segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Terminam as eleições golpistas com grande repúdio da população

As eleições golpistas antidemocráticas, fraudulentas e sangrentas terminaram no dia de ontem, domingo, dia 30 de outubro de 2016, com grande repúdio da população, sendo que 32,5% abstiveram de votar no 2º Turno das eleições municipais, com 7,1 milhões de eleitores que não compareceram às urnas e 3,6 milhões votaram brancos e nulos. Ou seja, quase 11 milhões de eleitores brasileiros repudiaram as eleições golpistas.

Essas eleições municipais foram profundamente antidemocráticas, fraudulentas e sangrentas, com 45 atentados, 28 assassinatos no 1º Turno e, pelo menos, mais 1 assassinato no 2º Turno.

A propaganda eleitoral foi praticamente abolida, a eleição transcorreu em menos de 2 meses, os partidos não tiveram quase tempo nenhum nas rádios e nas TVs, sendo que a propaganda de rua dos candidatos foi mínima. Houve apenas debates midiáticos, controlados pela meia dúzia de famílias que detém o monopólio das comunicações.

A classe operária não esteve representada no 2º Turno das eleições de forma independente. 

O que chamou mais a atenção da esquerda pequeno-burguesa foi a candidatura do Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL) que chegou ao 2º Turno no Rio de Janeiro, com o candidato Marcelo Freixo, que apresentou-se como defensor da democracia burguesa, das UPP (Unidades de Polícia Pacificadora, a mesma acostumadas a aterrorizar e assassinar a população pobre e negra dos morros e favelas do Rio de Janeiro, como o ocorreu com o pedreiro Amarildo), conseguindo o apoio da Rede Globo, da Revista Veja, da Rede Sustentabilidade, partido de Marina Silva e Neca Setúbal (proprietária do Banco Itaú), PSB, PDT, PSTU, PT, contra o candidato do PRB, Marcelo Crivella, da reacionária Igreja Universal do Reino de Deus.

A candidatura pequeno-burguesa e frente populista do PSOL no Rio de Janeiro foi apoiada por quase toda a esquerda  pequeno-burguesa, partidos e grupos, com exceção da TML e da LBI. 

Outro ponto que também chamou a atenção foi o apoio do PCdoB ao PSDB tucano de Orlando Morando, no 2º Turno das eleições municipais em São Bernardo do Campo.

Os militantes e simpatizantes da Tendência Marxista-Leninista votaram nulo no 2º Turno das eleições.

Neste balanço inicial das eleições municipais, verifica-se o total fracasso e repúdio às eleições golpistas, colocando a necessidade do movimento operário e popular seguir a luta contra o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, na perspectiva de um governo operário e camponês, rumo ao Socialismo. 

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário


domingo, 30 de outubro de 2016

MBL e PM atacam alunos e professores no Estado fascista do Paraná

O Movimento Brasil Livre, financiado pelas petrolíferas dos irmãos Koch e dirigido por Kim Kataguiri, está atuando como gang fascista em desocupações de escolas na província fascista, governada pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) tucano do fascista Beto Richa, conhecido como Beto Hitler, a mesma do juiz também fascista, Sérgio Moro, suposto agente da CIA.

A própria mídia burguesa noticiou amplamente esses ataques:

“As vésperas de vestibular e Enem, o movimento que ocupou 850 escolas no Estado (quase metade das 2.100 unidades) em protesto contra a reforma do ensino médio proposta por Michel Temer (PMDB).

(...)

Nos últimos dias, grupos que se declaram anticorrupção passaram a apoiar pais e alunos contrários às ocupações. Eles ajudam a organizar protestos em frente aos colégios, que dizem ter sido tomados por  “uma minoria”, levam megafones e apitos e pressionam pela saída dos alunos.” (Estelita Hass Carazzi, Curitiba,  Folha de S. Paulo, 29/10). 

Os fascistas se dizem contra partidos, mas participaram das eleições municipais antidemocráticas, fraudulentas e sangrentas de 2016, que tiveram 45 atentados e 28 pessoas assassinadas:

“Eles estão sendo usados como massa de manobra numa guerra absolutamente partidária, contra os governos federal e estadual”, diz Eder Borges, líder do MBL (Movimento Brasil Livre) e candidato a vereador.” (Idem).

O MBL participou de reunião com o governo fascista do Paraná:

“Parte desses grupos participou de reunião no governo local, comandado por Beto Richa (PSDB)."

O governo fascista do Paraná está desesperado e acuado por causa da repercussão negativa do massacre dos professores em abril do ano passado:

“A gente sabe que o governo está de mãos atadas desde o dia 29 de abril, diz Resende, em referência ao confronto entre policiais e professores estaduais que deixou cerca de 200 feridos num protesto, em 2015.” (Idem).

O movimento operário e popular tem denunciado as ações fascistas do governo e da Polícia Militar do Paraná, juntamente com o MBL:

“Do outro lado, sindicatos, os estudantes universitários e grupos de oposição a Temer têm endossado as ocupações e acusam o governo estadual de “insuflar a violência”.

Eles integram uma “rede de apoio”, formada em grupos de WhatsApp, que é acionada em caso de protestos, boatos ou risco de violência.” 

Para eles, há um discurso de ódio contra as ocupações. “Teve uma mulher que chegou aqui e gritou: ‘Deixe que morram’. Olha o tipo das pessoas que querem cobrar algo da gente. Só olham para o próprio umbigo”, diz um estudante de 17 anos, que não quis se identificar.” (Idem).

Apesar de toda a repressão da província fascista do Paraná, a luta dos alunos e professores segue firme e forte:

“Os alunos pretendem continuar nas escolas até que Temer desista da MP que trata da reforma do ensino médio.” (Idem).

Assim, os ataques dos bandos fascistas precisam ser enfrentados, sendo que, para tanto, é necessário a formação de milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos, porque não há como contemporizar ou tolerar os fascistas, os quais devem ser esmagados.

A enorme luta dos alunos e professores no Brasil inteiro contra o Projeto de Emenda Constitucional n. 241, a chamada PEC do fim do mundo deve ter como objetivo a derrubada do governo golpista da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, na perspectiva de um governo revolucionário operário e camponês, rumo ao Socialismo.

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Judiciário é ponta de lança do PSDB no golpe dentro do golpe

O Poder Judiciário brasileiro tornou-se ponta de lança do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) tucano, provocando uma crise entre os podres poderes da nação, atacando o legislativo, por meio de um assalto e atentado ao Senado Federal, com a Polícia  Federal, a polícia política do golpe, cumprindo 4 mandados de prisão da Justiça Federal de policiais legislativos do Senado Federal, sob acusação de obstruir investigações da “Operação Lava-Jato”, concebida pelo CIA para atacar e proscrever ao Partido dos Trabalhadores (PT), visando escravizar e recolonizar o Brasil. 

A escalada golpista  do PSDB entreguista e pró-imperialista, que ao que tudo indica controla totalmente o Poder Judiciário, prepara a remoção de Michel Temer do poder, ou seja, uma golpe dentro do golpe, como ocorreu em 1968 com o Ato Institucional n. 5 (AI5), que foi um golpe dentro do golpe de 1964.

O golpe dentro do golpe visa eleger de forma indireta, no Congresso Nacional fantoche, no começo de 2017, um representante do capital financeiro dos Estados Unidos, por meio do PSDB, sendo que provavelmente será Fernando Henrique Cardoso ou Aécio Neves, tendo como ministro da Fazenda, Armínio Fraga, brasileiro naturalizado norte-americano, ligado ao mega-especulador grego George Soros, que promoveu o golpe nazista na Ucrânia. Como vemos, só gente fina na parada!

Provavelmente, a ala pró-imperialismo norte-americano pretenda formar um governo PSDB/DEM, ou seja, um partido do sim e outro do sim senhor, uma monstruosidade pior do que da época da Ditadura militar de 1964, onde havia a ARENA (Aliança Renovadora Nacional) e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro - que depois virou PMDB), é como se fossem duas ARENAS (Aliança Renovadora Nacional) ou a UDN (União Democrática Nacional) de Carlos Lacerda e o PSD (Partido Social Democrata) do golpe fracassado de 1954. Essa é a reforma política que o imperialismo norte-americano quer!

Assim como o Supremo Tribunal Federal golpista “afastou” Cunha da presidência da Câmara dos Deputados (na verdade, ele continuou comandando o golpe, recebendo salários, e desobrigado de comparecer às dependências da Câmara) para o golpe/impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff do Partido dos Trabalhadores (PT), agora a Justiça Federal faz o mesmo encenando a prisão do ex-deputado apenas para prender Lula, querendo dar um caráter de “imparcialidade”.

A prisão de Cunha, ao contrário das demais prisões da Justiça e da Polícia Federal golpistas,  não teve a encenação midiática e a humilhação dos presos petistas ou dos empresários que colaboraram com os governos do PT. 

Agora, após Eduardo Cunha ter feito todo o trabalho sujo do golpe (eufemisticamente chamado de “impeachment”) impulsionado pelo burguesia entreguista e pelo imperialismo norte-americano, é “eliminado/descartado”, podendo ocorrer queima de arquivo,  caso ele ameace abrir a boca, porque todas as máfias são perigosíssimas, principalmente as golpistas.

O Poder Judiciário, o Tribunal de Contas da União, a Polícia Federal (a polícia política do golpe), essas instituições burguesas, são ocupadas por usurpadores, ou seja, por indivíduos que não foram eleitos pelo povo, não se submeteram ao sufrágio universal, ao controle do povo, isto é, ao voto, que estão a serviço da burguesia e do imperialismo de maneira permanente, como “instituição”. O Supremo Tribunal Federal, condenou companheiros sem prova, com base na nazi-fascista “Teoria” do Domínio do Fato”, acabou com o princípio da presunção de inocência e agora suprime a independência totalmente a independência dos poderes, rasgando completamente o que havia sobrado da Constituição. O STF é o mesmo que historicamente entregou Olga Benário aos nazistas. 

