada pelo PT, PCdoB, PCO, CUT, CTB, MST, MTST, UBES e UNE.

Foi um passo importante, porque um passo de gigante, que poderá significar uma virada na situação política. 

Todavia, não podemos achar que já derrotamos o golpe. Isso é uma ilusão perigosíssima. Apesar de ter sido um passo de gigante, este foi o primeiro passo. É preciso desarmar os golpistas para derrotá-los. Eles continuam insistindo por meio do Tribunal Superior Eleitoral, querendo absurdamente anular a eleição da Dilma, com o impeachment no Congresso Nacional dos picaretas, com o Tribunal de Contas da União, Supremo Tribunal Federal, instituições golpistas, campo do adversário, campo da burguesia e do imperialismo.

Não devemos ter ilusões constitucionalistas. O nosso método é a ação direta nas ruas, nos locais de trabalho, nos bairros, nas escolas, nas universidades, nas favelas e nos morros, organizando comitês de luta contra o golpe e comitês de autodefesa a partir dos sindicatos.

O golpe em marcha entrou num impasse com a entrada em cena da classe operária organizada, mas não foi derrotado.

É necessário cobrir o Brasil de comitês de luta contra o golpe em todas as cidades, em todos os bairros operários e populares. Não tem Natal, nem Fim de Ano e nem Carnaval. Tem é organização e luta!  Os golpistas não passarão!

- Cobrir o Brasil de comitês de luta contra o golpe!
- Fora Cunha!
- Abaixo o golpe da burguesia e do imperialismo americano!
- Abaixo o ajuste fiscal!

Erwin Wolf
Ignácio Reis

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Todos contra o golpe na Avenida Paulista, quarta-feira, dia 16/12, às 17 horas

Todos contra o golpe da burguesia e do imperialismo americano na Avenida Paulista, quarta-feira, às 17 horas, com concentração no vão livre do MASP.

Os trabalhadores e o movimento popular não devem ter ilusões nas instituições burguesas golpistas como Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal, Ministério Público Federal, Tribunal de Contas da União, Polícia Federal, etc.

Apenas a mobilização nas ruas poderá derrotar os golpistas.

Neste momento, taticamente,  devemos impulsionar os comitês de luta contra o golpe e ampliar a frente única antigolpista do PT, PCdoB, PCO, CUT, CTB, e os movimentos populares e sociais, como MST, MTST, UBES e UNE.

A Tendência Marxista-Leninista faz um chamamento especial às direções e aos militantes do PSOL, PSTU, PCB, PPL, MRT/LER-QI, LBI, POR e do MNN, da CSP-Conlutas, Força Sindical, CGTB, para que se somem à luta contra o golpe.

Nessa luta, estamos levantando bem alto as reivindicações transitórias da classe operária de barrar a terceirização e as MPs 664 e 665 (que reduzem pensões, aposentadorias, e o seguro-desemprego, etc.), escala móvel de salários (reajuste automático de salários de acordo com a inflação); redução da jornada de trabalho, sem redução de salários;  fim das demissões, estabilidade no emprego; não aos cortes dos programas sociais, e fim do congelamento dos vencimentos dos funcionários públicos, e em defesa da Petrobras e da expropriação da Samarco (Vale + BHP Billiton).

Toda essa luta, pode ser resumida, neste momento, nas palavras de ordem de:

Fora Cunha!

Abaixo o ajuste fiscal!

Erwin Wolf
Ignácio Reis

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Cobrir o Brasil de comitês de luta contra o golpe

Todos na Avenida Paulista, quarta-feira, dia 16, às 17 horas!

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, juntamente com lideranças políticas do Partido dos Trabalhadores (PT), do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e de outros partidos operários e de esquerda e centrais sindicais, como CUT e CTB, sindicatos e associações de moradores, movimento populares e sociais da Região do Grande ABC paulista  impulsionaram, na manhã de ontem, terça-feira, dia 8 de dezembro de 2015, a formação do Comitê de luta contra o golpe.

A Tendência Marxista-Leninista parte deste belo exemplo de unidade da classe operária, dos movimentos populares e sociais para defender a luta pela formação de comitês de luta contra o golpe em todas as cidades do Brasil, para organizar as manifestações, as passeatas, ocupações, as mobilizações, ou seja, toda a ação direta da classe operária e dos movimentos populares e sociais, como a manifestação marcada para a próxima quarta-feira, dia 16 de novembro, às 17 horas, na Avenida Paulista.

