sábado, 30 de julho de 2016

Micale, técnico da Seleção olímpica de futebol, dá declaração demagoga e golpista

O técnico da Seleção olímpica de futebol declarou repúdio à corrupção, utilizando o futebol para manifestar apoio ao golpe, aliás como os militares fizeram com a Seleção brasileira de 70, que ganhou a Copa do Mundo, enquanto torturavam e matavam os que lutavam contra a ditadura militar.

Esse técnico oportunista é reflexo da decadência e da mercantilização do nosso futebol, que não por acaso tomou aquela goleada histórica de  7 a 1.

O que esse oportunista esconde é que a corrupção é inerente ao sistema capitalista, ao último sistema de exploração do homem pelo homem, como disse outro oportunista, o jogador Gerson, que fazia comercial de cigarros com o bordão: “Gosto de levar vantagem em tudo” . Esse é o regime capitalista, o regime do lucro, da exploração.

O discurso de corrupção vem desde a União Democrática Nacional (UDN), de Carlos Lacerda, e do Partido Social Democrático (PSD), os quais defendiam, como hoje faz o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), os interesses do imperialismo norte-americano, de escravização e recolonização do povo brasileiro, com fim da CLT, jornada de 80 horas semanais, fim da aposentadoria (aposentadoria aos 75 anos), entrega da Petrobrás à Shell e Chevron, apropriação dos recursos da Previdência Social e do FGTS pelos bancos, aumento do genocídio dos povos indígenas e negro das periferias das cidades. 

Os oportunistas e golpistas se juntam, tanto que a estrela do time de Micale é outro oportunista e golpista que se chama Neymar, o qual deu apoio a Aécio de Neves do PSDB, acusado de ser um dos maiores corruptos do Brasil.

Micale tem grande chances de conseguir o título de futebol das Olimpíadas, não apenas pelo bom time que tem à disposição, mas sobretudo porque as demais seleções competidoras não trouxeram seus principais jogadores: trouxeram o terceiro time, o time C. 

Mas duvidamos da competência desse demagogo e golpista que é capaz de perder esse título praticamente ganho.

O futebol é uma paixão nacional, mas o exemplo não está com os dirigentes e esses técnicos oportunistas e golpistas como Micale e Neymar, que usam o futebol na ditadura de 2016, como os militares na ditadura de 1964. 

O exemplo está com a torcida do Corinthians (que vem sendo perseguida por denunciar e lutar contra o roubo da máfia da merenda do governo do Estado de São Paulo) e com a torcida do Internacional de Porto Alegre que gritaram contra o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano! Com a torcida dos Santos, que apoia os refugiados sírios! Com o saudoso Sócrates que defendeu a Democracia Corinthiana e o Estado operário de Cuba! 

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

Eleições municipais: votar nos candidatos do Partido da Causa Operária contra o golpe

A Tendência Marxista-Leninista deliberou votar nos candidatos do Partido da Causa Operária (PCO) , em razão de sua luta contra o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, contra a escravização e recolonização do Brasil.

Entendemos correto o posicionamento do PCO de usar as eleições como tribuna para denunciar e lutar contra o golpe, sem semear ilusões legalistas, constitucionalistas, parlamentarista ou eleitoreira, isto é, sem jogar areia nos olhos da classe operária e do conjunto dos trabalhadores, camponeses, estudantes e jovens. 

As eleições municipais que serão realizadas agora no mês de outubro de 2016 serão profundamente antidemocráticas, em razão do golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano.

Antes, os candidatos dos pequenos partidos, sobretudo os operários, marxistas e revolucionários, no rádio e na televisão, tinham apenas o tempo de pronunciarem os seus nomes, agora, com certeza, não terão tempo nem de abrir a boca.

Além disso, a campanha se limitará a apenas 45 dias, sendo totalmente contralada pelo judiciário golpista.

Fatos como a “eleição” do Senador Aloísio Nunes Ferreira deverão se repetir. Aloísio às vésperas das eleições para o Senado não aparecia com as mínimas possibilidades de ser eleito, sendo que no dia seguinte estava eleito. Um eleição que colocou sob suspeita o Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo, controlado pela reacionária burguesia paulista da FIESP e do Partido da Social Democracia Brasileiras (PSDB), o partido pró imperialismo norte-americano.

As urnas eletrônicas brasileiras foram adotadas apenas por 6 países, porque não permite um comprovante físico, a recontagem, o que propicia a fraude. Por isso alguns chamam as urnas eletrônicas brasileiras de urnas roubotrônicas.

Com autorização da Coordenação Nacional da TML, no Estado de São Paulo, nas cidades de São Paulo e de São Bernardo do Campo, os militantes da TML ainda estão discutindo, tendo em vista que há uma tendência a apoiar também outros candidatos operários,  marxistas e revolucionários da região que também denunciam e travam a luta contra o golpe.

Assim, é fundamental que os revolucionários marxistas defendam que a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo, que congregam a maioria da organizações operárias e populares, mobilizem os operários e o conjunto dos trabalhadores, camponeses, estudantes e jovens para que saiam às ruas, rumo a uma greve geral, com comandos eleitos nas fábricas, nas empresas, nos bancos, nas repartições públicas, no campo, nos latifúndios, nas escolas e universidades, visando a derrubada revolucionária do governo Temer/Cunha, nas perspectiva de instauração de um governo operário e camponês, para a realização das tarefas democráticas de expulsão do imperialismo e da reforma e revolução agrária, com a expropriação do meios de produção e da terra, monopólio do comércio exterior, economia planificada, rumo ao socialismo.

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista e revolucionário

quinta-feira, 28 de julho de 2016

MP e judiciário golpistas devem prender Lula para a consumação do golpe, mas o tiro pode sair pela culatra

O Ministério Público Federal, o Poder Judiciário e a Polícia Federal (a polícia política do golpe) devem prender Lula para tentar a consumação do golpe da burguesia nacional entreguista e do imperialismo norte-americano.

Com isso contam com a entrada em cena dos militares (Forças Armadas, Força Nacional e as Polícias Militares estaduais), mobilizadas a pretexto da seguranças das Olimpíadas, que coincidem com o golpe em marcha.

Como o golpe da burguesia nacional entreguista e do imperialismo norte-americano é contra os trabalhadores e a maioria oprimida nacional, visando a escravidão e a recolonização do Brasil, com o fim da CLT, fim da aposentadoria (aposentadoria aos 75 anos!) e da Previdência Social, jornada de 80 horas semanais, assalto ao FGTS, fim dos programas sociais (Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Fies, Pronatec, etc.), fim do SUS, fim do salário mínimo, fim da estabilidade do servidor público, etc., entrega da Petrobrás para a Shell e a Chevron, fim da Caixa Econômica Federal, aumento do genocídio das populações indígenas, das população pobre e negra das periferias das cidades, etc., volta da CPMF.

Os golpistas estão chegando a um consenso, influenciados pela mídia golpista liderada pela Rede Globo de Televisão, de que para a consumação do “impeachment”/golpe é necessária a prisão de Lula, o maior líder operário brasileiro.

Assim como o Supremo Tribunal Federal determinou o afastando de Eduardo Cunha da Câmara dos Deputados por 11 a 0, deferindo requerimento formulado pela Rede, de Marina Silva, pouco dias antes da votação da admissão do “impeachment”/golpe na horripilante e fantoche Câmara dos Deputados.

Como dissemos à época, fosse essa medida adotada desde que foram descobertas as 9 contas bancárias de Cunha na Suiça com 50 milhões de dólares fruto de desvio de dinheiro da Petrobrás, confirmando que ele havia mentido na em depoimento na Câmara, a medida do Supremo poderia ter sido aplaudida. Todavia, após Eduardo Cunha ter feito todo o trabalho sujo do golpe (eufemisticamente chamado de “impeachment”) impulsionado pelo burguesia entreguista e pelo imperialismo norte-americano, a liminar concedida soa como “tentativa de limpeza do local do crime”, “queima de arquivo”, visando “legitimar” o golpe.

O Supremo Tribunal Federal, o Ministério Público Federal, o Tribunal Eleitoral (que promove eleições controladas, antidemocráticas, baseadas na grana dos bancos e das empreiteiras), do Tribunal de Contas da União, da Polícia Federal (a polícia política do golpe), essas instituições burguesas, são ocupadas por usurpadores, ou seja, por indivíduos que não foram eleitos pelo povo, não se submeteram ao sufrágio universal, isto é, ao povo, que estão a serviço da burguesia e do imperialismo de maneira permanente, como “instituição”. O Supremo Tribunal Federal, condenou companheiros sem prova, com base na nazi-fascista “Teoria” do Domínio do Fato”. O STF é o mesmo que historicamente entregou Olga Benário aos nazistas. Essas “instituições” agem politicamente, utilizando-se de  ações midiáticas, em total desrespeito aos mínimos direitos civis e democráticos, à presunção de inocência, desrespeitando as liberdades democráticas (ou como gostam os juristas burgueses, as “liberdades públicas”),  criminalizando os movimento
s sociais, prendendo os lutadores dos movimentos sociais, com a aplicação da Lei de Segurança Nacional da época da ditadura militar, que permite até a pena de morte, em conluio com governos de traços nazi-fascistas nos estados.