Essas “instituições” agem politicamente, utilizando-se de  ações midiáticas, em total desrespeito aos mínimos direitos civis e democráticos, à presunção de inocência, desrespeitando as liberdades democráticas (ou como gostam os juristas burgueses, as “liberdades públicas”),  criminalizando os movimentos sociais, prendendo os lutadores dos movimentos sociais, sem o devido processo legal, com as pessoas sendo torturadas a pretexto de “prisões cautelares” (“prisões preventivas e temporárias”), obtendo-se “confissões e delações premiadas”, sendo que Curitiba tornou-se a Nova Guantánamo. Aplica-se a aplica-se a “lei antiterrorismo”, em conluio com governos de traços nazi-fascistas nos estados, como o do Estado de São Paulo, com sua Polícia Militar, treinada e armada até os dentes pelo Enclave sionista e terrorista de Israel.

Infelizmente, fatos como esses no Golpe de 1964 continuam acontecendo no Golpe de 2016, como a morte de Valdir Pereira da Rocha, preso acusado de ser simpatizante do Estado Islâmico, sem nenhuma prova, que acabou sendo assassinado a pauladas por outros presos no dia 15 de outubro passado, na Cadeia Pública de Várzea Grande, cidade próxima à capital Cuiabá, no Estado do Mato Grosso, segundo a versão oficial. É a aplicação da “Lei Antiterrorismo”, por meio da Operação Hashtag da Polícia Federal, a polícia política do golpe de 2016.

Acrescente-se para piorar as coisas que o Exército reconheceu que está infiltrando militares nos movimentos populares, em total desrespeito à Constituição Federal de 1988, confirmando que já vivemos numa Ditadura. Os militares golpistas já haviam ameaçado a população, dizendo que estavam de prontidão, sendo que agora estão agindo de forma aberta desde as Olimpíadas. O Exército e as Forças Armadas, ao invés de defenderem a Pátria, estão defendendo os interesses da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano.

É um vale tudo golpista. Uma espécie de MMA ou UFC judicial-policial.

O Brasil já vive uma Ditadura, num Estado policial.

A escalada golpista para substituir Temer vai consolidando a ditadura do judiciário e instituindo um Estado Policial com o objetivo de impor o Plano de escravidão e recolonização do Brasil, com a superexploração dos trabalhadores, com jornada de 80 horas semanais, fim da CLT, fim do FGTS, aposentadoria aos 75 anos, fim do segurodesemprego, fim dos programas sociais, acabando com a saúde e a educação, com a PEC n. 241, que congela os gastos públicos por 20 anos, bem como com a apropriação das riquezas da nação, como o Petróleo do Pré-Sal, a água, a Floresta Amazônica, dos bancos e empresas públicas, o que levará o nosso País à barbárie, já que somos a 3ª população carcerária do mundo, com quase 700 mil presos.

Embora tenhamos que reconhecer que a reação de Renan Calheiros e do PMDB foi enérgica contra a investida do judiciário controlado pelo PSDB, o qual cometeu um atentado no Senado Federal com a prisão de 4 policiais legislativos, rasgando o que sobrou da Constituição, relativamente à independência dos poderes da República, ao contrário da passividade e covardia da direção do PT desde que iniciado o processo golpista.

O Supremo Tribunal Federal, no entanto, segue provocando e impulsionando o golpe dentro do golpe, como ponta de lança do PSDB e do DEM, do que há de pior na política nacional, o setor entreguista e pró imperialismo norte-americano, pois imediatamente colocou para julgamento, no dia 3 de novembro próximo, uma ação promovida pelo partido Rede, de Marina Silva e Neca Setúbal, dona do Banco Itaú, que na época visava perseguir Michel Temer, questionando se pessoa investigada, ou seja, acusada, pode permanecer na linha sucessória do presidente da República, agora para perseguir Renan Calheiros que é presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional. Todavia, qualquer estudante de direito sabe que uma mera investigação ou acusação não pode prejudicar ninguém, coisa que somente uma condenação com trânsito em julgado (que não caiba mais recurso) poderá fazer. Infelizmente, nesta Ditadura judicial e no Estado policial que vivemos, a princípio da presunção de inocência e Constituição Federal não existem mais.

A exemplo de Renan, Temer também reagiu e ameaçou demitir o fascista ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, do PSDB.

A alternativa a toda essa barbárie é a mobilização dos operários, camponeses e estudantes na perspectiva de uma greve geral, organizando comandos de greve eleitos democraticamente pela base, juntamente com as milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos, com a convocação de um Congresso Brasileiro da Classe Trabalhadora  em São Paulo, com delegados eleitos nos Estados em Assembleias de base, para a derrubada revolucionária nas ruas dos golpistas e suas instituições, visando um governo operário e camponês, para a realização das tarefas democráticas, expulsão do imperialismo e reforma e revolução agrária, expropriação do campo, do latifúndio e das empresas agrícolas, passando à expropriação das fábricas, das empresas e dos bancos, monopólio do comércio exterior e economia planificada, rumo ao Socialismo e à Construção da Internacional Operária e Revolucionária!

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário


Venezuela: armamento do proletariado e dos camponeses para esmagar o golpe

A Tendência Marxista-Leninista, tendo em vista a recente escalada golpista do parlamento venezuelano no sentido de derrubar o presidente Nicolás Maduro, reproduz abaixo nosso artigo, publicado no Blog no mês de agosto passado, onde abordamos as tarefas colocadas para o movimento operário e camponês do país vizinho.

"O presidente Nicolás Maduro, na quinta-feira, dia 18 de agosto, em pronunciamento na televisão que enfrentará o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano:

“Vocês viram o que aconteceu na Turquia? Erdogan vai parecer um bebê de colo comparado com o que a Revolução Bolivariana fará caso a direita ultrapasse a linha com um golpe” (Folha de S. Paulo, 20/8).

Ainda segundo a Folha de S.Paulo Maduro referia-se à tentativa de golpe frustrado na Turquia:

“Após a tentativa de golpe de 15 de julho, o presidente turco ordenou a detenção de mais de 20 mil pessoas, afastou cerca de 80 mil servidores e fechou 131 meios de comunicação. Erdogan ainda ampliou seu controle nas Forças Armadas e no Judiciário.

O principais alvos da ofensiva foram os simpatizantes do movimento Hizmet, ligado ao líder religioso Fetullah Gülen e que é considerado uma organização terrorista pelo governo.

As autoridades ainda pediram aos Estados Unidos a extradição do clérigo, que vive desde 1999 no país. Um dos principais opositores de Erdogan, ele nega envolvimento com o golpe frustrado.”

Na verdade, como no Brasil, na Venezuela há um golpe em marcha, onde a burguesia entreguista e o imperialismo norte-americano buscam depor o governo bolivariano de Nicolás Maduro, com objetivo semelhante ao do Brasil, porque a Venezuela é rica em petróleo, sendo uma dos principais países exportadores. Ou seja, o imperialismo, através da americana Chevron e da britância Shell, quer se apoderar do petróleo e das riquezas venezuelanas.

Como noticiado, o golpe em andamento na Venezuela é bem parecido com o do “impeachment”/golpe brasileiro, só que lá se chama “referendo revogatório, isto é, o mesmo modus operandi do Departamento de Estado, da CIA e do FBI:

“Nicolás Maduro é alvo de um pedido de referendo revogatório feito pela coalização opositora, a Mesa de Unidade Democrática (MUD), para retirá-lo do poder.(...)” (Folha de S. Paulo, 18/8).

Além disso, igual está acontecendo no Brasil, a Venezuela sofre os reflexos da crise capitalista mundial de 2008, que também de forma retardatária chegou aos nossos vizinhos e a toda América do Sul.

Ainda, a Venezuela está sendo atacada no Mercosul pelo governo autoritário pró-imperialista de Mauricio Macri, da Argentina, e pelo governo golpista de Michel Temer, do Brasil, por meio do tucano usurpador  e golpista pró-imperialista José Serra.

A Tendência Marxista-Leninista apoia o pronunciamento de Maduro, fazendo frente única com o governo bolivariano contra os ataques da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, porém adverte que os governos nacionalista burgueses costumam capitular perante o imperialismo, como o Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), da Bolívia; o APRA, no Peru; e o peronismo na Argentina.

A própria estratégia de Nicolás Maduro aponta nesse sentido, quando diz buscar “paz, diálogo e prosperidade.”, ou seja, uma política de conciliação.

A Tendência Marxista-Lenista entende que o que está colocado na Venezuela é o armamento do proletariado e dos camponeses para esmagar o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano:

"De acordo com a magnífica expressão do teórico militar Clausewitz, a guerra é a continuação da política por outros meios. Esta definição também se aplica plenamente à guerra civil. A luta física não é senão um dos "outros meios" da luta política. É impossível opor uma à outra, porque é impossível deter arbitrariamente a luta política quando se transforma, pela força de suas necessidades internas, em luta física. O dever de um partido revolucionário é prever a inevitabilidade da transformação da luta política em conflito armado declarado e preparar-se com todas as suas forças para esse momento, como para ele se preparam as classes dominantes.

Os destacamentos da milícia para a defesa contra o fascismo são os primeiros passos no caminho do armamento do proletariado, e não o último. Nossa palavra de ordem é: "Armamento do proletariado e dos camponeses revolucionários". A milícia do povo, no fim das contas, deve abarcar todos os trabalhadores. Não será possível cumprir esse programa completamente, a não ser no Estado operário, para cujas mãos passarão todos os meios de produção e, conseqüentemente, também os meios de destruição, isto é, os armamentos e todas as fábricas que os produzem.

