terça-feira, 29 de novembro de 2016

Caiu avião da Chapecoense na Colômbia, apenas 5 sobreviventes

A Tendência Marxista-Leninista com profunda tristeza informa a queda do avião, próximo a Medellin, que transportava a delegação da Chopecoense e o ex-jogador e comentarista da Fox Sports, Mário Sérgio, e outros jornalistas, como Vitorino Chermont e Deva Pascovicci, sendo que há apenas 5 sobreviventes, dentre eles os goleiros Danilo e Jackson Follmann, o lateral Allan Ruschel, e chega agora a notícia de que o zagueiro Neto foi encontrado também com vida.

Outra notícia que chega é que a aeronave de fabricação britânica teve uma pane elétrica.

Os membros e simpatizantes da TML, como a maioria dos brasileiros, são amantes do esporte e, especialmente, do futebol, manifestamos os nossos sentimentos de pesar pelo passamento dos jogadores e jornalistas.

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

domingo, 20 de novembro de 2016

Milícias de autodefesa contra o genocídio da população pobre e negra

Hoje comemoramos o Dia da Consciência Negra, reverenciando os líderes Zumbi dos Palmares e Malcolm X, afro-americano, o marinheiro João Cândido, o escritor Lima Barreto, João da Costa Pimenta, gráfico e militante trotskista, o geógrafo Milton Santos, e todos os outros grandes lutadores e mártires do povo negro.

Infelizmente a Constituição de 1988 manteve intacto o aparato repressivo. O próprio Partido dos Trabalhadores (PT) recusou-se a assinar a mesma devido a esse motivo, coisa que hoje em dia poucas pessoas se recordam.

O pior é que o PT acabou cedendo à pressão da burguesia e do imperialismo norte-americano e agravando essa situação com a formação da Força Nacional e da Lei Antiterrorismo, que visa a atacar e criminalizar os movimentos sindical e popular, a qual já fez uma vítima, Valdir, que foi assassinato a pauladas por outros presos, segundo a versão oficial, num presídio em Várzea Grande, cidade vizinha da capital Cuiabá, no Mato Grosso. Isso tudo sem falar no aumento indiscriminado das “empresas de segurança privada”.

Para piorar mais ainda, surge um partido, denominado Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL), que se apresenta como alternativa à política frente populista e de colaboração de classes do PT, mas debuta como defensor das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Rio de Janeiro, as quais vêm aterrorizando a população pobre e negra dos morros e favelas Rio de Janeiro, como no caso da morte do pedreiro Amarildo.

A Polícia Militar em São Paulo (treinada e armada até os dentes pelo Enclave sionista e terrorista de Israel) e no Rio de Janeiro, cada uma mata 2 (duas) pessoas por dia. Apenas nesses dois Estados são assassinadas aproximadamente 1.500 pessoas pela Polícia Militar. Agora saiu uma pesquisa dizendo que morrem no Brasil 9 pessoas por dia assassinadas pela PM, sendo que a quase totalidade são pessoas negras. Na verdade, o número de pessoas assassinadas é bem maior, porque esses levantamentos, por sua precariedade, não são confiáveis. Há muita “maquiagem” (“autos de resistência”, omissões deliberadas, etc.) nas estatísticas, não permitindo um levantamento preciso.

Além disso tudo, ainda tem surgido grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL), que se dizia apartidário, mas que é financiado pelos irmãos Koch, magnatas do petróleo nos Estados Unidos, que agem como bando fascista, inclusive atacando estudantes e professores, como nos ocupações de escolas no Paraná, juntamente com a Polícia Militar do fascista governador do PSDB tucano, Beto Richa, ponta de lança do golpe dentro do golpe, que busca remover Temer e eleger de forma indireta, a partir de 2017, no Congresso Nacional, Fernando Henrique Cardoso, colocando no ministério da Fazenda o economista Armínio Fraga, brasileiro naturalizado norte-americano, empregado do mega-especulador grego George Soros, que patrocinou o golpe nazista na Ucrânia.

Malcolm X nos ensinou que não existe capitalismo sem racismo.

Assim, constatamos que já passou da hora para os operários, camponeses e estudantes, a partir dos sindicatos e das centrais sindicais, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), da União Nacional dos Estudantes (UNE), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), organizarem a nossa autodefesa, ou seja, as milícias operárias e populares, para fazer frente aos ataques fascistas, assim como levantarem bem alto a bandeira pela dissolução da polícia militar, na luta contra o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, para a derrubada revolucionária Temer ou de um eventual governo PSDB/DEM, na perspectiva de um governo operário e camponês, rumo ao Socialismo e da Internacional operária e revolucionária. 

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Judiciário e militares seguem a escalada golpista

O Poder Judiciário brasileiro tornou-se ponta de lança do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) tucano e do Partido Democrata (DEM), agora com as prisões dos ex-governadores do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho e Sérgio Cabral Filho, e com a invasão da Câmara Federal por um bando fascista, defendendo a intervenção militar no Brasil.

A escalada golpista  do PSDB entreguista e pró-imperialista, que ao que tudo indica controla totalmente o Poder Judiciário, prepara a remoção de Michel Temer do poder, ou seja, uma golpe dentro do golpe, como ocorreu em 1968 com o Ato Institucional n. 5 (AI5), que foi um golpe dentro do golpe de 1964.

Além disso, os militares que estavam de “prontidão”, a partir das Olimpíadas entraram em cena e para piorar as coisas que o Exército reconheceu que está infiltrando militares nos movimentos populares, em total desrespeito à Constituição Federal de 1988, confirmando que já vivemos numa Ditadura. Agora os militares prepararam a invasão da Câmara dos Deputados. O Exército e as Forças Armadas, ao invés de defenderem a Pátria, estão defendendo os interesses da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano.

A escalada golpista para substituir Temer, com a eleição de Fernando Henrique Cardoso de forma indireta no Congresso Nacional, a partir de 2017, colocando como ministro da Fazenda o brasileiro, naturalizado norte-americano, Armínio Fraga, empregado do mega-especulador grego, George Soros, que patrocinou o golpe nazista na Ucrânia, com o apoio do Enclave terrorista e sionista de Israel, visa instaurar uma ditadura do PSDB e do DEM, consolidando um Estado Policial com o objetivo de impor o Plano de escravidão e recolonização do Brasil, com a superexploração dos trabalhadores, com jornada de 80 horas semanais, fim da CLT, fim do FGTS, aposentadoria aos 75 anos, fim do segurodesemprego, fim dos programas sociais, acabando com a saúde e a educação, com a PEC n. 241, que congela os gastos públicos por 20 anos, bem como com a apropriação das riquezas da nação, como o Petróleo do Pré-Sal, a água, a Floresta Amazônica, dos bancos e empresas públicas, o que levará o nosso País à barbárie, já que somos a 3ª população carcerária do mundo, com quase 700 mil presos.

