sexta-feira, 29 de abril de 2016

Estudantes fazem ocupação contra a Máfia da merenda do governo do Estado de São Paulo

Ontem, pela manhã, quinta-feira, 28/4, os estudantes secundaristas ocuparam o Centro Paula Souza do em protesto contra a Máfia da merenda do governo do Estado de São Paulo, do PSDB  tucano de Geraldo Alckmin.

Além disso, o Portal G1, de 28/4, denunciou que “Governo Alckmin dá novo cargo a investigado na merenda. Apontado como receptor de propina, Padula assume Arquivo do Estado.”

Os estudantes forma duramente reprimidos pela Polícia Militar.

Jornalista da Rádio CBN foi agredida pela Polícia Militar 

A jornalista Annie Zanetti, da Rádio CBN, enquanto estava trabalhando, foi agredida pela Polícia Militar do Estado de São Paulo:

“Eu filmava toda a ação, tanto os alunos entrando no Centro Paula Souza, quanto dos policiais militares que já faziam uso do spray de pimenta e também de cassetetes. Foi nesse momento que um desses policiais veio na minha direção e ao passar por mim ele disparou na minha orelha e no meu rosto”, relatou a repórter em boletim na CBN.” (Portal G1, de 28/4).

- Todo apoio à luta dos estudantes contra a Máfia da merenda!

- Abaixo a repressão!

- Liberdade de manifestação e expressão!

- Dissolução da Polícia Militar!

- Fora Alckmin!

Aparecida Garibaldi

Prêmio Nobel da Paz denuncia golpe no próprio Senado

O Prêmio Nobel da Paz de 1980, o argentino Adolfo Pérez Esquível, arquiteto, escultor e ativista de direitos humanos, denunciou, ontem, quinta-feira, dia 28/4, no próprio Senado Federal o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano.

Esquível disse que:

“Espero que isso se possa resolver pelo bem do povo brasileiro. Há muitos em defesa de um possível golpe de Estado. Já houve em Hondura, no Paraguai, e se utiliza a mesma metodologia. Falei extensamente com a presidenta Dilma e espero que saia o melhor.”

O mundo inteiro passou a denunciar e condenar o golpe da burguesia e do imperialismo norte-americano no Brasil.

É fundamental que no dia 1º  de maio, a Frente Brasil Popular, liderada pelo PT, PCdoB, CUT, CTB, UNE, UBES, MST, MTST e demais movimentos populares e sócias, aprove a proposta de greve geral para o dia 9/5 por tempo indeterminado e passe a organizá-la , elegendo comandos de greve, nas fábricas, nas empresas, nos bancos, nas repartições públicas, nos campos, nas empresa rurais, nas escolas e nas universidades. Os comandos de greve eleitos deverão ser reforçados pelos comitês de luta contra o golpe.

O objetivo da greve geral por tempo indeterminado é paralisar totalmente o País, a partir do dia 9/5, antecedendo a votação do golpe no Senado Federal, ou seja, paralisando os transportes públicos (ônibus, trens e metrô), fechando as estradas, as rodovias, os portos, aeroportos, fábricas, empresas, bancos, as repartições públicas, campo, empresas rurais, impedindo, assim, a votação no Senado e eventual posse de Temer e Cunha

- Não ao golpe!

- Fora Temer! Fora Cunha!

- Fascistas não passarão!

- Preparar e organizar a greve geral por tempo indeterminado, a partir do dia 9/5 até derrotar o golpe!

Erwin Wolf

quinta-feira, 28 de abril de 2016

MTST realiza manifestações pelo país por moradia e contra o golpe

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto realizou, hoje, dia 28 de abril, manifestações pelo país inteiro por moradia e contra o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano.

Os protestos aconteceram em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Fortaleza e Goiânia, com fechamento de estradas, rodovias, ruas e avenidas.

Houve também a participação do Movimento de Lutas nos Bairros e nas Favelas (MLB).

As manifestações operárias e populares em defesa dos programas sociais e dos direitos sociais e trabalhistas e contra o golpe, a cada dia que passa, vão aumentando e dando salto de qualidade, aglutinando cada vez mais camadas da população, transformando-se num poderoso movimento de massas. 

Aparecida e Anita Garibaldi 

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Contra o ceticismo: apostar nas mobilizações e organizar a Greve Geral a partir do dia 9/5

As organizações que se reivindicam do marxismo revolucionário têm demonstrado um ceticismo e um pessimismo com relação à luta contra o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano em curso, fazendo análises impressionistas, dando como certa a assunção do governo Temer/Cunha.

Essas organizações baseiam-se nas vacilações e capitulações em algumas batalhas por parte da direção majoritária do Partido dos Trabalhadores (PT) e de Dilma Rousseff. Assim, como ficou claro o rompimento da frente de colaboração de classes, estabelecida com a Carta aos brasileiros, que permitiu em 2002 que Lula assumisse a presidência da república (agora o PT tem aliado a ele no máximo a sombra da burguesia, como dizia Trotsky) e o esgotamento do regime.  Não há como negar que estes são fatos objetivos da luta de classes. 

Todavia, essa constatação é apenas parte da realidade objetiva, não se podendo fechar os olhos para a intensificação e ampliação do movimento de massas contra o golpe, que está tornando um Brasil como um verdadeira panela de pressão, prestes a explodir e fugir de controle, movimento esse que poderá derrotar o golpe.

Prova disso, é a cautela da burguesia e do imperialismo, ao mesmo tempo em que impulsiona o golpe, apresenta outra saída conciliatória, tipo Plano B, como “eleições gerais”, embora também ajude a semear ilusões e impulsionar o golpe.

Organizações como o Partido da Causa Operário (PCO) que até este momento vinha desenvolvendo uma política de vanguarda no enfrentamento do golpe, dá uma guinada e altera a sua política defendendo a palavra de ordem Assembleia Constituinte, que é uma variante semelhante à das “eleições gerais”. O Partido Operário Revolucionário (POR), do Brasil, também dá como certo governo Temer e Cunha. Essas posições são semelhantes à posição da direção majoritária do PT.

Por outro lado, o Movimento Revolucionário dos Trabalhadores (MRT-LER-QI), que edita o jorna Esquerda Diário, aparentemente rompeu com seu seguidismo à política de “Fora Todos” do PSTU, o que é uma vitória para o movimento operário e popular.

A Tendência Marxista-Leninista entende e insiste que devemos apostar nas mobilizações para que deem um salto de qualidade, sempre utilizando os métodos de luta de ação direta das massas, rumo à greve geral.

Para tanto, é fundamental que no dia 1º  de maio, a Frente Brasil Popular, liderada pelo PT, PCdoB, CUT, CTB, UNE, UBES, MST, MTST e demais movimentos populares e sócias, aprove a proposta de greve geral para o dia 9/5 por tempo indeterminado e passe a organizá-la , elegendo comandos de greve, nas fábricas, nas empresas, nos bancos, nas repartições públicas, nos campos, nas empresa rurais, nas escolas e nas universidades. Os comandos de greve eleitos deverão ser reforçados pelos comitês de luta contra o golpe.

O objetivo da greve geral por tempo indeterminado é paralisar totalmente o País, a partir do dia 9/5, antecedendo a votação do golpe no Senado Federal, ou seja, paralisando os transportes públicos (ônibus, trens e metrô), fechando as estradas, as rodovias, os portos, aeroportos, fábricas, empresas, bancos, as repartições públicas, campo, empresas rurais, impedindo, assim, a votação no Senado e eventual posse de Temer e Cunha

Tendência Marxista-Leninista

1º de maio: deliberar e organizar a Greve Geral a partir do dia 9/5

Os golpistas estão se preparando para votar o relatório do golpe no dia 6 de maio e pretendem consumá-lo no dia 11, com a votação da deposição da presidenta Dilma.

A burguesia dará sustentação à ditadura de Temer/Cunha para apoiar o plano econômico do PMDB “Uma ponte para o futuro”, com objetivo de atacar os direitos trabalhistas, flexibilizando a CLT, acabar com os programas sociais, como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Pró-une, Pronatec, etc. e desmantelar as organizações sindicais.

Por outro lado, contrariamente o movimento operário e popular cada vez mais vem intensificando a sua mobilização, abrangendo e alcançando novos setores e camadas populares, com o aumento significativo das manifestações, passeatas, inclusive muitas totalmente espontâneas que têm ocupado a Avenida Paulista, o Vale do Anhangabaú, em São Paulo, como também nas demais cidades do País.

Inclusive isto tem assustado a burguesia entreguista e o imperialismo norte-americano, conforme artigo de seu principal porta-voz, o Nem York Times, que estão com medo que as mobilizações das massas fujam de controle, tanto que as Forças Armadas já disseram que estão de prontidão para intervir em caso de “caos”, ameaçando e tentando intimidar o movimento popular. Eles sabem que o Brasil hoje é uma panela de pressão, prestes a explodir.

O movimento operário e popular não deve ter ilusões nas instituições golpistas como Senado Federal e o Supremo Tribunal Federal, porque são instituições burguesas totalmente controladas pelos golpistas. Neste último, o companheiro Zé Dirceu foi condenado sem provas, com base na nazi-fascista “Teoria do Domínio do Fato”. É um jogo de cartas marcadas. Na Câmara dos Deputados isso ficou escancarado.

Além disso, qualquer tentativa de acordo será frustrada porque a burguesia chegou a um consenso no sentido de dar sustentação ao governo Temer/Cunha, desfazendo a frente de colaboração de classes com o PT e o PCdoB. Se algum setor burguês como o PDT ainda apoia o governo de Dilma Rousseff do PT, ele é muito frágil, como disse Trotsky, é como se fosse apenas a sombra da burguesia. 

