quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

TML se solidariza com deputado Rillo diante da atitude da bancada petista na ALESP

A bancada estadual do Partido dos Trabalhadores na Assembleia Legislativa de São Paulo votou a favor do Orçamento de 2017, em claro apoio ao governador tucano Geraldo Alckmin (PSDB), com exceção do deputado João Paulo Rillo (PT), que denunciou a traição da bancada petista. Rillo afirmou que foi substituido da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento da ALESP por seus colegas de partido com claro objetivo de impedir seu trabalho de obstrução da pauta.

O deputado estadual é aquele que, durante as ocupações das escolas pelos estudantes secundaristas, teve um comportamento bastante combativo, inclusive empurrando policiais militares para evitar agressões aos estudantes.

Na votação de ontem, o objetivo de Rillo era negociar pontos do Orçamento que são de interesse dos movimentos sociais, entre eles, a proibição do uso de balas de borracha nas manifestações. Em entrevista à imprensa, Rillo afirmou que “um partido de esquerda não se degenera pela sua base, mas sim pela cúpula, pela burocracia”.

Infelizmente, esta é mais uma demonstração do desastre da política de colaboração e conciliação de classes, defendida pela direção majoritária do PT, a corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), traindo a luta e os interesses da classe trabalhadora, o que tem levado o partido a um beco sem saída, propiciando o bloqueio e a paralisia do movimento operário e popular, sendo incapaz de enfrentar o golpe e os golpistas.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Mobilização popular: única saída contra ameaça de um golpe militar

O general Rômulo Bini Pereira, na quinta-feira, dia 15/12, no jornal burguês arqui-reacionário “Estadão”, renovou o seu “alerta” sobre a necessidade de um golpe militar.

A conjuntura política brasileira é bastante delicada, com os podres poderes em profunda crise. O executivo, com o golpista Michel Temer sendo repudiado pela população inteira do país, o Congresso Nacional, com a Câmara dos Deputados do “Centrão” totalmente desmoralizada e o Judiciário (juntamente com o Ministério Público Federal – MPF – nazi-fascista), principal instrumento golpista do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), com seus ministros também totalmente desmoralizados, em “disputas” e “embates” ridículos, como os sustentados pelos ministros Luiz Fux e Gilmar Mendes.

A escalada golpista  do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) entreguista e pró-imperialista, que ao que tudo indica controla totalmente o Poder Judiciário, vem preparando a derrubada de Michel Temer do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), ou seja, um golpe dentro do golpe, como ocorreu em 1968 com o Ato Institucional n. 5 (AI5), que foi um golpe dentro do golpe de 1964. Essa escalada também propicia o aprofundamento da crise institucional, estabelecendo enorme confusão, o que propicia e aplaina o terreno para uma aventura militar.

Por isso os golpistas estão massacrando o PMDB, que se tornou a bola da vez, com as prisões dos ex-governadores do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e Anthony Garotinho (a prisão deste foi revogada), com a tentativa de afastamento de Renan Calheiros da presidência do Senado, tudo isso aprofundando a crise institucional.

O judiciário golpista quase todos os dias aceita denúncias contra Lula, conforme noticia a imprensa golpista, porque os golpistas entendem como fundamental a prisão do maior líder operário e popular do País para o prosseguimento do golpe, ou seja, para o ataque às organizações operárias e populares, as centrais sindicais, os movimentos sociais e populares, como acontece em nas ditaduras.

Além disso, o judiciário golpista insiste nos “10 pontos anti-corrupção”, numa tentativa do Ministério Público Federal de legalizar o fascismo no Brasil, legalizando a tortura, acabando com o habeas corpus, e permitindo a produção de provas ilícitas, portanto criminosas, dentre outras medidas fascistas.

Essas medidas são piores do que a ditadura do Estado Novo, assim como semelhantes ou piores à legislação fascista italiana de Benito Mussolini e da nazista alemã de Adolf Hitler.

Não por acaso tais medidas foram apoiadas por meio de panelaço da classe média fascista dos bairros ricos da cidade de São Paulo, como nos Jardins, Pinheiros, Vila Madalena, e na cidade do Rio de Janeiro, como no Leblon, Copacabana e Ipanema.

Essa cruzada contra a corrupção é a maior falácia. A “Operação Lava Jato” é a maior farsa, tendo sido orquestrada pela CIA e o FBI. É semelhante a cruzada contra os marajás de Fernando Collor da Rede Globo. Por outro lado, importante deixar consignado que a corrupção é inerente ao capitalismo e que os Estados Unidos, o país que patrocina o golpe no Brasil, por meio da CIA, do FBI, e do Departamento Estado, é o maior país corruptor e corrupto do mundo.

Informações privilegiadas são passadas aos Estados Unidos, à CIA, FBI, e ao Departamento de Estados e à Suiça, permitindo e subsidiando esses países a entrarem com ações contra a  Petrobrás. Logicamente, a extorsão das construtoras brasileiras reverterá para pagar “indenizações” aos Estados Unidos e à Suíça. Um verdadeira pirataria do Século XXI!

Prova disso é que nenhum político do PSDB entreguista e pró-imperialista foi preso até agora, embora este partido seja ultracorrupto, senão o mais corrupto de todos, com o ministro das relações exteriores, José Serra, sendo suspeito de ter recebido 23 milhões de reais, o senador Aécio Neves também é acusado de desvio de verbas de FURNAS, hidrelétrica de Estado Minas Gerais, sem falar da máfia da merenda e do desvio de verba do metrô no Estado de São Paulo, governado pelo PSDB tucano de Geraldo Alckmin, principal estado da federação.

Assistimos a uma disputa fratricida entre os golpistas, do PSDB contra o PMDB com os ataques a Cabral, Garotinho e Renan, mas também dentro do próprio PSDB, com Alckmin, apesar de ter conseguido eleger o prefeito de São Paulo João Dória, sofrendo ataques do ministro José Serra, do senador Aécio Neves e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Em retaliação a Alckmin, a outra facção do PSDB reconduziu o senador Aécio Neves como presidente do PSDB. É a chamada de briga de cachorro grande.

Mas toda essa disputa e todo esse caos não é por acaso. São  motivados pela fato da crise econômica ter aumentado desde que os golpistas assumiram o poder em maio deste ano. Em setembro passado houve um rombo recorde nas contas públicas de R$ 26,7 bilhões, sendo certo que todos os indicadores econômicos se deterioraram.

O objetivo do golpe dentro do golpe é eleger Fernando Henrique Cardoso presidente do Brasil, a partir de 2017, em eleição indireta no Congresso Nacional fantoche, colocando no Ministério da Fazenda o brasileiro naturalizado norte-americano Armínio Fraga, empregado do mega-especulador grego George Soros, que patrocinou o golpe nazista na Ucrânia, com apoio do Enclave terrorista e sionista de Israel, tudo isso visando de apressar e aumentar o ataque à classe trabalhadora, porque o PSDB considera Michel Temer e seu ministro da fazenda, Henrique Meirelles, lentos demais nos ataques à população do País, ou, ainda, propiciar a intervenção militar como a propugnada pelo general Rômulo Pereira, que aliás já vem ocorrendo desde as Olimpíadas. Inclusive, recentemente, no dia 10/12, a Grande Recife e 14 municípios, foram ocupados militarmente, sob pretexto de motim da Polícia Militar.

Uma aventura militar não significa um desfecho como em 1964, poderá provocar a reação e a ação direta das massas, como no golpe de 1954 contra Getúlio Vargas, quando as massas saíram às ruas e massacraram os golpistas.

O PSDB tem sido auxiliado pela Rede Sustentabilidade de Marina Silva e de Neca Setúbal do Banco Itaú, partido que ingressou com a ação para o afastamento de Renan Calheiros, como também pelos partidos da esquerda pequeno-burguesa, como, por exemplo, o Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL) e o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU).

Assim, pressionado, o governo golpista lançou a “Reforma da Previdência”, que praticamente acaba com o direito à aposentadoria, impondo a idade mínima de 65 anos e que o trabalhador trabalhe 49 anos para poder ter direito a 100% do benefício, ou seja, na prática é a extinção da aposentadoria, enquanto isso os militares golpistas ficaram de fora. Além disso, em seguida, lançou um pacotinho insignificante de “bondades”, só para efeito de marketing político para o monopólio da mídia golpista tentar jogar areia nos olhos da população.

Os golpistas seguem tentando escravizar e recolonizar o País, aumentando o genocídio da população pobre e negra das periferias das cidades pela Polícia Militar, assim como agravando o desamparo dos idosos com o fim da aposentadoria.

É fundamental que as organizações de massas, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Partido dos Trabalhadores (PT), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) rompam com sua política de colaboração de classes que vêm impondo um bloqueio e uma paralisia ao movimento operário e popular, apesar da enorme disposição de luta demonstrada de forma empírica e espontânea pelos trabalhadores, camponeses e estudantes contra o golpe.

A alternativa a toda essa barbárie é a mobilização dos operários, camponeses e estudantes na perspectiva de uma greve geral, organizando comandos de greve eleitos democraticamente pela base, juntamente com as milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos.

É fundamental também a convocação de um Congresso Brasileiro da Classe Trabalhadora  em São Paulo, com delegados eleitos nos Estados, em Assembleias de base, com a perspectiva de forjar um programa e uma plataforma de lutas contra o golpe.

E o mais importante, buscar organizar a classe trabalhadora de forma independente, num partido operário marxista revolucionário, para a derrubada revolucionária nas ruas dos golpistas e suas instituições, visando um governo operário e camponês, para a realização das tarefas democráticas, expulsão do imperialismo e reforma e revolução agrária, expropriação do campo, do latifúndio e das empresas agrícolas, passando à expropriação das fábricas, das empresas e dos bancos, monopólio do comércio exterior e economia planificada, rumo ao Socialismo e à Construção da Internacional Operária e Revolucionária!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

PSDB prepara derrubada do governo Temer

A escalada golpista  do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) entreguista e pró-imperialista, que ao que tudo indica controla totalmente o Poder Judiciário, prepara a derrubada de Michel Temer do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) poder, ou seja, uma golpe dentro do golpe, como ocorreu em 1968 com o Ato Institucional n. 5 (AI5), que foi um golpe dentro do golpe de 1964.

Por isso os golpistas estão massacrando o PMDB, que se tornou a bola da vez, com as prisões dos ex-governadores do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e Anthony Garotinho (a prisão deste foi revogada), acusados de corrupção, assim como o ministro Marco Aurélio do Supremo Tribunal Federal golpista havia afastado o senador Renan Calheiros da presidência do Senado Federal provisoriamente, em razão de entender que o senador, por ter se tornado réu, não pode permanecer na linha sucessória, passando por cima do princípios constitucionais da presunção de inocência e da separação e independência dos poderes, sendo que em razão da resistência de Renan, que se recusou a receber intimação do oficial justiça, os golpista pró-imperialista deram uma recuada, temendo desgastes por causa da crise entre os poderes, crise institucional.