A alternativa a toda essa barbárie é a mobilização dos operários, camponeses e estudantes na perspectiva de uma greve geral, organizando comandos de greve eleitos democraticamente pela base, juntamente com as milícias operárias e populares de autodefesa, a partir dos sindicatos, com a convocação de um Congresso Brasileiro da Classe Trabalhadora  em São Paulo, com delegados eleitos nos Estados em Assembleias de base, para a derrubada revolucionária nas ruas dos golpistas e suas instituições, visando um governo operário e camponês, para a realização das tarefas democráticas, expulsão do imperialismo e reforma e revolução agrária, expropriação do campo, do latifúndio e das empresas agrícolas, passando à expropriação das fábricas, das empresas e dos bancos, monopólio do comércio exterior e economia planificada, rumo ao Socialismo e à Construção da Internacional Operária e Revolucionária!

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Teoria revolucionária: sociologia marxista

A Tendência Marxista-Leninista cotidianamente realiza estudos de teoria revolucionária, seguindo o ensinamento de Vladimir Lênin de que “Sem teoria revolucionária não há movimento revolucionário.”

Hoje desenvolvemos o estudo relativo à sociologia marxista, publicando um texto do revolucionário russo Nicolai Bukharin, extraído de sua obra “Tratado de Materialismo Histórico”, escrito no seu exílio na Suécia, antes da Revolução bolchevique de outrubro de 1917 e publicado em setembro de 1921, em Moscou.

A TML entende que independentemente da trajetória posterior de Bukharin, a obra faz parte do tesouro da teoria revolucionária marxista. Além disso, Bukharin escreveu outra obra clássica o ABC do Comunismo, em parceria com o maior economista soviético, Eugênio Preobrajenski.

Abaixo segue o trecho sobre a sociologia marxista:

“§6º  A teoria do materialismo histórico considerada como sociologia marxista: - A classe operária tem sua própria sociologia proletária, conhecida pelo nome de materialismo histórico. Os princípios desta teoria foram estabelecidos por Marx e Engels.  Ela é também denominada de concepção materialista da história, ou, mais simplesmente, de “materialismo econômico. Essa teoria genial constitue o mais preciso instrumentos do pensamento e do conhecimento humano. É graças a ela que o proletariado consegue se guiar no meio dos mais complicados problemas da vida social e da luta de classes. É  graças a ela que os comunistas previram a guerra e a Revolução, a ditadura do proletariado, e a linha de conduta dos partidos, dos grupos e as diferentes classes, no decorrer da formidável efervescência que a humanidade atravessa. A presente obra é consagrada à exposição e desenvolvimento desta teoria.

“Certos camaradas pensam que a teoria do materialismo histórico não pode de maneira alguma ser considerada como uma sociologia marxista e qu ela não pode ser exposta de uma maneira sistemática. Acham esses camaradas que ela não é senão um método vivo de conhecimento histórico, que suas verdade não podem ser provadas senão quando trata de fenômenos concretos e históricos.

Junta-se a este argumento que a própria noção de sociologia está muito mal definida: que entende-se por “sociologia”, óra a ciência da cultura primitiva e da origem das formas essenciais da comunidade humana (por exemplo, a família), ora considerações extremamente vagas sobre diferentes fenômenos sociais “em geral”, óra a comparação arbitrária da sociedade a um organismo (a escola orgânica ou biológica na sociologia) (1). Êstes  argumentos são falsos. Em primeiro lugar, a confusão que reina no campo burguês não nos deve levar a criar outra entre nós. Que lugar deve ocupar, entretanto, a teoria do materialismo histórico? Não será na economia política nem tampouco na história; seu lugar esta na ciência geral da sociedade e das leis de sua evolução, isto é, na sociologia. Por outro lado, o fato do materialismo histórico constituir um método para a história, não diminui de maneira alguma a sua importância como teoria sociológica. Muitas vezes uma ciência mais abstrata fornece um ponto de vista (isto é, um método) a uma ciência menos abstrata. Êste é o nosso caso, como já vimos acima.” (N. BUKHARIN, Tratado de Materialismo Histórico, págs. 14/15, CENTRO DO LIVRO BRASILEIRO, LISBOA, PORTO E LUANDA).

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

TML participa do Dia da Imprensa Operária

Os camaradas do Partido da Causa Operária (PCO) comemoraram, ontem, domingo dia 13, o Dia da Imprensa Operária, pelos 37 anos do Jornal Causa Operária e os 13 anos do Diário Causa Operária Online, realizando, na Quadra do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, na Rua Tabatinquera, 192, Centro de São Paulo, pela manhã um debate sobre a imprensa sindical,  à tarde outro sobre a imprensa operária e o golpe de estado e à noite, e encerrando as atividades, foi realizado o Show do grupo latino-americano Raíces de América.

A Tendência Marxista-Leninista esteve presente na atividade da parte da tarde, representada pelo camarada João Neto, que estava acompanhado da camarada Simone Bazilevski, presidenta do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Bernardo do Campo.

A atividade contou também com a presença de militantes da Corrente Comunista Revolucionária, da Liga Comunista, do Partido dos Trabalhadores (PT), dentre outras organizações.

O evento teve a presença do jornalista e editor do Site Viomundo, Luiz Carlos Azenha, do jornalista Lino Bochini e de Henrique Áreas, Editor-chefe do Diário Causa Operária Online.

Cumpre destacar a exposição de Luiz Carlos Azenha que assinalou ser importante a esquerda tentar se reinventar, porque a política de conciliação de classes do PT de 2003 não serve. Há que ser elaborada uma nova política para esta nova realidade. 

Depois, no Ato político, salientamos a intervenção da camarada do PT que enfatizou o fato de que o PCO, embora tenha sido expulso do PT, quando era corrente interna do mesmo, foi o primeiro a defender os companheiros do PT condenados sem provas e presos pelo Supremo Tribunal Federal, como Zé Dirceu.

A TML, que vem fazendo frente única com o PCO em diversas lutas, principalmente contra o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo-norte-americano, concorda plenamente com a luta pela libertação dos companheiros do PT, por se tratar de perseguição política, orquestrada pela CIA por meio da farsa da “Operação Lava Jato”, com a participação de parte do judiciário e da polícia federal (a polícia política) golpistas e fascistas controlados pelo PSDB pró imperialismo norte-americano, com prisões “cautelares” (“preventivas” e “temporárias”), que submetem os presos a humilhações e torturas, em total violação ao devido processo legal.

Tanto isso é verdade que, recentemente, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foi absolvido no processo referente à Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) movido por membros fascistas do Ministério Público Federal, onde “De acordo com a juíza, não “foi demonstrada nem sequer a coautoria imputada aos acusados.”  (O Estado de S. Paulo, pág. A4 de 10/11/2016).