A Tendência Marxista-Leninista entende e insiste que essas mobilizações têm de dar um salto de qualidade, sempre utilizando os métodos de luta de ação direta das massas.

Para tanto, é fundamental que no dia 1º  de maio, a Frente Brasil Popular, liderada pelo PT, PCdoB, CUT, CTB, UNE, UBES, MST, MTST e demais movimentos populares e sócias, aprove a proposta de greve geral para o dia 9/5 por tempo indeterminado e passe a organizá-la , elegendo comandos de greve, nas fábricas, nas empresas, nos bancos, nas repartições públicas, nos campos, nas empresa rurais, nas escolas e nas universidades. Os comandos de greve eleitos deverão ser reforçados pelos comitês de luta contra o golpe.

O objetivo da greve geral por tempo indeterminado é paralisar totalmente o País, a partir do dia 9/5, antecedendo a votação do golpe no Senado Federal, ou seja, paralisando os transportes públicos (ônibus, trens e metrô), fechando as estradas, as rodovias, os portos, aeroportos, fábricas, empresas, bancos, as repartições públicas, campo, empresas rurais, impedindo, assim, a votação no Senado e eventual posse de Temer e Cunha

- Não ao golpe!

- Fora Temer! Fora Cunha!

- Fascistas não passarão!

- Preparar e organizar a greve geral por tempo indeterminado, a partir do dia 9/5 até derrotar o golpe!

Tendência Marxista-Leninista

terça-feira, 26 de abril de 2016

Plenária da Frente Brasil Popular aprova calendário de lutas rumo à greve geral

A Frente  Brasil Popular  (FBP) no Estado de São Paulo realizou, ontem, dia 25 de abril, uma Plenária, onde foi aprovado o Calendário de Lutas rumo à greve geral para impedir a consumação do golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, com as atividades iniciando-se nas próximas quinta (28) e sexta-feira (29).

Compareceram aproximadamente 400 pessoas representando as diversas forças que compõem à FBP, lotando a Quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo, na Rua Tabatinguera, 192, Centro, São Paulo.

Discursaram o presidente do Partido Comunista do Brasil no Estado de São Paulo, deputado federal Orlando Silva, que destacou a ofensiva golpista na América do Sul, Brasil, Bolívia, Chile, Equador, Venezuela, etc., que eventual governo Temer/Cunha visa atacar os direitos dos trabalhadores e as organizações sindicais e populares; o presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Emídio de Souza, que ressaltou a necessidade de que seja desenvolvida uma luta sem trégua contra os golpistas até derrotá-los; e também houve um discurso de uma líder feminista, que colocou a necessidade do prosseguimento da luta das mulheres pela conquistas de mais direitos, fazendo frente ao conservadorismo da burguesia golpista.

Depois, dos discursos, foi aberta a palavra para intervenção de 3 de minutos, para 6 oradore (3 homens e 3 mulheres) sendo que o último orador da Corrente Comunista Revolucionária, ligada ao Revolucionary International Communist Tendency (RCIT), cedeu gentilmente metade do seu tempo para o militante da Tendência Marxista-Leninista (simpatizante do Coletivo Revolução Permanente – CoReP), o qual destacou a necessidade do movimento operário e popular não ter ilusões nas instituições golpistas, como, por exemplo, Senado Federal ou o Supremo Tribunal Federal, que historicamente entregou a militante comunista Olga Benário a Hitler e condenou o companheiro Zé Dirceu sem provas, com base na nazi-fascista “Teoria do Domínio do Fato”, além de ressaltar a urgência da preparação e organização de uma greve geral para impedir a votação no Senado Federal, a consumação do golpe, com a eleição de comandos de greve, nas fábricas, nas empresas, nos bancos, nas repartições públicas, nos campos, nas empresas rurais, nas escolas e nas universidades.

A TLM divulgará em breve o Calendário de Lutas da Frente Brasil Popular.

Ignácio Reis

domingo, 24 de abril de 2016

Conferência do PCO: o equívoco da palavra de ordem da Assembleia Constituinte neste momento

A XXIV Conferência Nacional do Partido da Causa Operária (PCO) terminou neste domingo, dia 24 de abril, mas ainda não temos conhecimento das resoluções aprovadas na mesma.

A Tendência Marxista-Leninista, não obstante, estudou os documentos preparatórios da Conferência e manifesta preocupação com a defesa, nos documentos preparatórios, da bandeira de Assembleia Constituinte.

O PCO no documento preparatório “Informe sobre a situação política nacional” defende que:

“A luta pelas reivindicações democráticas e a sua importância 
(...)
6.Diante desse conjunto de reivindicações democráticas, está colocada a luta por uma verdadeira Assembleia Constituinte, que seja a representação de fato do povo, pela reformulação das bases sociais do regime que só pode ser efetivamente democrático (no sentido do controle da maioria do povo sobre o regime) se se der sobre a completa liquidação do regime atual, que já está em uma profunda decomposicão. A luta pela Constituinte somente tem sentido se for feita sobre a base das grandes reivindicações democráticas como a revolução agrária. 

7.Este conjunto de reivindicações deve apontar sistematicamente para o fim do monopólio político da burguesia na forma de luta por um governo dos operários, camponeses e do povo, de um governo dos trabalhadores, sem a participação da burguesia, seus partidos e seus dirigentes. Trata-se de um movimento que deve surgir da mobilização revolucionária das massas, em particular da classe operária.” 

A burguesia entreguista pró-imperialista e a esquerda pequeno-burguesa estão defendendo uma das variantes golpistas, colocada por um setor do imperialismo norte-americano, isto é, as “eleições gerais” agora.

O partido criado por Marina Silva e financiado pela Neca Setúbal, do Banco Itaú, a Rede, o PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados), a direção do PSOL (Partido do Socialismo e Liberdade) “defendem eleições gerais”.

Essa variante, é uma das alternativas defendidas por um setor do imperialismo norte-americano, o qual entende que é problemático remover Dilma, segundo eles, que não é acusada de nada, e colocar no poder, por meio de golpe, os ultracorruptos Temer e Cunha. É mais ou menos a posição manifestada pelo principal porta-voz do imperialismo norte-americano, o  New York Times.

O  PSTU defende também o “Fora todos”, estando neste momento fazendo frente única com a direita, juntamente com seus satélites como o Movimento dos Trabalhadores Revolucionários (MRT/LER-QI), Movimento Negação da Negação (MNN), etc. Esse posicionamento do PSTU é tão vergonhoso, que não podemos nem caracterizar como morenista, na verdade é lacerdista, lembrando o posicionamento de Carlos Lacerda, da UDN (União da Democrática Nacional, uma espécie de PSDB) um dos líderes civis do golpe de 1964.

O PSOL, embora tenha setores combativos, que lutam contra o golpe, sua direção defende a proposta de “eleições gerais”.

A LBI (Liga Bolchevique Internacionalista) que, às vésperas da votação do pedido de “impeachment” da presidente Dilma Rousseff, passou a enxergar o golpe, o que parecia ter sido um avanço em sua posição política, no sentido de se somar à frente única antigolpista, na verdade segue com seus zigue-zagues, destilando o seu sectarismo, e, concretamente, demonstra a sua prostração e seu  flerte com a posição do PSTU.

Assim, remover uma presidente eleita democraticamente neste momento, seja através do golpe parlamentar (“impeachment”), seja por meio de eleições, agora é golpe.

Infelizmente, a palavra de ordem de Assembleia Constituinte, defendida no documento do PCO, neste momento também joga água no moinho do golpe.

A bandeira de Assembleia Constituinte é correta em momentos de retomada das lutas pelas liberdades democráticas, como, por exemplo, na época da ditadura, onde o movimento operário, a partir da luta contra as perdas salariais em 1974, começou a organizar as oposições sindicais, notadamente a Oposição Metalúrgica de São Paulo e as oposições sindicais na Grande São Paulo, como a dos metalúrgicos de Osasco, a dos metalúrgicos de Santo André, a dos motoristas e químicos do ABC, as quais foram acompanhadas pela adesão dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo. 

Na época, havia um ascenso do movimento operário que colocava em xeque o regime militar, por isso o acerto dos trotskistas que levantaram a consigna da Assembleia Constituinte, em conformidade com o Programa de Transição, como, por exemplo, fez a Organização Socialista Internacionalista (OSI), que editava o jornal “O Trabalho”.

Historicamente, observamos a experiência da Rússia de 1917 e na China nos anos 20 do Século passado, a luta democrática reivindicativa da Assembleia Constituinte veio acompanhada da constituição de organismos de duplo poder (sovietes, conselhos operários, assembleia popular) nas principais cidades operárias desses países.