No entanto, é impossível chegar ao Estado operário com as mãos vazias. Somente os políticos inválidos, do tipo de Renaudel, podem falar de uma via pacífica, constitucional, para o socialismo. A via constitucional está cortada por trincheiras ocupadas pelos grupos fascistas. Há muitas dessas trincheiras diante de nós. A burguesia não vacilará em provocar uma dúzia de golpes de Estado para impedir a chegada do proletariado ao poder. Um Estado operário socialista não pode ser criado senão por uma revolução vitoriosa. Toda revolução é preparada pela marcha do desenvolvimento econômico e político, mas é decidida sempre por conflitos armados declarados entre as classes hostis. Uma vitória revolucionária não é possível a não ser graças a uma ampla agitação política, a um amplo trabalho de educação, uma ampla tarefa de organização das massas. Mas o próprio conflito armado também deve ser preparado com muita antecedência. Os operários devem saber que terão de bater-se numa luta de morte. Devem querer armar-se, como garantia de sua liberação. Em uma época tão crítica quanto a atual, o partido da revolução deve pregar aos operários, incansavelmente, a necessidade de armar-se e de fazer tudo o que possam para assegurar, pelo menos, o armamento da vanguarda proletária. Sem isso, a vitória é impossível.” (Leon Trotsky, “Aonde vai a França?).

Inclusive, antes da declaração acima, sobre as filas nas padarias e a suposta falta de trigo, “O superintendente de Defesa dos Direitos Socioeconômicos, Willian Contreras, disse que há matéria-prima suficiente, motivo pelo qual não se justifica a espera.” Maduro havia anunciado multar padarias com fila na porta. Todavia, tal medida é branda e insuficiente. No caso, o que o proletariado deve fazer é expropriar as padarias que estão sabotando a economia.

Assim, cumpre aos marxistas revolucionários venezuelanos organizar imediatamente um partido operário, que busque organizar de forma independente e armar o proletariado e os camponeses venezuelanos para esmagar o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano.

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Há 41 anos Vladimir Herzog era assassinado pela Ditadura militar

Há quarenta e um anos Vladimir Herzog era assassinado em 25 de outubro de 1975, no Doi- Codi, em São Paulo.

Vlado, como era carinhosamente chamado pelos amigos, colegas e camaradas, nasceu  em 27 de junho de 1937, Osijek, Croácia, no Reino da Yugoslávia, sendo de família judaica, sendo que ainda pequeno foi para a Itália, tendo de aprender rapidamente o italiano, pois seu pai era obrigado a se fingir de mudo, para não ser perseguido pelo regime fascista de Mussolini.

Herzog foi assassinado por perseguição direta do facínora ex-governador do Estado de São Paulo, José Maria Marin, hoje preso nos Estados Unidos.

Vladimir ficou conhecido como jornalista, quando foi assassinado era responsável pelo Jornal da TV Cultura, em São Paulo, mas ele tinha outra paixão: o cinema. Vlado sempre quis ser cineasta. O filme Doramundo, do cineasta João Batista de Andrade, teve o roteiro original de Vladimir Herzog.

Na época, os agentes da repressão diziam: “O pessoal do hotel da rua Tutóia está esperando a turma da TV Viet Cultura.” O Doi-Codi ficava na rua Tutóia.”, conforme artigo da jornalista, Rose Nogueira, também vítima da repressão, no Jornal “Unidade”, de outubro/novembro de 2015, Órgão Oficial do Sindicato dos Jornalistas Profissionais. no Estado de São Paulo.

Leandro Konder, em seu depoimento, mencionou que embora o Partido Comunista tivesse uma política reformista, não tendo participado da luta armada, sofreu feroz repressão.  

Realmente, o PC teve 12 dos 13 membros do seu Comitê Central assassinados.

Infelizmente, fatos como esses no Golpe de 1964 continuam acontecendo no Golpe de 2016, como a morte de Valdir Pereira da Rocha, preso acusado de ser simpatizante do Estado Islâmico, sem nenhuma prova, que acabou sendo assassinado a pauladas por outros presos no dia 15 de outubro passado, na Cadeia Pública de Várzea Grande, cidade próxima à capital Cuiabá, no Estado do Mato Grosso, segundo a versão oficial. É a aplicação da “Lei Antiterrorismo”, por meio da Operação Hashtag da Polícia Federal, a polícia política do golpe de 2016.

Acrescente-se para piorar as coisas que o Exército reconheceu que está infiltrando militares nos movimentos populares, em total desrespeito à Constituição Federal de 1988, confirmando que já vivemos numa Ditadura. Os militares golpistas já haviam ameaçado a população, dizendo que estavam de prontidão, sendo que agora estão agindo de forma aberta desde as Olimpíadas. O Exército e as Forças Armadas, ao invés de defenderem a Pátria, estão defendendo os interesses da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano.

Assim, é fundamental a luta contra o golpe da burguesia entreguista e o imperialismo norte-americano, para que sejam conquistadas as liberdades democráticas e pelo desmantelado o aparato repressivo, com a extinção das polícias federal e militares, sendo substituídas por milícias operárias e populares. 

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

domingo, 23 de outubro de 2016

PSOL a serviço da burguesia e do golpe com o apoio da Revista Veja

O Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL) conquistou mais um importante apoio nas eleições do Rio de Janeiro para o seu candidato Marcelo Freixo: o apoio da Revista Veja.

Além disso, a principal dirigente do partido, Luciana Genro, com a prisão de Cunha, manifestou apoio à farsa da “Operação Lava-Jato”, concebida pelo imperialismo norte-americano e a CIA apenas para perseguir para perseguir e proscrever o Partido dos Trabalhadores (PT) e atacar os empresários que colaboraram como os governos de Lula e Dilma.

O apoio de Luciana não foi contestado por ninguém no PSOL.

Agora a Revista Veja soltou capa especial para o Rio de Janeiro, atacando o outro candidato à Prefeitura, claramente em apoio a Freixo. A Revista burguesa reconhece o PSOL como defensor de seus interesses, até porque Freixo defende as reacionárias Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nos morros e favelas do Rio, unidades de que aterrorizam a população pobre e negra, responsável por muitos assassinatos, como o do pedreiro Amarildo.

O PSOL com isso ultrapassa os limites da classe operária, passando para o campo da reação burguesa e do imperialismo.

A trajetória do PSOL não é inédita, não é a primeira vez que isso acontece. Isso recentemente aconteceu com o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU) que apoio o golpe da burguesia e do imperialismo para derrubar Dilma Roussef.

Por exemplo, na nossa grande imprensa atual são conhecidas pessoas que foram de esquerda e hoje servem a reação, como Miriam Leitão, Demetrio Magnoli, Reinado Azevedo, Willian Waack, etc.

Luciana entende que não só os pobres vão ser humilhados nas prisões, mas também os ricos, fazendo decerto modo apologia da tortura na Nova Guantánamo que se tornou Curitiba, com pessoas presas sem culpa formada (sem acusação), com “prisões cautelares, preventivas e temporárias”,  sendo forçadas a fazer “confissões e delações premiadas”.

Bastante semelhança com o Luciana Genro, não é não? O que vocês acham? 

O PSOL segue, objetiva e concretamente, do lado dos golpistas, cumprindo hoje o mesmo papel dos pelegos na época da ditadura militar, sem se importarem para a aplicação do “Plano uma ponte para o futuro” de Michel Temer,  que implicará, se os golpistas não forem derrotados, na escravização e recolonização do Brasil, com o fim da CLT, aposentadoria aos 75 anos, 80 horas semanais, fim dos programas sociais, como Minha Casa Minha Vida,  Bolsa Família, FIES, PRONATEC, etc.,  fim do Sistema Único de Saúde, privatização da Petrobrás, da Caixa Econômica Federal, assalto ao FGTS pelos banqueiros, fim da estabilidade do servidor público, enfim, um retrocesso sem precedentes para a classe trabalhadora brasileira.

Acrescente-se que, neste momento, com a prisão de Cunha a burguesia entreguista e o imperialismo norte-americano pretendem prender Lula, o principal líder operário e popular do país, colocando em andamento um golpe dentro do golpe, como foi o Ato Institucional n. 5 (AI-5) em 1968, no golpe militar de 1964, agora para colocar o partido representante da capital financeiro internacional no poder, ou seja, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), para impor um governo com Fernando Henrique Cardoso e Armínio Fraga, brasileiro naturalizado norte-americano, no ministério da Fazenda, economista ligado a George Soros, o mega-especulador grego, consolidando a Ditadura do judiciário num Estado Policial.

Bem a Tendência Marxista-Leninista a partir de agora vai tratar ao PSOL e seus militantes como inimigos de classe. 

Por último, que não venham nos acusar de ultra-esquerdirmo, de defender a “Teoria” stalinista do social-fascismo, da época do “terceiro período” da III Internacional já stalinista. A “Teoria do social-fascismo” era esquerdista porque impediu a frente única do proletariado alemão, impediu a frente do Partido Comunista (PC) e do Partido Socialista (PS) contra a ascensão de Hitler, do nazismo na Alemanha, ao dividir os operários alemães, chamando o PS de social-fascista. Isso é bem diferente do caso brasileiro, onde concretamente o PSOL alia-se com a reação judiciária e policial burguesa. O Partido Socialista alemão não estava aliado à reação na época.