Voltando à questão da imprensa operária, esta é fundamental para o desenvolvimento da organização revolucionária, do partido operário marxista revolucionário, porque sem teoria revolucionária, não há movimento revolucionário, como nos ensinou Lênin:

“A organização de um jornal político para toda a Rússia – escrevia no Iskra (nota da TML: jornal dos bolcheviques na época) – deve ser o fio fundamental, seguindo o qual podemos invariavelmente desenvolver, aprofundar e alargar esta organização (isto é, a organização revolucionária, sempre disposta a apoiar todo o protesto e explosão).” (V.I. LENINE, obras escolhidas, “Que fazer?”, vol. 1, pág. 194, Editora Alfa-omega, 1979.).

A TML edita o Boletim Luta de Classes, sendo que o n. 3 sairá em breve, com 3 matérias, a principal sobre o golpe dentro do golpe, que o PSDB está tramando, com o judiciário como ponta de lança, para colocar Fernando Henrique Cardoso no lugar de Michel Temer, um governo PSDB/DEM, com o economista brasileiro naturalizado norte-americano, Armínio Fraga, como ministro da Fazenda, o qual é empregado do mega-especulador grego, George Soros, que patrocinou o golpe nazista na Ucrânia, com apoio do Enclave terrorista e sionista de Israel. As outras matérias serão sobre os 99 anos da Revolução Russa e a necessidade urgente de formarmos milícias operárias e populares de autodefesa contra os golpistas fascistas que estão atacando as organizações operárias, sindicais e populares.

Além disso, sempre que possível, nas atividades mais importantes, a TML elabora panfletos ou mesmo boletins especiais para potenciar a intervenção, logicamente dentro das nossas limitadas possibilidades.

Assim sendo, a Tendência Marxista-Leninista saúda e parabeniza aos camaradas do PCO desejando-lhes felicidades e bastante sucesso na luta para derrotar o golpe de estado, na perspectiva da derrubada do capitalismo, através da revolução proletária, rumo ao governo operário e camponês, ao Socialismo e à construção da Internacional Operária!

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário 

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Resultado das eleições dos EUA aprofunda a crise imperialista rumo à III Guerra Mundial

O reacionário Donald Trump, candidato do Partido Republicano, foi eleito ontem, quarta-feira, dia 9 de novembro, presidente dos Estados Unidos, conquistando os votos de 279 delegados e 59.611.678 votos populares, enquanto Hillary Clinton, do Partido Democrata, conseguiu 228 votos de delegados e 59.814.018 votos populares.

Observamos que a eleição nos EUA é indireta, pois dá mais peso aos Estados da federação. Assim, mesmo tendo menos votos populares, Trump venceu as eleições porque ganhou as eleições nos Estados, conquistando mais delegados para o Colégio Eleitoral.

A vitória de Trump se deu nos Estados do Norte, no Sul e no Centro dos Estados Unidos.

No último debate das eleições presidenciais norte-americana, Trump havia denunciado a fraude em andamento nas eleições promovidas tanto pelo Partido Democrata, de Hillary Clynton, a Senhora da Guerra, ligada ao bancos, ao capital financeiro, à mídia, ao “Complexo industrial-militar”, às petrolíferas dos Estados Unidos, e pelo próprio partido do candidato bilionário, por incrível que possa parecer, porque sua candidatura fugiu ao controle da burocracia republicana guerreirista dos falcões imperialistas norte-americanos. Inclusive Trump foi perguntado pelo mediador se ele reconheceria os resultados das eleições, sendo que ele se recusou a dizer se reconheceria o resultado em caso de derrota.

Tal denúncia, talvez tenha prejudicado o roubo das eleições ou mesmo com a fraude o Partido Democrata não conseguiu ganhar as eleições, o que demonstra o tamanho da crise.

As fraudes nas eleições presidenciais dos Estados Unidos demonstram a crise terminal do capitalismo, da era imperialista, dos monopólios, da fusão do capital bancário com o capital industrial, transformado em capital financeiro, o que faz com que nem nas metrópoles imperialistas seja possível a manutenção da democracia formal burguesa, que não passa da ditadura do capital, da burguesia e do imperialismo.

Assim, apenas para exemplificar, do mesmo jeito que a França não consegue mais ter nem aparência de democracia burguesa, vivendo em Estado de Exceção, Estado de Sítio, apelidado de Estado de Emergência. Já os Estados Unidos também não consegue manter as aparências e parte para fraudar eleições. Não está descartada a hipótese de que os setores imperialistas venham tentar um golpe para remover Trump do poder, como fizeram no Brasil, usando o mesmo modos operandi ou know how da CIA. 

Todavia, a hipótese mais provável é de que num primeiro momento o setor que se apoiou Hillary tentará pressionar, disciplinar e enquadrar Trump, o que não será uma tarefa fácil.

Embora já esteja marcada uma reunião entre o presidente do México, Enrique Peña Nieto, e Trump, a relação entre os dois países deverá se deteriorar rapidamente, começando com o aumento da opressão dos mexicanos que vivem nos EUA e a construção do muro na fronteira.

Cuba já está esperta, porque nem bem foi anunciada a vitória de Trump, Raul Castro determinou a realização de exercícios militares, o chamado “Bastión 2016”. É a sétima vez que o Estado operário cubano faz isso, a primeira foi em 1980, quando da eleição de Ronald Reagan.

No Brasil, a eleição de Trump também vem atrapalhar aos golpistas, já que foram patrocinados por Hillary Clinton para dar o golpe, situação agravada pelas declarações do golpista e usurpador ministro da Relações  Exteriores, José Serra. 

Isso tudo poderá complicar o golpe dentro do golpe que está sendo preparado para eleger Fernando Henrique Cardoso presidente no Congresso Nacional de forma indireta, e colocar no ministério da Fazenda o brasileiro naturalizado norte-americano, Armínio Fraga, empregado do mega-especulador grego, George Soros, que patrocinou o golpe nazista na Ucrânia com o apoio do Enclave sionista e terrorista de Israel, formando um governo do PSDB e DEM.

A atual conjuntura mundial de desagregação do capitalismo é muito semelhante a da época da II Guerra Mundial e está levando o imperialismo norte-americano, apoiado no imperialismo europeu, a provocar a III Guerra Mundial contra os imperialismos emergentes da China e Rússia,  apesar de Trump dizer que gosta do russo Putin (gostar ou ter simpatia por Putin, já dá para ter uma ideia da encrenca), o que levará a humanidade mais uma vez à barbárie, com a perda de milhões de vidas. 

Lênin, há 100 anos, em sua obra “Imperialismo, fase superior do capitalismo”, afirmava que era a época de guerras, revoluções e reação em toda linha.

