quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

TML se solidariza com deputado Rillo diante da atitude da bancada petista na ALESP

A bancada estadual do Partido dos Trabalhadores na Assembleia Legislativa de São Paulo votou a favor do Orçamento de 2017, em claro apoio ao governador tucano Geraldo Alckmin (PSDB), com exceção do deputado João Paulo Rillo (PT), que denunciou a traição da bancada petista. Rillo afirmou que foi substituido da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento da ALESP por seus colegas de partido com claro objetivo de impedir seu trabalho de obstrução da pauta.

O deputado estadual é aquele que, durante as ocupações das escolas pelos estudantes secundaristas, teve um comportamento bastante combativo, inclusive empurrando policiais militares para evitar agressões aos estudantes.

Na votação de ontem, o objetivo de Rillo era negociar pontos do Orçamento que são de interesse dos movimentos sociais, entre eles, a proibição do uso de balas de borracha nas manifestações. Em entrevista à imprensa, Rillo afirmou que “um partido de esquerda não se degenera pela sua base, mas sim pela cúpula, pela burocracia”.

Infelizmente, esta é mais uma demonstração do desastre da política de colaboração e conciliação de classes, defendida pela direção majoritária do PT, a corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), traindo a luta e os interesses da classe trabalhadora, o que tem levado o partido a um beco sem saída, propiciando o bloqueio e a paralisia do movimento operário e popular, sendo incapaz de enfrentar o golpe e os golpistas.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Mobilização popular: única saída contra ameaça de um golpe militar

O general Rômulo Bini Pereira, na quinta-feira, dia 15/12, no jornal burguês arqui-reacionário “Estadão”, renovou o seu “alerta” sobre a necessidade de um golpe militar.

A conjuntura política brasileira é bastante delicada, com os podres poderes em profunda crise. O executivo, com o golpista Michel Temer sendo repudiado pela população inteira do país, o Congresso Nacional, com a Câmara dos Deputados do “Centrão” totalmente desmoralizada e o Judiciário (juntamente com o Ministério Público Federal – MPF – nazi-fascista), principal instrumento golpista do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), com seus ministros também totalmente desmoralizados, em “disputas” e “embates” ridículos, como os sustentados pelos ministros Luiz Fux e Gilmar Mendes.

A escalada golpista  do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) entreguista e pró-imperialista, que ao que tudo indica controla totalmente o Poder Judiciário, vem preparando a derrubada de Michel Temer do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), ou seja, um golpe dentro do golpe, como ocorreu em 1968 com o Ato Institucional n. 5 (AI5), que foi um golpe dentro do golpe de 1964. Essa escalada também propicia o aprofundamento da crise institucional, estabelecendo enorme confusão, o que propicia e aplaina o terreno para uma aventura militar.

Por isso os golpistas estão massacrando o PMDB, que se tornou a bola da vez, com as prisões dos ex-governadores do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e Anthony Garotinho (a prisão deste foi revogada), com a tentativa de afastamento de Renan Calheiros da presidência do Senado, tudo isso aprofundando a crise institucional.

O judiciário golpista quase todos os dias aceita denúncias contra Lula, conforme noticia a imprensa golpista, porque os golpistas entendem como fundamental a prisão do maior líder operário e popular do País para o prosseguimento do golpe, ou seja, para o ataque às organizações operárias e populares, as centrais sindicais, os movimentos sociais e populares, como acontece em nas ditaduras.

Além disso, o judiciário golpista insiste nos “10 pontos anti-corrupção”, numa tentativa do Ministério Público Federal de legalizar o fascismo no Brasil, legalizando a tortura, acabando com o habeas corpus, e permitindo a produção de provas ilícitas, portanto criminosas, dentre outras medidas fascistas.

Essas medidas são piores do que a ditadura do Estado Novo, assim como semelhantes ou piores à legislação fascista italiana de Benito Mussolini e da nazista alemã de Adolf Hitler.

Não por acaso tais medidas foram apoiadas por meio de panelaço da classe média fascista dos bairros ricos da cidade de São Paulo, como nos Jardins, Pinheiros, Vila Madalena, e na cidade do Rio de Janeiro, como no Leblon, Copacabana e Ipanema.

Essa cruzada contra a corrupção é a maior falácia. A “Operação Lava Jato” é a maior farsa, tendo sido orquestrada pela CIA e o FBI. É semelhante a cruzada contra os marajás de Fernando Collor da Rede Globo. Por outro lado, importante deixar consignado que a corrupção é inerente ao capitalismo e que os Estados Unidos, o país que patrocina o golpe no Brasil, por meio da CIA, do FBI, e do Departamento Estado, é o maior país corruptor e corrupto do mundo.

Informações privilegiadas são passadas aos Estados Unidos, à CIA, FBI, e ao Departamento de Estados e à Suiça, permitindo e subsidiando esses países a entrarem com ações contra a  Petrobrás. Logicamente, a extorsão das construtoras brasileiras reverterá para pagar “indenizações” aos Estados Unidos e à Suíça. Um verdadeira pirataria do Século XXI!

Prova disso é que nenhum político do PSDB entreguista e pró-imperialista foi preso até agora, embora este partido seja ultracorrupto, senão o mais corrupto de todos, com o ministro das relações exteriores, José Serra, sendo suspeito de ter recebido 23 milhões de reais, o senador Aécio Neves também é acusado de desvio de verbas de FURNAS, hidrelétrica de Estado Minas Gerais, sem falar da máfia da merenda e do desvio de verba do metrô no Estado de São Paulo, governado pelo PSDB tucano de Geraldo Alckmin, principal estado da federação.

Assistimos a uma disputa fratricida entre os golpistas, do PSDB contra o PMDB com os ataques a Cabral, Garotinho e Renan, mas também dentro do próprio PSDB, com Alckmin, apesar de ter conseguido eleger o prefeito de São Paulo João Dória, sofrendo ataques do ministro José Serra, do senador Aécio Neves e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Em retaliação a Alckmin, a outra facção do PSDB reconduziu o senador Aécio Neves como presidente do PSDB. É a chamada de briga de cachorro grande.