O Programa de Transição da IV Internacional ensina que:

(...)“Baseado no programa democrático e revolucionário é necessário opor os operários à burguesia ‘nacional’. Em certa etapa da mobilização das massas, sob a palavra de ordem de democracia revolucionária, os sovietes (conselhos) podem e devem aparecer. Seu papel histórico em determinado período, em particular suas relações com a Assembléia Constituinte, é definido pelo nível político do proletariado, pela união entre ele e a classe camponesa e pelo caráter da política do partido proletário. Cedo ou tarde os sovietes (conselhos) devem derrubar a democracia burguesa. Somente eles são capazes de levar a revolução democrática até o fim e, abrir assim, a era da revolução socialista. O peso especifico das diversas reivindicações democráticas na luta do proletariado, suas mútuas relações e sua ordem de sucessão estão determinados pelas particularidades e pelas condições próprias a cada país atrasado, em particular pelo grau de seu atraso. Entretanto, a direção geral do desenvolvimento revolucionário pode ser determinado pela fórmula da REVOLUÇÃO PERMANENTE, no sentido que Ihe foi definitivamente dado pelas três revoluções na Rússia (1905, fevereiro de 1917, outubro de 1917). (...) Quando do impetuoso ascenso do movimento de massas na China, em 1925-1927, a Internacional Comunista não lançou a palavra de ordem de Assembléia Nacional e ao mesmo tempo, proibiu a formação de sovietes (conselhos)”.

Além disso, Trotsky ensinou também que  “Verdadeiras Cortes Constituintes só possam ser convocada por um governo revolucionário como resultado de uma insurreição vitoriosa dos operários soldados e camponeses” (Trotsky, em “Espanha, última advertência”).

Ainda, na Rússia os bolcheviques lançaram mão da bandeira da Assembleia Constituinte, mesmo depois de terem tomado o poder em outubro de 1917, para ampliar sua influência sobre as camadas médias da população, a pequena burguesia e o campesinato.  Depois, resolveram dissolvê-la, em razão da consolidação do poder dos Sovietes.

Todavia, hoje, a posição do PCO, no fundo, infelizmente demonstra um certo pessimismo com relação à mobilização do movimento operário e popular neste momento, dando como certa a instauração do governo Temer/Cunha, o que de fato seria uma ditadura, sendo que neste caso seria correto defender a consigna de Assembleia Constituinte por causa da reação no poder, principalmente quando as massas ainda possuam ilusões democráticas, legalistas, constitucionalistas e parlamentaristas.

Assim, o PCO não faz uma análise concreta da situação concreta, como dizia Lênin, mas faz uma abstração da nossa realidade atual, quando o movimento operário e popular intensifica e amplia a sua mobilização contra o golpe, vivendo uma rica experiência com a votação do pedido de “impeachment” da presidenta Dilma, onde ficou escancarado o caráter reacionário do Congresso Nacional, do parlamento burguês, para todo o País, fato esse que tem impulsionado a generalização das mobilizações espontâneas que têm assustado à burguesia e ao imperialismo, demonstrando que o Brasil se tornou uma enorme panela de pressão prestes a explodir e fugir do controle.

A palavra de ordem de Assembleia Constituinte não é uma panaceia para todos os males, devendo ser usada apenas taticamente, não devendo ser transformada em estratégia, como faziam os mencheviques russos, requentando o reformismo, ou mesmo descambando para um doutrinarismo estéril. 

Vira e mexe o PCO ameaça defender  essa consigna de Assembleia Constituinte, mas acaba abandonando-a.  Nós, da TML, ficamos sempre na torcida que isso aconteça novamente, porque na atual conjuntura seria tão perigoso como a bandeira de “eleições gerais” defendida pela Rede e por setores do PSOL, ou como a palavra de ordem de “Fora Todos”, do PSTU.

Assim sendo, na atual conjuntura, o lançamento da bandeira de Assembleia Constituinte poderá acelerar o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano contra o governo da presidenta Dilma Rousseff do PT. 

Erwin Wolf

Deliberar e organizar a greve geral para derrotar o golpe

Amanhã, segunda-feira, dia 24 de abril, na Quadra do Sindicato dos Bancários, na Rua Tabatinguera, 192, Centro, São Paulo, às 18 horas, ocorrerá a Plenária contra o golpe – A luta continua.

O movimento operário e popular cada vez mais vem intensificando a sua mobilização, abrangendo e alcançando novos setores e camadas populares, com o aumento significativo das manifestações, passeatas, inclusive muitas totalmente espontâneas que têm ocupado a Avenida Paulista, o Vale do Anhangabaú, em São Paulo, como nas demais cidades do País.

Inclusive isto tem assustado a burguesia entreguista e o imperialismo norte-americano, conforme artigo de seu principal porta-voz, o Nem York Times, que estão com medo que as mobilizações das massas fujam de controle, tanto que as Forças Armadas já disseram que estão de prontidão para intervir em caso de “caos”, ameaçando e tentando intimidar o movimento popular. Eles sabem que o Brasil hoje é uma panela de pressão, prestes a explodir.

A Tendência Marxista-Leninista entende que essas mobilizações têm de dar um salto de qualidade, sempre utilizando os métodos de luta de ação direta das massas, motivo pelo qual estará presente defendendo a proposta de preparação e organização da greve geral para impedir a votação no Senado Federal do golpe (“impeachment”) contra a presidente Dilma e evitar a sua consumação.

Para tanto, é fundamental que a amanhã, dia 25 de abril, a Frente Brasil Popular aprove a proposta de preparar e organizar a greve geral, elegendo comandos de greve, nas fábricas, nas empresas, nos bancos, nas repartições públicas, nos campos, nas empresa rurais, nas escolas e nas universidades.

O objetivo da greve geral é paralisar totalmente o País, que deverá se iniciar nos dias que antecederem à votação no golpe no Senado Federal, ou seja, na semana que anteceder a votação, principalmente paralisando os transportes públicos (ônibus, trens e metrô), fechando as estradas, as rodovias, os portos e aeroportos, impedindo, assim, a votação no Senado e eventual instauração de uma nova ditadura com a posse dos ditadores Temer e Cunha.

Assim sendo, neste momento devemos aprofundar as mobilizações, rumo à greve geral para derrotar o golpe.

- Não ao golpe!

- Fascistas não passarão!

- Preparar e organizar a greve geral!

Tendência Marxista-Leninista

sábado, 23 de abril de 2016

A Revolução Portuguesa completará 42 anos, no dia 25 de abril

A Tendência Marxista-Leninista em comemoração aos 42 anos da Revolução dos Cravos apresenta um estudo sobre a mesma.

O Brasil fez parte do Império português, tornando-se independente em 7 de setembro de 1822, sendo que a nossa bela cidade do Rio de Janeiro chegou a ser a capital, quando a Corte mudou-se para cá em 1808, em razão da guerra com a França de Napoleão Bonaparte.

Além disso, o Brasil herdou a bela língua portuguesa.

Por último, agradecemos a intervenção da deputada portuguesa Joana Rodrigues Mortágua, do Bloco da Esquerda, que recentemente denunciou o golpe no Brasil.


A Revolução dos Cravos
A Revolução dos  Cravos ficou conhecida assim  porque as tropas lideradas pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) saíram às ruas com cravos na ponta dos fuzis para simbolizar solidariedade com a população,  e não com baionetas.

A Revolução Portuguesa colocou fim ao regime fascista de Salazar-Caetano, que durante 46 anos impôs um ditadura feroz contra o proletariado português e os povos as colônias  na África.

Portugal possuía na época as colônias de Angola, Cabo Verde, Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe,.

De certo modo, constituiu-se em um golpe militar preventivo para evitar que a ação direta das massas pusesse abaixo a ordem burguesa , manobra essa que foi facilitada pela ausência de um autêntico partido operário marxista-leninista.

A economia portuguesa passava pela crise capitalista mundial do petróleo de 1973, que impunha a nacionalização dos bancos e de setores básicos da produção, para salvar o regime capitalista.

Havia em Portugal uma agitação política em razão do sofrimento dos combatentes que lutaram contra o avassalador movimento de independência das colônias, o qual provocou o colapso do Exército e consequentemente do regime político.

O Movimento das Forças Armadas, iniciado em 1973, com base no Movimento dos Capitães, arregimentando oficiais de média patente, descontentes com seus soldos e a perda de prestígio do oficialato. Todavia, esse movimento da baixa oficialidade, não representou ameaça de romper com a hierarquia e a disciplina do Exército, tanto que foi liderado pelos  generais Spínola e Costa Gomes, chefe do Estado Maior das Forças Armadas.

A crise fazia com que as massas radicalizadas exigissem o fim da guerra na África.

O Movimento das Forças Armadas correu contra o relógio para dar o golpe preventivo antes do dia 1º de maio, por causa das manifestações marcadas pelos operários que, com certeza, colocariam abaixo o governo de Marcelo Caetano. Ele pretendia evitar que a ação direta e independente das massas transformasse numa situação abertamente revolucionária.

Assim, as Forças Armadas efetuaram a prisão de Marcelo Caetano e seu gabinete, enviando-os para Funchal, na Ilha da Madeira. Tal atitude até os protegeu da fúria popular.

As massas trabalhadoras depositaram total apoio à Revolução dos Cravos devido às ilusões democrático-burguesas semeadas pelos stalinistas do Partido Comunista (PCP) e pelo Partido Socialista (PSP), que formaram o governo provisório, impondo um política menchevique de colaboração de classes com o General Spínola e da Junta de Salvação Nacional.

Além disso, as massas de forma espontânea forjaram uma situação pré-revolucionária, por meio de greves vitoriosas, onde obtiveram conquistas econômicas e políticas, e encaminhavam-se para formar órgãos de duplo poder, sovietes (conselhos operários, assembleia popular).

Todavia, em razão da ausência de um partido operário marxista-leninista, essa oportunidade foi perdida.

O stalinista PCP, liderado por Álvaro Cunhal, defendeu uma política contrária à independência de classe do proletariado, ou seja, a “aliança do povo com as forças armadas”, isto é, uma política de colaboração de classes.

A Intersindical, federação sindical liderada pelo PCP, colocou-se contra as greves operárias.