Isso tudo demonstra o grau de deterioração do capitalismo, o qual está se estribuchando, precisando apenas que a classe operária se apodere dos meios de produção, derrubando a burguesia e o imperialismo, bem como utilize toda a tecnologia existente para a emancipação da classe trabalhadora, por meio de uma Internacional Operária e Revolucionária, através da Revolução Proletária Internacional, rumo ao Socialismo!

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

CSP-Conlutas tem indeferido pedido de anulação da Assembleia do Sindicato dos Servidores de S. Bernardo

A CSP-Conlutas, por meio de militantes do PSTU e PSOL, teve indeferido na Justiça o pedido de anulação da Assembleia Geral Extraordinária que elegeu a Junta Governativa, no dia 14 de outubro, no Teatro Cacilda Becker. 

A alegação da CSP-Conlutas era de que não houve a presença de uma representante do Ministério Público do Trabalho (MPT), fato totalmente irrelevante. Na verdade, o que está ocorrendo é que a Conlutas tenta preparar o terreno para uma intervenção dos golpistas no Sindicato, o qual é filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT). Agem como os pelegos na época da ditadura militar, apoiando-se na Justiça burguesa e no Ministério Público do Trabalho. 

Após as eleições acirradas em setembro passado, entre a Chapa 1, ligada à CUT, e à Chapa 2, ligada à CSP-Conlutas, ocorreu a interrupção das eleições, pela Justiça burguesa,  a requerimento do Ministério Público do Trabalho,  tendo sido declarada a vacância na diretoria do Sindicato.

Todavia, na Assembleia Geral Extraordinária do dia 14 de outubro, conforme os Estatutos do SINDSERV, a categoria elegeu uma Junta Governativa, formada por elementos classistas, liderados pela camarada Simone Bazilevski, que foi eleita presidente da mesma.

A Junta Governativa já soltou o Edital para as próximas eleições, que serão realizadas no dia 8 de dezembro próximo.

Além disso, a Junta Governativa impulsiona as atividades sindicais e a mobilização das bases da categoria sobretudo contra a PEC 241, a chamada PEC do fim do mundo, sendo tal fato fundamental para a luta contra o golpe.

Agora cumpre aos servidores públicos municipais de São Bernardo do Campo elejam uma nova diretoria para o SINDSERV comprometida e voltada para as lutas da categoria por novas conquistas e melhores condições de trabalho, na perspectiva da independência política da classe trabalhadora.

Assembleia Geral Ordinária do SINDSERV, dia 10 de novembro 

Publicamos abaixo a convocatória da Assembleia Geral Ordinária para eleição da Comissão Eleitoral:

*Todos à Assembleia Geral Ordinária de amanhã, 10 de novembro* O SINDSERV convoca todos os servidores associados ininterruptamente à entidade no mínimo há seis meses (contados do dia da Assembleia) e em dia com as obrigações estatutárias, à ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA para eleição da COMISSÃO ELEITORAL, que acontecerá na *quinta-feira, 10 de novembro*, com primeira chamada às 18h30 e segunda chamada às 19h, no *Ginásio Manoel Guarini, da Associação dos Funcionários Públicos de São Bernardo do Campo*, localizado na Rua Vinte e Oito de Outubro, nº 61, Centro, São Bernardo do Campo.”

- Viva a Junta Governativa classista!

- Liberdade de expressão, manifestação e organização sindical!

- Abaixo o golpe!

- Fora Temer! 

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Revolução Russa completa 99 anos

A Tendência Marxista-Leninista comemora, hoje 7 de novembro, os 99 anos da Revolução Russa de 1917. A Revolução ocorreu em 25 de outubro de 1917, pelo calendário russo da  época, mas pelo calendário ocidental foi em 7 de novembro.

Assim, publicamos mais abaixo as famosas Teses de Abril, para homenagear o grande revolucionário Vladimir Lênin que liderou a Revolução Russa de 1917 e edificou a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

Em 9 de abril de 1917, Lênin, a esposa e outros camaradas viajaram de trem, retornando à Rússia, viagem essa facilitada pelo governo alemão que tinha interesse que a Rússia se retirasse da guerra, conforme a posição dos bolcheviques.

Foi nessa ocasião em que ele apresentou as famosas “Teses de abril”, elaboradas durante a viagem de volta.

Após a Revolução de Fevereiro de 1917 na Rússia, o Partido Bolchevique viveu uma crise de direção, porque “A marcha real da Revolução de Fevereiro ultrapassou o esquema habitual do bolchevismo.” (Leon Trotsky, “A História da Revolução Russa, 1º  vol. “A Queda do Tzarismo”,  pág. 271, Editora Paz e Terra, 3ª Edição, 1978), referindo-se a fórmula algébrica de Lênin de “ditadura democrática do proletariado e dos camponeses.”  “É verdade que a Revolução tinha sido levada a termo por meio de uma aliança dos operários com os camponeses. O fato de os camponeses agirem principalmente sob a farda dos saldados não alterava, em absoluto, a questão.” (Idem, pág. 271). A fórmula algébrica do Partido Bolchevique não dava resposta para o prosseguimento da política revolucionária. O partido vivia um impasse, uma crise de direção.

Com a chegada de Lênin, no dia 3 de abril de 1917, ele apresentou as suas famosas “Teses de Abril”, as quais faziam uma análise concreta da situação concreta: 

“O Proletariado consciente só pode dar seu consentimento a uma guerra revolucionária, que justifique verdadeiramente o defencismo revolucionário, sob estas condições: a) passagem do poder ao proletariado e dos setores mais pobres do campesinato a ele aliados; b) renúncia de fato, e não só de palavra, a qualquer tipo de anexação; c) ruptura de fato com todos os interesses do capital.”

Com isso foi aperfeiçoada a linha programática do Partido Bolchevique: 

“A luta pelo rearmamento dos quadros bolchevique, iniciada na tarde de 3 de abril, terminou, pràticamente, no fim do mês. A conferência do Partido, realizada em Petrogrado de 24 a 29 de abril, tirava conclusões de março, mês de tergiversações oportunistas, e de abril, mês de crise aguda. O Partido, naquela época, crescera consideràvelmente, tanto em quantidade como em valor político. Os 149 delegados representavam 79 mil membros do Partido, dos quais 15.000 de Petrogrado. Para um partido ainda ontem ilegal e hoje antipatriota, era um número imponente, e Lenine menciona-o repetidamente com satisfação.(...)” (Idem, pág. 280). 

Resolveu-se, assim, o impasse do Partido Bolchevique e a crise de direção revolucionária que ele viveu.