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

sábado, 22 de outubro de 2016

Como no Brasil, crise terminal do capitalismo faz Estados Unidos fraudar as eleições presidenciais rumo à III Guerra Mundial

No último debate das eleições presidenciais norte-americana, o candidato pelo Partido Republicano, Donald Trump, denunciou a fraude em andamento nas eleições promovidas tanto pelo Partido Democrata, de Hillary Clinton, a Senhora da Guerra, ligada ao “Complexo industrial-militar” dos Estados Unidos, e pelo próprio partido do candidato bilionário, por incrível que possa parecer, porque sua candidatura fugiu ao controle da burocracia republicana guerreirista dos falcões imperialistas norte-americanos.

Da mesma forma que as eleições municipais foram promovidas de foram antidemocráticas, fraudulentas e sangrentas no Brasil, com 45 atentados e 28 assassinatos, nos Estados Unidos o Partido Democrata e o Partido Republicano estão unidos em torno do nome de Hillary Clinton, e estão fraudando desde já as eleições, começando, é lógico, pelas pesquisas de intenção de voto, tanto que, no debate, foi perguntado pelo mediador a Trump se ele reconheceria os resultados das eleições.

As fraudes nas eleições presidenciais dos Estados Unidos demonstram a crise terminal do capitalismo, da era imperialista, dos monopólios, da fusão do capital bancário com o capital industrial, transformando-se em capital financeiro, o que faz com que nem nas metrópoles imperialistas seja possível a manutenção da democracia formal burguesa, que não passa da ditadura do capital, da burguesia e do imperialismo.

Assim, apenas para exemplificar, do mesmo jeito que a França não consegue mais ter nem aparência de democracia burguesa, vivendo em Estado de Exceção, apelidado de Estado de Emergência, os Estados Unidos também não consegue manter as aparências e parte para fraudar eleições. 

Por isso, também, que no Brasil, a burguesia entreguista e o imperialismo norte-americano impulsionaram o golpe de estado e estão implantando uma Ditadura do judiciário e um Estado policial.

Essa conjuntura está levando o imperialismo norte-americano, apoiado no imperialismo europeu, a provocar a III Guerra Mundial contra os imperialismos emergentes da China e Rússia, o que levará a humanidade mais uma vez à barbárie, com a perda de milhões de vidas. 

Lênin, há 100 anos, em sua obra “Imperialismo, fase superior do capitalismo”, afirmava que era a época de guerras, revoluções e reação em toda linha.

Isso tudo demonstra o grau de deterioração do capitalismo, o qual está se estribuchando, precisando apenas que a classe operária, se apodere dos meios de produção, derrubando a burguesia e o imperialismo, bem como utilize toda a tecnologia existente para a emancipação da classe trabalhadora, por meio de uma Internacional Operária e Revolucionária, através da Revolução Proletária Internacional, rumo ao Socialismo!

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

Sindicato dos Servidores Públicos de S. Bernardo na luta contra a PEC do fim do mundo

O SINDSERV, por meio da Junta Governativa, presidida pela camarada Simone Bazilevski, impulsiona a todo vapor a luta contra o Projeto de Emenda Constitucional n. 241, a chamada PEC do fim do mundo, lançando um Boletim para a categoria prosseguir e aumentar a mobilização para impedir a aprovação da mesma pelo Congresso Nacional golpista.

“Todos contra a PEC 241

A PEC 241, que tramita no Congresso Nacional, congela os gastos públicos por 20 anos, o que afeta todo o país, todos os cidadãos. Ela DESTRUÍRA a saúde, a educação e todos os outros serviços públicos.

Isso é um verdadeiro ataque aos trabalhadores públicos, pois a PEC 241 desmonta e precariza as condições de trabalho. Por isso, precisamos continuar mobilizados contra a chamada PEC do fim do mundo! Vamos à luta!” (Boletim do SINDSERV, #159 OUTUBRO 2016).

“SINDSERV ganha na justiça suspensão imediata da cobrança dos 13,55% do IMASF (Instituto Municipal de Assistência ao Funcionalismo – nota da TML)

O SINDSERV, por meio da Junta Governativa, requereu ao IMASF a suspensão da cobrança de 13,55%, referente aos planos intermediário e especial, em razão da decisão do Tribunal de Justiça indeferindo os embargos impetrados pelo Instituto.” (Idem).

28 de Outubro Dia do Servidor Público

O SINDSERV deseja a todos os trabalhadores públicos, que exercem com dignidade e qualidade sua profissão junto aos munícipes, um feliz DIA DO SERVIDOR PÚBLICO!

A tradicional festa em comemoração ao dia 28 de outubro será realizada, oportunamente, pela nova diretoria eleita.

Diante dos trabalhos da Junta Governativa para iniciar um novo processo eleitora, falta tempo hábil para organizar a eleição e a festa conjuntamente.”

Além de continuar lutando pelos interesses da categoria, o atendimento dos departamentos do SINDSERV continua normal, das 10 às 18 horas, na Rua Caetano Zanella, n. 90, Vila Olga/São Bernardo do Campo.

"Telefone 11 4345-1444, pelo WhatsApp 11 97206-9185, por e-mail boleim@sindservsbc.org.br ou pela nossa página no Facebook."

- Viva a Junta Governativa classista!

- Liberdade de expressão, manifestação e organização sindical!

- Abaixo o golpe!

- Fora Temer! 

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

4 Policiais legislativos do Senado presos: o Brasil já vive uma ditadura do Judiciário num Estado policial

A Polícia  Federal, a polícia política do golpe, cumpriu 4 mandados de prisão da Justiça Federal de policiais legislativos do Senado Federal, sob acusação de obstruir investigações da “Operação Lava-Jato”, concebida pelo CIA para atacar e proscrever ao Partido dos Trabalhadores (PT), visando escravizar e recolonizar o Brasil. 

Os policiais legislativos do Senado presos são acusados de contra-espionagem em favor de Collor e Sarney, por fazerem varreduras contra escutas telefônicas para os mesmos, sendo evidentes a arbitrariedade das prisões.

A escalada golpista aumenta, com o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) pró-imperialista, que ao que tudo indica controla totalmente o Poder Judiciário, preparando a remoção de Michel Temer do poder, ou seja, uma golpe dentro do golpe, como ocorreu em 1968 com o Ato Institucional n. 5 (AI5), que foi um golpe dentro do golpe de 1964. Agora o objetivo é colocar Fernando Henrique Cardoso ou Aécio Neves no poder a partir do início do ano que vem, em "eleição" indireta no Congresso Nacional.

Assim como o Supremo Tribunal Federal golpista “afastou” Cunha da presidência da Câmara dos Deputados (na verdade, ele continuou comandando o golpe, recebendo salários, e desobrigado de comparecer às dependências da Câmara) para o golpe/impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff do Partido dos Trabalhadores (PT), agora a Justiça Federal faz o mesmo encenando a prisão do ex-deputado apenas para prender Lula, querendo dar um caráter de “imparcialidade”.

A prisão de Cunha, ao contrário das demais prisões da Justiça e da Polícia Federal golpistas,  não teve a encenação midiática e a humilhação dos presos petistas ou dos empresários que colaboraram com os governos do PT. 

Agora, após Eduardo Cunha ter feito todo o trabalho sujo do golpe (eufemisticamente chamado de “impeachment”) impulsionado pelo burguesia entreguista e pelo imperialismo norte-americano, é “eliminado/descartado”, podendo ocorrer queima de arquivo,  caso ele ameace abrir a boca, porque todas as máfias são perigosíssimas, principalmente as golpistas.

A escalada golpista da burguesia e do imperialismo norte-americano vai consolidando a ditadura do judiciário e instituindo um Estado Policial com o objetivo de impor o Plano de escravidão e recolonização do Brasil, com a superexploração dos trabalhadores, com jornada de 80 horas semanais, fim da CLT, fim do FGTS, aposentadoria aos 75 anos, fim do segurodesemprego, fim dos programas sociais, acabando com a saúde e a educação, com a PEC n. 241, que congela os gastos públicos por 20 anos, bem como com a apropriação das riquezas da nação, como o Petróleo do Pré-Sal, a água, a Floresta Amazônica, dos bancos e empresas públicas, o que levará o nosso País à barbárie, já que somos a 3ª população carcerária do mundo, com quase 700 mil presos.

A alternativa a toda essa barbárie é a mobilização dos operários, camponeses e estudantes na perspectiva de uma greve geral, organizando comandos de greve eleitos democraticamente pela base, juntamente com as milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos, com a convocação de um Congresso Brasileiro da Classe Trabalhadora  em São Paulo, com delegados eleitos nos Estados em Assembleias de base, para a derrubada revolucionária nas ruas dos golpistas e suas instituições, visando um governo operário e camponês, para a realização das tarefas democráticas, expulsão do imperialismo e reforma e revolução agrária, expropriação do campo, do latifúndio e das empresas agrícolas, passando à expropriação das fábricas, das empresas e dos bancos, monopólio do comércio exterior e economia planificada, rumo ao Socialismo e à Construção da Internacional Operária e Revolucionária!

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Há 90 anos a classe operária americana perdia Eugene Debs

Eugene Debs foi um líder sindical americano, nascido em 5 de novembro de 1855, que faleceu em 20 de outubro de 1926, tendo sido um dos membros fundadores da Industrial Workers of  the World (IWW ou Wobblies), e cinco vezes candidato do Partido Socialista da América para a presidência dos Estados Unidos.

“Logo no início de sua carreira política, Debs era membro do Partido Democrático. Ele foi eleito como democrata para a Assembleia Geral de Indiana, em 1884. Depois de trabalhar com vários sindicatos menores, incluindo a Brotherhood of Locomotive Firemen, Debs foi fundamental na fundação da American Railway Union (ARU), um dos primeiros sindicatos industriais do país. Depois que trabalhadores da Pullman Palace Car Company organizaram uma greve selvagem sobre cortes salariais no verão de 1894, Debs inscreveu muitos para o ARU. Ele convocou um boicote da ARU a trens com carros Pullman, em que se tornou uma greve nacional, afetando a maioria das linhas a oeste de Detroit, e mais de 250.000 trabalhadores em 27 estados. Para manter o correio em circulação, o presidenteGrover Cleveland usou o Exército dos Estados Unidos para quebrar a greve. Como líder da ARU, Debs foi condenado por acusações federais por desafiar uma liminar contra a greve e cumpriu seis meses na prisão.” (Wikipédia).