A formação do governo de colaboração de classes do PSP, do PCP, com o Movimento das Forças Armadas, acabou salvando o capitalismo português.

Assim, ainda hoje está colocado para o proletariado português a formação de um partido operário marxista-leninista, que desenvolva uma política operária independente, uma política bolchevique, com a estratégia da revolução permanente, lutando pela tática da frente única operária, para instaurar um governo operário, com a objetivo de expropriar as fábricas, as empresas, os bancos, as empresas rurais, estabelecer o monopólio do comércio exterior e a planificação econômica, rumo ao socialismo.

Ignácio Reis

Todo apoio à Coreia do Norte pelo lançamento de míssil

A Coreia do Sul e a ONU (Organização das Nações Unidas) disseram que a Coreia do Norte lançou míssil balístico por meio de submarino, assim como passaram a censurar e a atacar o estado operário.

Segundo Lênin, vivemos na época dos monopólios, na época do acirramento da concorrência, na época da decadência imperialista, da fusão do capital industrial com o bancário, formando o capital financeiro, época de reação em toda linha, de guerra e revoluções, da ONU, que, como disse Lênin de sua antecessora, a Sociedade da Nações, não passa de um covil de bandidos, da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), máquina de destruição poderosíssima, que ataca aos povos do mundo inteiro, despejando milhões de bombas, como no Norte da África, Líbia, Mali, no Oriente Médio, Síria, na Europa, Ucrânia, e na América Latina, Colômbia, etc., bem como promovendo golpes de estado, como na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Venezuela, etc.

A Coreia do Norte tem todo o direito de se defender da máquina mortífera do imperialismo, apoiada nos falcões da Casa Branca, do Pentágono e do Departamento de Estado yankee e na indústria armamentista do Texas.

O Estado operário norte-coreano, em razão da inviabilidade da política da “teoria do socialismo num só país”, precisa de reorientar a sua política no sentido do internacionalismo proletário, da construção da Internacional operária e comunista,  da revolução internacional, no sentido da revolução permanente, sendo que, para tanto, há necessidade de uma revolução política, conduzida por um partido marxista-leninista. 

Assim, neste momento em que a Coreia do Norte entra em atrito com o imperialismo, a Tendência Marxista-Leninista defende incondicionalmente o Estado operário, colocando-se ao seu lado contra o enclave sul-coreano, assim como contra a ONU e o imperialismo norte-americano e europeu.

Tendência Marxista-Leninista

Golpistas Temer e Cunha tentam formar ministério da ditadura

O vice-presidente Michel Temer e o deputado Eduardo Cunha serviçais da embaixada americana e agentes da CIA, os quais lideram o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, tentam formar o ministério da ditadura golpista. 

Num primeiro momento, procuraram o ex-presidente do Banco Central do governo Fernando Henrique Cardoso, Armínio Fraga, e economista ligado ao Banco Itaú, Marcos Lisboa, os quais, segundo o monopólio da mídia golpista, não aceitaram o convite dos golpitas.

Agora os golpistas convidaram o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ex-presidente do BankBoston, um notório serviçal do imperialismo norte-americano, o que confirma a participação da embaixada norte-americana, por meio de sua embaixadora, Liliana Aualde, profissional de golpismo, anteriormente expulsa da Venezuela, que deverá também ser expulsa do Brasil, quando o golpe derrotado.

Na Argentina, a ministra das relações exteriores da Argentina, Susana Malcorra, nomeada por Maurício Macri, presidente eleito da Argentina, também é uma notória agente da CIA. Macri assumiu o poder democraticamente, por meio de eleições, mas deu um golpe, governando através de decreto. Hitler também assumiu o poder democraticamente na Alemanha, em 1933, quando foi designado primeiro-ministro pelo Presidente Paul von Hindenburg, mas logo deu um golpe, incendiando o Reichstag, o parlamento alemão, numa provocação, passando a governar ditatorialmente, caçando os comunistas, os judeus e os trabalhadores.

A Tendência Marxista-Leninista entende que as mobilizações gigantescas  contra o golpe devem dar um salto de qualidade, motivo pelo qual está defendendo a proposta de que seja  preparada e organizada uma greve geral, com a eleição de comandos de greves, nas fábricas, nas empresas, nos bancos, nos campos, nas empresas rurais, nas repartições públicas, nas escolas e nas universidades, para impedir a posse dos ditadores Temer e Cunha.

Assim, prosseguindo a luta contra o golpe, está marcada uma Plenária contra o golpe – A luta continua, na Quadra do Sindicato dos Bancários, na Rua Tabatinguera, 192, Centro, São Paulo, na segunda-feira, dia 25, às 18 horas. 

Erwin Wolf

Em Nova Iorque, Dilma segue denunciando o golpe no Brasil

A Presidenta Dilma Rousseff, no final do dia, deu uma entrevista coletiva em Nova Iorque, onde foi mais dura e contundente na denúncia do golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, conforme artigo “Após fala na ONU, Dilma diz que há golpe em curso no Brasil”, de Eduardo Graça, correspondente de Carta Capital, nos Estados Unidos, embora semeando ilusões legalistas, constitucionalistas e parlamentaristas.
  
"Golpe é um mecanismo pelo qual você tira pessoas do Poder por razões que não estão expressas na lei. Não há crime de responsabilidade contra mim. Os golpes militares se deram rompendo a Constituição. E no meu caso há um outro jeito de se dar o golpe: basta a mão (do voto dos congressistas), que é extremamente poderosa. Com ela você rasga a Carta Constitucional e está dado o golpe. Você rasga os princípios democráticos, está dado o golpe" 

"Se eu, que sou presidente da República, me sinto vítima de um processo ilegal, golpista e conspirador, imagine o que poderá ocorrer à população pobre do Brasil quando seus direitos forem afetados. A garantia de meu direito não é só minha, pessoal. É a de que a lei irá se sobrepor a qualquer interesse pessoal ou político na nação", disse a presidente. 

"Se isso ocorrer, assumem o Poder pessoas ilegítimas, que não tiveram um voto sequer para a presidência. Pessoas que têm em suas trajetórias acusações de lavagem de dinheiro em conta no exterior de processo de corrupção. Não há contra mim nenhuma acusação de corrupção, jamais recebi dinheiro para me beneficiar. A sensação de injustiça, de ser a vítima, não foi escolha minha, me colocaram nela. Construíram um processo sacrificial no Brasil", disse, em tom grave. 

"Lamento muito um tipo de editorial que vem sido lido e escrito no Brasil em relação a mim no momento em que decidi vir à ONU. Acho que esta precipitação mostra claramente o quanto temem serem tachados de golpistas. E sabe por que temem? Por que são." 

"Antes de mais nada, esta não é a opinião do STF. É a opinião de apenas três ministros. E são ministros que não deveriam dar opinião porque vão me julgar", argumentou, já apontando para a possibilidade de um julgamento no Supremo em caso de afastamento permanente da presidência. 

Eduardo Graça informou ainda que  a “Presidenta anuncia à imprensa que pretende pedir ao Mercosul e à Unasul que suspendam o Brasil por conta da quebra do processo democrático do país.”


Todavia, embora denuncie o golpe, Dilma semeia ilusões legalistas, constitucionalistas e parlamentaristas, jogando areia nos olhos da classe trabalhadora, não subordinando a luta contra o golpe, a resistência antigolpista, na ação direta das massas, manifestando um posição conciliadora, pois não enxerga que a frente de colaboração de classes (frente populista), que sustentou os governos do PT de 2002, foi rompida pela própria burguesia, com a saída do governo do PMDB, do PP, e demais partidos burgueses para que estes consumem o golpe, apoderando-se do poder.

Por outro lado, a denuncia do golpe no exterior está mobilizando os trabalhadores brasileiros e dos outros povos no Estados Unidos, no Canadá, na América Latina, na Europa, na Ásia e África. Inclusive, a deputada portuguesa, Joana Rodrigues Mortágua, do Bloco de Esquerda, denunciou o golpe no parlamento português.

Não obstante, é fundamental que os militantes do Partido dos Trabalhadores não podem ceder às pressões da burguesia pró-imperialista, devendo em todos os momentos lutarem de forma intransigente contra o golpe, privilegiando a ação direta das massas.

A Tendência Marxista-Leninista entende que as mobilizações gigantescas  contra o golpe deve dar um salto de qualidade, motivo pelo qual está defendendo a proposta de que seja  preparada e organizada uma greve, com a eleição de comandos de greves, nas fábricas, nas empresas, nos bancos, nos campos, nas empresas rurais, nas repartições públicas, nas escolas e nas universidades, para impedir a posse dos ditadores Temer e Cunha.

Assim, prosseguindo a luta contra o golpe, está marcada uma Plenária contra o golpe – A luta continua, na Quadra do Sindicato dos Bancários, na Rua Tabatinguera, 192, Centro, São Paulo, na segunda-feira, dia 25, às 18 horas. 

Erwin Wolf

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Há 146 anos nascia Lênin, o grande teórico do partido operário revolucionário

Lênin nasceu em Simbirsk, em 22 de abril de 1870. Era filho de uma professora e de um inspetor de escola. Descendia de russos, tártaros, alemães, suecos e seu avô materno era judeu. Pelas fotos e filmes da época, notamos que os traços tártaros de Lênin sobressaem. 

Vladimir Ilitch Ulianov, que ficou conhecido com o codinome de  Lênin, o maior líder do proletariado mundial desde Marx e Engels, morreu em Gorki, em 21 de janeiro de 1924.