A classe operária e os movimentos populares e sociais não devem ter nenhuma ilusão nas instituições golpistas (Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal, Tribunal de Contas da União, etc.) . Assim sendo, precisamos discutir a proposta de uma paralisação nacional contra o golpe.

Sem perder de vista a estratégia de luta por um governo operário e camponês, buscando uma política de independência de classe, de ruptura com todos os setores e partidos burgueses.

Neste momento, taticamente,  devemos impulsionar os comitês de luta contra o golpe e ampliar a frente única antigolpista do PT, PCdoB, PCO, CUT, CTB, e os movimentos populares e sociais, como MST, MTST e UNE, fazendo uma chamamento especial às direções e aos militantes do PSOL, PSTU, PCB, PPL, MRT/LER-QI, LBI, POR e do MNN, da CSP-Conlutas, Força Sindical, CGTB, para que se somem à luta contra o golpe.

Nessa luta, estamos levantando bem alto as reivindicações transitórias da classe operária de barrar a terceirização e as MPs 664 e 665 (que reduzem pensões, aposentadorias, e o seguro-desemprego, etc.), escala móvel de salários (reajuste automático de salários de acordo com a inflação); redução da jornada de trabalho, sem redução de salários;  fim das demissões, estabilidade no emprego; não aos cortes dos programas sociais, e fim do congelamento dos vencimentos dos funcionários públicos, e em defesa da Petrobras e da expropriação da Samarco (Vale + BHP Billiton).

Toda essa luta pode ser resumida, neste momento, nas palavras de ordem de:

Fora Cunha e abaixo o ajuste fiscal!

Carta do Brasil, internacionalismo proletário revolucionário

O movimento pró-formação de uma Tendência Marxista-Leninista, reproduz abaixo, em francês, a Carta que enviamos no mês passado ao Group Marxiste Internationaliste, da França, o qual a traduziu para o francês e publicou no periódico Révolution Communiste n. 14 de novembro/dezembro de 2015. O GMI, juntamente com o  Gruppe Klassenkampf, da Aústria,  Revolución Permanente, do Peru, e o Movimento ao Socialismo, da Rússia (em processo de integração ao CoReP) forma o Colectvio Revolución Permante. Outrossim, ressalvamos que a TML não faz parte do CoReP, do qual somos simpatizantes.

“RÉVOLUTION COMMUNISTE N° 14 NOVEMBRE - DÉCEMBRE 2015

Lettre du Brésil

Le coup de la bourgeoisie nationale et de l'impérialisme américain contre le gouvernement du Parti des travailleurs de la présidente Dilma Roussef, a pris un peu de retard, alors que tout laissait penser qu’il aurait lieu en octobre dernier.

Les putschistes semblaient être parvenus à un consensus en adhérant au PMDB (Parti du mouvement démocratique brésilien), le principal parti politique brésilien, celui du vice-président, Michel Termer, qui a lui-même présenté un plan de gouvernement très critique quant à la conduite de la politique économique du gouvernement Dilma, plus néo libérale en-
core que celle du ministre Lévy. Il s'agissait d'un coup, celui-ci « parlementaire » sur le mode paraguayen. Alors que les putschistes semblaient disposés à faire face à un risque de révolte de la classe ouvrière et de la majorité opprimée du pays ; quand tout semblait prêt pour la mise en œuvre du coup en octobre dernier, les putschistes ont à nouveau hésité et ils ont reculé au moment de son dénouement ; la raison fut l’information du Ministère public de Suisse qui annonçait la « découverte » d'un compte bancaire du président de la Chambre des députés, le député Eduardo Cunha, qui est égale-ment le principal organisateur du coup au parlement, pour un montant de cinq millions de dollars.