Mas toda essa disputa e todo esse caos não é por acaso. São  motivados pela fato da crise econômica ter aumentado desde que os golpistas assumiram o poder em maio deste ano. Em setembro passado houve um rombo recorde nas contas públicas de R$ 26,7 bilhões, sendo certo que todos os indicadores econômicos se deterioraram.

O objetivo do golpe dentro do golpe é eleger Fernando Henrique Cardoso presidente do Brasil, a partir de 2017, em eleição indireta no Congresso Nacional fantoche, colocando no Ministério da Fazenda o brasileiro naturalizado norte-americano Armínio Fraga, empregado do mega-especulador grego George Soros, que patrocinou o golpe nazista na Ucrânia, com apoio do Enclave terrorista e sionista de Israel, tudo isso visando de apressar e aumentar o ataque à classe trabalhadora, porque o PSDB considera Michel Temer e seu ministro da fazenda, Henrique Meirelles, lentos demais nos ataques à população do País, ou, ainda, propiciar a intervenção militar como a propugnada pelo general Rômulo Pereira, que aliás já vem ocorrendo desde as Olimpíadas. Inclusive, recentemente, no dia 10/12, a Grande Recife e 14 municípios, foram ocupados militarmente, sob pretexto de motim da Polícia Militar.

Uma aventura militar não significa um desfecho como em 1964, poderá provocar a reação e a ação direta das massas, como no golpe de 1954 contra Getúlio Vargas, quando as massas saíram às ruas e massacraram os golpistas.

O PSDB tem sido auxiliado pela Rede Sustentabilidade de Marina Silva e de Neca Setúbal do Banco Itaú, partido que ingressou com a ação para o afastamento de Renan Calheiros, como também pelos partidos da esquerda pequeno-burguesa, como, por exemplo, o Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL) e o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU).

Assim, pressionado, o governo golpista lançou a “Reforma da Previdência”, que praticamente acaba com o direito à aposentadoria, impondo a idade mínima de 65 anos e que o trabalhador trabalhe 49 anos para poder ter direito a 100% do benefício, ou seja, na prática é a extinção da aposentadoria, enquanto isso os militares golpistas ficaram de fora. Além disso, em seguida, lançou um pacotinho insignificante de “bondades”, só para efeito de marketing político para o monopólio da mídia golpista tentar jogar areia nos olhos da população.

Os golpistas seguem tentando escravizar e recolonizar o País, aumentando o genocídio da população pobre e negra das periferias das cidades pela Polícia Militar, assim como agravando o desamparo dos idosos com o fim da aposentadoria.

É fundamental que as organizações de massas, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Partido dos Trabalhadores (PT), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) rompam com sua política de colaboração de classes que vêm impondo um bloqueio e uma paralisia ao movimento operário e popular, apesar da enorme disposição de luta demonstrada de forma empírica e espontânea pelos trabalhadores, camponeses e estudantes contra o golpe.

A alternativa a toda essa barbárie é a mobilização dos operários, camponeses e estudantes na perspectiva de uma greve geral, organizando comandos de greve eleitos democraticamente pela base, juntamente com as milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos.

É fundamental também a convocação de um Congresso Brasileiro da Classe Trabalhadora  em São Paulo, com delegados eleitos nos Estados, em Assembleias de base, com a perspectiva de forjar um programa e uma plataforma de lutas contra o golpe.

E o mais importante, buscar organizar a classe trabalhadora de forma independente, num partido operário marxista revolucionário, para a derrubada revolucionária nas ruas dos golpistas e suas instituições, visando um governo operário e camponês, para a realização das tarefas democráticas, expulsão do imperialismo e reforma e revolução agrária, expropriação do campo, do latifúndio e das empresas agrícolas, passando à expropriação das fábricas, das empresas e dos bancos, monopólio do comércio exterior e economia planificada, rumo ao Socialismo e à Construção da Internacional Operária e Revolucionária!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

PSDB prepara derrubada do governo Temer

A escalada golpista  do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) entreguista e pró-imperialista, que ao que tudo indica controla totalmente o Poder Judiciário, prepara a derrubada de Michel Temer do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) poder, ou seja, uma golpe dentro do golpe, como ocorreu em 1968 com o Ato Institucional n. 5 (AI5), que foi um golpe dentro do golpe de 1964.

Por isso os golpistas estão massacrando o PMDB, que se tornou a bola da vez, com as prisões dos ex-governadores do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e Anthony Garotinho (a prisão deste foi revogada), acusados de corrupção, assim como o ministro Marco Aurélio do Supremo Tribunal Federal golpista havia afastado o senador Renan Calheiros da presidência do Senado Federal provisoriamente, em razão de entender que o senador, por ter se tornado réu, não pode permanecer na linha sucessória, passando por cima do princípios constitucionais da presunção de inocência e da separação e independência dos poderes, sendo que em razão da resistência de Renan, que se recusou a receber intimação do oficial justiça, os golpista pró-imperialista deram uma recuada, temendo desgastes por causa da crise entre os poderes, crise institucional.

O afastamento do senador Renan Calheiros é um fato sem precedentes, inclusive na época da ditadura militar. Inclusive, com relação aos parlamentares afastados recentemente, como o deputado Eduardo Cunha e o senador Delcídio do Amaral, o afastamento determinado pelo Supremo Tribunal Federal exigia que o mesmo fosse apreciado pelos pares dos parlamentares.

Todavia, esse recuo é apenas tático, porque o PSDB e o judiciário seguirão atacando com novas investidas ao PMDB como fizeram com o Partido dos Trabalhadores (PT).

Aliás, o Judiciário golpista quase todos os dias aceita denúncias contra Lula, conforme noticia a imprensa golpista, porque os golpistas entendem como fundamental a prisão do maior líder operário e popular do País para o prosseguimento do golpe, ou seja, para o ataque às organizações operárias e populares, as centrais sindicais, os movimentos sociais e populares, como acontece em nas ditaduras.