Em 1887, seu irmão mais velho, Alexandre foi enforcado por tentar assassinar o czar Alexandre III, enquanto sua irmã Ana foi presa.

Lênin casou com Nádia Krupskaya, em 1898.

Em 1895, Lênin fundou a Liga de Luta pela Emancipação da Classe Operária. Em 7 de dezembro desse ano foi preso, passando 14 meses na cadeia.

Lênin, em 1889, escreveu a sua primeira obra “O Desenvolvimento do Capitalismo na Rússia”.

Viveu no exílio, a partir de 1900. De 1900 a 1902, em Munique, na Alemanha; de 1902 a 1903, em Londres, na Inglaterra; e de 1903 a 1905, em Genebra, na Suiça.

Em 1902, fundou a velha Iskra (faísca, centelha), o jornal do Partido Operário Social-democrata Russo, que tinha como redatores, Georg Plekanov, Juli Martov, Pavel Axelrod, Vera Zasulich, Alexander Potresov, e Leon Trotsky. Nessa época, adota o codinome de Nicolau Lênin.

É dessa época uma das suas principais obras, “Que Fazer?” de 1902, em que ele aborda questões importantes, como o economismo, a questão sindical, a questão do jornal como organizador, e sobretudo a questão do partido, tendo em vista que na época havia muita dispersão dos revolucionários, em diversos círculos e organizações, como, por exemplo, o Bund judeu. Outras obras dessa época: “Um Passo Atrás, Dois Passos Para Frente”, de 1904, e “Duas Táticas da Social-Democracia na Revolução Democrática”, de 1905.

No II Congresso do Partido, em 1903, em Bruxelas, Bélgica, e Londres, na Inglaterra, houve a cisão do Partido Social-democrata Russo, em torno do artigo 3º do Estatuto, surgindo as frações bolcheviques e mencheviques, porque os primeiros tinham a concepção de organizar um partido de revolucionários profissionais, conforme a redação de Lênin:    “1. É considerado membro do Partido todo aquele que reconhece o Programa do Partido e o apóia, seja com meios materiais, seja com sua participação pessoal em uma das organizações partidárias”, enquanto os segundos tinha uma concepção partidária mais frouxa,  defendendo a “colaboração”, sem necessidade de participação, mais voltado para a “intelligentsia”. No Congresso, os partidários de Lênin eram maioria, daí o nome bolchevique (maioria, grande – lembram-se do Ballet Bolshoi).

Lênin voltou à Rússia em 1905, quando da Primeira Revolução Russa. O Partido Operário Social-democrata Russo participou da mesma com aproximadamente 15 mil mencheviques e 10 mil bolcheviques. Agora, os mencheviques tinham adquirido maior influência de massas.  

Em razão da reação que se seguiu à derrota da Revolução de 1905, Lênin voltou ao exílio, sendo que, em 1907, conheceu em Paris a sua nova companheira, Inessa Armand.

Em 1912, ocorreu a separação definitiva entre bolcheviques e mencheviques.

Em 1915, participa da Conferência Socialista de Zimerwald. Trotsky brinca, em seu livro “Minha Vida”, que os delegados couberam em dois automóveis. A esquerda de Zimerwald soltou um manifesto internacionalista contra a guerra imperialista, redigido por Trotsky. Apenas Karl Liebknecht votou contra os créditos de guerra, para que o imperialismo alemão não tivesse condições de fazer a guerra. Todavia, os demais deputados “socialistas” tanto na Alemanha, como nos demais países imperialistas, como França e Inglaterra, votaram os créditos de guerra para suas burguesias fazerem a guerra imperialista, onde só morrem os operários, camponeses e a maioria da população pobre e oprimida. 

É dessa época suas obras “Socialismo e  Guerra”, de 1915, e “Imperialismo, fase superior do capitalismo”, de 1916, que se baseou nas obras de Karl Kautsky e John A. Hobson, como também no “Capital Financeiro, de 1901", de Rudolf Hilferding.

A Obra de Lênin continua toda atual, mas essas citadas acima são atualíssimas, em razão da crise do capitalismo que vivemos desde 2008, agravada com a ascensão da China e da Rússia, que se transformaram em imperialistas, em razão de terem realizado as chamadas tarefas democrática, ou seja, reforma e revolução agrárias e independência nacional (expulsão do imperialismo), adquiriram condições de concorrer e de competir com os países capitalistas avançados tradicionais, como os Estados Unidos, a Inglaterra, a França, a Alemanha e o Japão.

Em 9 de abril de 1917, Lênin, a esposa e outros camaradas viajaram de trem, retornando à Rússia, viagem essa facilitada pelo governo alemão que tinha interesse que a Rússia se retirasse da guerra, conforme a posição dos bolcheviques.

Foi nessa ocasião em que ele apresentou as famosas “Teses de abril”, elaboradas durante a viagem de volta.

Após a Revolução de Fevereiro de 1917 na Rússia, o Partido Bolchevique viveu uma crise de direção, porque “A marcha real da Revolução de Fevereiro ultrapassou o esquema habitual do bolchevismo.” (Leon Trotsky, “ A História da Revolução Russa, 1º  vol. “A Queda do Tzarismo”, pág. 271, Editora Paz e Terra, 3ª Edição, 1978), referindo-se a fórmula algébrica de Lênin de “ditadura democrática do proletariado e dos camponeses.”  “É verdade que a Revolução tinha sido levada a termo por meio de uma aliança dos operários com os camponeses. O fato de os camponeses agirem principalmente sob a farda dos saldados não alterava, em absoluto, a questão.” (Idem, pág. 271) A fórmula algébrica do Partido Bolchevique não dava resposta para o prosseguimento da política revolucionária. O partido vivia um impasse, uma crise de direção.

Com a chegada de Lênin, no dia 3 de abril de 1917, ele apresentou as suas famosas “Teses de Abril”, as quais faziam uma análise concreta da situação concreta (“O Proletariado consciente só pode dar seu consentimento a uma guerra revolucionária, que justifique verdadeiramente o defencismo revolucionário, sob estas condições: a) passagem do poder ao proletariado e dos setores mais pobres do campesinato a ele aliados; b) renúncia de fato, e não só de palavra, a qualquer tipo de anexação; c) ruptura de fato com todos os interesses do capital.”), aperfeiçoando a linha programática do Partido Bolchevique, sendo que “A luta pelo rearmamento dos quadros bolchevique, iniciada na tarde de 3 de abril, terminou, pràticamente, no fim do mês. A conferência do Partido, realizada em Petrogrado de 24 a 29 de abril, tirava conclusões de março, mês de tergiversações oportunistas, e de abril, mês de crise aguda. O Partido, naquela época, crescera consideràvelmente, tanto em quantidade como em valor político. Os 149 delegados representavam 79 mil membros do Partido, dos quais 15.000 de Petrogrado. Para um partido ainda ontem ilegal e hoje antipatriota, era um número imponente, e Lenine menciona-o repetidamente com satisfação.(...)” (Idem, pág. 280). Com isso, resolveu-se o impasse do Partido Bolchevique e a crise de direção revolucionária que ele viveu.

G. Plekânov, ensinou que: (...).  A modificação mais ou menos lenta das “condições econômicas” coloca perìodicamente a sociedade ante a inelutabilidade de reformar com maior ou menor rapidez suas instituições. Esta reforma jamais se produz “espontâneamente”.  Ela exige sempre a intervenção dos homens, diante dos quais surgem, assim, grande problemas sociais. E são chamados de grandes homens precisamente aquêles que, mais que ninguém, contribuem para a solução destes problemas.(...).” 

Segue a conclusão de Trotsky sobre essa crise de direção revolucionária que viveu, após a Revolução Russa de Fevereiro de 1917, o maior partido operário marxista revolucionário da História, o Partido Bolchevique:

“Da importância excepcional que teve a chegada de Lenine, deduz-se apenas que os líderes não se criam por acaso, que a seleção e a educação deles exigem dezenas de anos, que não se pode suplantá-los arbitràriamente; que, excluindo-os automàticamente da luta, causamos ao Partido uma ferida profunda e que, em certos caos, podemos até paralisá-lo por longo tempo.”

O exemplo que demos refere-se a um caso de crise de direção revolucionária vivido por uma seção da Internacional, representada na época pela esquerda de Zimmerwald, mas logicamente, serve para a questão da crise de direção revolucionária da própria Internacional Operária hoje em dia.

Os bolcheviques, com a palavra de ordem “Todo poder aos sovietes”, chegaram ao poder, sendo que Lênin liderou o governo soviético, sendo Presidente do Comissariado do Povo.

Dessa época são as obras “O Estado e a Revolução”, “As Três Fontes e as Três Partes Constitutivas do Marxismo”, “Capitalismo e Agricultura nos Estados Unidos da América” de 1917, “Esquerdismo e Doença Infantil do Comunismo”, e “Sobre a Dualidade de Poderes”, de 1920.

Em 14 de janeiro de 1918, Lênin sofreu um atentado a bala por parte de Fany Kaplan, membro do Partido Socialista Revolucionário, ficando ferido gravemente, mas conseguiu se recuperar.

Lênin, juntamente com Trotsky, que era o comissário do povo para assuntos exteriores, celebraram a paz de Brest-Litovski com a Alemanha, Áustria-Hungria, Bulgária e o Império Otomano, em 3 de março de 1918.

Excepcionalmente, no X Congresso do Partido Bolchevique, em 1921, foram suprimidas as tendências do partido, em razão da guerra civil.