Cette hésitation des putschistes a permis à Dilma Roussef et au ministre de la Défense, Aldo Rebelo, du PCdoB (Parti communiste du Brésil) de transférer à un poste bureaucratique le général Antônio Hamilton Mourão, du commando Militaire sud, un des postes commando les plus importants de l'Armée ; ce général a fait « des déclarations à des officiers de la réserve dans lesquelles il a durement critiqué la classe politique, le gouvernement, et il a convoqué ceux qui étaient présents au réveil d'une lutte patriotique » ; il a également « rendu un hommage posthume au colonel Carlos Alberto Brilhante Ustra décédé le 15 octobre « accusé d’avoir torturé des prisonniers pendant le régime militaire », selon une information véhiculée dans les médias putschistes.Néanmoins, même avec hésitation, les institutions putschistes poursuivent leur activité très rapidement. La police fédérale suspectant et arrêtant des militants du PT, le pouvoir judiciaire jugeant et arrêtant des militants du PT, la dénommée « Opération Lava Jato » à Curitiba (littéralement laver avec un jet d'eau,) et « l'Opération Zelotes » (Zélotes, le Juif qui au 1siècle après JC prônait l'action violente pour défendre la loi et l'indépendance nationale) à Brasilia. Ainsi les militaires continuent leurs manoeuvres, soit à São Paulo, avec des camps, soit à Minas Gerais, où ils font de la propagande putschiste jusqu'aux marchés dans les quartiers et aussi à Rio Grande do Sul, pour ne parler que des principaux Etats de la fédération brésilienne.

Les putschistes démontrent qu’ils veulent à présent atteindre l'ex-président Lula et qu'ils ont l'intention de l'arrêter pour consommer le coup ; pour cela ils ont cité à comparaître le fils cadet de Lula pour qu’il fasse une déposition dans les locaux de la police fédérale. Comme l’a remarqué Rui Costa Pimenta, le principal dirigeant du PCO, la popularité de Lula est encore très grande, contrairement à ce que pense la gauche petite bourgeoise, et la bourgeoisie le sait très bien et cherche à démoraliser.

D'un autre côté, le gouvernement de la présidente Dilma Roussef et du PT capitule face au coup en faisant des concessions, maintenant avec l'approbation de la Loi anti-terrorisme qui criminalise plus encore les mouvements sociaux et populaires, qui vise à mettre en prison les dirigeants populaires. La direction majoritaire du PT continue sa politique suicidaire, en serrant plus fort la corde autour de son cou. Le gouvernement de Dilma et du PT a attaqué la grève des travailleurs sociaux, faisant échouer la grève et permettant la poursuite de bloquer les salaires.

La Centrale unique des travailleurs (CUT) a trahi la grève puissante des employés de banques, en les forçant à approuver la fin de la grève, qui avait tout pour être victorieuse en raison de la radicalisation du secteur des employés des banques, causée par le blocage des salaires, dont ils souffrent depuis des années, alors que les profits du secteur financier atteignent des niveaux stratosphériques.

Le Brésil est un pays de dimension continentale. La classe ouvrière brésilienne compte 92,5 millions de personnes, selon les données de 2011 fournies par l'IBGE (Institut brésilien de géographie et de statistique). Cette année, la classe ouvrière a fait plusieurs grèves, notamment à Volkswagen, Mercedes- Benz, General Motors, Scania, toutes dans l’ABC (Santo André, São Bernardo et São Caetano do Sul) proche de la périphérie de la ville de São Paulo. Elles ont réussi à empêcher des licenciements de masse. Néanmoins, la direction bureaucratique de la CUT a fait des concessions qui ont généré des ré-ductions des salaires, de 10 à 20%, conformément à la loi du « Programme de protection de l'emploi » (PPE) de Dilma Roussef. Pourtant, la classe ouvrière et ses organisations sont restées intactes. Cela explique également les hésitations des putschistes. Les organisations ouvrières, malgré leurs directions bureaucratiques, qui sont des pantins et des traîtres, sont restées intactes. À part la CUT, les travailleurs brésiliens ont la CTB liée au PCdoB, l’UGT, la CGTB et la Força Sindi-cal (Force syndicale)... qui regroupent 5 millions des travailleurs, parmi lesquels ceux de la CUT représentent 40 % des syndiqués et ceux de la Force Syndicale 15 %.

La direction du PT a approuvé récemment, contre les six plus grandes tendances internes du parti, son soutien à la politique d'austérité et d'ajustement fiscal du ministre Lévy, lié à la deuxième banque privée, du Brésil, Bradesco, ce qui devrait approfondir la division et la crise au sein du parti.