Além disso, os “10 pontos anti-corrupção” são uma tentativa do Ministério Público Federal de legalizar o fascismo no Brasil, legalizando a tortura, acabando com o habeas corpus, e a produção de provas ilícitas, portanto criminosas, dentre outras medidas fascistas.

Essas medidas são piores do que a ditadura do Estado Novo, assim como semelhantes ou piores à legislação fascista italiana de Benito Mussolini e da nazista alemã de Adolf Hitler.

Não por acaso tais medidas foram apoiadas por meio de panelaço da classe média fascista dos bairros ricos da cidade de São Paulo, como nos Jardins, Pinheiros, Vila Madalena, e na cidade do Rio de Janeiro, como no Leblon, Copacabana e Ipanema.

Essa cruzada contra a corrupção é a maior falácia. É semelhante a cruzada contra os marajás de Fernando Collor da Rede Globo. Por outro lado, importante deixar consignado que a corrupção é inerente ao capitalismo e que os Estados Unidos, o país que patrocina o golpe no Brasil, por meio da CIA, do FBI, e do Departamento Estado, é o maior país corruptor e corrupto do mundo.

Prova disso é que nenhum político do PSDB entreguista e pró-imperialista foi preso até agora, embora este partido seja ultracorrupto, senão o mais corrupto de todos, com o ministro das relações exteriores, José Serra, sendo suspeito de ter recebido 23 milhões de reais, o senador Aécio Neves também é acusado de desvio de verbas de FURNAS, hidrelétrica de Estado Minas Gerais, sem falar da máfia da merenda e do desvio de verba do metrô no Estado de São Paulo, governado pelo PSDB tucano de Geraldo Alckmin, principal estado da federação.

Assistimos a uma disputa fratricida entre os golpistas, do PSDB contra o PMDB com os ataques a Cabral, Garotinho e Renan, mas também dentro do próprio PSDB, com Alckmin, apesar de ter conseguido eleger o prefeito de São Paulo João Dória, sofrendo ataques do ministro José Serra, do senador Aécio Neves e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. É a chamada de briga de cachorro grande.

Reflexo disso, seguem os ataques às construtoras e empreiteiras nacionais, que são representadas de certo modo pelo PMDB, as quais apoiaram os governos de Lula e Dilma, têm seus diretores e executivos torturados em Curitiba, com “prisões cautelares”, sendo forçados a fazerem “confissões” e “delações premiadas”, de fazer inveja aos regimes de Mussolini e Hitler, visando quebrar extorquir e quebrar essas empresas, algumas das quais atuam e são importantes no mercado internacional, para beneficiar as concorrentes estrangeiras destas, principalmente norte-americanas é claro. Há suspeita, ainda, de que são passadas informações privilegiadas aos Estados Unidos, à CIA, FBI, e ao Departamento de Estados e à Suiça, permitindo e subsidiando esses países a entrarem com ações contra a  Petrobrás. Logicamente, a extorsão das construtoras brasileiras reverterá para pagar “indenizações” aos Estados Unidos e à Suíça. Um verdadeira pirataria do Século XXI!

Mas toda essa disputa não é por acaso, ela é motivada pela fato da crise econômica ter aumentado desde que os golpistas assumiram o poder em maio deste ano. Em setembro passado houve um rombo recorde nas contas públicas de R$ 26,7 bilhões, sendo certo que todos os indicadores econômicos se deterioraram.

O objetivo do golpe dentro do golpe é eleger Fernando Henrique Cardoso presidente do Brasil, a partir de 2017, em eleição indireta no Congresso Nacional fantoche, colocando no Ministério da Fazenda o brasileiro naturalizado norte-americano Armínio Fraga, empregado do mega especulador grego George Soros, que patrocinou o golpe nazista na Ucrânia, com apoio do Enclave terrorista e sionista de Israel, tudo isso visando de apressar e aumentar o ataque à classe trabalhadora, porque o PSDB considera Michel Temer e seu ministro da fazenda, Henrique Meirelles, lentos demais nos ataques à população do País.

Inclusive essa movimentação golpista está sendo feita abertamente, embora os golpistas tentem, às vezes, disfarçar, falando em “conspiração”, já estando sendo falada e comentada por todo mundo.

O PSDB tem sido auxiliado pela Rede Sustentabilidade de Marina Silva e de Neca Setúbal do Banco Itaú, partido que ingressou com a ação para o afastamento de Renan Calheiros, como também pelos partidos da esquerda pequeno-burguesa, como, por exemplo, o Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL) e o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU).

Assim, pressionado, o governo golpista lançou a “Reforma da Previdência”, que praticamente acaba com o direito à aposentadoria, impondo a idade mínima de 65 anos e que o trabalhador trabalhe 49 anos para poder ter direito a 100% do benefício, ou seja, na prática é a extinção da aposentadoria, enquanto isso os militares golpistas ficaram de fora.

A escalada golpista da burguesia e do imperialismo norte-americano para substituir Temer vai consolidando a ditadura do judiciário e instituindo um Estado Policial com o objetivo de impor o Plano de escravidão e recolonização do Brasil, com a superexploração dos trabalhadores, com jornada de 80 horas semanais, fim da CLT, fim do FGTS, aposentadoria aos 75 anos, fim do segurodesemprego, fim dos programas sociais, acabando com a saúde e a educação, com a PEC n. 241, que congela os gastos públicos por 20 anos, bem como com a apropriaçã o das riquezas da nação, como o Petróleo do Pré-Sal, a água, a Floresta Amazônica, dos bancos e empresas públicas, o que levará o nosso País à barbárie, já que somos a 3ª população carcerária do mundo, com quase 700 mil presos.