Depois, Lênin e Trotsky, que tornara-se comissário do povo para a guerra e havia criado o Exército Vermelho, venceram os 14 exércitos impulsionados pelos imperialismos estrangeiros na Guerra Civil. 

O legado de Lênin é o bolchevismo:

“A primeira pergunta que surge é a seguinte: como se mantém a disciplina do partido revolucionário do proletariado? Como é ela comprovado? Como é fortalecida? Em primeiro lugar, pela consciência da vanguarda proletária e por sua fidelidade à revolução, por sua firmeza, seu espírito de sacrifício, seu heroísmo. Segundo, por sua capacidade de ligar-se, aproximar-se e, até certo ponto, se quiserem, fundir-se com as mais amplas massa trabalhadoras, antes de tudo com as massas proletárias, mas também com as massas trabalhadoras não proletárias. Finalmente, pela justeza da linha política seguida por essa vanguarda, pela justeza de sua estratégia e de sua tática políticas, com a condição de que as mais amplas massas se convençam disso por experiência própria. Sem essas condições é impossível haver disciplina num partido revolucionário realmente capaz de ser o partido da classe avançada, fadada a derrubar a burguesia e a transformar toda a sociedade. Sem essas condições, os propósitos de implantar uma disciplina convertem-se, inevitavelmente, em ficção, em frases sem significado, em gestos grotescos. Mas, por outro lado, essas condições não podem surgir de repente. Vão se formando somente através de um trabalho prolongado, de uma dura experiência; sua formação é facilitada por uma acertada teoria revolucionária que, por sua vez, não é um dogma e só se forma de modo definitivo em estreita ligação com a experiência prática de um movimento verdadeiramente de massas e verdadeiramente revolucionário.”

É importante frisar que no partido de Lênin vigorava o centralismo democrático, entendido como a mais ampla liberdade de discussão e total unidade de ação.

A  experiência da Comuna de Paris, a primeira Revolução Proletária vitoriosa, durou alguns meses. Em seguida a experiência da Revolução Russa, do bolchevismo, durou aproximadamente 75 anos. Tivemos, ainda, a experiência dos Estados operários do leste europeu, das Revoluções proletárias chinesa, vietnamita, cubana e coreana, sendo que estas últimas duas prosseguem.

A burguesia antes de se tornar a classe dominante passou por vicissitudes, como o proletariado tem passado, todavia, como nos ensinou Marx, as revoluções “encontram-se em constante auto-crítica, (...) retornam ao que aparentemente conseguiram realizar, para recomeçar tudo de novo, (...) parecem jogar seu adversário por terra somente para que ele sugue dela novas forças e se reerga diante delas em proporções ainda mais gigantescas.” (“O 18 do brumário de Luís Bonaparte”, p. 30)”. 

A vaga revolucionária o Secúlo XXI, com certeza, será um verdadeiro tsunami. 

Erwin Wolf

Eleição agora é uma das variantes do golpe

A burguesia entreguista pró-imperialista e a esquerda pequeno-burguesa estão defendendo uma das variantes golpistas, colocada por um setor do imperialismo norte-americano, isto é, as eleições agora.

O partido criado por Marina Silva e financiado pela Neca Setúbal do Banco Itaú, a Rede,  o PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados), a direção do PSOL (Partido do Socialismo e Liberdade) defendem eleições gerais.

Essa variante, é uma das alternativas defendidas por um setor do imperialismo norte-americano, o qual entende que é problemático remover Dilma, que não é acusada de nada, e colocar no poder, por meio de golpe, os ultracorruptos Temer e Cunha. É mais ou menos a posição manifestada pelo principal porta-voz do imperialismo norte-americano, o  New York Times.

O  PSTU defende também o “Fora todos”, estando neste momento fazendo frente única com a direita, juntamente com seus satélites como o Movimento dos Trabalhadores Revolucionários (MRT/LER-QI), Movimento Negação da Negação (MNN), etc. Esse posicionamento do PSTU é tão vergonhoso, que não podemos nem caracterizar como morenista, na verdade é lacerdista, lembrando o posicionamento de Carlos Lacerda, da UDN (União da Democrática Nacional, uma espécie de PSDB) um dos líderes civis do golpe de 1964, como Roberto Marinho (Rede Globo), Magalhães Pinto (Banco Nacional), Olavo Setúbal (Banco Itaú), Laudo Natel (Banco Bradesco), Ademar de Barros (Grupo Bandeirantes), Otávio Frias (Folha de S. Paulo), Júlio de Mesquita (O Estado de S. Paulo), etc.

O PSOL, embora tenha setores combativos, que lutam contra o golpe, sua direção e seus parlamentares picaretas, como Ivan Valente e Luciana Gerdau Genro, defendem a proposta de eleições gerais.

A LBI (Liga Bolchevique Internacionalista) que, às vésperas da votação do pedido de “impeachment” da presidente Dilma Rousseff, passou a enxergar o golpe, o que parecia ter sido um avanço em sua posição política, no sentido de se somar à frente única antigolpista, na verdade segue com seus zigue-zagues, destilando o seu sectarismo, flertando com a posição do PSTU.

Assim, remover uma presidente eleita democraticamente neste momento, seja através do golpe parlamentar (“impeachment”), seja por meio de eleições, agora é golpe, com o que o movimento operário e popular não pode concordar, sob pena de total capitulação.

A alternativa do movimento operário e popular é incendiar o país, preparando e organizando uma greve geral, elegendo comandos de greves nas fábricas, nas empresas, nos bancos, nas repartições públicas, no campo, nas empresar agrícolas, nas repartições públicas, nas escolas e nas universidades, para derrotar o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, 

Tendência Marxista-Leninista

Dilma denuncia golpe na ONU

A presidente Dilma Rousseff, em discurso na Assembleia da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre o clima, hoje, sexta-feira, dia 22, pela manhã, denunciou o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano em marcha no Brasil.

Ao final do discurso de aproximadamente 8 minutos, Dilma denunciou que:

“Senhoras e senhores, não posso terminar minhas palavras sem mencionar o grave momento em que vive o Brasil. A despeito disso quero dizer que o Brasil é um grande país, com uma sociedade que soube vencer o autoritarismo e construir uma pujante democracia. Nosso povo é um povo trabalhador e com grande apreço pela liberdade. Saberá, não tenho dúvidas, impedir quaisquer retrocessos. Sou grata a todos os líderes que expressaram a mim sua solidariedade. Muito obrigada.”

O discurso de Dilma deveria ter sido mais agressivo, usando todo o tempo para denunciar aos golpistas, ou seja, a presidenta teria todo o direito do mundo de usar a tribuna da ONU, que como disse Lênin de sua antecessora, a Sociedade das Nações, não passa de um covil de bandidos, para denunciar o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano.

Os militantes do Partido dos Trabalhadores não podem ceder às pressões da burguesia pró-imperialista, devendo em todos os momentos lutarem de forma intransigente contra o golpe.

A Tendência Marxista-Leninista entende que as mobilizações gigantescas  contra o golpe devem dar um salto de qualidade, motivo pelo qual está defendendo a proposta de que seja  preparada e organizada uma greve geral, com a eleição de comandos de greves, nas fábricas, nas empresas, nos bancos, nos campos, nas empresas rurais, nas repartições públicas, nas escolas e nas universidades, para impedir a posse dos ditadores Temer e Cunha.

Assim, prosseguindo a luta contra o golpe, está marcada uma Plenária contra o golpe – A luta continua, na Quadra do Sindicato dos Bancários, na Rua Tabatinguera, 192, Centro, São Paulo, na segunda-feira, dia 25, às 18 horas.

Erwin Wolf

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Forças armadas ameaçam o movimento operário e popular

O Diário Causa Operária informou que  “As Forças Armadas deixam claro para que estão prontas”, ou seja, “que “apenas” intervirão se um caos social se instalar.”

Como nos ensinou o falecido médico, historiador e dirigente do Partido Comunista Brasileiro, Leôncio Basbaum, em sua obra “História Sincera da República, de 1961 a 1967”, pág. 121, Editora Alfa-Omega, 1977:

“Até há poucos anos, a segurança nacional era antes de tudo a segurança da pátria contra um possível inimigo externo. As manobras militares imaginam um inimigo vindo do exterior, por mar ou por terra e toda a estratégia de defesa era então revista, pelo menos teoricamente. Era uma estratégia defensiva. Mas nestes últimos anos, sobretudo depois que as personalidades civis e militares norte-americanas começaram a fazer conferência na ESG (Escola Superior de Guerra – Nota de Ignácio Reis), o conceito de “segurança nacional” se refere sobretudo a um inimigo interno”.

Essa é a doutrina da “Segurança Nacional”, elaborada pelo General Golbery do Couto e Silva, do “Grupo da Sorbonne” a dita “inteligentsia” do Exército, teoria essa baseada no nazista Hermann Goering, que trata o povo brasileiro como inimigo interno.

Assim, as chamadas “forças de segurança”, ao invés de se colocarem para a defesa da pátria, são aliadas de nossos inimigos externos, os imperialismos norte-americanos, europeus e asiáticos e da burguesia nacional entreguista, estando voltadas contra o povo brasileiro, o inimigo interno.

Agora, com o golpe em marcha, antevendo a reação operária e popular as forças armadas fazem ameaças, saindo em defesa dos golpistas Temer e Cunha, o que precisa ser denunciado e combatido pela frente antifascista e antigolpista.