G. Plekânov, ensinou que:  

“A modificação mais ou menos lenta das “condições econômicas” coloca perìodicamente a sociedade ante a inelutabilidade de reformar com maior ou menor rapidez suas instituições. Esta reforma jamais se produz “espontâneamente”.  Ela exige sempre a intervenção dos homens, diante dos quais surgem, assim, grande problemas sociais. E são chamados de grandes homens precisamente aquêles que, mais que ninguém, contribuem para a solução destes problemas.(...).”  (“A Concepção Materialista da História, pág.  111, Editora Paz e Terra, 4ª Edição, 1974). 

Segue a conclusão de Trotsky sobre essa crise de direção revolucionária que viveu, após a Revolução Russa de Fevereiro de 1917, o maior partido operário marxista revolucionário da História, o Partido Bolchevique:

“Da importância excepcional que teve a chegada de Lenine, deduz-se apenas que os líderes não se criam por acaso, que a seleção e a educação deles exigem dezenas de anos, que não se pode suplantá-los arbitràriamente; que, excluindo-os automàticamente da luta, causamos ao Partido uma ferida profunda e que, em certos caos, podemos até paralisá-lo por longo tempo.” (“A História da Revolução Russa, 1º  vol. “A Queda do Tzarismo”, pág. 281,  Editora Paz e Terra, 3ª Edição, 1978).

Os bolcheviques, com a palavra de ordem “Todo poder aos sovietes”, chegaram ao poder, sendo que Lênin liderou o governo soviético, sendo Presidente do Comissariado do Povo.

Seguem abaixo as Teses de Abril:

“TESES DE ABRIL [*] 

As Tarefas do Proletariado na Presente Revolução V.I. Lênin 

Tendo chegado a Petrogrado apenas na noite de 3 de abril, é natural que só em meu próprio nome e com reservas devido a minha insuficiente preparação, posso pronunciar na Assembléia do dia 4 de abril, um informe sobre as tarefas do proletariado revolucionário. 

A única coisa que pude fazer para facilitar meu trabalho, e o dos meus contraditores de boa fé, foi preparar teses escritas. Eu as li e entreguei o texto ao camarada Tseretéli. Eu o li muito depressa e por duas vezes: primeiro na reunião dos bolchevique, e depois na dos bolcheviques e mencheviques. 

Publico aqui estas teses que são pessoais, acompanhadas de notas explicativas muito breves; elas foram desenvolvidas com maiores detalhes no meu relatório. 

TESES 

1. Em nossa atitude diante da guerra, que em relação à Rússia continua sendo indiscutivelmente uma guerra imperialista, de rapina, mesmo sob o novo governo de Lvov e Cia., em virtude do caráter capitalista deste governo, é intolerável qualquer concessão ao "defensismo revolucionário". O proletariado consciente só deve dar seu consentimento a uma guerra revolucionária, que justificaria realmente o verdadeiro defensismo revolucionário, sob as seguintes condições: a) passagem do poder às mãos do proletariado e dos setores mais pobres do campesinato, ligados ao proletariado; b) renúncia efetiva, e não verbal, a toda anexação; c) ruptura completa de fato com todos os interesses do Capital. Diante da inegável boa fé de amplas camadas da massa de partidários do defensismo revolucionário que apenas admitem a guerra como uma necessidade e não visando conquista, diante do fato de serem elas enganadas pela burguesia, é necessário esclarecer-lhes seu erro de modo minucioso, perseverante e paciente, explicar-lhes a ligaçã
o indissolúvel do Capital com a guerra imperialista e demonstrar-lhes que sem derrubar o capital é impossível por fim à guerra com uma paz verdadeiramente democrática e não com uma paz imposta pela violência. Organização da propaganda, de forma a mais ampla, em torno desta maneira de ver, no seio do exército combatente. Confraternização na frente.

2. O que há de original na situação atual da Rússia, é a transição da primeira etapa da revolução, que deu o poder à burguesia por causa do grau insuficiente de consciência e organização do proletariado, à sua segunda etapa, que deve dar o poder ao proletariado e às camadas pobres do campesinato. Esta transição é caracterizada, por um lado, por um máximo de possibilidades legais (a Rússia é hoje em dia, de todos os países beligerantes, o mais livre do mundo); por outro, pela ausência de violência contra as massas, e enfim, pela confiança irracional das massas em relação ao governo dos capitalistas, estes piores inimigos da paz e do socialismo. Esta peculiaridade exige que nós saibamos nos adaptar às condições especiais do trabalho do Partido no seio da numerosa massa proletária que começa a despertar para a vida política. 

3. Nenhum apoio ao governo provisório; demonstrar o caráter inteiramente mentiroso de todas suas promessas, notadamente daquelas que se referem à renúncia às anexações. Desmascarar este governo, que é um governo de capitalistas, em vez de defender a inadmissível e ilusória "exigência" de que deixe de ser imperialista. 

4. Reconhecer que nosso partido está em minoria e não constitui no momento senão uma fraca minoria na maior parte dos Sovietes de deputados operários, face ao bloco de todos os elementos oportunistas pequeno-burgueses submetidos à influência da burguesia e que estendem esta influência ao seio do proletariado. Estes elementos vão dos socialistaspopulistas e dos socialistas-revolucionários ao Comitê de Organização (Tchkhéidze, Tseretéli, etc.), a Stéklov, etc., etc. Explicar às massas que os Sovietes de deputados operários são a única forma possível de governo revolucionário e que, conseqüentemente, nossa tarefa, enquanto esse governo se deixa influenciar pela burguesia, só pode ser a de explicar pacientemente, sistematicamente, insistentemente, às massas os erros de sua tática, partindo essencialmente das necessidades práticas das massas. Enquanto estivermos em minoria, nos dedicaremos a criticar e a explicar os erros cometidos, sempre afirmando a necessidade da passagem de todo o poder aos Sovietes de deputad
os operários, a fim de que as massas se libertem de seus erros pela experiência. 

5. Não uma república parlamentar - voltar a ela após os Sovietes de deputados operários seria um passo atrás - mas uma república de Sovietes de deputados operários, assalariados agrícolas e camponeses no país inteiro, de alto a baixo. Supressão da polícia, do exército e da burocracia. (Nota 1 de Lênin: quer dizer, substituição do exército permanente pelo povo armado) O ordenado dos funcionários, eleitos e revogáveis a qualquer momento, não deve exceder o salário médio de um operário qualificado. 

6. No programa agrário transferir o centro de gravidade para os Sovietes de deputados de assalariados agrícolas. Confisco de todas as terras dos grandes proprietários. Nacionalização de todas as terras no país e sua colocação à disposição dos Sovietes locais de deputados de assalariados agrícolas e camponeses. Formação de Sovietes especiais de deputados camponeses pobres. Transformação de todo grande domínio (de 100 a 300 hectares inclusive, levando em conta as condições locais e outras e de acordo com a decisão dos órgãos locais) em uma fazenda-modelo colocada sob o controle dos deputados de assalariados agrícolas e funcionando por conta da coletividade local. 