Além de um grande líder sindical, Debs foi sobretudo um internacionalista:

“Na prisão, Debs leu várias obras de teoria socialista e saiu seis meses depois, como um aderente comprometido ao movimento internacional socialista. Debs foi um dos membros fundadores da Social-Democracia da América (1897), do Partido Social-Democrata da América (1898), e o Partido Socialista da América (1901).” (Idem).

Inclusive Debs é mencionado sobre sua participação nas eleições de 1912, na obra do historiador norte-americano James West Davidson, UMA BREVE HISTÓRIA dos ESTADOS UNIDOS, tradução de Janaína Marcoantonio, cuja 2ª Edição, publicada em 2016 no Brasil pela Editora L&PM, foi objeto de resenha do Blog da Tendência Marxista-Leninista ainda neste mês:

“e o líder trabalhista Eugene Debs concorreu como socialista, o mais progressista de todos. (...)”, pág. 223.

Mas Eugene Debs concorreu 5 vezes à presidência dos Estados Unidos, sendo que na última numa cela de prisão:

“Debs concorreu como candidato socialista para a Presidência dos Estados Unidos por cinco vezes, incluindo 1900(ganhando  0,63% dos votos populares), 1904 ( 2,98%), 1908 (2.83%), 1912 (5.99%) e 1920 (3.41%), a última vez de uma cela de prisão. Ele também foi candidato ao Congresso dos Estados Unidos por sua terra natal, Indiana, em 1916.” (Wikipedia).

Debs era um grande orador e sobretudo um lutador:

“Debs era conhecido por sua oratória, e seu discurso denunciando a participação  americana na I Guerra Mundial levou à sua segunda prisão em 1918. Ele foi condenado sob o Sedition Act de 1918 e condenado a uma pena de 10 anos. O presidente Warren G. Harding comutou sua pena em dezembro de 1921. Debs foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz em 1924[2] e morreu em 1926, não muito tempo depois de ser internado em um sanatório devido a problemas cardiovasculares que se desenvolveram durante seu tempo na prisão. Ele já foi citado como fonte de inspiração para inúmeros políticos.” (Idem).

Leon Trotsky, em sua obra autobiográfica, “Minha Vida”, falou sobre Debs, pois antes de voltar à Rússia para participar da Revolução de 1917, o conheceu em Nova Iorque:

“O velho Eugene Debs destacou-se proeminentemente entre a geração mais velha por causa da chama inextinguível interior de seu idealismo socialista. Embora fosse um romântico e um pregador, e não a todos um político ou um líder, ele era um revolucionário sincero; no entanto, sucumbiu à influência de pessoas que eram em todos os aspectos,  inferiores a ele. A arte de Hillquit consistia em manter Debs em seu flanco esquerdo, enquanto ele manteve uma amizade de negócios com Gompers. Debs tinha uma personalidade cativante. Sempre que nos encontramos, ele abraçou e me beijou;  O velho não pertencia aos cáusticos. Quando o Babbitts proclamou um bloqueio contra mim, Debs não tomou parte no mesmo; ele simplesmente chamou de lado, com tristeza.”

A Tendência Marxista-Leninista presta esta homenagem a Eugene Debs, como um dos maiores líderes da classe operária americana.

Erwin Wolf

Assim como o Judiciário golpista afastou Cunha da Câmara para depor Dilma, agora encena a sua prisão apenas para prender Lula

O Juiz Sérgio Moro, suposto agente da CIA e militante do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), também supostamente violando a Lei Orgânica da Magistratura, determinou a prisão do ex-deputado Eduardo Cunha, acusado de possuir 9 contas bancárias na Suiça, com 50 milhões de dólares fruto de desvio de dinheiro da Petrobrás. 

Assim como o Supremo Tribunal Federal golpista “afastou” Cunha da presidência da Câmara dos Deputados (na verdade, ele continuou comandando o golpe, recebendo salários, e desobrigado de comparecer às dependências da Câmara) para o golpe/impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff do Partido dos Trabalhadores (PT), agora a Justiça Federal faz o mesmo encenando a prisão do ex-deputado apenas para prender Lula, querendo dar um caráter de “imparcialidade”.

A prisão de Cunha, ao contrário das demais prisões da Justiça e da Polícia Federal golpistas,  não teve a encenação midiática e a humilhação dos presos petistas ou dos empresários que colaboraram com os governos do PT. 

Agora, após Eduardo Cunha ter feito todo o trabalho sujo do golpe (eufemisticamente chamado de “impeachment”) impulsionado pelo burguesia entreguista e pelo imperialismo norte-americano, é “eliminado/descartado”, podendo ocorrer queima de arquivo,  caso ele ameace abrir a boca, porque todas as máfias são perigosíssimas, principalmente as golpistas.

O Supremo Tribunal Federal, o Ministério Público Federal, o Tribunal Eleitoral (que promove eleições controladas, antidemocráticas, baseadas na grana dos bancos e das empreiteiras), do Tribunal de Contas da União, da Polícia Federal (a polícia política do golpe), essas instituições burguesas, são ocupadas por usurpadores, ou seja, por indivíduos que não foram eleitos pelo povo, não se submeteram ao sufrágio universal, isto é, ao povo, que estão a serviço da burguesia e do imperialismo de maneira permanente, como “instituição”. O Supremo Tribunal Federal, condenou companheiros sem prova, com base na nazi-fascista “Teoria” do Domínio do Fato”. O STF é o mesmo que historicamente entregou Olga Benário aos nazistas. Essas “instituições” agem politicamente, utilizando-se de  ações midiáticas, em total desrespeito aos mínimos direitos civis e democráticos, à presunção de inocência, desrespeitando as liberdades democráticas (ou como gostam os juristas burgueses, as “liberdades públicas”), desrespeitando o devido processo legal, com "delações premiadas" e "confissões" obtidas sob tortura ("prisões cautelares, preventivas e temporárias"), que tornaram Curitiba a Nova Guantámano, bem como criminalizando os movimentos sociais, prendendo os lutadores dos movimentos sociais, com a aplicação da Lei de Segurança Nacional da época da ditadura militar e a Lei Antiterrorismo, em conluio com governos de traços nazi-fascistas nos estados, como os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, com as Polícias Militares treinadas e armadas até os dentes pelo Enclave sionista e terrorista de Israel.

Então, o movimento operário e popular não deve se iludir com a prisão de Cunha e com a farsa da Operação Lava-Jato que tem como objetivo apenas atacar o PT e o movimento operário e popular, começando por sua principal liderança, o ex-presidente Lula, com o objetivo de destruir as organizações sindicais e os movimentos populares e sociais, rumo a uma ditadura da burguesia e do imperialismo norte-americano.

Somente dessa forma, a burguesia e o imperialismo conseguirão impor o Plano de escravidão e recolonização do Brasil, com a superexploração dos trabalhadores, com jornada de 80 horas semanais, fim da CLT, fim do FGTS, aposentadoria aos 75 anos, fim do segurodesemprego, fim dos programas sociais, acabando com a saúde e a educação, com a PEC n. 241, que congela os gastos públicos por 20 anos, bem como com a apropriação das riquezas da nação, como o Petróleo do Pré-Sal, a água, a Floresta Amazônica, dos bancos e empresas públicas, o que levará o nosso País à barbárie, já que somos a 3ª população carcerária do mundo, com quase 700 mil presos.

Golpe dentro do golpe do PSDB pró-imperialista

Os golpistas provavelmente estão chegando a um consenso de que para aplicar o Plano golpista o governo Temer, muito fraco, precisa ser removido, motivo pelo qual estão já estão conspirando nesse sentido, para colocar o PSDB pró-imperialista no governo, através de eleição indireta no Congresso Nacional, a partir do ano que vem.

Temer que não é nada bobo, percebendo a manobra, antecipou a sua volta do Japão, para tentar se defender dos tucanos, o que, com certeza, aprofundará a crise vivida pelo governo golpista e todas as suas alas, inclusive o próprio PSDB pró-imperialista, agravada ainda pela deterioração de todos os índices da economia brasileira neste momento.

A alternativa a toda essa barbárie é a mobilização dos operários, camponeses e estudantes na perspectiva de uma greve geral, organizando comandos de greve eleitos democraticamente pela base, juntamente com as milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos, com a convocação de um Congresso Brasileiro da Classe Trabalhadora  em São Paulo, com delegados eleitos nos Estados em Assembleias de base, para a derrubada revolucionária nas ruas dos golpistas e suas instituições, visando um governo operário e camponês, para a realização das tarefas democráticas, expulsão do imperialismo e reforma e revolução agrária, expropriação do campo, do latifúndio e das empresas agrícolas, passando à expropriação das fábricas, das empresas e dos bancos, monopólio do comércio exterior e economia planificada, rumo ao Socialismo e à Construção da Internacional Operária e Revolucionária!

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

- Abaixo o golpe!

-  Fora Temer!

- Não à prisão de Lula!

- Liberdade de manifestação, expressão e organização!

- Organizar milícias operárias e populares, a partir dos Sindicatos!

- Convocar um Congresso Brasileiro da Classe Trabalhadora em São Paulo, com delegados eleitos em Assembleias de base nos Estados!