Com o tempo ficou claro que o afastamento de Cunha foi apenas formal, que ele continua comandando o golpe e o governo golpista (está apenas dispensado de comparecer à Câmara dos Deputados). 

Cunha e os golpistas somente serão presos e julgados pelo povo nas ruas. Devemos fazer com eles o mesmo que o povo turco fez!!! 

Na atual situação política, os trabalhadores e a maioria oprimida nacional não devem ter ilusões legalistas, constitucionais, parlamentaristas ou eleitoreiras, pelo contrário devem acreditar na ação direta das massas, como aconteceu recentemente na Turquia, em que o povo esmagou um golpe militar.

Assim, o tiro poderá sair pela culatra, como o golpe contra Getúlio, em 1954!

Todos às ruas 31/7, domingo, para derrotar o 

- Abaixo o golpe!

- Fascistas não passarão!

- Fora Cunha! Fora Temer!

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário revolucionário



Segurança das Olimpíadas ou entrada em cena dos militares golpistas?

O ministro golpista da defesa, Raul Jungmann, anunciou recentemente uma verdadeira operação de guerra no Rio de Janeiro contra a população pobre da cidade, a pretexto de preparar a segurança das Olimpíadas.  

Foram mobilizados o Exército, as Forças Nacionais e a Polícia Militar.

As Forças Nacionais no Rio de Janeiro amotinaram-se no Rio de Janeiro, ameaçando abandonar a “segurança” nas Olimpíadas, reclamando dos alojamentos e da comida, conseguiram obter reajuste nas diárias de 150%, cedido pelo governo golpista Temer/Cunha, sendo prontamente atendidos pelos golpistas Temer/Cunha.

Assim, de R$ 220,00 a diária passou para R$ 550,00, o que permitirá aos policiais militares da Força Nacional ganharem aproximadamente R$ 16.000,00 reais para atacar o povo pobre e negro do Rio de Janeiro, durante os 30 dias das Olimpíadas.

Essa Força Nacional é composta por policiais militares e bombeiros de 26 estados da federação brasileira, constituindo-se numa espécie de “Legião Estrangeira francesa”, um verdadeiro esquadrão da morte.

O Partido dos Trabalhadores (PT) não votou a Constituição Federal de 1988 porque entendia que o aparato repressivo da ditadura militar havia sido mantido intacto. Infelizmente, o PT foi se aburguesando e criou essa força de repressão, que juntamente com a proliferação das “empresas de segurança” e das “guardas civis” aumentaram ainda mais o aparato repressivo contra os trabalhadores e o movimento popular, principalmente o povo jovem, pobre e negro das periferias das cidades.

Os morros, onde se concentra a grande maioria população pobre e negra, ficarão a cargo da Polícia Militar, acostumada e especializada na repressão diária da população pobre e negra no Rio de Janeiro, sendo que a Força Nacional dará retaguarda à PM.

Já o Exército, por ser composto em sua base por soldados, filhos de trabalhadores e camponeses, é sempre problemática a sua utilização, pois não está acostumado a matar pobre e negros diariamente. Somente serão utilizados em casos extremos.

No Rio de Janeiro, como em São Paulo, são mortas pela PM mais de 500 pessoas anualmente, em cada uma das cidades. Um média de 2 pessoas por dia.

As Olimpíadas são também um pretexto para o avanço da especulação imobiliária, pois o setor patrocina a repressão à população pobre na ânsia para conseguir retomar os espaços ocupados pelos pobres, motivo pelo qual é criado esse estado de terror na cidade, inclusive com a atuação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) que não têm nada de pacificadoras, mas sim de aterrorizadoras.

Mas a maior suspeita é que é um pretexto para a entrada em cena dos militares  golpistas (há pouco tempo eles anunciaram que estavam de prontidão), visando a consumação do “impeachment”/golpe em marcha. Inclusive, com o o apoio do ministério público e do poder judiciário, iguamente golpistas, preparam a prisão de Lula e o aumento da caçada ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Então, nessa situação de militarização do Rio de Janeiro, é fundamental que os operários e o conjunto de trabalhadores devem organizar comitês de autodefesa, a partir dos sindicatos e das centrais sindicais, visando a mobilização no próximo domingo, dia 31/7,  rumo à luta pela greve geral, por meio da eleição de comandos de greve, contra o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, pela derrubada revolucionária da ditadura Temer/Cunha. 

- Pelas liberdades democráticas!

- Pela liberdade de manifestação e organização!

- Abaixo à repressão!

- Dissolução da Polícia Militar e da Polícia Federal (a polícia política do golpe)!

- Formação de comitês de autodefesa a partir dos sindicatos!

- Fora Temer/Cunha!

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

terça-feira, 26 de julho de 2016

Primeira reação do Grupo Luta de Classes da Áustria ao golpe de estado na Turquia

O termo "estado profundo", que significa estruturas ocultas em paralelo, associados aos serviços do aparelho do Estado, militares e de inteligência, tem a sua origem na Turquia.

O "golpe" de ontem 15 de julho levanta mais perguntas do que respostas:

o Quem foram as forças motrizes por trás deste "golpe"?

o Quais foram os objectivos desta revolta militar?

o Por que os "golpistas" agiram de forma tão pouco profissional, enquanto o Sr. Erdogan não estava em Istambul, sem ocupação de estações de rádio e televisão, nem qualquer tentativa de prender membros do governo, ataques aéreos sobre o edifício vazio (!!!) do parlamento, mas não a sede do serviço de inteligência ou quartel da polícia.

o Ao mesmo tempo, não é crível que estes amadores golpistas não tiveram a inteligência e know-how para cortar a Internet e meios de comunicação social?

o Por que não houve massacre de apoiadores do AKP, que foram convidados por Erdogan reunir nas ruas?Por que os "golpistas" não esmagaram a "resistência popular"?

Hoje, Erdogan disse: "A tentativa de golpe foi uma dádiva. Agora podemos limpar o exército. "

O governo islâmico quer reintroduzir, retroativamente, a pena de morte.

É bem possível que um punhado oficiais kemalistas e sargentos queriam derrubar o governo do AKP que destruiu o país politica, social e economicamente. O exército turco, tradicionalmente secular, fez desde 1960 fez 4 tentativa para tentativas de golpe. Na situação atual, um golpe parece plausível.

Podemos supor, no entanto, que os principais oficiais do Estado Maior pediriam, neste caso, a autorização do alto comando da NATO e, especialmente, o governo dos EUA (dado o papel da Turquia no conflito na Síria). À medida que a cobertura da mídia americana deixou claro, a elite política e os serviços secretos em Washington foram surpreendidos por este "golpe".

É um fato Erdogan, que foi, nas últimas semanas, fortemente criticado, mesmo dentro de seu partido, permanece hoje como "salvador da pátria" e imediatamente começou a organizar expurgos e prisões em o exército, a polícia, universidades, etc.

Nesta situação tensa, podemos dizer:

o Pela queda do regime de Erdogan!

o Abaixo todos os oficiais rebeldes!

o Desarmar a polícia, o exército e os serviços secretos!

o Construir conselhos de trabalhadores e camponeses para organizar a resistência!

o Comitês de autodefesa contra as gangues islâmicas e o exército em fábricas, universidades, bairros e aldeias!

o Liberação de toda a classe de prisioneiros nas prisões turcas!

o Reconhecimento dos direitos nacionais dos curdos, armênios e todas as outras nacionalidades oprimidas!

o Instaurar os conselhos e o socialismo!

o Construir o partido operário revolucionário baseado no programa marxista!

16 de julho de 2016
Gruppe Klassenkampf


O Gruppe Klassenkampf  (Grupo Luta de Classes - GKK), da Áustria, faz parte da organização internacional Coletivo Revolução Permanente (CoReP), juntamente com o Groupe Marxiste Internationaliste (GMI), da França, e Revolução Permanente, do Peru.

A TML é simpatizante do CoReP.

A tradução portuguesa é de responsabilidade exclusiva da TML, feita com base na tradução francesa. Todavia, para maior segurança, tendo em vista a nossa insuficiência linguística, sugerimos a consulta ao original em alemão, no Blog do Gruppe Klassenkampf (Grupo Luta de Classes - GKK), da Aústria, e a tradução francesa, no Blog do Groupe Marxiste Internacionaliste (GMI).

segunda-feira, 25 de julho de 2016

PM do golpista Alckmin ataca a população pobre e prende o ex-senador Suplicy em reintegração de posse

A Polícia Militar do Estado de São Paulo do governador fascista, Geraldo Alckmin, atacou com bombas e balas a população pobre da periferia da cidade, na Cidade Educandário, na Região da Rodovia Raposo Tavares, na Zona Oeste da capital paulista, e também prendeu, na operação, o ex-senador Eduardo Suplicy, do Partido dos Trabalhadores (PT), em uma reintegração de posse.

O ex-senador juntamente com as 350 famílias resistiram à reintegração de posse truculenta decidida pelo golpista, elitista, reacionário e fascista judiciário paulista.

Além disso, a Polícia Militar fez uma armação e prendeu dois moradores, dizendo elas estavam armados e dispararam contra os policiais, quando, na verdade, foram os policiais que atiraram bombas e balas, compradas do Estado Sionista e Terrorista de Israel.