La gauche petite bourgeoise, conduite par le PSTU « moréniste » (Parti socialiste des travailleurs unifié) et ses satellites (MRT/LER-QI, LBI, POR, MNN...), poursuit sa ligne « PT dehors » et « PSDB dehors », et elle a participé le 16 septembre à une manifestation de la bourgeoisie et de l'extrême-droite. Seule la LBI a eu honte après cette manifestation, qui fut très « patriotique » et « vert et jaune » [les couleurs du drapeau capitaliste].

Pour ces partis et ces organisations, le PT et le PSDB sont identiques. Néanmoins, comme l’a affirmé Rui Costa Pimenta, le principal dirigeant du Parti de la cause ouvrière (PCO), à la chaîne de télévision PCO (il existe un enregistrement en vidéo), Trotsky avait averti , quand il a discuté la question de l'Allemagne, pendant les années 1930, que lorsque le PC allemand disait que la sociale-démocratie était identique au fascisme – la soit disant « théorie » du social-fascisme –, quand elle dit que tout est identique, cela correspond à une capitulation, car rien n'est identique. Il ne s'agit pas d'une analyse matérialiste dialectique. Nous pensons que Rui Costa Pimenta a entièrement raison.

Alors, sans perdre de vue la perspective stratégique de lutte pour un gouvernement ouvrier et paysan, nous pensons qu'il est fondamental de lutter contre le coup de la bourgeoisie et de l'impérialisme, avec un élargissement du front unique anti-putschiste avec le PT, le PCdoB, le PCO, la CUT, la CTB, et les mouvements populaires et sociaux, tels que le MST et l'UNE, en produisant un appel spécial aux directions et aux militants du PSOL, du PSTU, du PCB, du PPL, du MRT/LER-QI, de la LBI, du POR, du CSP-Conlutas, de la Força Sindical, du CGTB et du MTST (le Mouvement des Travailleurs Sans Toit, qui hésite, soit il participe du front unique anti-putschiste, soit il adopte la position moréniste), pour qu' ils s'ajoutent à cette lutte, pour qu'ils lèvent bien haut les revendications transitoires de la classe ouvrière pour em-pêcher l’externalisation [processus par lequel des chômeurs remplacent des travailleurs licenciés] et les MPs 664 et 665 (qui réduisent les pensions, les retraites, l'assurance-chômage...), pour l'échelle mobile des salaires (ajustement automatique des salaires en fonction de l'inflation), pour la réduction de la journée de travail, sans réduction de salaire ; pour l’arrêt des licenciements, pour la stabilité de l'emploi ; non aux suppressions des programmes sociaux tels que le Bolsa Familia, Minha Casa Minha Vida, PRO-UNE, PRONTATEC, FIES... la fin du gel des salaires des fonctionnaires et la défense de Petrobras.

8 novembre 2015, Tendência Marxista Leninista”

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Cobrir o Brasil de comitês de luta contra o golpe!

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, juntamente com lideranças políticas do Partido dos Trabalhadores (PT), do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e de outros partidos operários e de esquerda e centrais sindicais, como CUT e CTB, sindicatos e associações de moradores, movimento populares e sociais da Região do Grande ABC paulista  impulsionaram, na manhã de ontem, terça-feira, dia 8 de dezembro de 2015, a formação do Comitê de luta contra o golpe.

Um fato muito significativo fazemos questão de destacar: foi o comparecimento da diretoria do Sindicato do Metalúrgicos da cidade irmã de Santo André, dirigido pela Força Sindical. O companheiro da diretoria que discursou, havia sido anteriormente diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (São Bernardo do Campo e Diadema), mas dessa vez veio representar a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e manifestar o engajamento também dos metalúrgicos de Santo André na luta contra o golpe.

A Tendência Marxista-Leninista parte deste belo exemplo de unidade da classe operária, dos movimentos populares e sociais para defender a formação de comitês de luta contra o golpe em todas as cidades do Brasil, para organizar as manifestações, as passeatas, ocupações, as mobilizações, ou seja, toda a ação direta da classe operária e dos movimentos populares e sociais, o enfrentamento contra os golpistas, como, por exemplo, a manifestação marcada para o próxima quarta-feira, dia 16 de dezembro, às 17 horas, na Avenida Paulista.

A classe operária e os movimentos populares e sociais não devem ter nenhuma ilusão nas instituições golpistas (Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal, Tribunal de Contas da União, etc.) .

Sem perder de vista a estratégia de luta por um governo operário e camponês, buscando uma política de independência de classe, de ruptura com todos os setores e partidos burgueses.