Erwin Wolf

terça-feira, 18 de outubro de 2016

As bases do Sindicato dos Servidores Públicos de São Bernardo do Campo vencem eleições

As bases do Sindicato vencem eleições para a Junta Governativa do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Bernardo do Campo, realizadas dia 14 de outubro, na Assembleia Geral da categoria, no Teatro Cacilda Becker.

A Junta Governativa eleita irá promover novas eleições no Sindserv em até 90 (noventa) dias, sendo que a companheira Simone Bazilevski foi eleita presidenta da mesma.

Após as eleições acirradas em setembro passado, entre a Chapa 1, ligada à CUT, e à Chapa 2, ligada à CSP-Con-lutas, com a interrupção das eleições, pela Justiça burguesa,  a requerimento do Ministério Público do Trabalho, foi declarada a vacância na diretoria do Sindicato.

A mobilização das bases da categoria, por intermédio dos setores classistas, manteve o Sindicato nas mãos dos servidores.

Tal fato é fundamental para a luta contra o golpe e o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 241, a chamada PEC do fim do mundo.

Agora é fundamental que os servidores públicos municipais de São Bernardo do Campo elejam uma nova diretoria  comprometida e voltada para as lutas da categoria por novas conquistas e melhores condições de trabalho, na perspectiva da independência política da classe trabalhadora. 

- Viva a Junta Governativa classista!

- Liberdade de expressão, manifestação e organização sindical!

- Abaixo o golpe!

- Fora Temer! 

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Lula poderá ser preso porque o objetivo dos golpistas fascistas é massacrar a classe trabalhadora

O Brasil vive apreensão em razão da possível prisão de Lula, orquestrada pelos golpistas do Executivo, Judiciário e Legislativo e das instituições burguesas, como o Ministério Público, Polícia Federal (a polícia política do golpe).

O objetivo dos golpista não é meramente eleitoral, visando a eleição de 2018, até porque os golpistas já acabaram com as eleições. As eleições municipais demonstraram isso. Praticamente não houve campanha. As eleições, no primeiro turno, foram totalmente antidemocráticas, fraudulentas e sangrentas, com 45 atentados e 28 assassinatos.

O objetivo dos golpistas é massacrar a classe trabalhadora, retirando seus direitos trabalhistas, previdenciários e sociais, visando a escravidão e a recolonização do Brasil.

É isso o que significam as chamadas “medidas impopulares” de Temer: a PEC do fim do mundo, o fim da Consolidação da Leis do Trabalho (CLT), jornada de 80 horas, aposentadoria aos 75 anos, fim do seguro-desemprego, fim da estabilidade do funcionário público, fim dos Sistema Único de Saúde, fim dos programas sociais, como Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, Fies, Pronatec, entrega da Petrobrás à Shell e a Chevron, extinção do BNDES, privatização do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, etc. 

Golpe se derrota com o povo nas ruas e com a greve geral

A Tendência Marxista-Leninista sempre advertiu sobre as ilusões legalistas, parlamentaristas, constitucionalistas e eleitoreiras, dizendo que apenas a greve geral e a mobilização das ruas podem esmagar o golpe.

O exemplo a ser seguido é o recente das massas turcas que saíram às ruas e esmagaram os golpistas no dia 15 de julho, independentemente do fato de que o presidente turco Erdogan seja o capeta e os militares o coisa ruim.

- Não à prisão de Lula!

- Não ao golpe!

- Fora Temer e todos os golpistas (Deputados, Senadores, STF, MPF e PF)!

- Greve Geral e todos às ruas para derrotar aos golpistas!

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

sábado, 15 de outubro de 2016

Resenha de livro – UMA BREVE HISTÓRIA dos ESTADOS UNIDOS de James West Davidson

A 2ª Edição do livro UMA BREVE HISTÓRIA dos ESTADOS UNIDOS, de James West Davidson, foi publicada agora em 2016, pela L&PM Editores, 327 páginas. 

A obra do historiador norte-americano serve de introdução para a fascinante história do país mais rico e poderoso do Planeta, embora se recinta do empirismo da historiografia burguesa, isto é, da ausência do método científico do materialismo histórico, da dialética, para a análise concreta da situação concreta, partindo das classes fundamentais e antagônicas da sociedade capitalista, a burguesia e o proletariado.

Assim, as ideias que embasam o livro de Davidson são as ideias da classe dominante norte-americana, ou seja, as ideias da burguesia imperialista norte-americana dos falcões da Casa Branca.

De forma resumida, a obra de Davidson aborda toda a História dos Estados Unidos desde a chegada de Cristóvão Colombo até os dias atuais, passando pela derrubada das Torres Gêmeas, mais um acontecimento que vitimou o povo norte-americano e que também demonstra a barbárie em que vivemos hoje em dia, provocada pela própria época imperialista, liderada pela própria nação estadunidense.

É contada a história da época da colonização espanhola, depois da colonização britânica, francesa. A luta pela independência de George Washington, Thomas Jefferson, Madison. A guerra civil americana entre o Norte, industrializado, e o Sul, atrasado e escravagista, com a vitória do Norte liderado por Abraham Lincoln. Os Reinos do Algodão. 

A guerra do Estados Unidos contra o México, primeiro com a conquista do Texas, depois “No fim da guerra, os Estados Unidos ganharam mais de meio milhão de quilômetros quadrados de novo território: não só o Texas, como também toda a região atualmente ocupada por Nevada, Utah e Califórnia, e partes do Novo México, Colorado e Wyoming.” (pág. 146/147). O novo Oeste.  

As massas (a sociedade atual). O grande líder sindical americano Eugene Debs.

A I Guerra Mundial. A II Guerra Mundial e as bombas de Hiroshima e Nagasaki: “Em um único golpe, uma bomba matou 40 mil pessoas e deixou outras 100 mil em estado muito greve, acometidas por queimaduras e radiação. Um segunda bomba explodiu três dias depois na cidade de Nagasaki."  Os Estados Unidos emergiram como Superpotência. Corrida espacial e armamentista com a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). 

Crise dos mísseis em Cuba. Admite que “(...) os Estados Unidos usaram mercenários pagos para derrubar governos hostis na Guatemala e no Irã.” (pág. 264). 

Rosa Parks, Martin Luther King, Malcolm X, Stokely Carmichael e a luta dos negros contra o racismo. A luta de Cesar Chavez e de United  Farm Workers. A luta dos estudantes de San Francisco e Berkeley, na Califórnia. O feminismo de Betty Friedman. 

A série da televisão educativa Vila Sésamo. Os programas de seguros de saúde para idosos como o Medicare e o Midicaid para os pobres. 

Guerra da Coreia e do Vietnã, onde o imperialismo norte-americano foi derrotado. 

O caso Watergate que levou à renúncia do presidente Richard Nixon, para evitar empeachment.

Cortes nos programas sociais. Fim da corrida armamentista com o fim da URSS depois da guerra do Afeganistão. 

Raquel Carson e o clima. “Estamos constantemente aquecendo o planeta em que vivemos. O perigo vem aumentando de forma gradativa, mas tem o poder de criar não um paraíso na Terra, mas um inferno.” (pág. 308).

Como dissemos, as ideias de uma sociedade são as ideias da classe dominante. Reflexo disso são duas importantes omissões nessa Breve História: a primeira referente aos mártires de Chicago, os quais foram condenados sem provas em 1886 (naquela época já se aplica a “Teoria do Domínio do Fato”): “No dia 20 de agosto, foi divulgado o veredicto do jurado. Spies, Parsons, Fisher, Engel e Lingg, foram condenados à morte; Schwab e Fieden  à prisão perpétua e Neebe à prisão por 15 anos.” (Portal Esquerda Diário).  Qualquer semelhança com os dias de hoje no Brasil  é mera coincidência. “Não é de se estranhar que nesse país (os Estados Unidos - nota de Erwin Wolf) e no Canadá essa data não é celebrada." (Idem); e a segunda concernente ao jornalista John Reed, que escreve Os Dez Dias que Abalaram o Mundo, sendo fundador do Partido Comunista Americano, tendo participado da Internacional Comunista, e depois de morto, foi enterrado ao lado de Lênin no Kremlin. Inclusive, Warren Beatty produziu, e dirigiu e estrelou o filme Reds de 1981, que conta a História da Revolução Russa de 1917, sendo que sua companheira na época, Diane Keaton, fez o papel da mulher de Reed, Louise Bryant. O filme obteve 4 Oscars, sendo que Beatty ganhou o de melhor diretor.

Erwin Wolf


quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Coronel burguês reacionário e fascista Ciro Gomes ataca Lula

O coronel da oligarquia que explora o Ceará, Ferreira Gomes, Ciro Gomes atacou o ex-presidente Lula de forma fascista e ultradireitista, motivo pelo qual reproduzimos a excelente denúncia dos camaradas do Partido da Causa Operária (PCO), em seu Diário Causa Operária online, de ontem, 11/10. 

“Ciro, o “mui amigo”

Ciro Gomes, político ligado à burguesia que procura se apresentar como “alternativa” para a esquerda, deu uma declaração nada “alternativa” em um evento no Piauí.

Com seu “discurso inflamado” (desmentido pela prática em suas administrações no Ceará), atacou Lula em um festival promovido pela Rede Globo no domingo, 09, no Piauí. Ele teria dito que “Lula descolou-se da realidade” e “Começou a brincar de Deus” (jogo de palavras sem significado que serve somente para atacar o ex-presidente).

Além disso, Ciro retrocedeu também na denúncia das arbitrariedades contra Lula na Lava Jato. No mesmo evento, Ciro disse que Lula “se autorizou a praticar todo tipo de coisas intoleráveis” retocando declarações feitas em junho desse ano. Na época, Ciro defendeu o direito de “proteger uma pessoa de uma ilegalidade” e que “não enxergava motivos para a prisão de Lula”.