Aparecida Garibaldi

Manifestação da juventude na Paulista e na casa do vice Temer

Agora à noite, na Avenida Paulista, em São Paulo, centenas de estudantes e jovens estão fazendo uma passeata contra o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, e contra seus representantes,  o vice-presidente Michel Temer e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

Pela manhã, centenas de militantes do Levante Popular da Juventude estiveram protestando na casa do golpista vice-presidente, Michel Temer, localizada no Zona Oeste de São Paulo.

Como em 1977, a juventude saiu às ruas anunciando a entrada em cena da classe operária, o que foi decisivo para a derrubada da ditadura militar (os estudantes e a juventude em geral são como as andorinhas anunciando o verão), agora, com certeza, anunciam a entrada em cena decisiva do movimento operário e popular para derrotar aos golpistas da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano.

Anita Garibaldi

Plenária contra o golpe – A luta continua, dia 25, às 18 horas

A Frente Brasil Popular está convocando a Plenária contra o golpe – A luta continua, segunda-feira, dia 25 de abril, às 18 horas, na Quadra do Sindicato do Bancários, na Rua Tabatinguera, 192, Centro, São Paulo.

A Tendência Marxista-Leninista participará defendendo a sua posição de que seja preparada e organizada uma greve geral para impedir a posse de Michel Temer e derrotar o golpe.

O nosso companheiro Juca, na Plenária do Partidos dos Trabalhadores, em São Bernardo do Campo, na terça-feira, dia 19, manifestou a necessidade de que as gigantescas mobilizações realizadas pelo movimento operário e popular deem um salto de qualidade, defendendo a proposta de preparar e organizar a greve geral.

O companheiro ressaltou a necessidade de eleger comandos de greve, nas fábricas, nas empresas, nos bancos, nas repartições públicas, nos campos, nas empresas agrícolas, nas empresas rurais, nas escolas e nas universidades.

Juca destacou que o objetivo da greve geral é impedir a posse do futuro ditador Michel Temer e seu comparsa Eduardo Cunha e derrotar o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano.

- Abaixo o golpe!

- Fora Temer e fora Cunha!

Ignácio Reis

terça-feira, 19 de abril de 2016

Deputados golpistas colhem assinaturas para abertura de CPI contra a CUT e a UNE

Os militantes da Tendência Marxista-Leninista presentes à Plenária realizada no Diretório do Partido dos Trabalhadores, em São Bernardo do Campo, hoje, terça-feira, dia 19 de abril,  receberam a notícia de que os deputados golpistas colheram assinaturas para uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e outra da UNE (União Nacional dos Estudantes), com o objetivo de “apurar seus vínculos com o PT”.

Essa atitude  é o prosseguimento do golpe, que vai adquirindo traços nazi-fascistas, com a perseguição às organizações dos trabalhadores, camponeses e estudantes.

A TML denuncia esta escalada nazi-fascista, conclamando o conjunto do movimento operário, popular e estudantil, a saírem em defesa da CUT e da UNE, bem como de todas as entidades sindicais e estudantis, continuando ampliando a mobilização nas ruas, preparando e organizando uma greve geral, para derrotar os golpistas.

- Fascistas não passarão!

- Liberdade de manifestação e organização!

- Abaixo o golpe da burguesia e do imperialismo!

Aparecida Garibaldi

Plenária do PT de São Bernardo discute a ampliação da luta contra o golpe

O Partido dos Trabalhadores de São Bernardo do Campo realizou uma Plenária, hoje, terça-feira, dia 19 de abril, com a presença de mais de uma centena de militantes.

Anteriormente, estava marcada a reunião da Executiva do PT de São Bernardo para discutir eleições municipais, porém ela foi ampliada com a presença da bancada de vereadores e da militância.

A Plenária iniciou-se com os discursos dos dirigentes e dos vereadores presentes do PT de São Bernardo, os quais se pronunciaram sobre a aprovação do pedido de “impeachment” da presidente Dilma Rousseff do PT, sendo que colocaram que não devemos abaixar a cabeça e seguir na luta contra o golpe, sendo que o representante da CUT defendeu a preparação e organização da greve geral para derrotar o golpe.

Em seguida passou-se à discussão das eleições municipais, com a intervenção de mais de um dúzia de militantes.

A quase totalidade das intervenções dos militantes de base do partido colocaram a necessidade de subordinar a participação nas eleições à luta contra o golpe.

A Juventude do PT de São Bernardo denunciou que os deputados golpistas colheram assinaturas para uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e outra da UNE (União Nacional dos Estudantes) para "apurar as vinculações das mesmas com o PT".

Uma das últimas e  das mais aplaudidas intervenções foi do companheiro Juca, militante  da Tendência Marxista-Leninista, o qual colocou que o momento é de unidade, fez uma breve exposição do golpe de 1954 até o golpe de 1964 e o golpe dentro do golpe, o Ato Institucional n. 5 (AI-5), 1968, assim como ressaltou que essa ofensiva está sendo feita pelo imperialismo norte-americano em toda América Latina, Argentina, Chile e Venezulela, por exemplo. Juca disse que, na Argentina, Macri assumiu o poder democraticamente, mas governa por decreto, ditatorialmente, prendendo militantes dos movimentos sociais, como Milagro Sala. Juca lembrou também que Hitler assumiu o poder democraticamente, pois o presidente Paul von Hindenburg, após vencer as eleições, o designou primeiro-ministro. Hitler, no poder, incendiou o Rachstag, o parlamento alemão, numa provocação e passou a caçar os comunistas. Juca destacou, ainda, que os trabalhadores não podem ter ilusões nas instituições golpistas do estado burguês, como Congresso Nacional, Câmara dos Deputados, Senado Federal, Polícia Federal, e Supremo Tribunal Federal, o qual condenou o companheiro Zé Dirceu, sem provas, com base na nazi-fascista “Teoria do Domínio de Fato”, bem como, historicamente, entregou Olga Benário a Hitler.

No final, foi decidido que a  militância fará um trabalho de organização e mobilização pelas regiões da cidade, visando ampliar a luta, fortalecendo os comitês de luta contra o golpe.

Com certeza, essa foi a Plenária em que as bases do partido tiveram mais voz nos últimos tempos. 

Ignácio Reis

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Acreditar na ação direta das massas e abandonar as ilusões nas instituições golpistas

Sempre nos vem à memória, na atual conjuntura, o ensinamento do filósofo holandês, Baruch Spinoza, que disse: nem rir, nem chorar, mas compreender. 

A lição que devemos aprender, com a votação da admissibilidade do pedido do “impeachment” da presidenta Dilma, é que não podemos ter ilusões legalistas, constitucionalistas e parlamentaristas, porque esse é um terreno controlado pela burguesia e pelo imperialismo, por meio do estado burguês. Mais uma vez fica claro, a inviabilidade da democracia burguesa, baseada em rios de dinheiro de banqueiros, empreiteiros e empresários. 

Em nenhum momento poderemos concordar com o golpe, sendo que, num eventual governo Temer/Cunha, que será uma ditadura, nos colocaremos pela derrubada revolucionária do mesmo.

Mas o fundamental é a direção do PT e o governo Dilma não semearem ilusões nas massas, jogando areia nos olhos dos trabalhadores, com ilusões e esperanças nas instituições golpistas, como  Senado Nacional, Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia Federal. 

Isso ficou claramente comprovado com a votação no Congresso Nacional, como ensinou Lênin não devemos ter ilusões nas instituições do Estado burguês, porque são organismos dominados pela burguesia e pelo imperialismo. Não podemos ter ilusões em picaretas como Renan Calheiros, Romero Jucá e etc. Como na Câmara, será um jogo de cartas marcadas.

Não somos contra que o PT e Dilma lutem em todos os terrenos contra o golpe em marcha, inclusive fazendo sua defesa jurídica e política no Senado, usando essa tribuna para denunciar o golpe, mas essa luta deve estar subordinada à mobilização e à ação direta das massas rumo à greve geral para derrotar os golpistas nas ruas, único terreno onde poderemos obter a vitória.

Tendência Marxista-Leninista

Pelo fim dos assassinatos, das prisões e das torturas cometidas pelos golpistas

A Polícia Militar do Paraná fez uma emboscada e massacrou mais de 20 sem-terras, militantes do MST, matando 2 e ferindo os demais.

O massacre foi promovido a mando da empresa Araupel, de reflorestamento e beneficiamento de madeira, que fica no sudoeste do Paraná, no município de Quedas do Iguaçu.

Assim, depois de recentemente massacrar os professores, onde centenas ficaram gravemente feridos, agora massacram os sem-terras.

Além disso, outro dia houve o assassinato do presidente do PT da cidade de Mogeiro, Ivanildo Francisco da Silva.

Ainda, militantes do PT foram presos em Belo Horizonte e em Governador Valadares, em Minas Gerais, sendo certo que essas prisões têm o objetivo de torturar as pessoas, visando “confissões” e  “delações premiadas”, como é feito na Nova Guantánamo, a cidade de Curitiba, "República do Paraná".

Há necessidade que o movimento de massas em geral, sobretudo os operários e os camponeses formem comitês de autodefesa e de luta contra o golpe da burguesia entreguista e pró-imperialista, como a do Paraná, liderada pelo governo do PSDB de Beto Richa e do juiz Sérgio Moro, que transformaram Curitiba numa Nova Guantánamo. 

- Pelas liberdades democráticas!

- Pelo fim das prisões!

- Pelo fim da tortura!