O afastamento do senador Renan Calheiros é um fato sem precedentes, inclusive na época da ditadura militar. Inclusive, com relação aos parlamentares afastados recentemente, como o deputado Eduardo Cunha e o senador Delcídio do Amaral, o afastamento determinado pelo Supremo Tribunal Federal exigia que o mesmo fosse apreciado pelos pares dos parlamentares.

Todavia, esse recuo é apenas tático, porque o PSDB e o judiciário seguirão atacando com novas investidas ao PMDB como fizeram com o Partido dos Trabalhadores (PT).

Aliás, o Judiciário golpista quase todos os dias aceita denúncias contra Lula, conforme noticia a imprensa golpista, porque os golpistas entendem como fundamental a prisão do maior líder operário e popular do País para o prosseguimento do golpe, ou seja, para o ataque às organizações operárias e populares, as centrais sindicais, os movimentos sociais e populares, como acontece em nas ditaduras.

Além disso, os “10 pontos anti-corrupção” são uma tentativa do Ministério Público Federal de legalizar o fascismo no Brasil, legalizando a tortura, acabando com o habeas corpus, e a produção de provas ilícitas, portanto criminosas, dentre outras medidas fascistas.

Essas medidas são piores do que a ditadura do Estado Novo, assim como semelhantes ou piores à legislação fascista italiana de Benito Mussolini e da nazista alemã de Adolf Hitler.

Não por acaso tais medidas foram apoiadas por meio de panelaço da classe média fascista dos bairros ricos da cidade de São Paulo, como nos Jardins, Pinheiros, Vila Madalena, e na cidade do Rio de Janeiro, como no Leblon, Copacabana e Ipanema.

Essa cruzada contra a corrupção é a maior falácia. É semelhante a cruzada contra os marajás de Fernando Collor da Rede Globo. Por outro lado, importante deixar consignado que a corrupção é inerente ao capitalismo e que os Estados Unidos, o país que patrocina o golpe no Brasil, por meio da CIA, do FBI, e do Departamento Estado, é o maior país corruptor e corrupto do mundo.

Prova disso é que nenhum político do PSDB entreguista e pró-imperialista foi preso até agora, embora este partido seja ultracorrupto, senão o mais corrupto de todos, com o ministro das relações exteriores, José Serra, sendo suspeito de ter recebido 23 milhões de reais, o senador Aécio Neves também é acusado de desvio de verbas de FURNAS, hidrelétrica de Estado Minas Gerais, sem falar da máfia da merenda e do desvio de verba do metrô no Estado de São Paulo, governado pelo PSDB tucano de Geraldo Alckmin, principal estado da federação.

Assistimos a uma disputa fratricida entre os golpistas, do PSDB contra o PMDB com os ataques a Cabral, Garotinho e Renan, mas também dentro do próprio PSDB, com Alckmin, apesar de ter conseguido eleger o prefeito de São Paulo João Dória, sofrendo ataques do ministro José Serra, do senador Aécio Neves e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. É a chamada de briga de cachorro grande.

Reflexo disso, seguem os ataques às construtoras e empreiteiras nacionais, que são representadas de certo modo pelo PMDB, as quais apoiaram os governos de Lula e Dilma, têm seus diretores e executivos torturados em Curitiba, com “prisões cautelares”, sendo forçados a fazerem “confissões” e “delações premiadas”, de fazer inveja aos regimes de Mussolini e Hitler, visando quebrar extorquir e quebrar essas empresas, algumas das quais atuam e são importantes no mercado internacional, para beneficiar as concorrentes estrangeiras destas, principalmente norte-americanas é claro. Há suspeita, ainda, de que são passadas informações privilegiadas aos Estados Unidos, à CIA, FBI, e ao Departamento de Estados e à Suiça, permitindo e subsidiando esses países a entrarem com ações contra a  Petrobrás. Logicamente, a extorsão das construtoras brasileiras reverterá para pagar “indenizações” aos Estados Unidos e à Suíça. Um verdadeira pirataria do Século XXI!

Mas toda essa disputa não é por acaso, ela é motivada pela fato da crise econômica ter aumentado desde que os golpistas assumiram o poder em maio deste ano. Em setembro passado houve um rombo recorde nas contas públicas de R$ 26,7 bilhões, sendo certo que todos os indicadores econômicos se deterioraram.

O objetivo do golpe dentro do golpe é eleger Fernando Henrique Cardoso presidente do Brasil, a partir de 2017, em eleição indireta no Congresso Nacional fantoche, colocando no Ministério da Fazenda o brasileiro naturalizado norte-americano Armínio Fraga, empregado do mega especulador grego George Soros, que patrocinou o golpe nazista na Ucrânia, com apoio do Enclave terrorista e sionista de Israel, tudo isso visando de apressar e aumentar o ataque à classe trabalhadora, porque o PSDB considera Michel Temer e seu ministro da fazenda, Henrique Meirelles, lentos demais nos ataques à população do País.

Inclusive essa movimentação golpista está sendo feita abertamente, embora os golpistas tentem, às vezes, disfarçar, falando em “conspiração”, já estando sendo falada e comentada por todo mundo.

O PSDB tem sido auxiliado pela Rede Sustentabilidade de Marina Silva e de Neca Setúbal do Banco Itaú, partido que ingressou com a ação para o afastamento de Renan Calheiros, como também pelos partidos da esquerda pequeno-burguesa, como, por exemplo, o Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL) e o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU).

Assim, pressionado, o governo golpista lançou a “Reforma da Previdência”, que praticamente acaba com o direito à aposentadoria, impondo a idade mínima de 65 anos e que o trabalhador trabalhe 49 anos para poder ter direito a 100% do benefício, ou seja, na prática é a extinção da aposentadoria, enquanto isso os militares golpistas ficaram de fora.

A escalada golpista da burguesia e do imperialismo norte-americano para substituir Temer vai consolidando a ditadura do judiciário e instituindo um Estado Policial com o objetivo de impor o Plano de escravidão e recolonização do Brasil, com a superexploração dos trabalhadores, com jornada de 80 horas semanais, fim da CLT, fim do FGTS, aposentadoria aos 75 anos, fim do segurodesemprego, fim dos programas sociais, acabando com a saúde e a educação, com a PEC n. 241, que congela os gastos públicos por 20 anos, bem como com a apropriaçã o das riquezas da nação, como o Petróleo do Pré-Sal, a água, a Floresta Amazônica, dos bancos e empresas públicas, o que levará o nosso País à barbárie, já que somos a 3ª população carcerária do mundo, com quase 700 mil presos.

A alternativa a toda essa barbárie é a mobilização dos operários, camponeses e estudantes na perspectiva de uma greve geral, organizando comandos de greve eleitos democraticamente pela base, juntamente com as milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos, com a convocação de um Congresso Brasileiro da Classe Trabalhadora  em São Paulo, com delegados eleitos nos Estados em Assembleias de base, para a derrubada revolucionária nas ruas dos golpistas e suas instituições, visando um governo operário e camponês, para a realização das tarefas democráticas, expulsão do imperialismo e reforma e revolução agrária, expropriação do campo, do latifúndio e das empresas agrícolas, passando à expropriação das fábricas, das empresas e dos bancos, monopólio do comércio exterior e economia planificada, rumo ao Socialismo e à Construção da Internacional Operária e Revolucionária!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

A qualquer custo: PSDB, MPF e STF querem implantar a ditadura

O afastamento do senador Renan Calheiros é um fato sem precedentes, inclusive na época da ditadura militar. O ministro Marco Aurélio do Supremo Tribunal Federal golpista afastou o senador Renan Calheiros da presidência do Senado Federal provisoriamente, em razão de entender que o senador, por ter se tornado réu, não pode permanecer na linha sucessória, sendo que ainda hoje o plenário do STF vai se manifestar definitivamente.

A escalada golpista  do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) entreguista e pró-imperialista, que ao que tudo indica controla totalmente o Poder Judiciário, prepara a remoção de Michel Temer do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) poder, ou seja, uma golpe dentro do golpe, como ocorreu em 1968 com o Ato Institucional n. 5 (AI5), que foi um golpe dentro do golpe de 1964. Por isso os golpistas estão massacrando o PMDB, com as prisões dos ex-governadores do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e Anthony Garotinho (a prisão deste foi revogada), acusados de corrupção.

Todavia, nenhum político do PSDB entreguista e pró-imperialista foi preso até agora, embora este partido seja ultracorrupto, com o ministro das relações exteriores, José Serra, sendo suspeito de ter recebido 23 milhões de reais, o senador Aécio Neves também é acusado de desvio de verbas de FURNAS, hidrelétrica de Estado Minas Gerais, sem falar da máfia da merenda e do desvio de verba do metrô no Estado de São Paulo, governado pelo PSDB tucano de Geraldo Alckmin, principal estado da federação.

É importante deixar consignado que a corrupção é inerente ao capitalismo e que os Estados Unidos é o maior país corruptor e corrupto do mundo.

Enquanto isso, as construtoras nacionais, que apoiaram os governos de Lula e Dilma, têm seus diretores e executivos torturados em Curitiba, com “prisões cautelares”, sendo forçados a fazerem “confissões” e “delações premiadas”, de fazer inveja aos regimes de Mussolini e Hitler, visando quebrar extorquir e quebrar essas empresas, algumas das quais atuam e são importantes no mercado internacional, para beneficiar as concorrentes estrangeiras destas, principalmente norte-americanas é claro. Há suspeita, ainda, de que são passadas informações “privilegiadas” aos Estados Unidos, à CIA, FBI, e ao Departamento de Estados e à Suiça, permitindo e subsidiando esses países a entrarem com ações contra a  Petrobrás. Logicamente, a extorsão das construtoras brasileiras reverterá para pagar “indenizações” aos Estados Unidos e à Suíça. Um verdadeira pirataria do Século XXI!

O objetivo do golpe dentro do golpe é eleger Fernando Henrique Cardoso presidente do Brasil, a partir de 2017, em eleição indireta no Congresso Nacional fantoche, colocando no Ministério da Fazenda o brasileiro naturalizado norte-americano Armínio Fraga, empregado do mega especulador grego George Soros, que patrocinou o golpe nazista na Ucrânia, com apoio do Enclave terrorista e sionista de Israel, tudo isso com o objetivo de apressar e aumentar o ataque à classe trabalhadora, porque o PSDB considera Michel Temer e seu ministro da fazenda, Henrique Meirelles, lentos demais nos ataques à população. Inclusive essa movimentação golpista está sendo feita abertamente, embora os golpistas tentem, às vezes, disfarçar, falando em “conspiração”.

Além disso, os “10 pontos anti-corrupção” são uma tentativa do Ministério Público Federal de legalizar o fascismo no Brasil, legalizando a tortura, acabando com o habeas corpus, e a produção de provas ilícitas, portanto criminosas, dentre outras medidas fascistas.

Ainda, concomitantemente, os golpistas lançaram a “Reforma da Previdência”, que praticamente acaba com o direito à aposentadoria, impondo a idade mínima de 65 anos e que o trabalhador trabalhe 49 anos para poder ter direito a 100% do benefício, ou seja, na prática é a extinção da aposentadoria, enquanto isso os militares golpistas ficaram de fora.