Neste momento, taticamente,  devemos impulsionar os comitês de luta contra o golpe e ampliar a frente única antigolpista do PT, PCdoB, PCO, CUT, CTB, e os movimentos populares e sociais, como MST, MTST e UNE, fazendo uma chamamento especial às direções e aos militantes do PSOL, PSTU, PCB, PPL, MRT/LER-QI, LBI, POR e do MNN, da CSP-Conlutas, Força Sindical, CGTB, para que se somem à luta contra o golpe.

Nessa luta, estamos levantando bem alto as reivindicações transitórias da classe operária de barrar a terceirização e as MPs 664 e 665 (que reduzem pensões, aposentadorias, e o seguro-desemprego, etc.), escala móvel de salários (reajuste automático de salários de acordo com a inflação); redução da jornada de trabalho, sem redução de salários;  fim das demissões, estabilidade no emprego; não aos cortes dos programas sociais, e fim do congelamento dos vencimentos dos funcionários públicos, e em defesa da Petrobras e da expropriação da Samarco (Vale + BHP Billiton).

Toda essa luta, pode ser resumida, neste momento, nas palavras de ordem de:

Fora Cunha!

Abaixo o ajuste fiscal!

Erwin Wolf

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Lideranças do ABCD criam comitê de mobilização contra o golpe

Com a finalidade de resistir à tentativa de golpe contra o mandato da presidente Dilma Rousseff, políticos e sindicalistas da região organizam mobilizações a favor da democracia

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC), Rafael Marques, reuniu várias lideranças políticas e sindicais das sete cidades do ABCD para discutir o atual cenário político após a aceitação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff por parte do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), e organizar atos em defesa da democracia e contra o golpe da direita.

A atividade aconteceu na manhã desta terça-feira (8) na sede do SMABC e contou com a presença dos prefeitos Carlos Grana (PT) e Luiz Marinho (PT) – de Santo André e São Bernardo do Campo, respectivamente; dos deputados estaduais Ana do Carmo (PT) e Luiz Turco (PT); além de vereadores das sete cidades, lideranças políticas e dirigentes sindicais de diversas categorias.

Rafael Marques iniciou o evento comentando a importância do ato realizado um dia antes com a presença do eterno presidente Lula no Sindicato dos Engenheiros e afirmou que “os militantes políticos de esquerda precisam de muita unidade para vencer os desafios que se apresentam na atual conjuntura política”.

“Agora é hora da gente fechar um entendimento e um conjunto de ações que consigam instituir mobilizações de massa, nas ruas, para mostrar força e representatividade”, declarou.

Em seguida, Rafael falou sobre a importância do ABCD estar bem representado no ato pró-democracia que será realizado no próximo dia 16 (quarta-feira) na avenida Paulista, mas ressaltou que “também deverão ser realizadas manifestações nas sete cidades”.

“Além do ato central, na avenida Paulista, também devemos nos mobilizar para fazermos atos regionais. Não é hora de fazer nenhum balanço, nenhuma crítica. Agora é o momento de reflexão e unidade”, declarou o presidente do SMABC.

O prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, agradeceu a presença de cada liderança presente na reunião e começou sua fala abordando o conturbado momento da política nacional. Ele afirmou que, apesar das dificuldades, “neste momento estão abertas as oportunidades para que se façam as intervenções necessárias”.

Marinho também comentou o fato de Cunha aceitar o pedido de impeachment da presidente Dilma. Em sua opinião, “essa situação facilita o diálogo da esquerda com os setores mais populares da sociedade”.

“O que esta em jogo não é o puro e simples impeachment da presidente Dilma... O que esta em jogo é muito mais do que isso. O que esta em jogo é o projeto em que os mais pobres passaram a ser olhados pelos governantes. Os que querem tirar a Dilma são aqueles que querem voltar com esse modo de governar”, disse.

Em sua conclusão, Marinho afirmou que “as lideranças políticas e sindicais têm a responsabilidade de defender o processo democrático”.

“É pelo voto que nós estamos transformando a cidade de São Bernardo do Campo. É pelo voto também que mudamos a realidade de Santo André. E nós temos que respeitar os votos dos brasileiros. Portanto, respeitamos todas as decisões, inclusive no estado de São Paulo. Por que os derrotados na última eleição insistem em procurar um atalho para chegarem ao poder?”, questionou.