A Tendência Marxista-Leninista expressa sua total e incondicional solidariedade ao ex-Senador Eduardo Suplicy e à população da periferia da cidade de São Paulo, da Cidade Educandário, ao mesmo tempo que insiste na necessidade de formação de comitês de autodefesa, as milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos dos trabalhadores, visando a ação direta das massas, superando as ilusões eleitoreiras, legalistas e parlamentaristas,  com o objetivo da derrubada revolucionária dos golpistas Geraldo Alckmin, Eduardo Cunha e Michel Temer, rumo a um governo operário e camponês.

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

Golpistas querem impor a escravidão e a recolonização do Brasil

Os golpistas pretendem,  com a votação do golpe/“impeachment” em agosto, fazer uma enorme ofensiva contra os trabalhadores e o conjunto da população oprimida para impor uma verdadeira recolonização e escravidão, as chamadas “medidas impopulares” de Temer: fim da Consolidação da Leis do Trabalho (CLT), jornada de 80 horas, aposentadoria aos 75 anos, fim do seguro-desemprego, fim da estabilidade do funcionário público, fim dos Sistema Único de Saúde, fim dos programas sociais, como Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, Fies, Pronatec, entrega da Petrobrás à Shell e a Chevron, extinção do BNDES, privatização do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, etc. 

Golpe se derrota com o povo nas ruas e com a greve geral

Não há nenhuma perspectiva de reversão do “impeachment” no Senado. É jogo de cartas marcadas!

Não há possibilidade de reverter o golpe no Senado Federal. Trata-se de um covil de bandidos. Sem chance!

Não acreditem numa história que está circulando que Lula teria 6 votos...Isso é conversa!

Infelizmente, o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) estão costurando uma “Acordão Nacional” com os golpistas, em razão de suas políticas de colaboração de classes, frente populista e, talvez, de medo de serem presos pelos golpistas, por isso devemos exigir que rompam com os golpistas e mobilizem as massas.

A Tendência Marxista-Leninista sempre advertiu sobre as ilusões legalistas, parlamentaristas, constitucionalistas e eleitoreiras, dizendo que apenas a greve geral e a mobilização das ruas podem esmagar o golpe.

O exemplo a ser seguido é o das massas turcas que saíram às ruas e esmagaram os golpistas no dia 15 de julho, independentemente do fato de que o presidente turco Erdogan seja o capeta e os militares o coisa ruim.

Assim, devemos exigir que o PT e o PCdoB, que lideram a Frente Brasil Popular (FBP), rompam com os golpistas, e, juntamente com a Frente Povo Sem Medo (FPSM), mobilizem o conjunto dos operários, trabalhadores, camponeses e estudantes contra o golpistas no dia 31 de julho, domingo próximo.

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

domingo, 24 de julho de 2016

Brasil: dia 31/7, domingo, todos às ruas, que nem o povo turco, para derrotar o golpe

Golpistas querem impor a escravidão e a recolonização do Brasil

Os golpistas pretendem,  com a votação do golpe/“impeachment” em agosto, fazer uma enorme ofensiva contra os trabalhadores e o conjunto da população oprimida para impor uma verdadeira recolonização e escravidão, as chamadas “medidas impopulares” de Temer: fim da Consolidação da Leis do Trabalho (CLT), jornada de 80 horas, aposentadoria aos 75 anos, fim do seguro-desemprego, fim da estabilidade do funcionário público, fim dos Sistema Único de Saúde, fim dos programas sociais, como Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, Fies, Pronatec, entrega da Petrobrás à Shell e a Chevron, extinção do BNDES, privatização do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, etc. 

Golpe se derrota com o povo nas ruas e com a greve geral

Não há nenhuma perspectiva de reversão do “impeachment” no Senado. É jogo de cartas marcadas!

Não há possibilidade de reverter o golpe no Senado Federal. Trata-se de um covil de bandidos. Sem chance!

Não acreditem numa história que está circulando que Lula teria 6 votos...Isso é conversa!

Infelizmente, o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) estão costurando uma “Acordão Nacional” com os golpistas, em razão de suas políticas de colaboração de classes, frente populista e, talvez, de medo de serem presos pelos golpistas, por isso devemos exigir que rompam com os golpistas e mobilizem as massas.

A Tendência Marxista-Leninista sempre advertiu sobre as ilusões legalistas, parlamentaristas, constitucionalistas e eleitoreiras, dizendo que apenas a greve geral e a mobilização das ruas podem esmagar o golpe.

O exemplo a ser seguido é o das massas turcas que saíram às ruas e esmagaram os golpistas no dia 15 de julho, independentemente do fato de que o presidente turco Erdogan seja o capeta e os militares o coisa ruim.

Assim, devemos exigir que o PT e o PCdoB, que lideram a Frente Brasil Popular (FBP), rompam com os golpistas, e, juntamente com a Frente Povo Sem Medo (FPSM), mobilizem o conjunto dos operários, trabalhadores, camponeses e estudantes contra o golpistas no dia 31 de julho, domingo próximo.

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

Surge o “Mais” oportunista: produto da decadência do morenismo no Brasil

O racha do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), que com a sua palavra de ordem central, “Fora Todos”, objetivamente apoiou o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano que depôs a presidenta eleita do Brasial, Dilma Rousseff, realizou o Ato Público de lançamento de sua nova organização, denominada de “Mais”, ontem sábado, dia 23 de julho.

Compareceram a um dos auditórios do luxuoso Club Homs (o Ato contou com uma estrutura técnica perfeita), na Avenida Paulista, centro financeiro da cidade de São Paulo, capital do Estado, aproximadamente de 1.500 a 2.000 pessoas. O “Mais” coloca como bandeiras centrais de “Fora Temer’ e “eleições gerais”. 

Chamou à atenção o “espetáculo circense ou teatral” do Ato, que contou com uma militante animadora de palco.

Ficou claro no Ato que o “Mais” será mais um agrupamento centrista pequeno-burguês que seguirá uma política eleitoreira, democratizante e pró-imperialista, como o Partido Socialismo e Liberdade  (PSOL), mais para o partido REDE de Marina Silva (inclusive por causa da palavra de ordem eleições gerais para legitimar o golpe e fortalecer aos golpistas!) e outros semelhantes existentes no espectro político brasileiro, muito pior do que o Partido dos Trabalhadores (PT). Alguns grupos marxistas revolucionários no Brasil, dentre eles a nossa TML, criticam a política de colaboração de classes e frente populista do  PT e o seu aburguesamento, mas o aburguesamento do “Mais” é uma coisa indescritível, o que demonstra a total decadência da Liga Internacional dos Trabalhadores (LIT), do morenismo.  

Como assinalamos em nosso artigo “Apoio ao golpe rachou o PSTU morenista no Brasil” (disponível em nosso blog):

“Centenas de militantes, dentre eles destacam-se o professor Valério Arcary, membro histórico da direção do PTSU e a vereadora Amanda Gurgel, assinaram o MANIFESTO PELA CONSTRUÇÃO DE UMA NOVA ORGANIZAÇÃO SOCIALISTA E ROVOLUCIONÁRIA NO BRASIL, onde explicitaram os motivos da ruptura, a qual a nós da Tendência Marxista-Leninista criticaremos abaixo, apontando os pontos positivos e negativos do racha, bem como suas limitações.

A Tendência Marxista-Leninista sempre criticou a política sectária e oscilante entre o ultraesquerdismo e o oportunismo do PSTU. Ou seja, sempre criticamos a política do “Fora Todos”, que na verdade era o “Fora Dilma”, fazendo com que o PSTU fizesse, na prática, frente única com a burguesia entreguista e o imperialismo norte-americano.

Além disso, a TML sempre criticou os desdobramentos dessa política, como a política divisionista no movimento operário, com a criação da CSP-Conlutas, a velha ideia de “sindicatos vermelhos”, “sindicatos paralelos”, política ultraesquerdista, do “terceiro período”, da III Internacional stalinizada. Tal política fez com que o PSTU se distanciasse do movimento operário e de massas, pois implicava concretamente na recusa de intervir revolucionariamente na principal central operária brasileira, a Central Única dos Trabalhadores, quando o certo é intervir em todas as organizações sindicais, independentemente de suas direções burocráticas, pelegas e traidoras, desenvolvendo uma política no sentido da organização independe do proletariado, transformando de “classe em si”, para “classe para si”, com consciência de classe revolucionária, pressuposto indispensável para a construção do partido operário marxista revolucionário.

Ainda, a TML sempre criticou a política oportunista de acordos traidores dos sindicatos controlados pelo PSTU, como o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Metroviários de São Paulo. Em São José dos Campos, são conhecidos os acordos coletivos traidores com a General Motors e a Embraer, só para exemplificar. Aqui, em São Paulo, são conhecidos as sabotagens e traições às lutas e greves do metroviários. O omissão e apoio na prática ao governo do Estado de São Paulo, quando este exigiu dos metroviários que fizessem horas extras para dar suporte às manifestações coxinhas da burguesia e da direita para derrubar Dilma Rousseff, do PT.