Todas essas medidas são piores do que a ditadura do Estado Novo, assim como semelhantes ou piores à legislação fascista italiana de Benito Mussolini e da nazista alemã de Adolf Hitler.

Não por acaso tal medida foi apoiada por meio de panelaço da classe média fascista dos bairros ricos da cidade de São Paulo, como nos Jardins, Pinheiros, Vila Madalena, e na cidade do Rio de Janeiro, como no Leblon, Copacabana e Ipanema.

O Ministério Público e o Poder Judiciário brasileiro tornaram-se ponta de lança do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) tucano, provocando uma crise entre os podres poderes da nação, atacando o legislativo, por meio de uma assalto ao Senado Federal, com a Polícia  Federal, a polícia política do golpe, sob acusação de obstruir investigações da “Operação Lava-Jato”, concebida pelo CIA para atacar e proscrever ao Partido dos Trabalhadores (PT), visando escravizar e recolonizar o Brasil.

O Poder Judiciário, o Tribunal de Contas da União, a Polícia Federal (a polícia política do golpe), essas instituições burguesas, são ocupadas por usurpadores, ou seja, por indivíduos que não foram eleitos pelo povo, não se submeteram ao sufrágio universal, ao controle do povo, isto é, ao voto, que estão a serviço da burguesia e do imperialismo de maneira permanente, como “instituição”. O Supremo Tribunal Federal, condenou companheiros sem prova, com base na nazi-fascista “Teoria” do Domínio do Fato” e acabou com o princípio da presunção de inocência. O STF é o mesmo que historicamente entregou Olga Benário aos nazistas. Essas “instituições” agem politicamente, em total desrespeito à Lei Orgânica da Magistratura e do Ministério Público, utilizando-se de  ações midiáticas, em total desrespeito aos mínimos direitos civis e democráticos, à presunção de inocência, desrespeitando as liberdades democráticas (ou como gostam os juristas burgueses, as “liberdades públicas”),  criminalizando os movimentos sociais, prendendo os lutadores dos movimentos sociais, sem o devido processo legal, com as pessoas sendo torturadas a pretexto de “prisões cautelares” (“prisões preventivas e temporárias”), obtendo-se “confissões e delações premiadas”, sendo que Curitiba tornou-se a Nova Guantánamo. Aplica-se a aplica-se a “lei antiterrorismo”, em conluio com governos de traços nazi-fascistas nos estados, como o do Estado de São Paulo, com sua Polícia Militar, treinada e armada até os dentes pelo Enclave sionista e terrorista de Israel.

Infelizmente, fatos como esses no Golpe de 1964 continuam acontecendo no Golpe de 2016, como a morte de Valdir Pereira da Rocha, preso acusado de ser simpatizante do Estado Islâmico, sem nenhuma prova, que acabou sendo assassinado a pauladas por outros presos no dia 15 de outubro passado, na Cadeia Pública de Várzea Grande, cidade próxima à capital Cuiabá, no Estado do Mato Grosso, segundo a versão oficial. É a aplicação da “Lei Antiterrorismo”, por meio da Operação Hashtag da Polícia Federal, a polícia política do golpe de 2016.

Acrescente-se para piorar as coisas que o Exército reconheceu que está infiltrando militares nos movimentos populares, em total desrespeito à Constituição Federal de 1988, confirmando que já vivemos numa Ditadura. Os militares golpistas já haviam ameaçado a população, dizendo que estavam de prontidão, sendo que agora estão agindo de forma aberta desde as Olimpíadas. O Exército e as Forças Armadas, ao invés de defenderem a Pátria, estão defendendo os interesses da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano e, logicamente os seus, pois impuseram aos demais golpistas que não sofrerão a reforma da previdência! E estão preparados para atacar a população brasileira na guerra civil que se avizinha.

A escalada golpista para substituir Temer da burguesia e do imperialismo norte-americano vai consolidando a ditadura do judiciário e instituindo um Estado Policial com o objetivo de impor o Plano de escravidão e recolonização do Brasil, com a superexploração dos trabalhadores, com jornada de 80 horas semanais, fim da CLT, fim do FGTS, aposentadoria aos 75 anos, fim do segurodesemprego, fim dos programas sociais, acabando com a saúde e a educação, com a PEC n. 241, que congela os gastos públicos por 20 anos, bem como com a apropriaçã o das riquezas da nação, como o Petróleo do Pré-Sal, a água, a Floresta Amazônica, dos bancos e empresas públicas, o que levará o nosso País à barbárie, já que somos a 3ª população carcerária do mundo, com quase 700 mil presos.

A alternativa a toda essa barbárie é a mobilização dos operários, camponeses e estudantes na perspectiva de uma greve geral, organizando comandos de greve eleitos democraticamente pela base, juntamente com as milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos, com a convocação de um Congresso Brasileiro da Classe Trabalhadora  em São Paulo, com delegados eleitos nos Estados em Assembleias de base, para a derrubada revolucionária nas ruas dos golpistas e suas instituições, visando um governo operário e camponês, para a realização das tarefas democráticas, expulsão do imperialismo e reforma e revolução agrária, expropriação do campo, do latifúndio e das empresas agrícolas, passando à expropriação das fábricas, das empresas e dos bancos, monopólio do comércio exterior e economia planificada, rumo ao Socialismo e à Construção da Internacional Operária e Revolucionária!

Sindserv SBC: votar na Chapa 1 contra os golpistas

Amanhã, dia 8 de dezembro, ocorrerão as eleições para o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Bernardo do Campo, concorrendo a Chapa 1, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), e a Chapa 2, da CSP-Conlutas e da Intersindical.

A Tendência Marxista-Leninista expressa o seu apoio à Chapa 1, da CUT, liderada pelo motorista José Rubem, contra a Chapa 2, da CSP-Conlutas, ligada ao PSTU, em razão deste partido ter apoiado o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, com a sua palavra de ordem “Fora Todos”, que na verdade era tão-somente o “Fora Dilma”. Agora o PSOL está compondo a Chapa 2, junto com o PSTU.

Assim, o PSTU e a CSP-Conlutas estiveram, objetiva e concretamente, do lado dos golpistas, sem se importarem para a aplicação do “Plano uma ponte para o futuro” de Michel Temer, que implicará, se os golpistas não forem derrotados, na escravização e recolonização do Brasil, com o fim da CLT, aposentadoria aos 75 anos, 80 horas semanais, fim dos programas sociais, como Minha Casa Minha Vida,  Bolsa Família, FIES, PRONATEC, etc.,  fim do Sistema Único de Saúde, privatização da Petrobrás, da Caixa Econômica Federal, assalto ao FGTS pelos banqueiros, fim da estabilidade do servidor público, enfim, um retrocesso sem precedentes para a classe trabalhadora brasileira, com a aprovação da PEC 241/55, a chamada PEC do Fim do mundo, que custa congela os gastos públicos por 20 anos.

Além disso, o PSTU e a CSP-Conlutas tentam passar uma imagem de combativos, mas no movimento sindical são conhecidos os acordos traidores da diretoria do Sindicato do Metalúrgicos de São José dos Campos com a Embraer e a General Motors, onde tal diretoria permitiu, sem luta, demissões nessas empresas e acordos rebaixados do ponto de vistas das reivindicações dos metalúrgicos.

Ainda, são conhecidas as traições nas greves dos metroviários pela diretoria ligada ao PSTU, quando estas são encerradas precocemente, com acordos nocivos aos trabalhadores com o governo tucano do Estado de São Paulo. Sem falar que o Sindicato dos Metroviários permitiu que os metroviários fizessem horas extras para ajudar na mobilização coxinha e da extrema-direita, nas domingueiras da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP).

Assim, servidores públicos municipais de São Bernardo do Campo votar na Chapa 1 contra os golpistas e contra o retrocesso, na perspectiva da independência política da classe trabalhadora.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A morte de Fidel e a defesa do Estado operário

O ex-dirigente cubano Fidel Castro faleceu em Cuba dia 25 de novembro de morte natural. A Tendência Marxista-Leninista manifesta pesar pelo falecimento de Fidel Castro, mas ao contrário da quase totalidade das organizações operárias e de esquerda,  que renderam homenagens a Fidel de forma acrítica, segue manifestando sua apreensão com relação ao curso restauracionista em Cuba, isto é, o avanço da tendência a restaurar o capitalismo na Ilha, principalmente depois do restabelecimento das relações diplomáticas com o imperialismo norte-americano e o patrocínio, junto com o Vaticano,  das negociações de “paz” entre  o governo facínora da Colômbia de Juan Manoel Santos e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Por outro lado, a TML não nega as conquistas da Revolução Cubana, a 150 metros da Flórida, dos Estados Unidos, como a expulsão do imperialismo, expropriação da burguesia, a reforma agrária, o monopólio do comércio exterior, a economia planificada, sendo o único país do mundo sem desnutrição infantil, conforme a própria Unicef, o único pais latino-americano sem problemas com drogas, que tem a maior expectativa de vida, consoante a ONEC, possuindo uma escolarização primária de 100% e secundária de 99%, segundo a Unesco, tem o dobro de médicos da Inglaterra para uma quase cinco vezes população menor, como diz o jornal The Guardian, é o único no mundo que cumpre a sustentabilidade ecológica (WWF), e ao contrário do que falam os gusanos e a mídia imperialista, é o país latino-americano que menos viola  os direitos humanos (os últimos dados foram baseados na Declaração do Comitê de Ligação da Quarta Internacional – CLQI, publicado no Blog da Liga Comunista do Brasil, “O Falecimento de Fidel Castro e a perspectiva da Revolução Cubana hoje”).

As massas derrubaram o ditador Batista
Na Ilha, as massas derrubaram o ditador Batista, impulsionando a vitória do Movimento 26 de julho, comandado por Fidel, fazendo com que ocorresse a hipótese pouco provável para Trotsky, conforme seu prognóstico no Programa de Transição da IV Internacional sobre a instauração de um governo operário e camponês:

“É possível a criação de tal governo pelas organizações operárias tradicionais. A experiência anterior nos mostra, como já vimos, que isto é pelo menos pouco provável. Entretanto, é impossível de negar categórica e antecipadamente a possibilidade teórica de que, sob a influência de uma combinação de circunstâncias excepcionais (guerra, derrota, quebra financeira, ofensiva revolucionária das massas etc.), os partidos pequeno-burgueses, inclusive os estalinistas, possam ir mais longe do que queiram, no caminho da ruptura com a burguesia. Em todo caso, uma coisa está fora de dúvida: se mesmo  esta variante pouco provável se realizasse um dia, em algum lugar, e um “governo operário e camponês” no sentido acima indicado se estabelecesse de fato, ele representará somente um curto episódio em direção à ditadura do proletariado.”