7. Fusão imediata de todos os bancos do país em um Banco Nacional único, colocado sob o controle dos Sovietes de deputados operários. 

8. Nossa tarefa imediata não é a "implantação" do socialismo, mas passar unicamente à instauração imediata do controle da produção social e da distribuição dos produtos pelos Sovietes de deputados operários. 

9. Tarefas do partido: a) convocar sem demora o congresso do partido b) modificar principalmente o programa do partido: c) sobre o imperialismo e a guerra imperialista, d) sobre a atitude em relação ao Estado e nossa reivindicação de um "Estado-Comuna" (quer dizer, um Estado cujo protótipo nos deu a Comuna de Paris) e) emendar o programa mínimo, que envelheceu; f) mudar a denominação do partido (Em lugar de "socialdemocracia", cujos líderes oficiais trairam o socialismo no mundo inteiro, passando-se para o lado da burguesia , devemos denominarmo-nos Partido Comunista). 

10. Renovação da Internacional. 

Tomar a iniciativa da criação de uma Internacional revolucionária, de uma Internacional contra os social-chauvinistas e contra o "centro".

(Nota 4 de Lênin: Na social-democracia internacional se chama "centro" à tendência que vacila entre os chovinistas (ou "defensistas") e os internacionalistas, isto é: Kautsky & Cia. na Alemanha, Longuet & Cia. na França, Chjeídze & Cia na Rússia, Turati & Cia. na Itália, McDonald & Cia. na Inglaterra, etc) 

Para que o leitor compreenda porque tive de encarar especialmente, como absolutamente excepcional o "caso eventual" de contraditores de boa fé, convido-o a comparar estas teses com a seguinte objeção do senhor Goldenberg: Lênin - disse - "plantou o estandarte da guerra civil no seio da democracia revolucionária" (citado no nº 5 do Edinstvo do Sr. Plekhánov). 

Não é uma pérola, na verdade? 

Eu escrevo, eu declaro, eu repito: "Dada a inegável boa vontade de amplas camadas da massa de partidários do defensismo revolucionário. . . e dado que elas são enganadas pela burguesia, é necessário esclarecer-lhes sobre seu erro com uma perseverança, uma paciência e um desvelo todo particulares. . ." 

Ora, eis como estes senhores da burguesia, que se dizem social-democratas, que não fazem parte nem das amplas camadas nem da massa dos defensores, expõem sem escrúpulos minhas opiniões, interpretando-as assim: "plantou (!) o estandarte (!) da guerra civil (sobre a qual não foi dita uma palavra nas teses, sobre a qual não foi dita uma palavra no relatório!) "no seio (!!) da democracia revolucionária. . ." 

O que isto quer dizer? Em que isto difere da propaganda dos ultras? Em que se diferencia da Russkaya Vólia? Eu escrevo, declaro, eu repito: "Os Sovietes de deputados operários são a única forma possível de governo revolucionário e, conseqüentemente, nossa tarefa só pode ser a de explicar pacientemente, sistematicamente, insistentemente, às massas os erros de sua tática, partindo essencialmente de suas necessidades práticas. . ." 

Ora os contraditores de uma certa espécie apresentam minhas idéias como um apelo à "guerra civil no seio da democracia revolucionária" !! 

Eu tenho atacado o Governo Provisório porque ele não fixou nenhum prazo aproximado, sequer um prazo em geral, para a convocação da Assembléia Constituinte, e se limitou a promessas. Eu me dediquei a demonstrar que sem os Sovietes de deputados operários e soldados, a convocação da Assembléia Constituinte não está assegurada e seu sucesso é impossível. 

E me colocam como adversário de uma convocação imediata da Assembléia Constituinte!! 

Eu qualificaria estas expressões de "delirantes" se algumas dezenas de anos de luta política não me tivessem feito aprender a considerar a boa fé dos contraditores como algo absolutamente excepcional. 

O Sr. Plekhánov qualificou, no seu jornal, meu discurso de "delirante". Muito bem, senhor Plekhánov! Mas veja como o senhor é desajeitado, inábil e pouco perspicaz na sua polêmica. Se, durante duas horas, eu pronunciei um discurso delirante, como centenas de ouvintes puderam suportar meu "delírio" ? E depois, por que seu jornal dedica uma coluna para a exposição deste "delírio" ? Isto não tem lógica, sr. Plekhanov, não tem nenhuma lógica. 

É muito mais fácil, naturalmente, exclamar, injuriar em altos brados, que tentar narrar, explicar, relembrar a forma com a qual Marx e Engels analisaram em 1871, 1872, 1875 a experiência da Comuna de Paris e o que eles disseram sobre o tipo de Estado que o proletariado necessita. 

Pelo visto, o Sr. Plekhánov, ex-marxista, não quer se lembrar do marxismo. 

Eu citei as palavras de Rosa Luxemburgo que em 4 de agosto de 1914 qualificou a socialdemocracia alemã de "cadáver putrefato". E os senhores Plekhánovs, Goldenger & Cia se sentem "ofendidos" . . . em nome de quem? Em nome dos chovinistas alemães, qualificados de chauvinistas!


Os pobres social-chouvinistas russos, socialistas de palavras e chouvinistas de fato, embrulharam-se. [*] 

Publicado em 7 de abril de 1917 no " Pravda".”

sábado, 5 de novembro de 2016

Golpistas afundam a economia: rombo recorde nas contas públicas

O governo golpista de Michel Temer e seu ministro usurpador da Fazenda, Henrique Meirelles, fizeram um rombo recorde nas contas públicas de 26,6 bilhões de reais em setembro.

Ao contrário do que vêm tentando passar a imprensa burguesa e o governo golpistas, todos os indicadores econômicos se deterioram desde maio, quando houve o golpe de estado da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano.

O Portal da Folha de S. Paulo em 31/10/2016 informou que:

“Em  setembro, o setor público (União, Estados e municípios) registrou déficit primário de 26,6 bilhões, de acordo com a divulgação do Banco Central nesta segunda-feira (31). Com isso, o resultado negativo acumulado no ano chegou a R$ 85,5 bilhões, ante um bom de R$ 8,4 bilhão no mesmo período de 2015.

É o pior resultado tanto para o mês quanto para o período acumulado desde dezembro de 2001, quando se iniciou a série histórica do BC.”

Os governos estaduais e os municípios também se afundam:

“Já os governos regionais tiveram resultado negativo de R$ 298 bilhões. O número foi determinado pelo déficit dos estados, que foi de R$ 157 milhões em setembro (ante um superávit de R$ 634 milhões no mesmo mês em 2015) e pelo resultado negativo dos municípios, de R$ 141 milhões (ante um déficit de R$ 219 milhões em setembro de 2015).