A alternativa a toda essa barbárie é a mobilização dos operários, camponeses e estudantes na perspectiva de uma greve geral, organizando comandos de greve eleitos democraticamente pela base, juntamente com as milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos, com a convocação de um Congresso Brasileiro da Classe Trabalhadora  em São Paulo, com delegados eleitos nos Estados em Assembleias de base, para a derrubada revolucionária nas ruas dos golpistas e suas instituições, visando um governo operário e camponês, para a realização das tarefas democráticas, expulsão do imperialismo e reforma e revolução agrária, expropriação do campo, do latifúndio e das empresas agrícolas, passando à expropriação das fábricas, das empresas e dos bancos, monopólio do comércio exterior e economia planificada, rumo ao Socialismo e à Construção da Internacional Operária e Revolucionária!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

A qualquer custo: PSDB, MPF e STF querem implantar a ditadura

O afastamento do senador Renan Calheiros é um fato sem precedentes, inclusive na época da ditadura militar. O ministro Marco Aurélio do Supremo Tribunal Federal golpista afastou o senador Renan Calheiros da presidência do Senado Federal provisoriamente, em razão de entender que o senador, por ter se tornado réu, não pode permanecer na linha sucessória, sendo que ainda hoje o plenário do STF vai se manifestar definitivamente.

A escalada golpista  do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) entreguista e pró-imperialista, que ao que tudo indica controla totalmente o Poder Judiciário, prepara a remoção de Michel Temer do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) poder, ou seja, uma golpe dentro do golpe, como ocorreu em 1968 com o Ato Institucional n. 5 (AI5), que foi um golpe dentro do golpe de 1964. Por isso os golpistas estão massacrando o PMDB, com as prisões dos ex-governadores do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e Anthony Garotinho (a prisão deste foi revogada), acusados de corrupção.

Todavia, nenhum político do PSDB entreguista e pró-imperialista foi preso até agora, embora este partido seja ultracorrupto, com o ministro das relações exteriores, José Serra, sendo suspeito de ter recebido 23 milhões de reais, o senador Aécio Neves também é acusado de desvio de verbas de FURNAS, hidrelétrica de Estado Minas Gerais, sem falar da máfia da merenda e do desvio de verba do metrô no Estado de São Paulo, governado pelo PSDB tucano de Geraldo Alckmin, principal estado da federação.

É importante deixar consignado que a corrupção é inerente ao capitalismo e que os Estados Unidos é o maior país corruptor e corrupto do mundo.

Enquanto isso, as construtoras nacionais, que apoiaram os governos de Lula e Dilma, têm seus diretores e executivos torturados em Curitiba, com “prisões cautelares”, sendo forçados a fazerem “confissões” e “delações premiadas”, de fazer inveja aos regimes de Mussolini e Hitler, visando quebrar extorquir e quebrar essas empresas, algumas das quais atuam e são importantes no mercado internacional, para beneficiar as concorrentes estrangeiras destas, principalmente norte-americanas é claro. Há suspeita, ainda, de que são passadas informações “privilegiadas” aos Estados Unidos, à CIA, FBI, e ao Departamento de Estados e à Suiça, permitindo e subsidiando esses países a entrarem com ações contra a  Petrobrás. Logicamente, a extorsão das construtoras brasileiras reverterá para pagar “indenizações” aos Estados Unidos e à Suíça. Um verdadeira pirataria do Século XXI!

O objetivo do golpe dentro do golpe é eleger Fernando Henrique Cardoso presidente do Brasil, a partir de 2017, em eleição indireta no Congresso Nacional fantoche, colocando no Ministério da Fazenda o brasileiro naturalizado norte-americano Armínio Fraga, empregado do mega especulador grego George Soros, que patrocinou o golpe nazista na Ucrânia, com apoio do Enclave terrorista e sionista de Israel, tudo isso com o objetivo de apressar e aumentar o ataque à classe trabalhadora, porque o PSDB considera Michel Temer e seu ministro da fazenda, Henrique Meirelles, lentos demais nos ataques à população. Inclusive essa movimentação golpista está sendo feita abertamente, embora os golpistas tentem, às vezes, disfarçar, falando em “conspiração”.

Além disso, os “10 pontos anti-corrupção” são uma tentativa do Ministério Público Federal de legalizar o fascismo no Brasil, legalizando a tortura, acabando com o habeas corpus, e a produção de provas ilícitas, portanto criminosas, dentre outras medidas fascistas.

Ainda, concomitantemente, os golpistas lançaram a “Reforma da Previdência”, que praticamente acaba com o direito à aposentadoria, impondo a idade mínima de 65 anos e que o trabalhador trabalhe 49 anos para poder ter direito a 100% do benefício, ou seja, na prática é a extinção da aposentadoria, enquanto isso os militares golpistas ficaram de fora.

Todas essas medidas são piores do que a ditadura do Estado Novo, assim como semelhantes ou piores à legislação fascista italiana de Benito Mussolini e da nazista alemã de Adolf Hitler.

Não por acaso tal medida foi apoiada por meio de panelaço da classe média fascista dos bairros ricos da cidade de São Paulo, como nos Jardins, Pinheiros, Vila Madalena, e na cidade do Rio de Janeiro, como no Leblon, Copacabana e Ipanema.

O Ministério Público e o Poder Judiciário brasileiro tornaram-se ponta de lança do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) tucano, provocando uma crise entre os podres poderes da nação, atacando o legislativo, por meio de uma assalto ao Senado Federal, com a Polícia  Federal, a polícia política do golpe, sob acusação de obstruir investigações da “Operação Lava-Jato”, concebida pelo CIA para atacar e proscrever ao Partido dos Trabalhadores (PT), visando escravizar e recolonizar o Brasil.

O Poder Judiciário, o Tribunal de Contas da União, a Polícia Federal (a polícia política do golpe), essas instituições burguesas, são ocupadas por usurpadores, ou seja, por indivíduos que não foram eleitos pelo povo, não se submeteram ao sufrágio universal, ao controle do povo, isto é, ao voto, que estão a serviço da burguesia e do imperialismo de maneira permanente, como “instituição”. O Supremo Tribunal Federal, condenou companheiros sem prova, com base na nazi-fascista “Teoria” do Domínio do Fato” e acabou com o princípio da presunção de inocência. O STF é o mesmo que historicamente entregou Olga Benário aos nazistas. Essas “instituições” agem politicamente, em total desrespeito à Lei Orgânica da Magistratura e do Ministério Público, utilizando-se de  ações midiáticas, em total desrespeito aos mínimos direitos civis e democráticos, à presunção de inocência, desrespeitando as liberdades democráticas (ou como gostam os juristas burgueses, as “liberdades públicas”),  criminalizando os movimentos sociais, prendendo os lutadores dos movimentos sociais, sem o devido processo legal, com as pessoas sendo torturadas a pretexto de “prisões cautelares” (“prisões preventivas e temporárias”), obtendo-se “confissões e delações premiadas”, sendo que Curitiba tornou-se a Nova Guantánamo. Aplica-se a aplica-se a “lei antiterrorismo”, em conluio com governos de traços nazi-fascistas nos estados, como o do Estado de São Paulo, com sua Polícia Militar, treinada e armada até os dentes pelo Enclave sionista e terrorista de Israel.