Stéphane Just, em sua obra “A Revolução Proletária e os Estados Operários Burocráticos”, pág. 97, Palavra Editora Ltda., explica:

“Uma revolução proletária

Eis aí o início clássico de uma revolução proletária. A dissolução do exército e da polícia sanciona uma situação de fato. Eles são substituídos pelo exército rebelde e por uma polícia recrutada entre os partidários de Castro, dirigidos por este. Por outro lado, o aparelho administrativo e a justiça permanecem intactos, no máximo, são depurados. A Marinha, que ligou-se a Castro no último momento, permanece igualmente intacta.

Não se trata de negar as qualidades revolucionárias de Fidel Castro e do Movimento 26 de Julho. Eles queriam certamente derrubar a ditadura de Batista, incondicionalmente. Eles tinha se pronunciado por uma certa reforma agrária. Embora revolucionários, nem por isso deixaram de ser um movimento pequeno-burguês com os limites que isto implica. Mas o movimento de massas vai levá-los muito além.

As declarações de Fidel Castro em Nova Iork, em abril de 1959, não correspondiam ao caráter da revolução cubana. Em 17 de abril, durante uma conferência de imprensa, ele explicava:

“Eu disse de maneira clara e definitiva que nós não somos comunistas...As portas estão abertas para os investimentos privados que contribuam para o desenvolvimento da indústria em Cuba...É absolutamente impossível que nós possamos progredir se não nos entendermos com os Estados Unidos.”

E, em seu discurso no Central Park de Nova Iork, a 27 de abril de 1959:

“A vitória só nos foi possível porque nós reunimos os cubanos de todas as classes e de todos os setores em torno de uma única e mesma aspiração.”

“Em fins de 1959 e no início de 1960, Fidel Castro e os dirigentes do Movimento 26 de Julho declararam situar-se sempre nos limites do regime capitalista. Todavia, muito rapidamente, o imperialismo norte-americano e a burguesia cubana foram expropriados. Segundo muitos comentários e análises sobre a revolução cubana, poderia parecer que a destruição do regime de Batista, a entra das colunas militares de Fidel Castro em Havana, e posteriormente a expropriação do capitalismo vieram de cima, foram de algum modo dadas ao proletariado e às massas camponesas de Cuba por Fidel Castro e o Movimento 26 de Julho. Nada é mais falso. É exatamente o inverso que é verdadeiro; o movimento das massas foi muito mais longe do que queriam Fidel Castro e seus partidários. Não é inútil relembrar que o próprio nome da organização Movimento 26 de Julho lembra uma terrível derrota: a tentativa de derrubar, em 1953, a ditadura de Batista, para tomar o quartel de Moncada, o que levou a um verdadeiro massacre dos atacantes. O desembarque do “Gramma”, a 2 de dezembro de 1956, significou outra derrota, como também reconheceu o próprio Fidel Castro:”

Just expõe como as massas derrotaram o ditador Batista:

As massas derrubaram Batista
A ação de Fidel Castro e do Movimento 26 de Julho coincidiu com o impasse do regime de Batista, com seu apodrecimento e com o despertar de um poderoso movimento de massas, de início no campesinato, mas que se desenvolveu igualmente nas massas proletárias da cidade. Após o assassínio de Franco País, dirigente do 26 de Julho em Santiago, uma greve geral contra a ditadura eclodiu nesta cidade. A derrota da greve geral de 9 de abril de 1958 não abala absolutamente esta constatação. Lançada arbitrariamente pelo Movimento 26 de Julho, a palavra de ordem de greve chocou-se com a oposição e a sabotagem do partido stalinista. O exército de Batista contava com 70.000 homens bem armados. “O exército rebelde e as milícias não contavam com mais de que 5.000 homens armados, dos quais muitos sem fuzis, por todo o país”, e isto até o final. O exército de Batista era incapaz de travar o menor combate sério. Mas o exército é um reflexo da sociedade. Sua decomposição traduz o apodrecimento desta.(...)”
Assim, castrismo acabou expropriando a burguesia e edificou o Estado operário cubano.

A crítica marxista à condução da revolução
Porém, em 26 de maio de 1961, o jornal trotskista “Voz Proletária” é fechado. Cuba homenageou o assassino de Trotsky, Ramon Mercader. Leon Trotsky foi líder da Revolução Russa com Vladimir Lênin. Além disso, Trotsky foi o organizador do Exército Vermelho que venceu 14 Exércitos imperialistas na Guerra Civil russa, que terminou em 1921. Ainda, Trotsky liderou a luta contra a burocratização do Estado operário soviético contra Stálin, à “teoria do socialismo em um país” e contra a restauração capitalista, defendendo a Teoria da Revolução Permanente, a Revolução Internacional.

Além disso, o castrismo, por meio de Ernesto Che Guevara, empreendeu a guerrilha no campo na Bolívia que não teve sucesso, em razão de ter sido uma ação isolada do movimento de massas, do movimento operário e popular boliviano, tendo sido facilmente derrotado pela repressão militar, com o assassinato do Che em 1967.

Ainda, o castrismo atuou na luta pela independência de Angola em 1975, apoiando o Movimento Popular pela Libertação de Angola (MPLA), mas sem a perspectiva de estabelecer um  governo operário e camponês e estender a revolução socialista internacional.

Todavia, a direção castrista aderiu ao stalinismo, à “Teoria do socialismo em um só país”, à “política de coexistência pacífica” com o imperialismo, ditada pela burocracia da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), que abandonou a luta pela Revolução socialista internacional, o que levou à restauração do capitalismo na Rússia e nas demais repúblicas socialistas do Leste Europeu.
Assim, a direção castrista foi se transformando em uma burocracia, com suas contradições, sendo que ao mesmo tempo que por um lado apoia-se no Estado operário cubano e tende a defendê-lo, por outro lado cede às pressões do imperialismo no sentido de solapar as conquistas da revolução, pondo em risco o Estado operário com a possibilidade da restauração capitalista.

A TML entende que a burocracia castrista ainda não se transformou em uma classe social, ainda não se transformou em burguesia, como ocorreu na Rússia, na China e nos demais ex-estados operários. Cuba e Coreia do Norte permanecem como os únicos Estados operários, embora bastante burocratizados.

No último período, a atuação da burocracia cubana, agora liderada por Raul Castro, irmão mais novo de Fidel, tomou um curso restauracionista, colocando em risco a existência do Estado Operário Cubano, como aconteceu com a URSS, o Leste Europeu, a China e o Vietnã.

Raul Castro recentemente, apenas para exemplificar, empreendeu duas negociações francamente contrarrevolucionárias: a aproximação com os Estados Unidos e o patrocínio, juntamente com o Papa, das negociações do governo colombiano, do facínora Juan Manuel Santos, com das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs).

Não negamos ao Estado operário que negocie, inclusive com países imperialistas. A Rússia soviética, de Lênin e Trotsky, celebrou a paz de Brest-Litovski, com a Alemanha imperialista, dos Hohenzollern.

Todavia, as negociações com de Cuba com os americanos vão no sentido de abolir o monopólio do comércio exterior na Ilha, sendo claramente restauracionista.

Além disso, o patrocínio das negociações do governo colombiano com as Farcs é uma atuação contrarrevolucionária, que deixará os militantes das Farcs totalmente desarmados perante o facínora Juan Manuel Santos.

Anteriormente, a burguesia colombiana já havia feito um “acordo” com a guerrilha, desarmando-a, apenas para melhor reprimir aos seus membros.

A defesa do Estado operário cubano
A Tendência Marxista-Leninista defende a necessidade da formação de um partido operário marxista revolucionário em Cuba, que lute por uma revolução política, sob a bandeira da luta contra a desigualdade social e a opressão política; por abaixo os privilégios da burocracia; maior igualdade no salário, em todas as formas de trabalho; liberdade dos comitês de fábrica e dos sindicatos; pela liberdade reunião e de imprensa, no sentido do renascimento e do desenvolvimento da democracia dos conselhos operários; legalização de todos os partidos operários e revolucionários; revisão da economia planificada, de alto a baixo, de acordo com o interesse dos produtores e dos consumidores; os comitês de fábrica devem retomar o direito de controle da produção; as cooperativas de consumo, democraticamente organizadas, devem controlar a qualidade dos produtos, e seus preços; reorganização das fazendas coletivas, de acordo com a vontade e interesses dos trabalhadores deste setor; a política internacional reacionária da burocracia deve ceder lugar à política do internacionalismo proletário, toda correspondência diplomática deve ser publicada, abaixo a diplomacia secreta!

Além disso, todos os processos políticos montados pela burocracia cubana devem ser revistos mediante ampla publicidade e livre-exame. Os organizadores das falsificações devem sofrer o merecido castigo.

Construir a Internacional operária e revolucionária!
Viva a democracia dos conselhos operários (sovietes)!
Viva a Revolução Socialista Internacional!

MPF quer legalizar o fascismo no Brasil

Os “10 pontos anti-corrupção” são uma tentativa do Ministério Público Federal de legalizar o fascismo no Brasil, legalizando a tortura, acabando com o habeas corpus, e permitindo a produção de provas ilícitas, portanto criminosas, dentre outras medidas fascistas
Essas medidas são piores do que a ditadura do Estado Novo, assim como semelhantes ou piores à legislação fascista italiana de Benito Mussolini e da nazista alemã de Adolf Hitler.

Não por acaso tal medida foi apoiada por meio de panelaço da classe média fascista dos bairros ricos da cidade de São Paulo, como nos Jardins, Pinheiros, Vila Madalena, e na cidade do Rio de Janeiro, como no Leblon, Copacabana e Ipanema.

O Ministério Público e o Poder Judiciário brasileiro tornaram-se ponta de lança do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) tucano, provocando uma crise entre os podres poderes da nação, atacando o legislativo, por meio de uma assalto ao Senado Federal, com a Polícia  Federal, a polícia política do golpe, sob acusação de obstruir investigações da “Operação Lava-Jato”, concebida pelo CIA para atacar e proscrever ao Partido dos Trabalhadores (PT), visando escravizar e recolonizar o Brasil.

A escalada golpista  do PSDB entreguista e pró-imperialista, que ao que tudo indica controla totalmente o Poder Judiciário, prepara a remoção de Michel Temer do poder, ou seja, uma golpe dentro do golpe, como ocorreu em 1968 com o Ato Institucional n. 5 (AI5), que foi um golpe dentro do golpe de 1964.

O objetivo do golpe dentro do golpe é eleger Fernando Henrique Cardoso presidente do Brasil, a partir de 2017, em eleição indireta no Congresso Nacional fantoche, colocando no Ministério da Fazenda o brasileiro naturalizado norte-americano Armínio Fraga, empregado do mega especulador grego George Soros, que patrocinou o golpe nazista na Ucrânia, com apoio do Enclave terrorista e sionista de Israel.

O Poder Judiciário, o Tribunal de Contas da União, a Polícia Federal (a polícia política do golpe), essas instituições burguesas, são ocupadas por usurpadores, ou seja, por indivíduos que não foram eleitos pelo povo, não se submeteram ao sufrágio universal, ao controle do povo, isto é, ao voto, que estão a serviço da burguesia e do imperialismo de maneira permanente, como “instituição”.