A incoerência flagrante de Ciro Gomes é sintoma de seu oportunismo. É apenas mais um político burguês que adapta seu discurso de acordo com a “tendência” do momento, mesmo que essa tendência signifique “jogar aos leões” algum aliado de longa data.

Participou do governo FHC, do governo Lula, apoiou Dilma, iniciou sua carreira no PDS (antigo ARENA/PFL/DEM), passou para o PMDB, depois para o PSDB, PPS, PSB, uma curta passagem pelo PROS e agora está no PDT.  O fisiologismo de Ciro não tem limites sempre buscando as condições mais favoráveis para levar adiante seu projeto político pessoal. O ataque à Lula é somente mais uma demonstração da demagogia que acompanha Ciro Gomes desde o início de sua “carreira política””

sábado, 8 de outubro de 2016

O Plano golpista e pró-imperialista de escravidão e recolonização do Brasil coloca em risco a unidade nacional

A crise capitalista mundial que vivemos é muito parecida com a crise que antecedeu à II Guerra Mundial, com a ascensão de Hitler em 1933 na Alemanha.

O golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano este ano no Brasil pretende escravizar e recolonizar o país, com o aumento da jornada de trabalho para 80 horas semanais, a supressão dos direitos trabalhistas da CLT, previdenciários com o fim das aposentadoria, entrega/privatização das empresas e bancos públicos, significando um retrocesso de mais de 300. Poderemos voltar ao Século XVIII.

Essa perspectiva coloca em risco a unidade nacional, porque poderá liberar forças centrífugas no sentido da desintegração do Brasil, como aconteceu com os nossos vizinhos de língua espanhola. 

O Brasil poderá se dividir em pelo menos dois ou três Estados. A primeira possibilidade é se dividir em dois: 1) o primeiro Estado poderá ficar com o Região Norte, Nordeste e parte norte de Minas Gerais e 2) o segundo Estado a Região Centro-Oeste, Sudeste e o Sul.

Outra possibilidade é se dividir em três: 1) Norte, Nordeste e norte de Minas Gerais; 2) Região Centro-Oeste e Sudeste; e 3) Região Sul.

As crises econômicas costumam liberar forças centrífugas. Isso aconteceu, apenas para exemplificar, com a antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) (Rússia, Ucrânia, Beilorrússia, etc.), a Iugoslávia (Sérvia, Croácia, Montenegro, Bosnia, Herzegovina), Tchecoslováquia (República Tcheca e Eslováquia) que se desintegraram, passando a existir diversos Estados soberanos.

Para quem acha que isso é especulação e abstração, deixamos claro que essas forças centrífugas já estão agindo no Brasil, pois no dia 1º de outubro houve “A consulta informal, sem validade legal, será realizada pelo movimento separatista “O Sul é meu país” neste sábado (1), das 8h às 17h.”

“Sim ou não. Essas são as alternativas que moradores de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná poderão assinalar nas cédulas que perguntam sobre a formação de um novo país, formado apenas pelos três Estados.”

“No último ano, uma centena de reuniões e eventos foram realizados pelos voluntários. Segundo Celso Deucher, 49 um dos fundadores do movimento, a organização arrecadou R$ 100 mil em doações para fazer a votação.

A ideia original era realizar o “Plebisul”, como é chamada a consulta(...)”

A estimativa de Deucher é que a votação aconteça em 1.500 urnas instaladas e até 500 cidades. O historiador e jornalista acompanhará a votação em Brusque (SC) onde serão computados os votos dos três Estados. A previsão é que o resultado seja divulgado até às 21 h.” (Paula Sperb, colaboração para a Folha, em Porto Alegre, Folha de S. Paulo, sábado, 01/10/2016).

No plebiscito votaram 617.543 pessoas, sendo que 95,75% pela separação do Sul.

O Brasil já aconteceu de perder uma de suas províncias (o equivalente a hoje a Estado da Federação), a Cisplatina, que hoje é o Uruguai, em 1825.

A Tendência Marxista-Leninista, embora respeitando o direito à autodeterminação dos povos, luta pela unidade do proletariado brasileiro e mundial.

Assim, para a manutenção da unidade e independência nacional urge que derrotemos aos golpistas, realizando as tarefas democráticas, como expulsão do imperialismo e reforma e revolução agrárias, na perspectiva de um governo operário e camponês, rumo ao socialismo e à revolução internacional, para edificarmos os Estados Unidos Socialistas da América do Sul, Central e do Norte.

Erwin Wolf

Brasileiro que luta contra o governo golpista e nazista da Ucrânia é preso próximo a Kiev

Rafael Marques Lusvarghi, de 32, brasileiro que luta contra o governo golpista e nazista da Ucrânia é preso no Aeroporto de Boryspil, cidade próxima a Kiev, a capital.

Como no Brasil, a Ucrânia sofreu um golpe de estado impulsionado pela burguesia nazista e pelo imperialismo americano, com a ajuda do mega especulador grego George Soros e o apoio do Enclave terrorista e sionista de Israel, muito embora após tenha realizado eleições antidemocráticas e fraudulentas para eleger o novo presidente do país, como aliás aconteceu no Brasil recentemente com as eleições municipais antidemocráticas, fraudulentas e sangrentas, com 45 atentados e 28 assassinatos perpetrados pelos golpistas brasileiros.

Inclusive, George Soros é o patrão do brasileiro naturalizado norte-americano, Armínio Fraga, e também está impulsionando um golpe dentro do golpe no Brasil, para retirar o golpista Michel Temer  para substituí-lo por Fernando Henrique Cardoso, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB)  tucano. Este golpe dentro do golpe já está em andamento com ações do Ministério Público Federal golpista no sentido de impugnar a candidatura de Dilma/Temer nas eleições de 2014.

A Tendência Marxista-Leninista defende a imediata liberdade de Rafael porque é legítima a sua luta contra o regime nazista da Ucrânia, sendo certo que está correndo risco de morte.  

Para tanto, conclamamos todas as entidades do movimento operário e popular para que seja marcada uma reunião para organizarmos manifestações nos consulados e na embaixada da Ucrânia pela libertação de Rafael.

Erwin Wolf

Farc caem na armadinha do facínora Juan Manoel Santos

A Tendência Marxista-Leninista havia denunciado que o “Acordo de Paz” era uma armadilha para desarmar a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e exterminar os guerrilheiros, o que está sendo comprovado com a votação do plebiscito do domingo, dia 2/10, que rejeitou o referido acordo por 50,2% contra 49,78% (6.408.350 de votos “não” e 6.346.055 pelo “sim”, sendo que foram convocados para a votação 34,9 milhões de eleitores).  

O acordo reacionário, patrocinado pela burocracia cubana, tendo à frente o presidente Raul Castro, e pelo Vaticano, tendo à frente o próprio Papa Francisco, foi assinado pelo governo da Colômbia, do presidente Juan Manuel Santos, e as Farc, representada por Rodrigo Lodoño, o Timoleón Jiménez, acordo esse que concretamente é uma rendição humilhante por parte dos guerrilheiros.

Agora as Farc estão num beco sem saída, correndo sério risco de ser exterminadas pela reação colombiana, liderada pelo facínora Juan Manoel Santos, serviçal do imperialismo norte-americano que orquestrou o “Plano Colômbia”, implantando bases militares no país vizinho, com esse objetivo.

Ainda bem que o Exército de Libertação Nacional (ELN) e as Frentes 1 e 7 das Farc  repudiaram o “Acordo de Paz” e seguem lutando. Esses setores dissidentes da guerrilha colombiana seguem na luta contra a burguesia nacional colombiana e o imperialismo norte-americano, por entender que num“regime oligárquico no país é uma obrigação se manter como guerrilheiros de armas na mão.” (Blog da Liga Bolchevique Internacionalista, LBI,  2/9).

O ENL em seu comunicado assinalou:

“O governo nega a natureza política do levante armado e mantém intacto o regime oprobioso de violência, exclusão, desigualdade, injustiça e dpredaçãõ. Se as guerrilhas se desarmarem será mais a entrega da pátria aos interesses imperialistas e a oligarquia. Irá se encorajar, como maior repressão contra as reivindicações sociais (Diário da Liberdade, 09/08)". (Idem).

Além disso, os setores da guerrilha que seguirão lutando salientam que o governo colombiano e a direção nacional das Farc que capitulou “deformam os fundamentos essenciais do direito de rebelião.” (Idem).

Ainda, a guerrilha que segue lutando, liderada pelo comandante Armando Rios, denuncia que “A política do Estado colombiano e seus aliados só busca o desarme e a desmobilização das guerrilhas. Não estão pensando nos problemas sociais e econômicos do país.” (BBC, 08/08)." (Idem). 

A Colômbia vive uma guerra civil há 50 anos. As Farc chegaram a  ter aproximadamente 25.000 guerrilheiros e dominar boa parte do território colombiano (hoje os seus efetivos estão estimados entre 8.000/6.000 guerrilheiros), todavia a sua limitação programática salta aos olhos, por defender um programa minimamente democratizante, pequeno-burguês ("1. criação da assembleia nacional constituinte na Colômbia aprovada por referendo. 2. Reforma fiscal. 3. Reforma Agrária. 4. Desprivatizar instituições públicas que foram concedidas a iniciativa privada.” Wikipédia), sem ter uma estratégia marxista-leninista no sentido da defesa de um governo operário e camponês. 