Infelizmente, fatos como esses no Golpe de 1964 continuam acontecendo no Golpe de 2016, como a morte de Valdir Pereira da Rocha, preso acusado de ser simpatizante do Estado Islâmico, sem nenhuma prova, que acabou sendo assassinado a pauladas por outros presos no dia 15 de outubro passado, na Cadeia Pública de Várzea Grande, cidade próxima à capital Cuiabá, no Estado do Mato Grosso, segundo a versão oficial. É a aplicação da “Lei Antiterrorismo”, por meio da Operação Hashtag da Polícia Federal, a polícia política do golpe de 2016.

Acrescente-se para piorar as coisas que o Exército reconheceu que está infiltrando militares nos movimentos populares, em total desrespeito à Constituição Federal de 1988, confirmando que já vivemos numa Ditadura. Os militares golpistas já haviam ameaçado a população, dizendo que estavam de prontidão, sendo que agora estão agindo de forma aberta desde as Olimpíadas. O Exército e as Forças Armadas, ao invés de defenderem a Pátria, estão defendendo os interesses da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano e, logicamente os seus, pois impuseram aos demais golpistas que não sofrerão a reforma da previdência! E estão preparados para atacar a população brasileira na guerra civil que se avizinha.

A escalada golpista para substituir Temer da burguesia e do imperialismo norte-americano vai consolidando a ditadura do judiciário e instituindo um Estado Policial com o objetivo de impor o Plano de escravidão e recolonização do Brasil, com a superexploração dos trabalhadores, com jornada de 80 horas semanais, fim da CLT, fim do FGTS, aposentadoria aos 75 anos, fim do segurodesemprego, fim dos programas sociais, acabando com a saúde e a educação, com a PEC n. 241, que congela os gastos públicos por 20 anos, bem como com a apropriaçã o das riquezas da nação, como o Petróleo do Pré-Sal, a água, a Floresta Amazônica, dos bancos e empresas públicas, o que levará o nosso País à barbárie, já que somos a 3ª população carcerária do mundo, com quase 700 mil presos.

A alternativa a toda essa barbárie é a mobilização dos operários, camponeses e estudantes na perspectiva de uma greve geral, organizando comandos de greve eleitos democraticamente pela base, juntamente com as milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos, com a convocação de um Congresso Brasileiro da Classe Trabalhadora  em São Paulo, com delegados eleitos nos Estados em Assembleias de base, para a derrubada revolucionária nas ruas dos golpistas e suas instituições, visando um governo operário e camponês, para a realização das tarefas democráticas, expulsão do imperialismo e reforma e revolução agrária, expropriação do campo, do latifúndio e das empresas agrícolas, passando à expropriação das fábricas, das empresas e dos bancos, monopólio do comércio exterior e economia planificada, rumo ao Socialismo e à Construção da Internacional Operária e Revolucionária!

Sindserv SBC: votar na Chapa 1 contra os golpistas

Amanhã, dia 8 de dezembro, ocorrerão as eleições para o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Bernardo do Campo, concorrendo a Chapa 1, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), e a Chapa 2, da CSP-Conlutas e da Intersindical.

A Tendência Marxista-Leninista expressa o seu apoio à Chapa 1, da CUT, liderada pelo motorista José Rubem, contra a Chapa 2, da CSP-Conlutas, ligada ao PSTU, em razão deste partido ter apoiado o golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, com a sua palavra de ordem “Fora Todos”, que na verdade era tão-somente o “Fora Dilma”. Agora o PSOL está compondo a Chapa 2, junto com o PSTU.

Assim, o PSTU e a CSP-Conlutas estiveram, objetiva e concretamente, do lado dos golpistas, sem se importarem para a aplicação do “Plano uma ponte para o futuro” de Michel Temer, que implicará, se os golpistas não forem derrotados, na escravização e recolonização do Brasil, com o fim da CLT, aposentadoria aos 75 anos, 80 horas semanais, fim dos programas sociais, como Minha Casa Minha Vida,  Bolsa Família, FIES, PRONATEC, etc.,  fim do Sistema Único de Saúde, privatização da Petrobrás, da Caixa Econômica Federal, assalto ao FGTS pelos banqueiros, fim da estabilidade do servidor público, enfim, um retrocesso sem precedentes para a classe trabalhadora brasileira, com a aprovação da PEC 241/55, a chamada PEC do Fim do mundo, que custa congela os gastos públicos por 20 anos.

Além disso, o PSTU e a CSP-Conlutas tentam passar uma imagem de combativos, mas no movimento sindical são conhecidos os acordos traidores da diretoria do Sindicato do Metalúrgicos de São José dos Campos com a Embraer e a General Motors, onde tal diretoria permitiu, sem luta, demissões nessas empresas e acordos rebaixados do ponto de vistas das reivindicações dos metalúrgicos.

Ainda, são conhecidas as traições nas greves dos metroviários pela diretoria ligada ao PSTU, quando estas são encerradas precocemente, com acordos nocivos aos trabalhadores com o governo tucano do Estado de São Paulo. Sem falar que o Sindicato dos Metroviários permitiu que os metroviários fizessem horas extras para ajudar na mobilização coxinha e da extrema-direita, nas domingueiras da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP).