A TML sempre advertiu que a pauta da burguesia de corrupção é antiga, sendo sempre utilizada para golpe, como o contra Getúlio Vargas, em 1954, contra João Goulart, em 1964, que instalou a ditadura militar. Essa política vem desde a época da União Democrática Nacional (UDN), de Carlos Lacerda, sendo patrocinada pelos Estados Unidos, pelo Departamento do Estado, o FBI e a CIA. A corrupção é inerente ao sistema capitalista. Parafraseando, Malcom X, que disse que não existe capitalismo sem racismo, podemos dizer que não existe capitalismo sem corrupção. O capitalismo é o último regime da exploração do homem pelo homem 

A TML sempre criticou os grupos e organizações satélites do PSTU, como o Movimento Negação pela Negação (MNN), o Movimento Revolucionário dos Trabalhadores – Liga Estratégica Revolucionária (MRT/LER-QI), e a Liga Bolchevique Internacionalista (LBI). O MNN chegou a pedir a prisão de Lula, numa posição claramente nazi-fascista. O MRT chegou a ir em manifestação da direita, sem vestir camisas vermelhas. Foi “disfarçado”. Somente às vésperas do golpe, passou a lutar contra o mesmo, como a LBI.

Então, distanciamento do PSTU e de seus satélites, do movimento operário e de massas (tanto isso é verdade que não mobilizavam nem 1.000 pessoas nas suas manifestações, na maioria das vezes apenas em torno de uma centena de pessoas) fez com que eles morressem abraçados com a burguesia e o imperialismo norte-americano, sendo o racha no PSTU o reflexo dessa política. A política centrista pequeno-burguesa leva sempre ao distanciamento do movimento operário e de massas e à fragmentação e dispersão.

A autocrítica do setor que rompeu com o PSTU é limitadíssima. Primeiro porque começa demonstrando o caráter oportunista da ruptura: 

“Reconhecemos o PSTU como uma organização revolucionária. Não pensamos que é menos revolucionário agora do que antes. Mas às vezes é impossível aos revolucionários pertencer a uma mesma organização. Apostamos na possibilidade de uma separação amigável, e portanto exemplar, muito diferente de rupturas explosivas e destrutivas que o passado tanto viu. Mantemo-nos, por isso, nos marcos da Liga Internacional dos Trabalhadores, na qualidade de seção simpatizante.”

De início é preciso assinalar que, num partido operário marxista revolucionário, não é impossível aos revolucionários pertencer a uma mesma organização, porque num partido leninista e trotskista são garantidas tendências e frações, ao contrário da concepção stalinista dos morenistas.

Em seguida, a fração que deixou o PSTU diz:

“(...) nos colocamos a serviço da IV Internacional. Abraçamos a herança do trotskismo latino-americano que teve em Nahuel Moreno seu principal dirigente e organizador.”

A TML defende que a IV Internacional realmente foi destruída, após um breve período de luta contra o pablismo. Agora a tarefa dos revolucionários é construir uma nova Internacional operária, marxista e revolucionária. Por outro lado, Nahuel Moreno, como os demais dirigentes que se reivindicaram o Programa de Transição de Leon Trotsky, desenvolveram uma política pablista, de capitulação ao stalinismo e de defesa de frente populares, frente populista, sem travar uma luta contra o nacionalismo burguês. Moreno, na Argentina, colocou sua organização "Sob as diretivas do General Perón e o Comando Superior Peronista", defendendo uma política de frente popular e menchevique, de revolução de fevereiro, de revolução democrática burguesa, etapista, abrindo mão da defesa da Teoria da Revolução Permanente, a qual demonstrou que somente o proletariado, apoiado pelo conjunto dos trabalhadores, pelos camponeses pobres, instaurando um governo operário e camponês, poderá realizar as tarefas democráticas de expulsão do imperial
ismo, de independência nacional, e de realizar a reforma e revolução agrárias, combinada com a revolução socialista de expropriação das fábricas, empresas, bancos, campo, latifúndio, empresas agrícolas, monopólio do comércio exterior, economia planificada, rumo ao socialismo.

A Fração que rachou com o PSTU defende Frente de Esquerda Socialista, que, com certeza, deve ser uma frente eleitoral e social-democrata, como a Frente de Esquerda argentina, do Partido Obrero (PO) e do Partido de los Trabajadores Socialistas (PTS), para levar a “esquerda” ao Congresso (“Llevemos a la izquierda al Congresso”, conforme Prensa Obrera, nas últimas eleições). Jorge Altamira há anos luta para se apossar da herança de Moreno.

Assim, tendo em vista constatação da falência do Partido dos Trabalhadores (PT), em razão da sua política de colaboração de classes, frente populista, de aliança com partidos burgueses, assim como a tentativa do Partido Liberdade o Socialismo (PSOL) fadada ao fracasso de reeditar um novo PT “sem os vícios e sem os erros”, é necessário que a fração que rompeu com o PSTU faça uma autocrítica radical, que vá à raiz dos problemas, que detecte os interesses das classes inimigas do proletariado que estiveram por trás de suas posições, que fizeram que adotassem as bandeiras da burguesia e do imperialismo, dos inimigos de nossa classe.”

A TML distribuiu no Ato o seu Boletim Luta de Classes n. 2, de julho, sendo que em agosto lançará o seu Jornal Luta de Classes, que receberá o n. 3, sendo que estamos discutindo ainda a sua periodicidade, ou seja, se será bimensal ou trimestral.

Erwin Wolf
Tendência Marxista Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

domingo, 17 de julho de 2016

Abaixo o “Acordão Nacional”: PT e PCdoB rompam com os golpistas

A eleição do novo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do DEM, marcou o apoio e capitulação total do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) aos golpistas.

Talvez o objetivo do PT e do PCdoB seja evitar prisões ou meramente eleitoreiro. Mas isso é mera ilusão, os golpistas na medida em que se sentirem senhores da situação não pouparão ninguém. Haverá, sim, o efeito Orloff: seremos Zé Dirceu amanhã! 

E quanto às eleições elas, no Brasil, sempre foram profundamente antidemocráticas, privilegiando os grandes partidos da burguesia, com urnas eletrônicas sem comprovação do voto físico, que permite manipulação, como a eleição do “Senador” Aloísio Nunes, que não aparecia com as mínimas condições de vitória na véspera, mas foi eleito no dia seguinte, colocando sob suspeita o Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo (inclusive, apenas 6 países adotaram as urnas eletrônicas  brasileiras, por não permitir a comprovação dos votos, ou seja, a recontagem). 

Agora, com a ditadura Temer/Cunha (o último continua comandando o golpe e atuando livremente, apenas foi dispensado de comparecer à Câmara dos Deputados e segue firme e forte), a “propaganda eleitoral” será de apenas 45 dias. Antes, o candidato somente tinha tempo de dizer o seu nome, agora não vai dar tempo nem para abrir a boca!

Como observou André Singer, em sua coluna da Folha de S. Paulo de 16/7:

“É sintomático que o velho Partido da Frente Liberal (PFL), atual DEM, tenha voltado ao centro do jogo. Herdeiro da antiga Arena de 1965, e, por sua via, da UDN e do PSD DE 1945(...).”

O DEM é o herdeiro em linha direta da União Democrática Nacional (UDN), de Carlos Lacerda, do Partido Social Democrático (PSD) e do próprio Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) (o MDB  e a Arena foram os partidos da ditadura militar),  que ao longo da história sempre defenderam os interesses norte-americanos contra as riquezas brasileiras, como as do petróleo, das empresas e bancos estatais, do minério de ferro, da Amazônia, das florestas, das águas, etc., defendendo um programa entreguista, que coloca em risco até a soberania nacional, tanto que muitos dos seus membros são acusados de serem informantes dos Estados Unidos, do Departamento de Estado, da CIA. e FBI, o que capitula crime de lesa-pátria, de alta traição, inclusive o próprio golpista Michel Temer (inclusive isso não deve ser esquecido e deve ser levado a um Tribunal Popular Revolucionário, na primeira oportunidade!).

Golpistas querem impor a escravidão e a recolonização do Brasil

Hoje, os golpistas de 2016, após a consumação do golpe/“impeachment” em agosto, farão uma enorme ofensiva contra os trabalhadores e o conjunto da população oprimida para impor uma verdadeira recolonização e escravidão, as chamadas “medidas impopulares” de Temer: fim da Consolidação da Leis do Trabalho (CLT), jornada de 80 horas, aposentadoria aos 75 anos, fim do seguro-desemprego, fim da estabilidade do funcionário público, fim dos Sistema Único de Saúde, fim dos programas sociais, como Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, Fies, Pronatec, entrega da Petrobrás à Shell e a Chevron, extinção do BNDES, privatização do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, etc. 

André, muito educado, é até bastante elegante com as direções do PT e o PCdoB ao dizer que: 

“De uma lado, estariam os que rejeitam o golpe parlamentar, de outro, os que insistem em consumá-lo. Dividida, a oposição a Temer permitiu que a luta decisiva ocorresse entre duas alas golpistas. Ao apoiar uma delas, confunde a mobilização das ruas contra a deposição injusta da presidente legal.”

Na verdade, as direções do PT e do PCdoB traíram a luta do povo contra o golpe. Os revolucionários marxistas têm o dever de dizer isso com todas as letras, por mais amarga que seja essa verdade. E não é de hoje. Os marxistas desde 2013 vêm advertiram sobre o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano e essas direções não se empenharam como deviam em mobilizar os operários e o conjunto dos trabalhadores e camponeses para esmagar o golpe.

Como pequeno-burguês que é, André Singer manifesta todo o seu desalento e prostração:

“O novo presidente da Câmara, cujo perfil sociológico tucano tem a cara dos tempos vigentes, está agora livre para consumar a liberalização. A sua escolha amalgama o bloco sócio-político que deverá dirigir o país nos próximos anos. As chances de reverter o impedimento no Senado emaeceram, junto com a presença institucional da esquerda.”