A dívida líquida do setor público alcançou R$ 2,7 trilhões no mês passado, o  equivalente a 44,1% do PIB.”

A política do governo golpista visa apenas beneficiar os banqueiros, ao capital financeiro, efetuando “religiosamente” os pagamentos de juros aos exploradores rentistas:

“Como o governo precisa reduzir a proporção da dívida proporção da dívida pública em relação ao PIB, a economia de receitas tem sido usada para pagar juros desses débitos de modo a impedir seu maior crescimento e sinalizar ao mercado que haverá recursos suficientes para honrá-los no futuro. Como o país está em recessão, com a arrecadação de impostos em queda, em um cenário em que as despesas continuam crescendo, esse resultado vem sendo negativo desde maio.” (quando houve o golpe contra a presidenta Dilma – nota da TML) (Idem).

A própria burguesia reconhece isso:

“LIDAMOS COM uma realidade: o desemprego aumenta e a recuperação da economia está sendo muito mais demorada do que se esperava quando, com a reviravolta política (eufemismo para o golpe de estado contra a presidenta Dilma e o PT – nota da TML), os índices de confiança começaram a melhorar.” 

Alguns percalços mostram que, a despeito da melhora das expectativas gerais, a economia real não avança. O principal deles se deu na produção industrial, que teve em agosto uma queda surpreendentemente forte, de 3,8%, mudando as projeções para o segundo e o terceiro trimestres, antes positivas em razão do crescimento verificado nos cinco meses anteriores.” (Benjamin Steinbruch, presidente da Companhia Siderúrgica Nacional, na Folha de S. Paulo, 1/11/2016).

O golpista Benjamin Steinbruch, famoso também por sugerir que o operário pode trabalhar com uma mão e fazer a sua refeição simultaneamente com a outra, agora no governo Temer mudou o discurso e vem defendendo gastos públicos:

“Aos poucos, vai se revelando a óbvia realidade de que a economia precisa de estímulos para crescer. Na Europa desenvolvida, que enfrentou a crise de 2008 com ferozes programas de austeridade, um número crescente de autoridades já defende abertamente a volta dos gastos públicos.

No Reino Unido “pos-brexit”, agora sob a liderança de Theresa May, há um novo discurso sobre a necessidade de investimentos governamentais em infraestrutura. Em vários outros países, com o aplauso e o apoio do Fundo Monetário Internacional, as autoridades volta a adotar a ideia de que é preciso gastar para estimular a economia.” (Idem).

Assim, uma parte da burguesia nacional, percebendo o beco sem saída da política pró-imperialista que privilegia o capital financeiro, aos bancos, começa a querer se delimitar, defendendo gastos públicos, logicamente para socorro próprio, mas não para programas de saúde, educação e programas sociais. A burguesia nacional quer gastos públicos para os grandes industriais, para infra-estrutura, e para pagar juros aos banqueiros.

Os golpistas já entraram aumentando o deficit público de 90 bilhões para 140 bilhões de reais, aumentando os vencimentos do judiciário, aumentando os vencimentos da Força Nacional, ou seja, pagando os serviços prestados pelos mais diversos setores golpistas.

Está claro já começaram as fricções na burguesia entre o setor pró imperialismo norte-americano formado pelo Partido da Social Democracia Brasileiras (PSDB) tucano e o Parido Democratas (DEM), que controla o Poder Judiciário e o usa como ponta de lança no golpe dentro do golpe contra o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) de Michel Temer e Renan Calheiros, visando colocar, em eleição indireta no Congresso Nacional, a partir de 2017, Fernando Henrique Cardoso como presidente da república, com Armínio Fraga, brasileiro naturalizado norte-americano, empregado do mega-especulador grego, George Soros, o qual patrocinou o golpe nazista na Ucrânia, com o apoio do Enclave terrorista e sionista de Israel.

Tanto isso é verdade que o Supremo Tribunal Federal (STF) golpista colocou em votação uma processo movido há vários meses pelo partido da Rede Sustentabilidade, de Marina Silva e Neca Setúbal (proprietária do Banco Itaú), na época voltado contra Temer, para discutir a questão de seu um pessoa na linha sucessória do presidente da república pode ser réu em processo judicial, só que agora está voltado contra o presidente do Senado o golpista Renan Calheiros. No julgamento, após a maioria dos ministros golpistas do STF terem se pronunciado pelo impedimento da pessoa ré figurar na linha sucessória (mais uma vez passando por cima do princípio constitucional da presunção de inocência), um outro ministro golpista pediu vistas do processo, para suspendê-lo, apenas para que o processo permaneça como espada de Dâmocles na cabeça do presidente do Senado Federal Renan Calheiros, ou seja, apenas para enquadrá-lo, e impulsionar o golpe dentro do golpe, visando  um governo mais pró imperialismo norte-americano do PSDB/DEM.

Tudo isso demonstra a crise terminal do capitalismo mundial, sendo a economia brasileira um dos elos mais frágeis dessa corrente, o qual com certeza vai se romper em breve, sendo necessário para tanto o reagrupamento da vanguarda operária e revolucionária no partido operário marxista revolucionário e na Internacional operária e revolucionária, na perspectiva de instauração de um governo operário e revolucionário, rumo ao Socialismo!

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

Agrava a escalada fascista dos golpistas em São Paulo: PM invade Escola do MST atirando

Ontem, sexta-feira, a Polícia Militar do Estado de São Paulo invadiu a Escola de Formação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) atirando para o alto, prendendo pessoas, em Guararema, no interior do Estado de São Paulo.

Os golpistas utilizando como ponta de lança o Poder Judiciária vão transformando o Brasil num Estado policial, numa ditadura com contornos claramente fascistas, por atacar as organizações dos trabalhadores e do movimento popular.

É uma verdadeira escalada. No dia 30 de outubro, a Polícia Militar de Santos atacou a peça teatral “Blitz – O império que nunca dorme” , quando era encenada, pela “Trupe Olho da Rua”, na Praça dos Andradas, prendendo e batendo no ator Caio Martinez Pacheco.

A Polícia Militar no Estado de São Paulo (treinada e armada até os dentes pelo Enclave sionista e terrorista de Israel) e no Rio de Janeiro, cada uma mata 2 (duas) pessoas por dia. Apenas nesses dois Estados são assassinadas aproximadamente 1.500 pessoas pela Polícia Militar. Agora saiu uma pesquisa dizendo que morrem no Brasil 9 pessoas por dia assassinadas pela PM. Na verdade, o número de pessoas assassinadas é bem maior, porque esses levantamentos, por sua precariedade, não são confiáveis. Há muita “maquiagem” (“autos de resistência”, omissões deliberadas, etc.) nas estatísticas, não permitindo um levantamento preciso.