Carlos Grana, prefeito de Santo André, parabenizou a iniciativa do presidente do SMABC, Rafael Marques, em organizar esta reunião. Em sua opinião, “o momento turbulento que estamos passando necessita de respostas rápidas”.

Grana, assim como o Marinho, analisou a atual conjuntura política e afirmou ser de “fundamental importância” a realização de um ato no ABCD.

“Nós precisamos ter uma atuação eficiente e rápida. Acredito que esta reunião foi convocada de forma providencial e me solidarizo a esta iniciativa de realizarmos uma vigília depois do ato na avenida Paulista. Acho que este evento será um divisor de águas a nosso favor neste processo de impeachment”, falou.

Encaminhamentos
Como encaminhamentos da reunião desta terça-feira, ficou determinado que haverá todo apoio na mobilização que ocorrerá na avenida Paulista no próximo dia 16 (quarta-feira), às 17h. No dia seguinte, acontece uma vigília com debates políticos no SMABC, a partir das 13h. Por fim, um último encaminhamento a ser feito: o manifesto contra o golpe e pela democracia denominado ‘Carta do ABC’ deverá ser redigido após esses dois atos.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Considerações a respeito dos 8 pontos do Coletivo Marxista do PT

O movimento pró-formação de uma Tendência Marxista-Leninista do Partido dos Trabalhadores publicou no nosso Blog os 8 pontos do co-irmão Coletivo Marxista do PT, todavia, nesta oportunidade, tece algumas considerações sobre os mesmos, ressalvando algumas divergências:

A TML entende  que, nesta conjuntura nacional, está colocada a ruptura do PT com os setores e partidos burgueses,  ou seja, o combate à política de colaboração de classes da direção majoritária do PT, a antiga Articulação, hoje Construindo um Novo Brasil (CNB). Defende a reforma agrária, para que seja dada terra aos camponeses, mas também a revolução agrária com a expropriação das empresas agrícolas, para que fiquem sob controle dos trabalhadores e operários agrícolas.

A TML luta, ainda, pelo controle operário da Petrobrás. Defende também a expropriação da Samarco (Vale + BHP Billiton), para que fique sob controle operário. Por último, entende a TML que, neste momento, não está colocada a luta eleitoral, mesmo por uma assembleia constituinte popular, mas o enfrentamento do golpe da burguesia e do imperialismo americano, com a mobilização nas ruas. A TML sem perder de vista a estratégia de luta por um governo operário e camponês, defende uma política de independência de classe, de ruptura com todos os setores e partidos burgueses, contra a política de colaboração de classes da direção majoritária do PT, antiga Articulação, hoje Construindo um Novo Brasil (CNB).

A TML  luta pela ampliação da frente única antigolpista do PT, PCdoB, PCO, CUT, CTB, e os movimentos populares e sociais, como MST, MTST, UBES e UNE, fazendo uma chamamento especial às direções e aos militantes do PSOL, PSTU, PCB, PPL, MRT/LER-QI, LBI, POR e do MNN, da CSP-Conlutas, Força Sindical, CGTB, para que se somem à luta contra o golpe da burguesia e do imperialismo americano, levantando bem alto as reivindicações transitórias da classe operária de barrar a terceirização e as MPs 664 e 665 (que reduzem pensões, aposentadorias, e o seguro-desemprego, etc.), escala móvel de salários (reajuste automático de salários de acordo com a inflação); redução da jornada de trabalho, sem redução de salários;  fim das demissões, estabilidade no emprego; não aos cortes dos programas sociais, e fim do congelamento dos vencimentos dos funcionários públicos, e em defesa da Petrobras e da expropriação da Samarco (Vale + BHP Billiton).

Toda essa luta, pode ser resumida, neste momento, nas palavras de ordem de:

Fora Cunha! Abaixo o ajuste fiscal!

Erwin Wolf
Ignácio Reis

8 pontos para unificar a luta contra o GOLPE da direita

*Por Coletivo Marxista do Partido dos Trabalhadores

A conjuntura deflagrada pelo início do processo de impeachment contra Dilma exige a mais ampla unidade das forças de esquerda e progressistas para enfrentar esse novo momento que se coloca. Para isso é preciso encontrar uma pauta que unifique a luta contra o golpe, com a luta da esquerda contra o ajuste fiscal e outros enfrentamentos e que possa também mobilizar setores que desgostosos com a politica e os políticos têm sido atraídos para manifestações orquestradas pela direita. Abaixo segue uma proposta de oito pontos para contribuir na construção dessa unidade.