O Supremo Tribunal Federal, condenou companheiros sem prova, com base na nazi-fascista “Teoria” do Domínio do Fato” e acabou com o princípio da presunção de inocência. O STF é o mesmo que historicamente entregou Olga Benário aos nazistas. Essas “instituições” agem politicamente, em total desrespeito à Lei Orgânica da Magistratura e do Ministério Público, utilizando-se de  ações midiáticas, em total desrespeito aos mínimos direitos civis e democráticos, à presunção de inocência, desrespeitando as liberdades democráticas (ou como gostam os juristas burgueses, as “liberdades públicas”),  criminalizando os movimentos sociais, prendendo os lutadores dos movimentos sociais, sem o devido processo legal, com as pessoas sendo torturadas a pretexto de “prisões cautelares” (“prisões preventivas e temporárias”), obtendo-se “confissões e delações premiadas”, sendo que Curitiba tornou-se a Nova Guantánamo. Aplica-se a aplica-se a “lei antiterrorismo”, em conluio com governos de traços nazi-fascistas nos estados, como o do Estado de São Paulo, com sua Polícia Militar, treinada e armada até os dentes pelo Enclave sionista e terrorista de Israel.

Infelizmente, fatos como esses no Golpe de 1964 continuam acontecendo no Golpe de 2016, como a morte de Valdir Pereira da Rocha, preso acusado de ser simpatizante do Estado Islâmico, sem nenhuma prova, que acabou sendo assassinado a pauladas por outros presos no dia 15 de outubro passado, na Cadeia Pública de Várzea Grande, cidade próxima à capital Cuiabá, no Estado do Mato Grosso, segundo a versão oficial. É a aplicação da “Lei Antiterrorismo”, por meio da Operação Hashtag da Polícia Federal, a polícia política do golpe de 2016.

Acrescente-se para piorar as coisas que o Exército reconheceu que está infiltrando militares nos movimentos populares, em total desrespeito à Constituição Federal de 1988, confirmando que já vivemos numa Ditadura. Os militares golpistas já haviam ameaçado a população, dizendo que estavam de prontidão, sendo que agora estão agindo de forma aberta desde as Olimpíadas. O Exército e as Forças Armadas, ao invés de defenderem a Pátria, estão defendendo os interesses da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano.

A escalada golpista para substituir Temer da burguesia e do imperialismo norte-americano vai consolidando a ditadura do judiciário e instituindo um Estado Policial com o objetivo de impor o Plano de escravidão e recolonização do Brasil, com a superexploração dos trabalhadores, com jornada de 80 horas semanais, fim da CLT, fim do FGTS, aposentadoria aos 75 anos, fim do segurodesemprego, fim dos programas sociais, acabando com a saúde e a educação, com a PEC n. 241, que congela os gastos públicos por 20 anos, bem como com a apropriaçã o das riquezas da nação, como o Petróleo do Pré-Sal, a água, a Floresta Amazônica, dos bancos e empresas públicas, o que levará o nosso País à barbárie, já que somos a 3ª população carcerária do mundo, com quase 700 mil presos.

A alternativa a toda essa barbárie é a mobilização dos operários, camponeses e estudantes na perspectiva de uma greve geral, organizando comandos de greve eleitos democraticamente pela base, juntamente com as milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos, com a convocação de um Congresso Brasileiro da Classe Trabalhadora  em São Paulo, com delegados eleitos nos Estados em Assembleias de base, para a derrubada revolucionária nas ruas dos golpistas e suas instituições, visando um governo operário e camponês, para a realização das tarefas democráticas, expulsão do imperialismo e reforma e revolução agrária, expropriação do campo, do latifúndio e das empresas agrícolas, passando à expropriação das fábricas, das empresas e dos bancos, monopólio do comércio exterior e economia planificada, rumo ao Socialismo e à Construção da Internacional Operária e Revolucionária!

40 mil contra a PEC do Fim do Mundo em São Paulo

A população trabalhadora e estudantil de São Paulo voltou a se manifestar de forma organizada, com a presença na manifestação da 40 mil  pessoas, que saíram em passeata no MASP na Avenida Paulista até a Praça Roosevelt contra a PEC (Projeto de Emenda Constitucional) do Fim do Mundo.

A manifestação foi convocada pela Frente Povo Sem Medo, liderada por  Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e contou com a presença do Partido dos Trabalhadores (PT), do Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL), do Partido Comunista (PCdoB), do Partido Comunista Brasileiro (PCB), do Partido da Causa Operária (PCO), da Tendência Marxista-Leninista (TML), do Partido Democrático Trabalhista (PDT), do MAIS (Movimento por uma Alternativa Independente), do Partido da Rede Sustentabilidade,  diversos coletivos, entre eles a Democracia Corinthiana.
Além disso, estiveram presentes, além de Guilherme Boulos, o vereador eleito pelo PT, Eduardo Suplicy, o senador do PT Lindberg Farias, do Rio de Janeiro, os deputados do PSOL, Ivan Valente e Luíza Erundina,  a presidente a UNE (União Nacional dos Estudantes), Carina Vitral e o cantor Chico Cesar, dentre outros.

A TML faz uma crítica à Frente Brasil Popular (FBP) por ter desconvocado a manifestação em razão da impossibilidade do comparecimento do ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica. Com certeza, mesmo sem a participação do Mujica, se a FBP mantivesse a convocação, esta que teve a presença de aproximadamente 40 mil pessoas, poderia ter sido um sucesso ainda maior por causa da disposição de luta do movimento operário e popular contra a PEC 55, que congela os gastos públicos por 20 anos, com objetivo de escravizar e recolonizar o Brasil.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Caiu avião da Chapecoense na Colômbia, apenas 5 sobreviventes

A Tendência Marxista-Leninista com profunda tristeza informa a queda do avião, próximo a Medellin, que transportava a delegação da Chopecoense e o ex-jogador e comentarista da Fox Sports, Mário Sérgio, e outros jornalistas, como Vitorino Chermont e Deva Pascovicci, sendo que há apenas 5 sobreviventes, dentre eles os goleiros Danilo e Jackson Follmann, o lateral Allan Ruschel, e chega agora a notícia de que o zagueiro Neto foi encontrado também com vida.

Outra notícia que chega é que a aeronave de fabricação britânica teve uma pane elétrica.

Os membros e simpatizantes da TML, como a maioria dos brasileiros, são amantes do esporte e, especialmente, do futebol, manifestamos os nossos sentimentos de pesar pelo passamento dos jogadores e jornalistas.

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

domingo, 20 de novembro de 2016

Milícias de autodefesa contra o genocídio da população pobre e negra

Hoje comemoramos o Dia da Consciência Negra, reverenciando os líderes Zumbi dos Palmares e Malcolm X, afro-americano, o marinheiro João Cândido, o escritor Lima Barreto, João da Costa Pimenta, gráfico e militante trotskista, o geógrafo Milton Santos, e todos os outros grandes lutadores e mártires do povo negro.

Infelizmente a Constituição de 1988 manteve intacto o aparato repressivo. O próprio Partido dos Trabalhadores (PT) recusou-se a assinar a mesma devido a esse motivo, coisa que hoje em dia poucas pessoas se recordam.

O pior é que o PT acabou cedendo à pressão da burguesia e do imperialismo norte-americano e agravando essa situação com a formação da Força Nacional e da Lei Antiterrorismo, que visa a atacar e criminalizar os movimentos sindical e popular, a qual já fez uma vítima, Valdir, que foi assassinato a pauladas por outros presos, segundo a versão oficial, num presídio em Várzea Grande, cidade vizinha da capital Cuiabá, no Mato Grosso. Isso tudo sem falar no aumento indiscriminado das “empresas de segurança privada”.

Para piorar mais ainda, surge um partido, denominado Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL), que se apresenta como alternativa à política frente populista e de colaboração de classes do PT, mas debuta como defensor das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Rio de Janeiro, as quais vêm aterrorizando a população pobre e negra dos morros e favelas Rio de Janeiro, como no caso da morte do pedreiro Amarildo.

A Polícia Militar em São Paulo (treinada e armada até os dentes pelo Enclave sionista e terrorista de Israel) e no Rio de Janeiro, cada uma mata 2 (duas) pessoas por dia. Apenas nesses dois Estados são assassinadas aproximadamente 1.500 pessoas pela Polícia Militar. Agora saiu uma pesquisa dizendo que morrem no Brasil 9 pessoas por dia assassinadas pela PM, sendo que a quase totalidade são pessoas negras. Na verdade, o número de pessoas assassinadas é bem maior, porque esses levantamentos, por sua precariedade, não são confiáveis. Há muita “maquiagem” (“autos de resistência”, omissões deliberadas, etc.) nas estatísticas, não permitindo um levantamento preciso.

Além disso tudo, ainda tem surgido grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL), que se dizia apartidário, mas que é financiado pelos irmãos Koch, magnatas do petróleo nos Estados Unidos, que agem como bando fascista, inclusive atacando estudantes e professores, como nos ocupações de escolas no Paraná, juntamente com a Polícia Militar do fascista governador do PSDB tucano, Beto Richa, ponta de lança do golpe dentro do golpe, que busca remover Temer e eleger de forma indireta, a partir de 2017, no Congresso Nacional, Fernando Henrique Cardoso, colocando no ministério da Fazenda o economista Armínio Fraga, brasileiro naturalizado norte-americano, empregado do mega-especulador grego George Soros, que patrocinou o golpe nazista na Ucrânia.

Malcolm X nos ensinou que não existe capitalismo sem racismo.

Assim, constatamos que já passou da hora para os operários, camponeses e estudantes, a partir dos sindicatos e das centrais sindicais, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), da União Nacional dos Estudantes (UNE), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), organizarem a nossa autodefesa, ou seja, as milícias operárias e populares, para fazer frente aos ataques fascistas, assim como levantarem bem alto a bandeira pela dissolução da polícia militar, na luta contra o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, para a derrubada revolucionária Temer ou de um eventual governo PSDB/DEM, na perspectiva de um governo operário e camponês, rumo ao Socialismo e da Internacional operária e revolucionária. 

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Judiciário e militares seguem a escalada golpista

O Poder Judiciário brasileiro tornou-se ponta de lança do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) tucano e do Partido Democrata (DEM), agora com as prisões dos ex-governadores do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho e Sérgio Cabral Filho, e com a invasão da Câmara Federal por um bando fascista, defendendo a intervenção militar no Brasil.

A escalada golpista  do PSDB entreguista e pró-imperialista, que ao que tudo indica controla totalmente o Poder Judiciário, prepara a remoção de Michel Temer do poder, ou seja, uma golpe dentro do golpe, como ocorreu em 1968 com o Ato Institucional n. 5 (AI5), que foi um golpe dentro do golpe de 1964.

Além disso, os militares que estavam de “prontidão”, a partir das Olimpíadas entraram em cena e para piorar as coisas que o Exército reconheceu que está infiltrando militares nos movimentos populares, em total desrespeito à Constituição Federal de 1988, confirmando que já vivemos numa Ditadura. Agora os militares prepararam a invasão da Câmara dos Deputados. O Exército e as Forças Armadas, ao invés de defenderem a Pátria, estão defendendo os interesses da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano.