Assim, constatamos que já passou da hora para os operários, camponeses e estudantes, a partir dos sindicatos e das centrais sindicais, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), da União Nacional dos Estudantes (UNE), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), organizarem a nossa autodefesa, ou seja, as milícias operárias e populares, para fazer frente aos ataques fascistas, assim como levantarem bem alto a bandeira pela dissolução da polícia militar, na luta contra o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, para a derrubada revolucionária Temer, na perspectiva de um governo operário e camponês, rumo ao Socialismo. 

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário

terça-feira, 1 de novembro de 2016

PM ataca espetáculo teatral e espanca ator em Santos

A Polícia Militar de Santos atacou a peça teatral “Blitz – O império que nunca dorme” , quando era encenada, pela “Trupe Olho da Rua”, na Praça dos Andradas, no domingo dia 30 de outubro, prendendo e espancando o ator Caio Martinez Pacheco.

A peça fala da PM:

“De acordo com o ator Caio Martinez Pacheco, o espetáculo foi fundamentado em pesquisas sobre o resultado da atuação da Polícia Militar. Ele afirma, que a polícia interrompeu a peça no momento em que o hino nacional era tocado junto com uma canção de Gilberto Gil. Depois disso o ator foi algemado e levado até o Palácio da Política, no Centro, onde permaneceu por cerca de quatro horas até ser liberado.” (Portal G1, 01/11).

Depois, o ator deu uma entrevista coletiva na Regional da Baixada Santista do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo:

“Em entrevista coletiva, Kaio conta que apesar da Polícia Militar ter interrompido o espetáculo com o argumento de que ele desrespeitava símbolos nacionais, todo o matéria havia sido aprovado pelo próprio Governo do Estado.” (Idem).

Além disso:

“(...). A organização da peça de teatro afirma que a manifestação cultural já havia sido encenada no mesmo local cerca de 20 vezes e que essa foi a primeira vez que algo similar ocorreu.

Foi uma cena muito triste. Formos cercados por diversos policiais, alguns empunhando armas.

Caio afirma que foi agredido por policiais ao ser colocado na viatura.” (Idem).

Também:

(...) afirma que sua prisão foi injustificada e diz que sofreu humilhação por ter sido retirado de seu ambiente de trabalho. O artista conta ainda que foi agredido no momento em que era colocado na viatura em Santos, no litoral de São Paulo.” (Idem).

“Ainda de acordo com a instituição, a peça teatral reflete a violência policial, baseada em reportagens, teses acadêmicas e relatórios sobre a instituição policial brasileira. Entendendo a urgência do tema e a estética do grupo.” (Idem).

Solidariedade e repúdio dos artistas ao atentado da Polícia Militar de Santos

Os artistas de Santos se solidarizaram com o ator e foram acompanhá-lo no Palácio da Polícia, assim como o Movimento Teatral da Baixada Santista que emitiu uma nota:

“Já o Movimento Teatral da Baixada Santista emitiu uma nota onde repudia a ação da Polícia Militar, que utilizou mais de seis viatura com apoio da Guarda Municipal para algemar um “trabalhador da cultura a partir da censura após cinco minutos de um espetáculo de rua, em temporada na mesma praça, há um ano, e que teve sua produção financiada pelo próprio Governo Estadual.” (Idem).

A peça teatral de Caio havia ganhado em segundo lugar um concurso do próprio Governo do Estado de São Paulo, o qual financiou a montagem da peça. Moral da história: o Governo dá o prêmio e depois sua Polícia Militar fascista desce o cacete. 

Ditadura de 2016 igual a Ditadura de 1964, que espancou artistas da peça Roda Viva

Isso também aconteceu na Ditadura militar, quando o espetáculo da peça Roda Viva foi atacado e os atores espancados:

“Durante a segunda temporada, com Marília Pêra, André Valli e Rodrigo Santiago substituindo o elenco original, a obra virou um símbolo da resistência contra a ditadura militar. Um grupo de cerca de cem pessoas do Comando de Caça aos Comunistas (CCC), invadiu o Teatro Ruth Escobar, em São Paulo, e espancou os artistas e depredou o cenário.(...)” (Wikipédia).

Ainda segundo a Wikipédia:

“Roda viva é uma peça de teatro brasileira. Foi escrita por Chico Buarque no final de 1967 e estreou no Rio de Janeiro no início de 1968, sob a direção de José Celso Martinez Corrêa. Foi a primeira incursão de Chico Buarque na área da dramaturgia.”

Desmantelamento do aparato repressivo: dissolução da Polícia Militar

Infelizmente a Constituição de 1988 manteve intacto o aparato repressivo. O próprio Partido dos Trabalhadores (PT) recusou-se a assinar a mesma devido a esse motivo.

O pior é que o PT acabou cedendo à pressão da burguesia e do imperialismo norte-americano e agravando essa situação com a formação da Força Nacional e da Lei Antiterrorismo, que visa a atacar e criminalizar os movimentos sindical e popular, a qual já fez uma vítima, Valdir Pereira da Rocha, de 36 anos, que foi assassinato a pauladas por outros presos, segundo a versão oficial, num presídio em Várzea Grande, cidade vizinha da capital Cuiabá, no Mato Grosso. É o resultado inicial da chamada "Operação Hashtag" do ministro da Justiça fascista, Alexandre de Moraes. Isso tudo sem falar no aumento indiscriminado das “empresas de segurança privada”.

Para piorar mais ainda, surge um partido, denominado Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL), que se apresenta como alternativa à política frente populista e de colaboração de classes do PT, mas debuta como defensor das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Rio de Janeiro, as quais vêm aterrorizando a população pobre e negra dos morros e favelas Rio de Janeiro.

A Polícia Militar em São Paulo (treinada e armada até os dentes pelo Enclave sionista e terrorista de Israel) e no Rio de Janeiro, cada uma mata 2 (duas) pessoas por dia. Apenas nesses dois Estados são assassinadas aproximadamente 1.500 pessoas pela Polícia Militar. Agora saiu uma pesquisa dizendo que são assassinadas 9 pessoas por dia pela PM no Brasil. Na verdade, o número de pessoas assassinadas é bem maior, porque esses levantamentos, por sua precariedade, não são confiáveis. Há muita “maquiagem” (“autos de resistência”, omissões deliberadas, etc.) nas estatísticas, não permitindo um levantamento preciso.

Assim, constatamos que já passou da hora para os operários, camponeses e estudantes, a partir dos sindicatos e das centrais sindicais, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), da União Nacional dos Estudantes (UNE), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), organizarem a nossa autodefesa, ou seja, as milícias operárias e populares, para fazer frente aos ataques fascistas, assim como levantarem bem alto a bandeira pela dissolução da polícia militar, na luta contra o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, para a derrubada revolucionária Temer, na perspectiva de um governo operário e camponês, rumo ao Socialismo

Tendência Marxista-Leninista, por um partido operário marxista revolucionário