Golpe se derrota com a greve geral e o povo nas ruas

Todavia, uma coisa está certa na conclusão de André Singer: não há nenhuma perspectiva de reversão do “impeachment” no Senado. É jogo de cartas marcadas!

Não há possibilidade de reverter o golpe no Senado Federal. Trata-se de um covil de bandidos. Sem chance!

Não acreditem numa história que está circulando que Lula teria 6 votos...Isso é conversa!

A Tendência Marxista-Leninista sempre advertiu sobre as ilusões legalistas, parlamentaristas e constitucionalistas, dizendo que apenas a greve geral e a mobilização das ruas podem esmagar o golpe. 

O exemplo a ser seguido é o das massas turcas que saíram às ruas e esmagaram os golpistas no dia 15 de julho, independentemente do fato de que o presidente turco Erdogan seja o capeta e os militares o coisa ruim. No Brasil, tivemos algumas experiências, como a de 1954, o golpe contra Getúlio, quando o povo esmagou aos golpistas, fazendo Carlos Lacerda, o ídolo histórico dos golpistas brasileiros, fugir e se esconder. E o própria mobilização das diretas que acabou com a ditadura militar, em 1985.

Assim, devemos exigir que o PT e o PCdoB rompam com os golpistas e mobilizem o conjunto dos operários, trabalhadores, camponeses e estudantes para derrotar o golpe, no dia 31 de julho próximo.

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

sábado, 16 de julho de 2016

Polícia Federal golpista sequestra e deporta professor franco-argelino

O professor, pesquisador e cientista franco-argelino, Adlène Hicheur, foi sequestrado e deportado para a França pela Polícia Federal, na noite de ontem, sexta-feira, dia 15/7, através do Aeroporto Internacional Tom Jobim, do Rio de Janeiro, de forma nazista, pior do que fizeram com Olga Benário na época da Ditadura do Estado Novo, sem ao menos o caso ter sido submetido ao Supremo Tribunal Federal, embora este também seja golpista.

O Brasil hoje vive uma ditadura: a ditadura Temer/Cunha, com os órgãos de repressão cada vez mais agindo impunemente, sem controle, com “autonomia”.  É um Estado sem lei. A Constituição foi rasgada pelo próprio Supremo (“Teoria Nazi-fascista do Domínio do Fato” e  fim da presunção de inocência).

O professor havia cumprido pena em 2009, sob acusação de “terrorismo” na França. Estava no Brasil lecionando e pesquisando na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Passou a ser perseguido pelos golpistas da Agência de Inteligência Brasileira (ABIN), antigo Serviço Nacional de Inteligência (SNI) da época da outra ditadura, a militar de 1964(muitos desses agentes, ou pelo menos uma parte, em razão do tempo decorrido, deveriam estar na cadeia por seus crimes contra a humanidade na ditadura militar). Assim, em razão da pressão da ABIN, a UFRJ retirou as aulas do professor Adlène, o qual ficou apenas pesquisando no Brasil. Neste momento, a direção da UFRJ estava estudando prorrogar o contrato do professor Adlène que estava se encerrando. Tal acontecimento deixou perplexa e estarrecida a comunidade acadêmica do Rio de Janeiro.

Assim, agora ocorreu essa operação nazi-fascista da Polícia Federal, que atinge a própria soberania nacional, porque isso demonstra total submissão a um Estado estrangeiro, no caso a França. Isso é alta traição da pátria. Todos envolvidos devem ser investigados e punidos severamente.

Logicamente, que essa alta traição à pátria deverá ser julgada por um tribunal popular revolucionário, em razão do Supremo Tribunal Federal golpista ter sido omisso e conivente, o qual também deverá se sentar no banco dos réus. 

Sabemos que quem são os terroristas são as autoridades francesas, é o monstro imperialista francês, que perpetrou os maiores crimes contra a humanidade, sobretudo na África e no Oriente Médio. Hoje esse monstro é dirigido pelos facínoras François Hollande e Manuel Valls, respectivamente, presidente e primeiro-ministro da França.

Assim, a Tendência Marxista-Leninista denuncia mais esse atentado à soberania nacional, conclamando à total rebelião contra todos os golpistas, a qual deve ser deflagrada no próximo dia 31 de julho, rumo à greve geral, com comandos de greve eleitos nas fábricas, nas empresas, nos bancos, no campo, nas empresas agrícolas, nas escolas e nas universidades, multiplicando-se também as milícias operárias e populares, para esmagar aos golpistas.

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

Golpistas reajustam diárias da Força Nacional em 150%

As Forças Nacionais no Rio de Janeiro amotinadas no Rio de Janeiro, ameaçando abandonar a “segurança” nas Olimpíadas, reclamando dos alojamentos e da comida, conseguiram obter reajuste nas diárias de 150%, cedido pelo governo golpista Temer/Cunha.

Assim, de R$ 220,00 a diária passou para R$ 550,00, o que permitirá aos policiais militares da Força Nacional ganharem aproximadamente R$ 16.000,00 reais para atacar o povo pobre e negro do Rio de Janeiro, durante os 30 dias das Olimpíadas.

Essa Força Nacional é composta por policiais militares e bombeiros de 26 estados da federação brasileira, constituindo-se numa espécie de “Legião Estrangeira francesa”, um verdadeiro esquadrão da morte.

O Partido dos Trabalhadores (PT) não votou a Constituição Federal de 1988 porque entendia que o aparata repressivo da ditadura militar havia sido mantido intacto. Infelizmente, o PT foi se aburguesando e criou essa força de repressão, que juntamente com a proliferação das “empresas de segurança” e das “guardas civis” aumentaram ainda mais o aparato repressivo contra os trabalhadores e o movimento popular, principalmente o povo jovem, pobre e negro das periferias das cidades.

O ministro golpista da defesa, Raul Jungmann, anunciou recentemente uma verdadeira operação de guerra no Rio de Janeiro contra a população pobre da cidade, a pretexto de preparar a segurança das Olimpíadas.  

Foram mobilizados o Exército, as Forças Nacionais e a Polícia Militar.

Os morros, onde se concentra a grande maioria população pobre e negra, ficarão a cargo da Polícia Militar, acostumada e especializada na repressão diária da população pobre e negra no Rio de Janeiro, sendo que a Força Nacional dará retaguarda à PM.

Já o Exército, por ser composto em sua base por soldados, filhos de trabalhadores e camponeses, é sempre problemática a sua utilização, pois não está acostumado a matar pobre e negros diariamente. Somente serão utilizados em casos extremos.

No Rio de Janeiro, como em São Paulo, são mortas pela PM mais de 500 pessoas anualmente, em cada uma das cidades. Um média de 2 pessoas por dia.

As Olimpíadas são também um pretexto para o avanço da especulação imobiliária, pois o setor patrocina a repressão à população pobre na ânsia para conseguir retomar os espaços ocupados pelos pobres, motivo pelo qual é criado esse estado de terror na cidade, inclusive com a atuação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) que não têm nada de pacificadoras, mas sim de aterrorizadoras.

Então, nessa situação de militarização do Rio de Janeiro, é fundamental a luta por liberdades democráticas, liberdade de manifestação e organização e contra a repressão da população jovem, pobre e negra da cidade, motivo pelo qual os operários e o conjunto de trabalhadores devem organizar comitês de autodefesa, a partir dos sindicatos e das centrais sindicais.

Qualquer benefício que for dado à Força Nacional dará mais e melhores condições para que ela ataque ainda mais ferozmente ao povo pobre.

Essa luta deve ter a perspectiva de se desdobrar na formação de comitês de autodefesa, a partir dos sindicatos, e na luta pela greve geral, por meio da eleição de comandos de greve, contra o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, pela derrubada revolucionária da ditadura Temer/Cunha. 

- Pelas liberdades democráticas!

- Pela liberdade de manifestação e organização!

- Abaixo à repressão!

- Dissolução da Polícia Militar!

- Formação de comitês de autodefesa a partir dos sindicatos!

- Fora Temer/Cunha!

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Nenhum apoio ao motim da Força Nacional no Rio de Janeiro

As Forças Nacionais no Rio de Janeiro estão amotinadas no Rio de Janeiro, ameaçando abandonar a “segurança” nas Olimpíadas, reclamando dos alojamentos e da comida.

Essa Força Nacional é composta por policiais militares e bombeiros de 26 estados da federação brasileira, constituindo-se numa espécie de “Legião Estrangeira francesa”, um verdadeiro esquadrão da morte.

O Partido dos Trabalhadores (PT) não votou a Constituição Federal de 1988 porque entendia que o aparata repressivo da ditadura militar havia sido mantido intacto. Infelizmente, o PT foi se aburguesando e criou essa força de repressão, que juntamente com a proliferação das “empresas de segurança” e das “guardas civis” aumentaram ainda mais o aparato repressivo contra os trabalhadores e o movimento popular, principalmente o povo jovem, pobre e negro das periferias das cidades.

O ministro golpista da defesa, Raul Jungmann, anunciou recentemente uma verdadeira operação de guerra no Rio de Janeiro contra a população pobre da cidade, a pretexto de preparar a segurança das Olimpíadas.  