Assim, servidores públicos municipais de São Bernardo do Campo votar na Chapa 1 contra os golpistas e contra o retrocesso, na perspectiva da independência política da classe trabalhadora.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A morte de Fidel e a defesa do Estado operário

O ex-dirigente cubano Fidel Castro faleceu em Cuba dia 25 de novembro de morte natural. A Tendência Marxista-Leninista manifesta pesar pelo falecimento de Fidel Castro, mas ao contrário da quase totalidade das organizações operárias e de esquerda,  que renderam homenagens a Fidel de forma acrítica, segue manifestando sua apreensão com relação ao curso restauracionista em Cuba, isto é, o avanço da tendência a restaurar o capitalismo na Ilha, principalmente depois do restabelecimento das relações diplomáticas com o imperialismo norte-americano e o patrocínio, junto com o Vaticano,  das negociações de “paz” entre  o governo facínora da Colômbia de Juan Manoel Santos e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Por outro lado, a TML não nega as conquistas da Revolução Cubana, a 150 metros da Flórida, dos Estados Unidos, como a expulsão do imperialismo, expropriação da burguesia, a reforma agrária, o monopólio do comércio exterior, a economia planificada, sendo o único país do mundo sem desnutrição infantil, conforme a própria Unicef, o único pais latino-americano sem problemas com drogas, que tem a maior expectativa de vida, consoante a ONEC, possuindo uma escolarização primária de 100% e secundária de 99%, segundo a Unesco, tem o dobro de médicos da Inglaterra para uma quase cinco vezes população menor, como diz o jornal The Guardian, é o único no mundo que cumpre a sustentabilidade ecológica (WWF), e ao contrário do que falam os gusanos e a mídia imperialista, é o país latino-americano que menos viola  os direitos humanos (os últimos dados foram baseados na Declaração do Comitê de Ligação da Quarta Internacional – CLQI, publicado no Blog da Liga Comunista do Brasil, “O Falecimento de Fidel Castro e a perspectiva da Revolução Cubana hoje”).

As massas derrubaram o ditador Batista
Na Ilha, as massas derrubaram o ditador Batista, impulsionando a vitória do Movimento 26 de julho, comandado por Fidel, fazendo com que ocorresse a hipótese pouco provável para Trotsky, conforme seu prognóstico no Programa de Transição da IV Internacional sobre a instauração de um governo operário e camponês:

“É possível a criação de tal governo pelas organizações operárias tradicionais. A experiência anterior nos mostra, como já vimos, que isto é pelo menos pouco provável. Entretanto, é impossível de negar categórica e antecipadamente a possibilidade teórica de que, sob a influência de uma combinação de circunstâncias excepcionais (guerra, derrota, quebra financeira, ofensiva revolucionária das massas etc.), os partidos pequeno-burgueses, inclusive os estalinistas, possam ir mais longe do que queiram, no caminho da ruptura com a burguesia. Em todo caso, uma coisa está fora de dúvida: se mesmo  esta variante pouco provável se realizasse um dia, em algum lugar, e um “governo operário e camponês” no sentido acima indicado se estabelecesse de fato, ele representará somente um curto episódio em direção à ditadura do proletariado.”

Stéphane Just, em sua obra “A Revolução Proletária e os Estados Operários Burocráticos”, pág. 97, Palavra Editora Ltda., explica:

“Uma revolução proletária

Eis aí o início clássico de uma revolução proletária. A dissolução do exército e da polícia sanciona uma situação de fato. Eles são substituídos pelo exército rebelde e por uma polícia recrutada entre os partidários de Castro, dirigidos por este. Por outro lado, o aparelho administrativo e a justiça permanecem intactos, no máximo, são depurados. A Marinha, que ligou-se a Castro no último momento, permanece igualmente intacta.

Não se trata de negar as qualidades revolucionárias de Fidel Castro e do Movimento 26 de Julho. Eles queriam certamente derrubar a ditadura de Batista, incondicionalmente. Eles tinha se pronunciado por uma certa reforma agrária. Embora revolucionários, nem por isso deixaram de ser um movimento pequeno-burguês com os limites que isto implica. Mas o movimento de massas vai levá-los muito além.

As declarações de Fidel Castro em Nova Iork, em abril de 1959, não correspondiam ao caráter da revolução cubana. Em 17 de abril, durante uma conferência de imprensa, ele explicava:

“Eu disse de maneira clara e definitiva que nós não somos comunistas...As portas estão abertas para os investimentos privados que contribuam para o desenvolvimento da indústria em Cuba...É absolutamente impossível que nós possamos progredir se não nos entendermos com os Estados Unidos.”

E, em seu discurso no Central Park de Nova Iork, a 27 de abril de 1959:

“A vitória só nos foi possível porque nós reunimos os cubanos de todas as classes e de todos os setores em torno de uma única e mesma aspiração.”

“Em fins de 1959 e no início de 1960, Fidel Castro e os dirigentes do Movimento 26 de Julho declararam situar-se sempre nos limites do regime capitalista. Todavia, muito rapidamente, o imperialismo norte-americano e a burguesia cubana foram expropriados. Segundo muitos comentários e análises sobre a revolução cubana, poderia parecer que a destruição do regime de Batista, a entra das colunas militares de Fidel Castro em Havana, e posteriormente a expropriação do capitalismo vieram de cima, foram de algum modo dadas ao proletariado e às massas camponesas de Cuba por Fidel Castro e o Movimento 26 de Julho. Nada é mais falso. É exatamente o inverso que é verdadeiro; o movimento das massas foi muito mais longe do que queriam Fidel Castro e seus partidários. Não é inútil relembrar que o próprio nome da organização Movimento 26 de Julho lembra uma terrível derrota: a tentativa de derrubar, em 1953, a ditadura de Batista, para tomar o quartel de Moncada, o que levou a um verdadeiro massacre dos atacantes. O desembarque do “Gramma”, a 2 de dezembro de 1956, significou outra derrota, como também reconheceu o próprio Fidel Castro:”

Just expõe como as massas derrotaram o ditador Batista:

As massas derrubaram Batista
A ação de Fidel Castro e do Movimento 26 de Julho coincidiu com o impasse do regime de Batista, com seu apodrecimento e com o despertar de um poderoso movimento de massas, de início no campesinato, mas que se desenvolveu igualmente nas massas proletárias da cidade. Após o assassínio de Franco País, dirigente do 26 de Julho em Santiago, uma greve geral contra a ditadura eclodiu nesta cidade. A derrota da greve geral de 9 de abril de 1958 não abala absolutamente esta constatação. Lançada arbitrariamente pelo Movimento 26 de Julho, a palavra de ordem de greve chocou-se com a oposição e a sabotagem do partido stalinista. O exército de Batista contava com 70.000 homens bem armados. “O exército rebelde e as milícias não contavam com mais de que 5.000 homens armados, dos quais muitos sem fuzis, por todo o país”, e isto até o final. O exército de Batista era incapaz de travar o menor combate sério. Mas o exército é um reflexo da sociedade. Sua decomposição traduz o apodrecimento desta.(...)”
Assim, castrismo acabou expropriando a burguesia e edificou o Estado operário cubano.

A crítica marxista à condução da revolução
Porém, em 26 de maio de 1961, o jornal trotskista “Voz Proletária” é fechado. Cuba homenageou o assassino de Trotsky, Ramon Mercader. Leon Trotsky foi líder da Revolução Russa com Vladimir Lênin. Além disso, Trotsky foi o organizador do Exército Vermelho que venceu 14 Exércitos imperialistas na Guerra Civil russa, que terminou em 1921. Ainda, Trotsky liderou a luta contra a burocratização do Estado operário soviético contra Stálin, à “teoria do socialismo em um país” e contra a restauração capitalista, defendendo a Teoria da Revolução Permanente, a Revolução Internacional.

Além disso, o castrismo, por meio de Ernesto Che Guevara, empreendeu a guerrilha no campo na Bolívia que não teve sucesso, em razão de ter sido uma ação isolada do movimento de massas, do movimento operário e popular boliviano, tendo sido facilmente derrotado pela repressão militar, com o assassinato do Che em 1967.

Ainda, o castrismo atuou na luta pela independência de Angola em 1975, apoiando o Movimento Popular pela Libertação de Angola (MPLA), mas sem a perspectiva de estabelecer um  governo operário e camponês e estender a revolução socialista internacional.

Todavia, a direção castrista aderiu ao stalinismo, à “Teoria do socialismo em um só país”, à “política de coexistência pacífica” com o imperialismo, ditada pela burocracia da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), que abandonou a luta pela Revolução socialista internacional, o que levou à restauração do capitalismo na Rússia e nas demais repúblicas socialistas do Leste Europeu.
Assim, a direção castrista foi se transformando em uma burocracia, com suas contradições, sendo que ao mesmo tempo que por um lado apoia-se no Estado operário cubano e tende a defendê-lo, por outro lado cede às pressões do imperialismo no sentido de solapar as conquistas da revolução, pondo em risco o Estado operário com a possibilidade da restauração capitalista.

A TML entende que a burocracia castrista ainda não se transformou em uma classe social, ainda não se transformou em burguesia, como ocorreu na Rússia, na China e nos demais ex-estados operários. Cuba e Coreia do Norte permanecem como os únicos Estados operários, embora bastante burocratizados.

No último período, a atuação da burocracia cubana, agora liderada por Raul Castro, irmão mais novo de Fidel, tomou um curso restauracionista, colocando em risco a existência do Estado Operário Cubano, como aconteceu com a URSS, o Leste Europeu, a China e o Vietnã.

Raul Castro recentemente, apenas para exemplificar, empreendeu duas negociações francamente contrarrevolucionárias: a aproximação com os Estados Unidos e o patrocínio, juntamente com o Papa, das negociações do governo colombiano, do facínora Juan Manuel Santos, com das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs).

Não negamos ao Estado operário que negocie, inclusive com países imperialistas. A Rússia soviética, de Lênin e Trotsky, celebrou a paz de Brest-Litovski, com a Alemanha imperialista, dos Hohenzollern.

Todavia, as negociações com de Cuba com os americanos vão no sentido de abolir o monopólio do comércio exterior na Ilha, sendo claramente restauracionista.

Além disso, o patrocínio das negociações do governo colombiano com as Farcs é uma atuação contrarrevolucionária, que deixará os militantes das Farcs totalmente desarmados perante o facínora Juan Manuel Santos.

Anteriormente, a burguesia colombiana já havia feito um “acordo” com a guerrilha, desarmando-a, apenas para melhor reprimir aos seus membros.

A defesa do Estado operário cubano
A Tendência Marxista-Leninista defende a necessidade da formação de um partido operário marxista revolucionário em Cuba, que lute por uma revolução política, sob a bandeira da luta contra a desigualdade social e a opressão política; por abaixo os privilégios da burocracia; maior igualdade no salário, em todas as formas de trabalho; liberdade dos comitês de fábrica e dos sindicatos; pela liberdade reunião e de imprensa, no sentido do renascimento e do desenvolvimento da democracia dos conselhos operários; legalização de todos os partidos operários e revolucionários; revisão da economia planificada, de alto a baixo, de acordo com o interesse dos produtores e dos consumidores; os comitês de fábrica devem retomar o direito de controle da produção; as cooperativas de consumo, democraticamente organizadas, devem controlar a qualidade dos produtos, e seus preços; reorganização das fazendas coletivas, de acordo com a vontade e interesses dos trabalhadores deste setor; a política internacional reacionária da burocracia deve ceder lugar à política do internacionalismo proletário, toda correspondência diplomática deve ser publicada, abaixo a diplomacia secreta!

Além disso, todos os processos políticos montados pela burocracia cubana devem ser revistos mediante ampla publicidade e livre-exame. Os organizadores das falsificações devem sofrer o merecido castigo.

Construir a Internacional operária e revolucionária!
Viva a democracia dos conselhos operários (sovietes)!
Viva a Revolução Socialista Internacional!