A escalada golpista para substituir Temer, com a eleição de Fernando Henrique Cardoso de forma indireta no Congresso Nacional, a partir de 2017, colocando como ministro da Fazenda o brasileiro, naturalizado norte-americano, Armínio Fraga, empregado do mega-especulador grego, George Soros, que patrocinou o golpe nazista na Ucrânia, com o apoio do Enclave terrorista e sionista de Israel, visa instaurar uma ditadura do PSDB e do DEM, consolidando um Estado Policial com o objetivo de impor o Plano de escravidão e recolonização do Brasil, com a superexploração dos trabalhadores, com jornada de 80 horas semanais, fim da CLT, fim do FGTS, aposentadoria aos 75 anos, fim do segurodesemprego, fim dos programas sociais, acabando com a saúde e a educação, com a PEC n. 241, que congela os gastos públicos por 20 anos, bem como com a apropriação das riquezas da nação, como o Petróleo do Pré-Sal, a água, a Floresta Amazônica, dos bancos e empresas públicas, o que levará o nosso País à barbárie, já que somos a 3ª população carcerária do mundo, com quase 700 mil presos.

A alternativa a toda essa barbárie é a mobilização dos operários, camponeses e estudantes na perspectiva de uma greve geral, organizando comandos de greve eleitos democraticamente pela base, juntamente com as milícias operárias e populares de autodefesa, a partir dos sindicatos, com a convocação de um Congresso Brasileiro da Classe Trabalhadora  em São Paulo, com delegados eleitos nos Estados em Assembleias de base, para a derrubada revolucionária nas ruas dos golpistas e suas instituições, visando um governo operário e camponês, para a realização das tarefas democráticas, expulsão do imperialismo e reforma e revolução agrária, expropriação do campo, do latifúndio e das empresas agrícolas, passando à expropriação das fábricas, das empresas e dos bancos, monopólio do comércio exterior e economia planificada, rumo ao Socialismo e à Construção da Internacional Operária e Revolucionária!

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Teoria revolucionária: sociologia marxista

A Tendência Marxista-Leninista cotidianamente realiza estudos de teoria revolucionária, seguindo o ensinamento de Vladimir Lênin de que “Sem teoria revolucionária não há movimento revolucionário.”

Hoje desenvolvemos o estudo relativo à sociologia marxista, publicando um texto do revolucionário russo Nicolai Bukharin, extraído de sua obra “Tratado de Materialismo Histórico”, escrito no seu exílio na Suécia, antes da Revolução bolchevique de outrubro de 1917 e publicado em setembro de 1921, em Moscou.

A TML entende que independentemente da trajetória posterior de Bukharin, a obra faz parte do tesouro da teoria revolucionária marxista. Além disso, Bukharin escreveu outra obra clássica o ABC do Comunismo, em parceria com o maior economista soviético, Eugênio Preobrajenski.

Abaixo segue o trecho sobre a sociologia marxista:

“§6º  A teoria do materialismo histórico considerada como sociologia marxista: - A classe operária tem sua própria sociologia proletária, conhecida pelo nome de materialismo histórico. Os princípios desta teoria foram estabelecidos por Marx e Engels.  Ela é também denominada de concepção materialista da história, ou, mais simplesmente, de “materialismo econômico. Essa teoria genial constitue o mais preciso instrumentos do pensamento e do conhecimento humano. É graças a ela que o proletariado consegue se guiar no meio dos mais complicados problemas da vida social e da luta de classes. É  graças a ela que os comunistas previram a guerra e a Revolução, a ditadura do proletariado, e a linha de conduta dos partidos, dos grupos e as diferentes classes, no decorrer da formidável efervescência que a humanidade atravessa. A presente obra é consagrada à exposição e desenvolvimento desta teoria.

“Certos camaradas pensam que a teoria do materialismo histórico não pode de maneira alguma ser considerada como uma sociologia marxista e qu ela não pode ser exposta de uma maneira sistemática. Acham esses camaradas que ela não é senão um método vivo de conhecimento histórico, que suas verdade não podem ser provadas senão quando trata de fenômenos concretos e históricos.

Junta-se a este argumento que a própria noção de sociologia está muito mal definida: que entende-se por “sociologia”, óra a ciência da cultura primitiva e da origem das formas essenciais da comunidade humana (por exemplo, a família), ora considerações extremamente vagas sobre diferentes fenômenos sociais “em geral”, óra a comparação arbitrária da sociedade a um organismo (a escola orgânica ou biológica na sociologia) (1). Êstes  argumentos são falsos. Em primeiro lugar, a confusão que reina no campo burguês não nos deve levar a criar outra entre nós. Que lugar deve ocupar, entretanto, a teoria do materialismo histórico? Não será na economia política nem tampouco na história; seu lugar esta na ciência geral da sociedade e das leis de sua evolução, isto é, na sociologia. Por outro lado, o fato do materialismo histórico constituir um método para a história, não diminui de maneira alguma a sua importância como teoria sociológica. Muitas vezes uma ciência mais abstrata fornece um ponto de vista (isto é, um método) a uma ciência menos abstrata. Êste é o nosso caso, como já vimos acima.” (N. BUKHARIN, Tratado de Materialismo Histórico, págs. 14/15, CENTRO DO LIVRO BRASILEIRO, LISBOA, PORTO E LUANDA).

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

TML participa do Dia da Imprensa Operária

Os camaradas do Partido da Causa Operária (PCO) comemoraram, ontem, domingo dia 13, o Dia da Imprensa Operária, pelos 37 anos do Jornal Causa Operária e os 13 anos do Diário Causa Operária Online, realizando, na Quadra do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, na Rua Tabatinquera, 192, Centro de São Paulo, pela manhã um debate sobre a imprensa sindical,  à tarde outro sobre a imprensa operária e o golpe de estado e à noite, e encerrando as atividades, foi realizado o Show do grupo latino-americano Raíces de América.

A Tendência Marxista-Leninista esteve presente na atividade da parte da tarde, representada pelo camarada João Neto, que estava acompanhado da camarada Simone Bazilevski, presidenta do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Bernardo do Campo.

A atividade contou também com a presença de militantes da Corrente Comunista Revolucionária, da Liga Comunista, do Partido dos Trabalhadores (PT), dentre outras organizações.

O evento teve a presença do jornalista e editor do Site Viomundo, Luiz Carlos Azenha, do jornalista Lino Bochini e de Henrique Áreas, Editor-chefe do Diário Causa Operária Online.

Cumpre destacar a exposição de Luiz Carlos Azenha que assinalou ser importante a esquerda tentar se reinventar, porque a política de conciliação de classes do PT de 2003 não serve. Há que ser elaborada uma nova política para esta nova realidade. 

Depois, no Ato político, salientamos a intervenção da camarada do PT que enfatizou o fato de que o PCO, embora tenha sido expulso do PT, quando era corrente interna do mesmo, foi o primeiro a defender os companheiros do PT condenados sem provas e presos pelo Supremo Tribunal Federal, como Zé Dirceu.

A TML, que vem fazendo frente única com o PCO em diversas lutas, principalmente contra o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo-norte-americano, concorda plenamente com a luta pela libertação dos companheiros do PT, por se tratar de perseguição política, orquestrada pela CIA por meio da farsa da “Operação Lava Jato”, com a participação de parte do judiciário e da polícia federal (a polícia política) golpistas e fascistas controlados pelo PSDB pró imperialismo norte-americano, com prisões “cautelares” (“preventivas” e “temporárias”), que submetem os presos a humilhações e torturas, em total violação ao devido processo legal.

Tanto isso é verdade que, recentemente, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foi absolvido no processo referente à Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) movido por membros fascistas do Ministério Público Federal, onde “De acordo com a juíza, não “foi demonstrada nem sequer a coautoria imputada aos acusados.”  (O Estado de S. Paulo, pág. A4 de 10/11/2016).

Voltando à questão da imprensa operária, esta é fundamental para o desenvolvimento da organização revolucionária, do partido operário marxista revolucionário, porque sem teoria revolucionária, não há movimento revolucionário, como nos ensinou Lênin:

“A organização de um jornal político para toda a Rússia – escrevia no Iskra (nota da TML: jornal dos bolcheviques na época) – deve ser o fio fundamental, seguindo o qual podemos invariavelmente desenvolver, aprofundar e alargar esta organização (isto é, a organização revolucionária, sempre disposta a apoiar todo o protesto e explosão).” (V.I. LENINE, obras escolhidas, “Que fazer?”, vol. 1, pág. 194, Editora Alfa-omega, 1979.).

A TML edita o Boletim Luta de Classes, sendo que o n. 3 sairá em breve, com 3 matérias, a principal sobre o golpe dentro do golpe, que o PSDB está tramando, com o judiciário como ponta de lança, para colocar Fernando Henrique Cardoso no lugar de Michel Temer, um governo PSDB/DEM, com o economista brasileiro naturalizado norte-americano, Armínio Fraga, como ministro da Fazenda, o qual é empregado do mega-especulador grego, George Soros, que patrocinou o golpe nazista na Ucrânia, com apoio do Enclave terrorista e sionista de Israel. As outras matérias serão sobre os 99 anos da Revolução Russa e a necessidade urgente de formarmos milícias operárias e populares de autodefesa contra os golpistas fascistas que estão atacando as organizações operárias, sindicais e populares.

Além disso, sempre que possível, nas atividades mais importantes, a TML elabora panfletos ou mesmo boletins especiais para potenciar a intervenção, logicamente dentro das nossas limitadas possibilidades.

Assim sendo, a Tendência Marxista-Leninista saúda e parabeniza aos camaradas do PCO desejando-lhes felicidades e bastante sucesso na luta para derrotar o golpe de estado, na perspectiva da derrubada do capitalismo, através da revolução proletária, rumo ao governo operário e camponês, ao Socialismo e à construção da Internacional Operária!

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário 

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Resultado das eleições dos EUA aprofunda a crise imperialista rumo à III Guerra Mundial

O reacionário Donald Trump, candidato do Partido Republicano, foi eleito ontem, quarta-feira, dia 9 de novembro, presidente dos Estados Unidos, conquistando os votos de 279 delegados e 59.611.678 votos populares, enquanto Hillary Clinton, do Partido Democrata, conseguiu 228 votos de delegados e 59.814.018 votos populares.

Observamos que a eleição nos EUA é indireta, pois dá mais peso aos Estados da federação. Assim, mesmo tendo menos votos populares, Trump venceu as eleições porque ganhou as eleições nos Estados, conquistando mais delegados para o Colégio Eleitoral.

A vitória de Trump se deu nos Estados do Norte, no Sul e no Centro dos Estados Unidos.

No último debate das eleições presidenciais norte-americana, Trump havia denunciado a fraude em andamento nas eleições promovidas tanto pelo Partido Democrata, de Hillary Clynton, a Senhora da Guerra, ligada ao bancos, ao capital financeiro, à mídia, ao “Complexo industrial-militar”, às petrolíferas dos Estados Unidos, e pelo próprio partido do candidato bilionário, por incrível que possa parecer, porque sua candidatura fugiu ao controle da burocracia republicana guerreirista dos falcões imperialistas norte-americanos. Inclusive Trump foi perguntado pelo mediador se ele reconheceria os resultados das eleições, sendo que ele se recusou a dizer se reconheceria o resultado em caso de derrota.