Eixo 1:
Impeachment contra Dilma é GOLPE!
Abaixo o Golpe!
Pelo respeito ao voto popular e a democracia!

Eixo 2:
Abaixo a chantagem, a mentira e o machismo!
Pela cassação do mandato de Eduardo Cunha(PMDB)

Eixo 3:
Abaixo a corrupção!
Que todos os políticos e empresários comprovadamente corruptos sejam julgados e punidos!

Eixo 4:
Fora Levy e abaixo o ajuste fiscal!
Por uma política de investimento e geração de empregos!
Contra o corte de verbas de programas sociais, na educação, saúde, moradia e Reforma Agrária!
Regulamentação do imposto sobre grandes fortunas e heranças!

Eixo 5:
Abaixo a repressão a professores e alunos feitos pelos governos do PSDB no Paraná e São Paulo!
Punição aos responsáveis!

Eixo 6:
Em defesa da Petrobrás Pública, controlada pelo Estado e livre de corrupção!

Eixo 7:
Abaixo a privatização!
Que a VALE pague pelos danos causados pelo desastre de Mariana(MG)

Eixo 8:
Por uma Assembléia Popular Constituinte!
Por uma verdadeira Reforma Política!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Estudantes fazem Geraldo Alckmin recuar diante das manifestações em todo estado

© foto: Marlene Bergamo/ Folha Press

Os estudantes, professores e a população impuseram uma grande derrota ao governador do Estado de São Paulo, o reacionário Geraldo Alckmin, que teve de demitir o seu Secretário de Estado da Educação, Herman Voorwald, o qual prentendia fechar escolas, pretextando “reorganização escolar”.
O desgaste de Alckmin com a luta dos estudantes, professores e da população, foi maior do que com a crise da falta d´água.

Além de investir em armamento e repressão, o Geraldo Alckmin também investe na construção de presídios, transformando o Estado numa verdadeira Ilha Grande (ilha presídio que existiu no Rio de Janeiro, na Região de Angra dos Reis), trancafiando os filhos da classe trabalhadora e da população pobre e negra.

Apesar de todo o aparato de guerra, com equipamentos comprados de Israel e seus policiais militares, treinados no enclave terrorista e sionista,  que praticam o genocídio da população pobre e negra das periferias das cidades paulista (como acontece também nos outros estados, como o Rio de Janeiro, onde recentemente 5 jovens foram covardemente assassinados), mesmo assim  os estudantes e professores obtiveram uma grande vitória, com muita luta, ocupações de escola, passeatas, tomando as ruas e partindo para o confronto contra o aparato repressivo tucano, conseguindo derrotar os planos do governo estadual de fechar escolas, visando beneficiar os grandes grupos de ensino privado, que mercantilizam a educação.

Os estudantes e professores deram uma aula, sendo que essa lição deve ser seguida na luta contra o golpe (impeachment) da burguesia e do imperialismo norte-americano, ou seja, a frente única do PT, PCdoB, PCO, CUT, CTB, e os movimentos populares e sociais, como MST, MTST, UPES e UNE que derrotou o tucano Alckmin no Estado de São Paulo, deve ser repetida e ampliada em nível nacional, com um chamamento especial às direções e aos militantes do PSOL, PSTU, PCB, PPL, MRT/LER-QI, LBI, POR e do MNN, da CSP-Conlutas, Força Sindical, CGTB, que se somem à nossa luta, levantando bem alto as reivindicações transitórias da classe operária de barrar a terceirização e as MPs 664 e 665 (que reduzem pensões, aposentadorias, e o seguro-desemprego, etc.), escala móvel de salários (reajuste automático de salários de acordo com a inflação); redução da jornada de trabalho, sem redução de salários;  fim das demissões, estabilidade no emprego; não aos cortes dos programas sociais, e fim do congelamento dos vencimentos dos funcionários públicos, e em defesa da Petrobras e da expropriação da Samarco (Vale + BHP Billiton).

Toda essa luta, pode ser resumida, neste momento, nas palavras de ordem de:

Fora Cunha!

Abaixo o ajuste fiscal!

Erwin Wolf