Para tanto é imprescindível o trabalho junto ao proletariado e o campesinato colombiano, junto aos sindicatos e às principais centrais sindicais colombianas,  ou seja, a Central Unitária dos Trabalhadores da Colômbia (CUT) e à Confederação de Trabalhadores da Colômbia (CTC), por que somente a classe operária, apoiada pelos camponeses, por meio do partido operário marxista-revolucionário pode liderar e levar até o final as tarefas democráticas, como expulsão do imperialismo (que detém bases militares na Colômbia, sob pretexto de combate ao narcotráfico) e a reforma e revolução agrária, com a expropriação das empresas agrícolas, das terras, dos latifúndios, rumo à revolução socialista, com a expropriação da burguesia colombiana, expropriando os meios de produção, as fábricas, dos bancos,, adotando a economia planificada, com o monopólio do comércio exterior.

Devemos salientar o papel contrarrevolucionário do arqui-reacionário Vaticano e da burocracia cubana em intermediar esse “processo de paz”. Com certeza a burocracia cubana está se submetendo às pressões da política dos Estados Unidos para restauração do capitalismo na Ilha, sendo que esta, como o “processo de paz” na Colômbia, se inserem no contexto das disputas inter-imperialista dos EUA e União Europeia contra os imperialismos emergentes da Rússia e da China.  

Assim, com a vitória do “não” no plebiscito, os guerrilheiros não devem entregar as armas para seguir lutando, como as Frentes 1 e 7 que recusaram o acordo, cumprindo ao proletariado colombiano construir um partido operário marxista revolucionário, com a perspectiva estratégica de um governo operário e camponês, que seja a seção colombiana de uma nova Internacional Operária Revolucionária e pelo Socialismo!

Ignácio Reis

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Organizar a greve geral e votar nulo contra o golpe e a perda dos direitos trabalhistas

A Tendência Marxista-Leninista constata que no 2º turno da Eleições municipais não há nenhum partido que defenda a independência da classe operária, sendo que agora propõe que os operários, camponeses, estudantes votem nulo contra o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano.

No 1º turno, a TML apoiou o Partido da Causa Operária (PCO) devido à sua luta contra o golpe, mas este partido não conseguiu passar para o 2º turno.

Psol e sua candidatura frente populista no Rio 

O candidato do Partido da Liberdade e Socialismo (PSOL), Marcelo Freixo, vai ao segundo turno no Rio de Janeiro, e apresenta sua candidatura como socialista e de esquerda, mas ela não passa de uma candidatura frente populista, de conciliação e colaboração de classes e defensora da democracia burguesa que não passa da ditadura do capital. Está apoiada por vários partidos burgueses, como a Rede, da Marina Silva e da Neca Setúbal, dona do Banco Itaú, representante do golpista e reacionário capital financeiro; pelo Partido Verde (PV), pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) e pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB); pelo partido pequeno-burguês democratizante Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), que apoiou o golpe; e pelo PT.

“Durante o evento, o senador Randolfe Rodrigues (Rede – nota da TML) disse que era alentadora a possibilidade da mudança política no Rio. Que esta primavera que você Freixo inaugurou aqui no Rio se expanda para todo o Brasil com a tua vitória.”

“O candidato do Psol agradeceu o apoio e ressaltou que este não é um encontro apenas eleitora. Segundo ele, o encontro era de amigos de longa data.”

“O segundo turno é o aperfeiçoamento da democracia. O segundo turno é o momento do veto e do voto e é natural que você vote para vetar ou não. Aqui não é uma reunião para o veto. Aqui é uma reunião do voto. Outras podem ser do veto. Essa não.” (Portal G1, 5/10/2016).

Além disso Freixo é defensor das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) que aterrorizam e assassinam a população pobre e negra nos morros do Rio de Janeiro:

“E como há pouco investimento social a polícia tem uma função que não é a sua. Em todas as UPPs, quem resolve sobre coleta de lixo, qualquer assunto, é a polícia. Se uma pessoa quer organizar uma festa de 15 anos para sua filha ou realizar um culto em uma praça, tem que pedir autorização. Em que outro lugar do planeta isso acontece?, explica Freixo “As UPPs não têm que acabar, este não é o debate...Mas ela fracassou ao não reconhecer os seus erros e não debater com a sociedade, principalmente os moradores das favelas.” (Portal 247, 09/04/2015, sobre um entrevista de Marcelo Freixo dada ao jornal El País da Espanha).

Trotsky nos ensinou qual o caráter de classe da polícia:

“Durante todo o dia as massas populares circulavam de bairro em bairro violentamente perseguidas pela polícia, contidas e rechaçada pelas forças da cavalaria e por alguns destacamentos da infantaria. Gritavam: 'Abaixo a polícia!', e ouvia-se frequentemente um hurra aos cossacos. Era um detalhe significativo. A multidão demonstrava um ódio furioso contra a polícia. A polícia montada era recebida com vaias, pedras, pedaços de ferro. Muito distinta era a atitude dos operários com relação aos soldados... A polícia é um inimigo cruel, inconciliável, odiado. Não há nem que se pensar em ganhá-los para a causa...” (León Trotsky, Historia da Revolução Russa, Capitulo VII, Cinco dias - 23 a 27 de fevereiro de 1917, 1930).

PCdoB apoia PSDB em São Bernardo do Campo

O Partido Comunista do Brasil vai apoiar o PSDB em de São Bernardo do Campo, comprovando que esse partido não tem nada de comunista há muito tempo.

“Ficar neutro, anular voto ou se abster é renunciar à democracia e renunciar ao direito de participar. Temos de fazer a melhor opção consciente de que para a cidade de São Bernardo confiamos que o Orlando Morando é mais preparado, experiente e tem a liderança que a cidade precisa.”, afirmou Orlando Silva." (Portal RD Repórer Diário, 05/10/2016).

Tal anúncio foi feito no Escritório do Deputado Orlando Morando do PSDB, candidato a prefeito de São  Bernardo do Campo, com a presença de Orlando Silva e do presidente do PCdoB da cidade, Jorge Costa Oliveira.

Os camaradas do PCdoB, em São Bernardo do Campo, atribuem os desvios do partido, ao seu presidente Jorge Costa Oliveira. Mas isso é um equívoco, o curso reformista, oportunista e socialdemocrata do PCdoB é fruto de seu programa democratizante e pró-imperialista, tanto que o anúncio do apoio ao PSDB contou com a presença de ex-ministro Orlando Silva, alto dirigente do partido. 

Os companheiros de base do PCdoB, com os quais temos travado lutas em frente única contra o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, companheiros valorosos, que realmente são comunistas, precisam romper com esse partido que não tem nada de comunista (a não ser o nome), sendo na verdade um partido socialdemocrata, reformista e oportunista. Os camaradas devem fazer um autocrítica profunda, que vá à raiz, com base no materialismo histórico, na dialética, bem como reorientar sua política no sentido da construção de um verdadeiro partido comunista, um partido operário marxista e revolucionário. 

Psol e PCdoB embelezam a democracia burguesa e negam o golpe


Tanto Psol como o PCdoB só exaltam e embelezam a democracia burguesa, que é a ditadura do capital, demonstrando que não entendem que vivemos um golpe, capitulando aos golpistas, traindo a luta da classe operária.

Golpistas promovem eleições municipais antidemocráticas, fraudulentas e sangrentas

Após a eleições municipais foram totalmente antidemocráticas, fraudulentas e sangrentas no Brasil, com 28 assassinatos e 45 atentados, seguem as operações nazi-fascistas e macarthistas da Polícia Federal, impulsionadas pelo Judiciário golpista.

Ainda na terça-feira, dia 4, em Salvador, o Partido dos Trabalhadores (PT) da Bahia, teve a sua sede invadida pela truculenta Polícia Federal, em mais um episódio nazi-fascista e macarthista, sob pretexto de conseguir provas relativamente a financiamento de campanha eleitoral e contratos de licitação contra o governador petista, Rui Costa.

Agora o setor golpista mais reacionário e mais alinhado ao imperialismo norte-americano, liderado pelo PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) e DEM (Democratas), está preparando um golpe dentro do golpe, já iniciado por ações do Ministério Público Federal golpista, visando substituir Temer pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, tendo como ministro da Fazenda o brasileiro, naturalizado norte-americano, Armínio Fraga, ligado ao mega-especulador grego, George Soros, o mesmo que impulsionou o golpe nazista na Ucrânia, com o apoio do Enclave sionista e terrorista de Israel.

Esse setor alinhado totalmente ao imperialismo norte-americano deflagrar uma verdadeira guerra civil contra a população trabalhadora, quer suprimir imediatamente os direitos trabalhistas da CLT, acabar com as aposentadorias, acabar com a estabilidade do funcionário público, entregar o Pré-sal, entregar a Petrobrás para a Shell e a Chevron, entregar até a água, privatizar o Banco do  Brasil, a Caixa Econômica Federal, etc., o que significará a escravidão e a recolonização do Brasil, um retrocesso de 300 anos, voltaremos ao Século XVIII. Nesse quadro, o genocídio da população pobre e negra das periferias das cidades deverá aumentar ainda mais.

Além disso, é preciso ter claro que, caso os golpistas se consolidem no poder, daqui para frente a tendência é a supressão total das eleições e das liberdades democráticas, com o regime golpista tornando-se totalmente ditatorial, logicamente dependendo da reação e resistência do movimento operário e popular, da luta de classes. 

Construir o partido operário marxista revolucionário

A vanguarda operária revolucionária precisa reagrupar-se imediatamente, buscando construir um partido operário marxista revolucionário, para organizar o proletariado brasileiro de forma independente.

Construir as milícias operárias e populares a partir dos sindicatos

Assim, é fundamental que o movimento operário e popular construa comitês de autodefesa, as milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos, para esmagar aos fascistas, assim como para derrotar o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, na perspectiva de organizar a greve geral, para a derrubada revolucionária da ditadura Temer e do Judiciário nazi-fascista e macarthista, rumo ao governo operário e camponês e ao Socialismo!

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista e revolucionário