Tal denúncia, talvez tenha prejudicado o roubo das eleições ou mesmo com a fraude o Partido Democrata não conseguiu ganhar as eleições, o que demonstra o tamanho da crise.

As fraudes nas eleições presidenciais dos Estados Unidos demonstram a crise terminal do capitalismo, da era imperialista, dos monopólios, da fusão do capital bancário com o capital industrial, transformado em capital financeiro, o que faz com que nem nas metrópoles imperialistas seja possível a manutenção da democracia formal burguesa, que não passa da ditadura do capital, da burguesia e do imperialismo.

Assim, apenas para exemplificar, do mesmo jeito que a França não consegue mais ter nem aparência de democracia burguesa, vivendo em Estado de Exceção, Estado de Sítio, apelidado de Estado de Emergência. Já os Estados Unidos também não consegue manter as aparências e parte para fraudar eleições. Não está descartada a hipótese de que os setores imperialistas venham tentar um golpe para remover Trump do poder, como fizeram no Brasil, usando o mesmo modos operandi ou know how da CIA. 

Todavia, a hipótese mais provável é de que num primeiro momento o setor que se apoiou Hillary tentará pressionar, disciplinar e enquadrar Trump, o que não será uma tarefa fácil.

Embora já esteja marcada uma reunião entre o presidente do México, Enrique Peña Nieto, e Trump, a relação entre os dois países deverá se deteriorar rapidamente, começando com o aumento da opressão dos mexicanos que vivem nos EUA e a construção do muro na fronteira.

Cuba já está esperta, porque nem bem foi anunciada a vitória de Trump, Raul Castro determinou a realização de exercícios militares, o chamado “Bastión 2016”. É a sétima vez que o Estado operário cubano faz isso, a primeira foi em 1980, quando da eleição de Ronald Reagan.

No Brasil, a eleição de Trump também vem atrapalhar aos golpistas, já que foram patrocinados por Hillary Clinton para dar o golpe, situação agravada pelas declarações do golpista e usurpador ministro da Relações  Exteriores, José Serra. 

Isso tudo poderá complicar o golpe dentro do golpe que está sendo preparado para eleger Fernando Henrique Cardoso presidente no Congresso Nacional de forma indireta, e colocar no ministério da Fazenda o brasileiro naturalizado norte-americano, Armínio Fraga, empregado do mega-especulador grego, George Soros, que patrocinou o golpe nazista na Ucrânia com o apoio do Enclave sionista e terrorista de Israel, formando um governo do PSDB e DEM.

A atual conjuntura mundial de desagregação do capitalismo é muito semelhante a da época da II Guerra Mundial e está levando o imperialismo norte-americano, apoiado no imperialismo europeu, a provocar a III Guerra Mundial contra os imperialismos emergentes da China e Rússia,  apesar de Trump dizer que gosta do russo Putin (gostar ou ter simpatia por Putin, já dá para ter uma ideia da encrenca), o que levará a humanidade mais uma vez à barbárie, com a perda de milhões de vidas. 

Lênin, há 100 anos, em sua obra “Imperialismo, fase superior do capitalismo”, afirmava que era a época de guerras, revoluções e reação em toda linha.

Isso tudo demonstra o grau de deterioração do capitalismo, o qual está se estribuchando, precisando apenas que a classe operária se apodere dos meios de produção, derrubando a burguesia e o imperialismo, bem como utilize toda a tecnologia existente para a emancipação da classe trabalhadora, por meio de uma Internacional Operária e Revolucionária, através da Revolução Proletária Internacional, rumo ao Socialismo!

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

CSP-Conlutas tem indeferido pedido de anulação da Assembleia do Sindicato dos Servidores de S. Bernardo

A CSP-Conlutas, por meio de militantes do PSTU e PSOL, teve indeferido na Justiça o pedido de anulação da Assembleia Geral Extraordinária que elegeu a Junta Governativa, no dia 14 de outubro, no Teatro Cacilda Becker. 

A alegação da CSP-Conlutas era de que não houve a presença de uma representante do Ministério Público do Trabalho (MPT), fato totalmente irrelevante. Na verdade, o que está ocorrendo é que a Conlutas tenta preparar o terreno para uma intervenção dos golpistas no Sindicato, o qual é filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT). Agem como os pelegos na época da ditadura militar, apoiando-se na Justiça burguesa e no Ministério Público do Trabalho. 

Após as eleições acirradas em setembro passado, entre a Chapa 1, ligada à CUT, e à Chapa 2, ligada à CSP-Conlutas, ocorreu a interrupção das eleições, pela Justiça burguesa,  a requerimento do Ministério Público do Trabalho,  tendo sido declarada a vacância na diretoria do Sindicato.

Todavia, na Assembleia Geral Extraordinária do dia 14 de outubro, conforme os Estatutos do SINDSERV, a categoria elegeu uma Junta Governativa, formada por elementos classistas, liderados pela camarada Simone Bazilevski, que foi eleita presidente da mesma.

A Junta Governativa já soltou o Edital para as próximas eleições, que serão realizadas no dia 8 de dezembro próximo.

Além disso, a Junta Governativa impulsiona as atividades sindicais e a mobilização das bases da categoria sobretudo contra a PEC 241, a chamada PEC do fim do mundo, sendo tal fato fundamental para a luta contra o golpe.

Agora cumpre aos servidores públicos municipais de São Bernardo do Campo elejam uma nova diretoria para o SINDSERV comprometida e voltada para as lutas da categoria por novas conquistas e melhores condições de trabalho, na perspectiva da independência política da classe trabalhadora.

Assembleia Geral Ordinária do SINDSERV, dia 10 de novembro 

Publicamos abaixo a convocatória da Assembleia Geral Ordinária para eleição da Comissão Eleitoral:

*Todos à Assembleia Geral Ordinária de amanhã, 10 de novembro* O SINDSERV convoca todos os servidores associados ininterruptamente à entidade no mínimo há seis meses (contados do dia da Assembleia) e em dia com as obrigações estatutárias, à ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA para eleição da COMISSÃO ELEITORAL, que acontecerá na *quinta-feira, 10 de novembro*, com primeira chamada às 18h30 e segunda chamada às 19h, no *Ginásio Manoel Guarini, da Associação dos Funcionários Públicos de São Bernardo do Campo*, localizado na Rua Vinte e Oito de Outubro, nº 61, Centro, São Bernardo do Campo.”

- Viva a Junta Governativa classista!

- Liberdade de expressão, manifestação e organização sindical!

- Abaixo o golpe!

- Fora Temer! 

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Revolução Russa completa 99 anos

A Tendência Marxista-Leninista comemora, hoje 7 de novembro, os 99 anos da Revolução Russa de 1917. A Revolução ocorreu em 25 de outubro de 1917, pelo calendário russo da  época, mas pelo calendário ocidental foi em 7 de novembro.

Assim, publicamos mais abaixo as famosas Teses de Abril, para homenagear o grande revolucionário Vladimir Lênin que liderou a Revolução Russa de 1917 e edificou a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

Em 9 de abril de 1917, Lênin, a esposa e outros camaradas viajaram de trem, retornando à Rússia, viagem essa facilitada pelo governo alemão que tinha interesse que a Rússia se retirasse da guerra, conforme a posição dos bolcheviques.

Foi nessa ocasião em que ele apresentou as famosas “Teses de abril”, elaboradas durante a viagem de volta.

Após a Revolução de Fevereiro de 1917 na Rússia, o Partido Bolchevique viveu uma crise de direção, porque “A marcha real da Revolução de Fevereiro ultrapassou o esquema habitual do bolchevismo.” (Leon Trotsky, “A História da Revolução Russa, 1º  vol. “A Queda do Tzarismo”,  pág. 271, Editora Paz e Terra, 3ª Edição, 1978), referindo-se a fórmula algébrica de Lênin de “ditadura democrática do proletariado e dos camponeses.”  “É verdade que a Revolução tinha sido levada a termo por meio de uma aliança dos operários com os camponeses. O fato de os camponeses agirem principalmente sob a farda dos saldados não alterava, em absoluto, a questão.” (Idem, pág. 271). A fórmula algébrica do Partido Bolchevique não dava resposta para o prosseguimento da política revolucionária. O partido vivia um impasse, uma crise de direção.

Com a chegada de Lênin, no dia 3 de abril de 1917, ele apresentou as suas famosas “Teses de Abril”, as quais faziam uma análise concreta da situação concreta: 

“O Proletariado consciente só pode dar seu consentimento a uma guerra revolucionária, que justifique verdadeiramente o defencismo revolucionário, sob estas condições: a) passagem do poder ao proletariado e dos setores mais pobres do campesinato a ele aliados; b) renúncia de fato, e não só de palavra, a qualquer tipo de anexação; c) ruptura de fato com todos os interesses do capital.”

Com isso foi aperfeiçoada a linha programática do Partido Bolchevique: 

“A luta pelo rearmamento dos quadros bolchevique, iniciada na tarde de 3 de abril, terminou, pràticamente, no fim do mês. A conferência do Partido, realizada em Petrogrado de 24 a 29 de abril, tirava conclusões de março, mês de tergiversações oportunistas, e de abril, mês de crise aguda. O Partido, naquela época, crescera consideràvelmente, tanto em quantidade como em valor político. Os 149 delegados representavam 79 mil membros do Partido, dos quais 15.000 de Petrogrado. Para um partido ainda ontem ilegal e hoje antipatriota, era um número imponente, e Lenine menciona-o repetidamente com satisfação.(...)” (Idem, pág. 280). 

Resolveu-se, assim, o impasse do Partido Bolchevique e a crise de direção revolucionária que ele viveu.

G. Plekânov, ensinou que:  

“A modificação mais ou menos lenta das “condições econômicas” coloca perìodicamente a sociedade ante a inelutabilidade de reformar com maior ou menor rapidez suas instituições. Esta reforma jamais se produz “espontâneamente”.  Ela exige sempre a intervenção dos homens, diante dos quais surgem, assim, grande problemas sociais. E são chamados de grandes homens precisamente aquêles que, mais que ninguém, contribuem para a solução destes problemas.(...).”  (“A Concepção Materialista da História, pág.  111, Editora Paz e Terra, 4ª Edição, 1974). 

Segue a conclusão de Trotsky sobre essa crise de direção revolucionária que viveu, após a Revolução Russa de Fevereiro de 1917, o maior partido operário marxista revolucionário da História, o Partido Bolchevique:

“Da importância excepcional que teve a chegada de Lenine, deduz-se apenas que os líderes não se criam por acaso, que a seleção e a educação deles exigem dezenas de anos, que não se pode suplantá-los arbitràriamente; que, excluindo-os automàticamente da luta, causamos ao Partido uma ferida profunda e que, em certos caos, podemos até paralisá-lo por longo tempo.” (“A História da Revolução Russa, 1º  vol. “A Queda do Tzarismo”, pág. 281,  Editora Paz e Terra, 3ª Edição, 1978).