Foram mobilizados o Exército, as Forças Nacionais e a Polícia Militar.

Os morros, onde se concentra a grande maioria população pobre e negra, ficarão a cargo da Polícia Militar, acostumada e especializada na repressão diária da população pobre e negra no Rio de Janeiro, sendo que a Força Nacional dará retaguarda à PM.

Já o Exército, por ser composto em sua base por soldados, filhos de trabalhadores e camponeses, é sempre problemática a sua utilização, pois não está acostumado a matar pobre e negros diariamente. Somente serão utilizados em casos extremos.

No Rio de Janeiro, como em São Paulo, são mortas pela PM mais de 500 pessoas anualmente, em cada uma das cidades. Um média de 2 pessoas por dia.

As Olimpíadas são também um pretexto para o avanço da especulação imobiliária, pois o setor patrocina a repressão à população pobre na ânsia para conseguir retomar os espaços ocupados pelos pobres, motivo pelo qual é criado esse estado de terror na cidade, inclusive com a atuação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) que não têm nada de pacificadoras, mas sim de aterrorizadoras.

Então, nessa situação de militarização do Rio de Janeiro, é fundamental a luta por liberdades democráticas, liberdade de manifestação e organização e contra a repressão da população jovem, pobre e negra da cidade, motivo pelo qual os operários e o conjunto de trabalhadores devem organizar comitês de autodefesa, a partir dos sindicatos e das centrais sindicais.

Além disso, é importante que não seja dado nenhum apoio à Força Nacional nesse motim, para que ela não adquira e não tenha condições de atacar à população jovem, pobre e negra do Rio de Janeiro. Qualquer benefício que for dado à Força Nacional dará mais e melhores condições para que ela ataque ainda mais ferozmente ao povo pobre.

Essa luta deve ter a perspectiva de se desdobrar na formação de comitês de autodefesa, a partir dos sindicatos, e na luta pela greve geral, por meio da eleição de comandos de greve, contra o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, pela derrubada revolucionária da ditadura Temer/Cunha. 

- Pelas liberdades democráticas!

- Pela liberdade de manifestação e organização!

- Abaixo à repressão!

- Dissolução da Polícia Militar!

- Abaixo o motim da Força Nacional! 

- Formação de comitês de autodefesa a partir dos sindicatos!

- Não ao golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano!

- Fora Temer/Cunha!

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário


terça-feira, 12 de julho de 2016

Golpistas massacram povo indígena no Mato Grosso do Sul

Fazendeiros atacaram 3 indígenas que ficaram feridos, na região deTekoha Guapoy, Amambaipeguá, Caarapó, Terra Indígena de Dourados, na quinta-feira, dia 11 de julho.

Os jagunços, em 4 caminhonetes e um trator, atacaram os indígenas.

A região está sendo atacada desde 14 de junho, quando o agente de saúde, Clodiode Aquileu Rodrigues de Souza, de 26 anos, foi assassinado e seis indígenas ficaram feridos na ocasião. 

Em razão desse acontecimento de 14 de junho, o ministro da justiça golpista, supostamente para defender os índios, enviou a Força Nacional para a região.

Todavia, isso não passou de um pretexto, de uma desculpa esfarrapada para darem cobertura aos fazendeiros e seus jagunços, para aprofundarem os ataques aos índios.

Os fazendeiros são liderados pelo Senador golpista Ronaldo Caiado, da União Democrática Ruralista, a UDR.   

Estima-se que, quando o Brasil foi descoberto, no ano de 1500, havia de 4 a 5 milhões de índios. Hoje, não passam de 460 mil, em 656 áreas, a maioria ticuna e guarani, 180 línguas, a maioria no Estado do Amazonas (17%). Os índios são 0,25% da população brasileira e ocupam 107 milhões de hectares, 12% do território nacional.

Constata-se, pois, que os índios praticamente foram dizimados.

A Tendência Marxista-Leninista denuncia esse prosseguimento do extermínio dos povos indígenas e defende o direito à autodeterminação dos povos indígenas no Brasil, para que estes, tendo em vista a opressão do Estado brasileiro, possam optar pela separação da federação.

- Abaixo a repressão aos povos indígenas no Brasil!

- Fim do extermínio de índios!

- Pela autodeterminação dos povos indígenas no Brasil!

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Olimpíadas: pretexto para operação de guerra contra o povo pobre do Rio

O ministro golpista da defesa, Raul Jungmann, anunciou recentemente uma verdadeira operação de guerra no Rio de Janeiro contra a população pobre da cidade, a pretexto de preparar a segurança das Olimpíadas.

Essa operação de guerra "coincide" com a tentativa de consumação do golpe, com a votação no Senado Federal.   

Foram mobilizados o Exército, as Forças Nacionais e a Polícia Militar.

Os morros, onde se concentra a grande maioria população pobre e negra, ficarão a cargo da Polícia Militar, acostumada e especializada na repressão diária da população pobre e negra no Rio de Janeiro, sendo que a Força Nacional dará retaguarda à PM.

Já o Exército, por ser composto em sua base por soldados, filhos de trabalhadores e camponeses, é sempre problemática a sua utilização, pois não está acostumado a matar pobre e negros diariamente. Somente serão utilizados em casos extremos.

No Rio de Janeiro, como em São Paulo, são mortas pela PM mais de 500 pessoas anualmente, em cada uma das cidades. Um média de 2 pessoas por dia.

As Olimpíadas são também um pretexto para o avanço da especulação imobiliária, pois o setor patrocina a repressão à população pobre na ânsia para conseguir retomar os espaços ocupados pelos pobres, motivo pelo qual é criado esse estado de terror na cidade, inclusive com a atuação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) que não têm nada de pacificadoras, mas de aterrorizadoras.

Então, nessa situação de militarização do Rio de Janeiro, é fundamental a luta por liberdades democráticas, liberdade de manifestação e organização e contra a repressão da população jovem, pobre e negra da cidade, motivo pelo qual os operários e o conjunto de trabalhadores devem organizar comitês de autodefesa, a partir dos sindicatos e das centrais sindicais.

Essa luta deve ter a perspectiva de se desdobrar na luta pela greve geral contra o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, pela derrubada revolucionária da ditadura Temer/Cunha. 

- Pelas liberdades democráticas!

- Pela liberdade de manifestação e organização!

- Abaixo à repressão!

- Fora Temer/Cunha!

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

domingo, 10 de julho de 2016

Revolta nos Estados Unidos contra os assassinatos de negros

Estourou uma revolta nos Estados Unidos motivada pelo assassinato dos negros, Philando Castile, 32, em Minnesota, e Alton Sterling, 37, em Louisiana.

Essas mortes se somam as de Freddie Gray, em Baltimore, e de Michael Brown, em Ferguson.

A Revolta está ocorrendo em diversas cidades dos Estados Unidos, sendo que em Dallas, Micah Xavier Johnson, um soldado do exército, um veterano de guerra, um ex-militar, em represália matou 5 cinco policiais brancos, na quinta-feira, dia 7 de julho, em um protesto.

Sobre a questão da polícia e do exército, apresentamos um ensinamento  de Trotsky:

“Durante todo o dia as massas populares circulavam de bairro em bairro violentamente perseguidas pela polícia, contidas e rechaçada pelas forças da cavalaria e por alguns destacamentos da infantaria. Gritavam: 'Abaixo a polícia!', e ouvia-se frequentemente um hurra aos cossacos. Era um detalhe significativo. A multidão demonstrava um ódio furioso contra a polícia. A polícia montada era recebida com vaias, pedras, pedaços de ferro. Muito distinta era a atitude dos operários com relação aos soldados... A polícia é um inimigo cruel, inconciliável, odiado. Não há nem que se pensar em ganhá-los para a causa...” (León Trotsky, Historia da Revolução Russa, Capitulo VII, Cinco dias - 23 a 27 de fevereiro de 1917, 1930).

Além disso, é preciso desde já deixar ressaltado e bem claro que, como marxistas, somos contra o terrorismo individual, como ensinou Leon Trotsky, em seu texto “Por que os marxistas se opõem ao terrorismo individual”, de novembro de 1911:

“Para nós o terror individual é inadmissível precisamente porque apequena o papel das massas em sua própria consciência, as faz aceitar sua impotência e volta seus olhos e esperanças para o grande vingador e libertador que algum dia virá cumprir sua missão.

(...)

Porém a fumaça da explosão se dissipa, o pânico desaparece, um sucessor ocupa o lugar do ministro assassinado, a vida volta à sua velha rotina, a roda da exploração capitalista gira como antes: só a repressão policial se torna mais selvagem e aberta. O resultado é que o lugar das esperanças renovadas e da excitação artificialmente provocada vem a ser ocupado pela desilusão e a apatia.”

Colocada essas premissas fundamentais, vamos desenvolver nossa análise.

A polícia americana é semelhante as SS nazistas.

Terrel Carter, um escritor negro e líder comunitário, que trabalhou na polícia, foi entrevistado por Marcelo Ninio, da Folha de S. Paulo, em Washington, em 9/7,  e esclareceu que:

“A violência policial contra pessoas de cor sempre aconteceu, mas ganhou maior visibilidade com as redes sociais e os celulares, algo que o mundo está vendo mais.”

(...)