- Liberdade para os presos políticos!

domingo, 17 de abril de 2016

Seguir com as mobilizações contra o golpe rumo à greve geral

Os golpistas deram um passo muito grande no sentido de consumar o golpe contra a presidente Dilma Rousseff do PT, mas não podemos esmorecer e nem desanimar. Temos de multiplicar os esforços. Devemos seguir lutando e aprofundando as mobilizações contra o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano rumo à greve geral, para derrotarmos a reação golpista através da ação direta das massas nas ruas, único terreno em que poderemos derrotá-los.

Na atual conjuntura política, sempre nos vem à memória o ensinamento do filósofo holandês, Baruch Spinoza, que disse: nem rir, nem chorar, mas compreender. 

A lição que devemos aprender, com a votação da admissibilidade do pedido do “impeachment” da presidenta Dilma, é que não podemos ter ilusões legalistas, constitucionalistas e parlamentaristas, porque esse é um terreno controlado pela burguesia e pelo imperialismo, por meio do estado burguês. Mais uma vez fica claro, a inviabilidade da democracia burguesa, baseada em rios de dinheiro de banqueiros, empreiteiros e empresários. 

Em nenhum momento poderemos concordar com o golpe, sendo que, num eventual governo Temer/Cunha, que será uma ditadura, nos colocaremos pela derrubada revolucionária do mesmo.

Por outro lado, é importante fazermos um balanço aprofundado, aprendermos as lições e  apontarmos as perspectivas para o próximo período, começando uma discussão e um debate com os nossos camaradas e companheiros do movimento operário e popular a partir de agora.

Inicialmente, destacamos o rompimento da frente de colaboração de classes do Partido dos Trabalhadores com o PMDB, PP, e demais partidos da chamada “base aliada”. A frente populista foi rompida pelos próprios partidos burgueses. Como disse, Rui Costa Pimenta, presidente do Partido da Causa Operária (PCO), apoiando-se em Trotsky, ainda que haja algum parlamentar dos partidos burgueses apoiando o PT, já não se trata da burguesia, mas da sombra da burguesia, o que demonstra o total fracasso da política de colaboração de classes, que embora tenha propiciado alguns benefícios de cunho assistencialista à população pobre e humilde do país, na verdade beneficiou sobremaneira a burguesia.

A burguesia entreguista e o imperialismo norte-americano levam atualmente uma política  ultra-agressiva de reação em toda linha por meio da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e CIA, patrocinando guerras , golpes de estado e invadindo países, visando a reversão da queda taxa de lucros, iniciada com a crise do capitalismo iniciada em 2009. Inclusive, os yankees querem recuperar o terreno perdido para os imperialismos da China e da Rússia. O Brasil, partir de 2013, sofreu o reflexo da crise do capitalismo, com a queda dos preços das “commodities”, como petróleo, minério de ferro, carne, etc.

A política do PT de isentar o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) da indústria automobilística, vinculada ao imperialismo, e da indústria da linha branca (geladeira, máquina de lavar, fogão), vinculada à FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), ao contrário do que pensou a direção majoritária do PT, não satisfez os apetites insaciáveis da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, a qual passou a patrocinar o golpe.

O imperialismo mundial, liderado pelos Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha e Japão estão levando ao extremo a política de reação em toda linha, numa proporção semelhante à da II Guerra Mundial, com ataques na Europa, no Norte da África, no Oriente Médio, na América do Sul, Brasil, Chile, Venezuela, etc.

A política de ataque do imperialismo aos povos começa em seus próprios países, nas metrópoles, como na França, em que foram suprimidas a liberdades democráticas, com o povo francês vivendo em estado de sítio, apelidado de “estado de emergência”.

No Brasil, essa política se traduz no ajuste fiscal, na terceirização/precarização do trabalho, verdadeira escravização da classe trabalhadora, com a supressão dos direitos trabalhistas da CLT, com a redução ou fim das aposentadorias, das pensões, do seguro-desemprego, entrega da Petrobrás, a petroleira americana Chevron.

Agora, com essas mudanças na situação política, há necessidade de que o Partido dos Trabalhadores convoque um Congresso Extraordinário imediatamente, para aprovar um política para o próximo período, bem como reagrupar a vanguarda operária revolucionária.

A Tendência Marxista-Leninista defende a multiplicação dos comitês de autodefesa e de luta contra golpe, bem como a eleição de comandos de greve, buscando preparar e organizar uma poderosa greve geral para derrotar o golpe, pela ação direta das massas, na perspectiva da luta revolucionária por um governo operário e camponês, visando a expropriação das fábricas, das empresas, dos bancos, do campo, do latifúndio, pela reforma e revolução agrária, pela expulsão do imperialismo, pela soberania nacional, pelo monopólio do comércio exterior, pela economia planificada, rumo ao socialismo.  

Tendência Marxista-Leninista

Revolta no Metrô de São Paulo contra a repressão do governo do PSDB

O Governo do Estado de São Paulo, do PSDB tucano, de Geraldo Alckmin, ontem, sábado, dia 16/4, após a manifestação contra o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, reprimiu duramente os manifestantes que foram tomar o Metrô de volta para casa.

A exemplo do governo nazi-fascista do PSDB do Paraná, liderado por Beto Richa e o juiz Sérgio Moro, que massacrou 20 sem terras e matou 2, o governo tucano de São Paulo vem reprimindo os movimentos sociais e populares, como a Gaviões da Fiel, torcida do Corinthians, que tiveram 61 pessoas presas, sabidamente porque lutam contra o golpe e contra o roubo da merenda escolar, onde é acusado o presidente da Assembléia Legislativa, o deputado Fernando Capez, do PSDB, que foi promotor de justiça especializado em reprimir as torcidas organizadas e os movimentos populares e sociais.

O governo nazi-fascista de São Paulo, quando das manifestações golpistas, libera as catracas do Metrô, para que os coxinhas não paguem nada, e ainda obriga os metroviários a fazerem horas extras, enquanto reprime duramente os manifestantes que lutam contra o golpe.

Apesar da feroz repressão, os manifestantes não se intimidaram e enfrentaram os covardes repressores da guarda do Metrô de São Paulo. 

Aparecida Garibaldi

sábado, 16 de abril de 2016

Fiel torcida segue sendo reprimida por lutar contra o golpe e o roubo da merenda escolar

O governo do Estado de São  Paulo, governado pelo PSDB tucano de Geraldo Alckmin,  segue reprimindo a Gaviões da Fiel, por se colocar contra o golpe e denunciar o roubo da merenda escolar, onde um dos  acusados é o tucano Fernando Capez, presidente da Assembleia Legistativa, promotor que reprimia as torcidas organizadas.

O governo do Estado por causa da luta da Gaviões da Fiel tem reprimido duramente essa torcida, sendo que hoje efetuou a prisão de 61 pessoas (inclusive da torcida Manha Alvi-verde), em razão de que estava marcada uma manifestação no Vale do Anhangabaú, para 17, contra o roubo da merenda escolar.

As prisões não impediram que milhares de pessoas ocupassem toda a região do Vale do Anhagabaú, no final da tarde.

O governo do Estado de São Paulo, que possui a Polícia Militar que mais mata, um verdadeiro esquadrão da morte, que pratica o genocídio da população jovem, pobre e negra das periferias das cidades paulistas.

Além disso, continuam soltos os tucanos ladrões envolvidos nos desvios bilionários nas licitações do trensalão tucano da Alston, da CAF (empresa basca da Espanha que constrói trens), etc., falcatruas essas que prejudicaram a construção e o término de muitas estações. Para se ter uma ideia, o Japão e o México, em menos tempo, já construíram muito mais estações e quilômetros de metrô, do que o Estado de São Paulo.

- Abaixo a repressão tucana!

- Liberdade de manifestação e de organização!

- Fim do extermínio e genocídio do povo jovem, pobre e negro das periferias da cidades paulistas!

- Dissolução da Polícia Militar!

 Anita Garibaldi

Mobilizações populares contra o golpe assustam o imperialismo americano

O imperialismo norte-americano está assustado com as mobilizações operárias e populares contra o golpe que ele mesmo patrocina no Brasil, por meio da CIA.

Hoje, por intermédio de seu principal porta voz, o New York Times, chegou a dizer que não há nada contra Dilma, que está sofrendo “impeachment” comandado por deputados da oposição que estão sendo acusados de corrupção, como é o caso do próprio presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

O imperialismo não dá ponto sem nó. Devem ter feito uma análise e chegado à conclusão que estão correndo sério risco no Brasil com essa aventura do golpe.

Inclusive, hoje mesmo, sexta-feira, dia 15/4, o país iniciou a conflagração, com manifestações nas cidades, por operários, trabalhadores e estudantes, bem como bloqueios de estradas no país inteiro realizados pelos camponeses, liderados pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

A mobilização operária e popular poderá fugir do controle com a ação direta das massas, ultrapassando a direção conciliadora e de colaboração de classe da direção majoritária do Partido dos Trabalhadores, a Construindo um Novo Brasil (CNB), abrindo espaço para o desenvolvimento de um vanguarda operária e revolucionária, que pondo em risco a existência do estado burguês, colocando na ordem do dia um governo operário e camponês, que poderá iniciar as tarefas democráticas pendente, como expulsão do imperialismo, soberania nacional, a reforma e revolução agrária, expropriação do campo, do latifúndio e das empresas agrícolas,  e a expropriação da burguesia, das empresas, das fábricas, dos bancos, instituindo o monopólio do comércio exterior e a planificação da economia.

Assim, o imperialismo está preocupado com o aprofundamento da guerra de classe  contra ele e a burguesia nacional entreguista, que, com certeza, vai incendiar o país no dia 17.

Ignácio Reis