Os bolcheviques, com a palavra de ordem “Todo poder aos sovietes”, chegaram ao poder, sendo que Lênin liderou o governo soviético, sendo Presidente do Comissariado do Povo.

Seguem abaixo as Teses de Abril:

“TESES DE ABRIL [*] 

As Tarefas do Proletariado na Presente Revolução V.I. Lênin 

Tendo chegado a Petrogrado apenas na noite de 3 de abril, é natural que só em meu próprio nome e com reservas devido a minha insuficiente preparação, posso pronunciar na Assembléia do dia 4 de abril, um informe sobre as tarefas do proletariado revolucionário. 

A única coisa que pude fazer para facilitar meu trabalho, e o dos meus contraditores de boa fé, foi preparar teses escritas. Eu as li e entreguei o texto ao camarada Tseretéli. Eu o li muito depressa e por duas vezes: primeiro na reunião dos bolchevique, e depois na dos bolcheviques e mencheviques. 

Publico aqui estas teses que são pessoais, acompanhadas de notas explicativas muito breves; elas foram desenvolvidas com maiores detalhes no meu relatório. 

TESES 

1. Em nossa atitude diante da guerra, que em relação à Rússia continua sendo indiscutivelmente uma guerra imperialista, de rapina, mesmo sob o novo governo de Lvov e Cia., em virtude do caráter capitalista deste governo, é intolerável qualquer concessão ao "defensismo revolucionário". O proletariado consciente só deve dar seu consentimento a uma guerra revolucionária, que justificaria realmente o verdadeiro defensismo revolucionário, sob as seguintes condições: a) passagem do poder às mãos do proletariado e dos setores mais pobres do campesinato, ligados ao proletariado; b) renúncia efetiva, e não verbal, a toda anexação; c) ruptura completa de fato com todos os interesses do Capital. Diante da inegável boa fé de amplas camadas da massa de partidários do defensismo revolucionário que apenas admitem a guerra como uma necessidade e não visando conquista, diante do fato de serem elas enganadas pela burguesia, é necessário esclarecer-lhes seu erro de modo minucioso, perseverante e paciente, explicar-lhes a ligaçã
o indissolúvel do Capital com a guerra imperialista e demonstrar-lhes que sem derrubar o capital é impossível por fim à guerra com uma paz verdadeiramente democrática e não com uma paz imposta pela violência. Organização da propaganda, de forma a mais ampla, em torno desta maneira de ver, no seio do exército combatente. Confraternização na frente.

2. O que há de original na situação atual da Rússia, é a transição da primeira etapa da revolução, que deu o poder à burguesia por causa do grau insuficiente de consciência e organização do proletariado, à sua segunda etapa, que deve dar o poder ao proletariado e às camadas pobres do campesinato. Esta transição é caracterizada, por um lado, por um máximo de possibilidades legais (a Rússia é hoje em dia, de todos os países beligerantes, o mais livre do mundo); por outro, pela ausência de violência contra as massas, e enfim, pela confiança irracional das massas em relação ao governo dos capitalistas, estes piores inimigos da paz e do socialismo. Esta peculiaridade exige que nós saibamos nos adaptar às condições especiais do trabalho do Partido no seio da numerosa massa proletária que começa a despertar para a vida política. 

3. Nenhum apoio ao governo provisório; demonstrar o caráter inteiramente mentiroso de todas suas promessas, notadamente daquelas que se referem à renúncia às anexações. Desmascarar este governo, que é um governo de capitalistas, em vez de defender a inadmissível e ilusória "exigência" de que deixe de ser imperialista. 

4. Reconhecer que nosso partido está em minoria e não constitui no momento senão uma fraca minoria na maior parte dos Sovietes de deputados operários, face ao bloco de todos os elementos oportunistas pequeno-burgueses submetidos à influência da burguesia e que estendem esta influência ao seio do proletariado. Estes elementos vão dos socialistaspopulistas e dos socialistas-revolucionários ao Comitê de Organização (Tchkhéidze, Tseretéli, etc.), a Stéklov, etc., etc. Explicar às massas que os Sovietes de deputados operários são a única forma possível de governo revolucionário e que, conseqüentemente, nossa tarefa, enquanto esse governo se deixa influenciar pela burguesia, só pode ser a de explicar pacientemente, sistematicamente, insistentemente, às massas os erros de sua tática, partindo essencialmente das necessidades práticas das massas. Enquanto estivermos em minoria, nos dedicaremos a criticar e a explicar os erros cometidos, sempre afirmando a necessidade da passagem de todo o poder aos Sovietes de deputad
os operários, a fim de que as massas se libertem de seus erros pela experiência. 

5. Não uma república parlamentar - voltar a ela após os Sovietes de deputados operários seria um passo atrás - mas uma república de Sovietes de deputados operários, assalariados agrícolas e camponeses no país inteiro, de alto a baixo. Supressão da polícia, do exército e da burocracia. (Nota 1 de Lênin: quer dizer, substituição do exército permanente pelo povo armado) O ordenado dos funcionários, eleitos e revogáveis a qualquer momento, não deve exceder o salário médio de um operário qualificado. 

6. No programa agrário transferir o centro de gravidade para os Sovietes de deputados de assalariados agrícolas. Confisco de todas as terras dos grandes proprietários. Nacionalização de todas as terras no país e sua colocação à disposição dos Sovietes locais de deputados de assalariados agrícolas e camponeses. Formação de Sovietes especiais de deputados camponeses pobres. Transformação de todo grande domínio (de 100 a 300 hectares inclusive, levando em conta as condições locais e outras e de acordo com a decisão dos órgãos locais) em uma fazenda-modelo colocada sob o controle dos deputados de assalariados agrícolas e funcionando por conta da coletividade local. 

7. Fusão imediata de todos os bancos do país em um Banco Nacional único, colocado sob o controle dos Sovietes de deputados operários. 

8. Nossa tarefa imediata não é a "implantação" do socialismo, mas passar unicamente à instauração imediata do controle da produção social e da distribuição dos produtos pelos Sovietes de deputados operários. 

9. Tarefas do partido: a) convocar sem demora o congresso do partido b) modificar principalmente o programa do partido: c) sobre o imperialismo e a guerra imperialista, d) sobre a atitude em relação ao Estado e nossa reivindicação de um "Estado-Comuna" (quer dizer, um Estado cujo protótipo nos deu a Comuna de Paris) e) emendar o programa mínimo, que envelheceu; f) mudar a denominação do partido (Em lugar de "socialdemocracia", cujos líderes oficiais trairam o socialismo no mundo inteiro, passando-se para o lado da burguesia , devemos denominarmo-nos Partido Comunista). 

10. Renovação da Internacional. 

Tomar a iniciativa da criação de uma Internacional revolucionária, de uma Internacional contra os social-chauvinistas e contra o "centro".

(Nota 4 de Lênin: Na social-democracia internacional se chama "centro" à tendência que vacila entre os chovinistas (ou "defensistas") e os internacionalistas, isto é: Kautsky & Cia. na Alemanha, Longuet & Cia. na França, Chjeídze & Cia na Rússia, Turati & Cia. na Itália, McDonald & Cia. na Inglaterra, etc) 

Para que o leitor compreenda porque tive de encarar especialmente, como absolutamente excepcional o "caso eventual" de contraditores de boa fé, convido-o a comparar estas teses com a seguinte objeção do senhor Goldenberg: Lênin - disse - "plantou o estandarte da guerra civil no seio da democracia revolucionária" (citado no nº 5 do Edinstvo do Sr. Plekhánov). 

Não é uma pérola, na verdade? 

Eu escrevo, eu declaro, eu repito: "Dada a inegável boa vontade de amplas camadas da massa de partidários do defensismo revolucionário. . . e dado que elas são enganadas pela burguesia, é necessário esclarecer-lhes sobre seu erro com uma perseverança, uma paciência e um desvelo todo particulares. . ." 

Ora, eis como estes senhores da burguesia, que se dizem social-democratas, que não fazem parte nem das amplas camadas nem da massa dos defensores, expõem sem escrúpulos minhas opiniões, interpretando-as assim: "plantou (!) o estandarte (!) da guerra civil (sobre a qual não foi dita uma palavra nas teses, sobre a qual não foi dita uma palavra no relatório!) "no seio (!!) da democracia revolucionária. . ." 

O que isto quer dizer? Em que isto difere da propaganda dos ultras? Em que se diferencia da Russkaya Vólia? Eu escrevo, declaro, eu repito: "Os Sovietes de deputados operários são a única forma possível de governo revolucionário e, conseqüentemente, nossa tarefa só pode ser a de explicar pacientemente, sistematicamente, insistentemente, às massas os erros de sua tática, partindo essencialmente de suas necessidades práticas. . ." 

Ora os contraditores de uma certa espécie apresentam minhas idéias como um apelo à "guerra civil no seio da democracia revolucionária" !! 

Eu tenho atacado o Governo Provisório porque ele não fixou nenhum prazo aproximado, sequer um prazo em geral, para a convocação da Assembléia Constituinte, e se limitou a promessas. Eu me dediquei a demonstrar que sem os Sovietes de deputados operários e soldados, a convocação da Assembléia Constituinte não está assegurada e seu sucesso é impossível. 

E me colocam como adversário de uma convocação imediata da Assembléia Constituinte!! 

Eu qualificaria estas expressões de "delirantes" se algumas dezenas de anos de luta política não me tivessem feito aprender a considerar a boa fé dos contraditores como algo absolutamente excepcional. 

O Sr. Plekhánov qualificou, no seu jornal, meu discurso de "delirante". Muito bem, senhor Plekhánov! Mas veja como o senhor é desajeitado, inábil e pouco perspicaz na sua polêmica. Se, durante duas horas, eu pronunciei um discurso delirante, como centenas de ouvintes puderam suportar meu "delírio" ? E depois, por que seu jornal dedica uma coluna para a exposição deste "delírio" ? Isto não tem lógica, sr. Plekhanov, não tem nenhuma lógica. 

É muito mais fácil, naturalmente, exclamar, injuriar em altos brados, que tentar narrar, explicar, relembrar a forma com a qual Marx e Engels analisaram em 1871, 1872, 1875 a experiência da Comuna de Paris e o que eles disseram sobre o tipo de Estado que o proletariado necessita. 

Pelo visto, o Sr. Plekhánov, ex-marxista, não quer se lembrar do marxismo. 

Eu citei as palavras de Rosa Luxemburgo que em 4 de agosto de 1914 qualificou a socialdemocracia alemã de "cadáver putrefato". E os senhores Plekhánovs, Goldenger & Cia se sentem "ofendidos" . . . em nome de quem? Em nome dos chovinistas alemães, qualificados de chauvinistas!


Os pobres social-chouvinistas russos, socialistas de palavras e chouvinistas de fato, embrulharam-se. [*] 

Publicado em 7 de abril de 1917 no " Pravda".”