Incomodado com a cultura racista e o código de silêncio que encontrou na polícia, Carter só ficou cinco anos de farda. O chamado “perfil racial” (ação baseada em critérios raciais) não é algo explícito, diz ele, mas amplamente praticado pela polícia.

“Ninguém diz isso abertamente, mas os focos da ação policial são sempre os bairros de maioria negra”, afirma. “O que me foi ensinado quando eu estava na polícia é que, se você quiser fazer uma prisão para melhorar as estatísticas e ser promovido, nesses bairros é sempre mais fácil.”

Os EEUU é um país racista. Como disse Malcolm X, não existe capitalismo sem racismo. É necessário acabar com o capitalismo, com o imperialismo americano, para que consigamos por fim ao racismo. Não conseguimos mais respirar! Enquanto não fizermos isso, mais jovens negros morrerão como em Ferguson, como em Baltimore e nas diversas cidades americanas.

Os trabalhadores americanos negros e brancos precisam, nesta conjuntura, com os ataques nazi-fascistas da polícia americana, como em Ferguson e Baltimore, discutir e organizar grupos de autodefesa. O Socialist Workers Party (Partido Socialista dos Trabalhadores) dos Estados Unidos, no final dos anos 1930, numa conjuntura semelhante a que vivemos hoje, discutiu com Trotsky a formação de grupos de autodefesa. Trotsky ensinou que:

“As palavras de ordem do Partido devem ser lançadas lá onde possuímos simpatizantes e operários que nos defenderão. Mas um partido não pode criar uma organização de defesa independente. A tarefa consiste em criar esses organismos nos sindicatos. Devemos possuir grupos de camaradas bem disciplinados, com dirigentes prudentes...”

Os operários e trabalhadores americanos brancos e negros devem, a partir de suas entidades sindicais e populares, organizar grupos de autodefesa, espalhando-os pelas cidades americanas, visando à dissolução da polícia SS racista e nazista americana.

A classe trabalhadora americana precisa organizar o seu partido operário marxista revolucionário e a Internacional operária e revolucionária para lutar pela Revolução Socialista Americana e Mundial, as quais colocarão na ordem do dia a dissolução da polícia SS nazista das cidades americanas, e sepultará para sempre o capitalismo e o racismo, como nos ensinou Malcolm X, não só nos Estados Unidos, o que também impulsionará a derrubada do capitalismo em nível mundial. 

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

sábado, 9 de julho de 2016

Apoio ao golpe racha o PSTU morenista no Brasil

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), do Brasil, rachou em razão de ter apoiado o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano.

Centenas de militantes, dentre eles destacam-se o professor Valério Arcary, membro histórico da direção do PTSU e a vereadora Amanda Gurgel, assinaram o MANIFESTO PELA CONSTRUÇÃO DE UMA NOVA ORGANIZAÇÃO SOCIALISTA E ROVOLUCIONÁRIA NO BRASIL, onde explicitaram os motivos da ruptura, a qual a nós da Tendência Marxista-Leninista criticaremos abaixo, apontando os pontos positivos e negativos do racha, bem como suas limitações.

A Tendência Marxista-Leninista sempre criticou a política sectária e oscilante entre o ultraesquerdismo e o oportunismo do PSTU. Ou seja, sempre criticamos a política do “Fora Todos”, que na verdade era o “Fora Dilma”, fazendo com que o PSTU fizesse, na prática, frente única com a burguesia entreguista e o imperialismo norte-americano.

Além disso, a TML sempre criticou os desdobramentos dessa política, como a política divisionista no movimento operário, com a criação da CSP-Conlutas, a velha ideia de “sindicatos vermelhos”, “sindicatos paralelos”, política ultraesquerdista, do “terceiro período”, da III Internacional stalinizada. Tal política fez com que o PSTU se distanciasse do movimento operário e de massas, pois implicava concretamente na recusa de intervir revolucionariamente na principal central operária brasileira, a Central Única dos Trabalhadores, quando o certo é intervir em todas as organizações sindicais, independentemente de suas direções burocráticas, pelegas e traidoras, desenvolvendo uma política no sentido da organização independe do proletariado, transformando de “classe em si”, para “classe para si”, com consciência de classe revolucionária, pressuposto indispensável para a construção do partido operário marxista revolucionário.

Ainda, a TML sempre criticou a política oportunista de acordos traidores dos sindicatos controlados pelo PSTU, como o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Metroviários de São Paulo. Em São José dos Campos, são conhecidos os acordos coletivos traidores com a General Motors e a Embraer, só para exemplificar. Aqui, em São Paulo, são conhecidos as sabotagens e traições às lutas e greves do metroviários. O omissão e apoio na prática ao governo do Estado de São Paulo, quando este exigiu dos metroviários que fizessem horas extras para dar suporte às manifestações coxinhas da burguesia e da direita para derrubar Dilma Rousseff, do PT.

A TML sempre advertiu que a pauta da burguesia de corrupção é antiga, sendo sempre utilizada para golpe, como o contra Getúlio Vargas, em 1954, contra João Goulart, em 1964, que instalou a ditadura militar. Essa política vem desde a época da União Democrática Nacional (UDN), de Carlos Lacerda, sendo patrocinada pelos Estados Unidos, pelo Departamento do Estado, o FBI e a CIA. A corrupção é inerente ao sistema capitalista. Parafraseando, Malcom X, que disse que não existe capitalismo sem racismo, podemos dizer que não existe capitalismo sem corrupção. O capitalismo é o último regime da exploração do homem pelo homem 

A TML sempre criticou os grupos e organizações satélites do PSTU, como o Movimento Negação pela Negação (MNN), o Movimento Revolucionário dos Trabalhadores – Liga Estratégica Revolucionária (MRT/LER-QI), e a Liga Bolchevique Internacionalista (LBI). O MNN chegou a pedir a prisão de Lula, numa posição claramente nazi-fascista. O MRT chegou a ir em manifestação da direita, sem vestir camisas vermelhas. Foi “disfarçado”. Somente às vésperas do golpe, passou a lutar contra o mesmo, como a LBI.

Então, distanciamento do PSTU e de seus satélites, do movimento operário e de massas (tanto isso é verdade que não mobilizavam nem 1.000 pessoas nas suas manifestações, na maioria das vezes apenas em torno de uma centena de pessoas) fez com que eles morressem abraçados com a burguesia e o imperialismo norte-americano, sendo o racha no PSTU o reflexo dessa política. A política centrista pequeno-burguesa leva sempre ao distanciamento do movimento operário e de massas e à fragmentação e dispersão.

A autocrítica do setor que rompeu com o PSTU é limitadíssima. Primeiro porque começa demonstrando o caráter oportunista da ruptura: 

“Reconhecemos o PSTU como uma organização revolucionária. Não pensamos que é menos revolucionário agora do que antes. Mas às vezes é impossível aos revolucionários pertencer a uma mesma organização. Apostamos na possibilidade de uma separação amigável, e portanto exemplar, muito diferente de rupturas explosivas e destrutivas que o passado tanto viu. Mantemo-nos, por isso, nos marcos da Liga Internacional dos Trabalhadores, na qualidade de seção simpatizante.”

De início é preciso assinalar que, num partido operário marxista revolucionário, não é impossível aos revolucionários pertencer a uma mesma organização, porque num partido leninista e trotskista são garantidas tendências e frações, ao contrário da concepção stalinista dos morenistas.
Em seguida, a fração que deixou o PSTU diz:

“(...) nos colocamos a serviço da IV Internacional. Abraçamos a herança do trotskismo latino-americano que teve em Nahuel Moreno seu principal dirigente e organizador.”

A TML defende que a IV Internacional realmente foi destruída, após um breve período de luta contra o pablismo. Agora a tarefa dos revolucionários é construir uma nova Internacional operária, marxista e revolucionária. Por outro lado, Nahuel Moreno, como os demais dirigentes que se reivindicaram o Programa de Transição de Leon Trotsky, desenvolveram uma política pablista, de capitulação ao stalinismo e de defesa de frente populares, frente populista, sem travar uma luta contra o nacionalismo burguês. Moreno, na Argentina, colocou sua organização "Sob as diretivas do General Perón e o Comando Superior Peronista", defendendo uma política de frente popular e menchevique, de revolução de fevereiro, de revolução democrática burguesa, etapista, abrindo mão da defesa da Teoria da Revolução Permanente, a qual demonstrou que somente o proletariado, apoiado pelo conjunto dos trabalhadores, pelos camponeses pobres, instaurando um governo operário e camponês, poderá realizar as tarefas democráticas de expulsão do imperialismo, de independência nacional, e de realizar a reforma e revolução agrárias, combinada com a revolução socialista de expropriação das fábricas, empresas, bancos, campo, latifúndio, empresas agrícolas, monopólio do comércio exterior, economia planificada, rumo ao socialismo.

A Fração que rachou com o PSTU defende a Frente de Esquerda Socialista, que, com certeza, deve ser uma frente eleitoral e social-democrata, como a Frente de Esquerda argentina, do Partido Obrero  (PO) e do Partido de los Trabajadores Socialistas (PTS), para levar a “esquerda” ao Congresso (“Llevemos a la izquierda al Congresso”). Jorge Altamira há anos luta para se apossar da herança de Moreno.

Assim, tendo em vista a constatação da falência do Partido dos Trabalhadores (PT), em razão da sua política de colaboração de classes, frente populista, de aliança com partidos burgueses, assim como a tentativa do Partido Liberdade e Socialismo (PSOL) fadada ao fracasso de reeditar um novo PT “sem os vícios e sem os erros”, é necessário que a fração que rompeu com o PSTU faça uma autocrítica radical, que vá à raiz dos problemas, que detecte os interesses das classes inimigas do proletariado que estiveram por trás de suas posições, que fizeram que adotassem as bandeiras da burguesia e do imperialismo, dos inimigos de nossa classe.

Erwin Wolf

Tendência Marxista Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Apenas a greve geral e o povo nas ruas poderão derrotar o golpe

Os golpistas estão segurando o ataque brutal aos trabalhadores e ao conjunto da nação oprimida para desferi-lo com toda a intensidade após a votação do “impeachment”/golpe no Senado Federal.

Inclusive, o golpista Temer já afirmou isso aos banqueiros e empresários, dizendo que em algum momento adotará “medidas impopulares”.

Enquanto isso, as “instituições” golpistas trabalham a todo vapor. A Justiça fascista utiliza-se da Polícia Federal, a polícia política do golpe, para empreender uma verdadeira caçada ditatorial, fascista e macarthista ao Partido dos Trabalhadores (PT), prendendo seus dirigentes e militantes, invadindo a sede nacional do partido, para logo em seguida “coincidentemente” enviar vândalos para depredá-la, ou seja, elementos para-militares, com certeza, além multar e saquear as contas bancárias do partido. 

A farsa da “Operação Lava-Jato” segue perseguindo o PT e os empresários que apoiaram aos governos Lula e Dilma, sem observância do devido processo legal, com “delações premiadas” e “confissões” obtidas claramente sob tortura a pretexto de “prisão temporária” e “prisão preventiva”, que transformaram Curitiba, na Nova Guantánamo. Além disso, segue perseguindo setores nacionalistas, inclusive das próprias Forças Armadas, como o Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, engenheiro naval, mecânico e nuclear, ex-presidente da Eletronuclear, que estava em prisão domiciliar, e agora voltou a ser preso, em razão deste senhor liderar o programa nuclear brasileiro. Tudo isso sob desculpa de corrupção, que historicamente vem desde a corrupta União Democrática Nacional (UDN), de Carlos Lacerda, passando agora pelo não menos corrupto Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), sob influência do imperialismo norte-americano, do Departamento de Estado e da CIA. Como se a corrupção não fosse inerente ao capitalismo, o regime de exploração do homem pelo homem.

A lição que devemos aprender, com a votação da admissibilidade do pedido do “impeachment” da presidenta Dilma, é que não podemos ter ilusões legalistas, constitucionalistas e parlamentaristas, porque esse é um terreno controlado pela burguesia e pelo imperialismo, por meio do estado burguês. Se o movimento de massas não esmagar o golpe, a votação que ocorreu na Câmara dos Deputados irá se repetir no Senado Federal.

Assim, cumpre à Frente Brasil Popular e à Frente Povo Sem Medo, as quais congregam a quase totalidade das organizações operárias e populares do Brasil, como o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras Brasileiras (CTB), o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a União Nacional dos Estudantes (UNE), tendo em vista essa ameaça de guerra civil por parte dos golpistas, contra-atacarem, promovendo a ação direta das massas para derrotar e esmagar o golpe.   

Para tanto, a Tendência Marxista-Leninista defende a multiplicação dos comitês de autodefesa, as milícias operárias e populares, bem como a eleição de comandos de greve, nas fábricas, nas empresas, nos bancos, nas repartições públicas, no campo,  nos latifúndios, nas empresas agrícolas, nas escolas e  buscando preparar e organizar uma poderosa greve geral para derrotar e esmagar o golpe da burguesia nacional e do imperialismo norte-americano.

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

sábado, 2 de julho de 2016

França: Apenas a greve geral pode derrotar o governo

A Tendência Marxista-Leninista publica abaixo o artigo do Groupe Marxiste Internationaliste (GMI), da França, que faz parte da organização internacional Coletivo Revolução Permanente (CoReP), juntamente com o Gruppe Klassenkampf (GKK, Grupo Luta de Classes), da Aústria, e Revolução Permanente, do Peru. A TML é simpatizante do CoReP.

A tradução portuguesa é de responsabilidade exclusiva da TML, sendo que para maior segurança, tendo em vista a nossa insuficiência linguística, sugerimos seja consultado o Blog do Groupe Marxiste Internacionaliste (GMI).

Apenas a greve geral pode derrotar o governo

O governo deu mais um passo

Em 14 de junho, pelo menos 500.000 manifestantes marcharam em Paris, também nas províncias, além de manifestações em muitas cidades. Apesar desta nona chamada para um dia de ação (depois de 09 de março, 31 de março, 09 de abril, 28 de abril 12 de maio 17 de maio, 19 de maio, 26 de maio), sem mais perspectiva do que anterior, houve ainda manifestações impressionantes que se reuniram em torno da palavra de ordem retirada total da lei El Khomri (ministra do trabalho da França – Nota de Erwin Wolf).

No entanto, o governo imediatamente reafirmou que à noite ele não iria recuar uma polegada. Por que ele? Após a traição aberta da CFDT, depois de um declínio na direção da UNEF contra um prato de lentilhas, as lideranças sindicais CGT, FO, FSU e Solidaires desencadearam greves renováveis por setor ou por sítio, deixando os trabalhadores  lutarem batalhas isoladas, sem nunca abrir a perspectiva de uma greve geral para derrotar o governo.

Assim as longas greves das refinarias foram golpeadas uma após a outra. Os líderes dos sindicatos dos trabalhadores das estradas foram assegurados de que o seu acordo coletivo "não seria alterado” e imediatamente parou o movimento; um acordo de empresa foi encontrado na estrada de ferro com a participação de todos os dirigentes sindicais eleitos, incluindo aqueles que, como a CGT e SUD Rail, pretendem opor-se; nos depósitos de combustível piquetes foram impedidos pelos CRS sem que nunca a Intersindical chamasse a classe trabalhadora para vir e defendê-los.

A manifestação na capital foi imponente, mas ela nunca transbordou os limites dos dirigentes sindicais com o grito de "greve geral". Nenhuma força política significativa afirmou o socialismo e defendeu essa perspectiva. Nem o PS "rebelde" ou o PdG ou o PCF ou LO ou o NPA, ou qualquer um dos POI ou G, vão enfrentar os dirigentes sindicais para impor a chamada da greve geral para todos juntos derrotar o governo.

O governo não só não diminuiu, mas deu um passo adiante, usando a casualidade, realmente, o apedrejamento do Hospital Necker por bandidos, para seus objetivos e de seus aliados para ameaçar e proibir manifestações e agora intimar a CGT  para policiar suas fileiras. Na realidade, o governo sabe quem são os desordeiros. O que o preocupa não são os baderneiros que se beneficiam de uma incrível liberdade de ação, mas sim os estivadores que, em 14 de junho, entraram em confronto com GRS que os impediram de passar.

Em 17 de junho, Martinez da CGT reuniu-se com a ministra do trabalho El Khomri. Apesar de todas as tentativas para tentar encontrar um fórum de discussão, pela Delegação da CGT, da proposta da retirada definitiva da lei, mas a ministra El Khomri não desiste de discutir artigo por artigo, isso não impediu Martinez na saída considerar o encontro mantido como "construtivo". Mailly da FO, por sua vez, garante que ele está em contato constante com o governo, enquanto afirma que "se o diálogo social é retomado, os protestos vão parar" (France Info, 15 de Junho).

Apenas a greve geral pode derrotar o governo

Em resposta à escalada do governo depois de 14 de junho, Martinez e a Intersindical mantiveram novos dias de ação de 24 horas nos dias 23 e 28 de Junho e confiam na polícia Valls (primeiro-ministro da França Manuel Valls – Nota de Erwin Wolf) para garantir a segurança dos manifestantes.

A recusa da greve geral, as decisões das lideranças sindicais de greves de 24 horas repetidamente e dispersas greves renováveis já levaram à derrota em 2003 e 2010. No entanto, o resultado da batalha travada por milhões de trabalhadores, desempregados, estudantes e alunos do ensino médio para a retirada da Lei Holland-Valls-El Khomri ainda não está selado. A fraqueza do governo e o apoio esmagador do proletariado na luta iniciada em março têm impedido Holande e Valls de proibir as manifestações.

O fracasso do movimento sobre as pensões em 2010, os mesmos desvios hoje reduziram os movimentos dos trabalhadores por mais de 5 anos, trazendo desânimo, permitindo que o partido fascista crescesse. A burguesia sabe toda a vantagem que ela tem impondo uma nova derrota à classe operária, todos os novos contratempos que pode impor. É por isso que Valls e Hollande ameaçam proibir manifestações, porque Sarkozy reclama a perseguição penal e civilmente da CGT e a punição dos manifestantes.

Se a classe trabalhadora e a juventude impuserem sobre as direções atuais a greve geral, o governo provavelmente capitulará em campo aberto. O tempo é curto. Nos sindicatos, nas assembleias gerais, trabalhadores, trabalhadoras e jovens devem impor:

• greve geral até a retirada do projeto de lei!

• comitês de greve e eleição de coordenação local, regional e nacional para a base controlar o movimento!

• autodefesa das ocupações e das manifestações!

21 de junho de 2016