MPF quer legalizar o fascismo no Brasil

Os “10 pontos anti-corrupção” são uma tentativa do Ministério Público Federal de legalizar o fascismo no Brasil, legalizando a tortura, acabando com o habeas corpus, e permitindo a produção de provas ilícitas, portanto criminosas, dentre outras medidas fascistas
Essas medidas são piores do que a ditadura do Estado Novo, assim como semelhantes ou piores à legislação fascista italiana de Benito Mussolini e da nazista alemã de Adolf Hitler.

Não por acaso tal medida foi apoiada por meio de panelaço da classe média fascista dos bairros ricos da cidade de São Paulo, como nos Jardins, Pinheiros, Vila Madalena, e na cidade do Rio de Janeiro, como no Leblon, Copacabana e Ipanema.

O Ministério Público e o Poder Judiciário brasileiro tornaram-se ponta de lança do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) tucano, provocando uma crise entre os podres poderes da nação, atacando o legislativo, por meio de uma assalto ao Senado Federal, com a Polícia  Federal, a polícia política do golpe, sob acusação de obstruir investigações da “Operação Lava-Jato”, concebida pelo CIA para atacar e proscrever ao Partido dos Trabalhadores (PT), visando escravizar e recolonizar o Brasil.

A escalada golpista  do PSDB entreguista e pró-imperialista, que ao que tudo indica controla totalmente o Poder Judiciário, prepara a remoção de Michel Temer do poder, ou seja, uma golpe dentro do golpe, como ocorreu em 1968 com o Ato Institucional n. 5 (AI5), que foi um golpe dentro do golpe de 1964.

O objetivo do golpe dentro do golpe é eleger Fernando Henrique Cardoso presidente do Brasil, a partir de 2017, em eleição indireta no Congresso Nacional fantoche, colocando no Ministério da Fazenda o brasileiro naturalizado norte-americano Armínio Fraga, empregado do mega especulador grego George Soros, que patrocinou o golpe nazista na Ucrânia, com apoio do Enclave terrorista e sionista de Israel.

O Poder Judiciário, o Tribunal de Contas da União, a Polícia Federal (a polícia política do golpe), essas instituições burguesas, são ocupadas por usurpadores, ou seja, por indivíduos que não foram eleitos pelo povo, não se submeteram ao sufrágio universal, ao controle do povo, isto é, ao voto, que estão a serviço da burguesia e do imperialismo de maneira permanente, como “instituição”.

O Supremo Tribunal Federal, condenou companheiros sem prova, com base na nazi-fascista “Teoria” do Domínio do Fato” e acabou com o princípio da presunção de inocência. O STF é o mesmo que historicamente entregou Olga Benário aos nazistas. Essas “instituições” agem politicamente, em total desrespeito à Lei Orgânica da Magistratura e do Ministério Público, utilizando-se de  ações midiáticas, em total desrespeito aos mínimos direitos civis e democráticos, à presunção de inocência, desrespeitando as liberdades democráticas (ou como gostam os juristas burgueses, as “liberdades públicas”),  criminalizando os movimentos sociais, prendendo os lutadores dos movimentos sociais, sem o devido processo legal, com as pessoas sendo torturadas a pretexto de “prisões cautelares” (“prisões preventivas e temporárias”), obtendo-se “confissões e delações premiadas”, sendo que Curitiba tornou-se a Nova Guantánamo. Aplica-se a aplica-se a “lei antiterrorismo”, em conluio com governos de traços nazi-fascistas nos estados, como o do Estado de São Paulo, com sua Polícia Militar, treinada e armada até os dentes pelo Enclave sionista e terrorista de Israel.

Infelizmente, fatos como esses no Golpe de 1964 continuam acontecendo no Golpe de 2016, como a morte de Valdir Pereira da Rocha, preso acusado de ser simpatizante do Estado Islâmico, sem nenhuma prova, que acabou sendo assassinado a pauladas por outros presos no dia 15 de outubro passado, na Cadeia Pública de Várzea Grande, cidade próxima à capital Cuiabá, no Estado do Mato Grosso, segundo a versão oficial. É a aplicação da “Lei Antiterrorismo”, por meio da Operação Hashtag da Polícia Federal, a polícia política do golpe de 2016.

Acrescente-se para piorar as coisas que o Exército reconheceu que está infiltrando militares nos movimentos populares, em total desrespeito à Constituição Federal de 1988, confirmando que já vivemos numa Ditadura. Os militares golpistas já haviam ameaçado a população, dizendo que estavam de prontidão, sendo que agora estão agindo de forma aberta desde as Olimpíadas. O Exército e as Forças Armadas, ao invés de defenderem a Pátria, estão defendendo os interesses da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano.

A escalada golpista para substituir Temer da burguesia e do imperialismo norte-americano vai consolidando a ditadura do judiciário e instituindo um Estado Policial com o objetivo de impor o Plano de escravidão e recolonização do Brasil, com a superexploração dos trabalhadores, com jornada de 80 horas semanais, fim da CLT, fim do FGTS, aposentadoria aos 75 anos, fim do segurodesemprego, fim dos programas sociais, acabando com a saúde e a educação, com a PEC n. 241, que congela os gastos públicos por 20 anos, bem como com a apropriaçã o das riquezas da nação, como o Petróleo do Pré-Sal, a água, a Floresta Amazônica, dos bancos e empresas públicas, o que levará o nosso País à barbárie, já que somos a 3ª população carcerária do mundo, com quase 700 mil presos.

A alternativa a toda essa barbárie é a mobilização dos operários, camponeses e estudantes na perspectiva de uma greve geral, organizando comandos de greve eleitos democraticamente pela base, juntamente com as milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos, com a convocação de um Congresso Brasileiro da Classe Trabalhadora  em São Paulo, com delegados eleitos nos Estados em Assembleias de base, para a derrubada revolucionária nas ruas dos golpistas e suas instituições, visando um governo operário e camponês, para a realização das tarefas democráticas, expulsão do imperialismo e reforma e revolução agrária, expropriação do campo, do latifúndio e das empresas agrícolas, passando à expropriação das fábricas, das empresas e dos bancos, monopólio do comércio exterior e economia planificada, rumo ao Socialismo e à Construção da Internacional Operária e Revolucionária!

40 mil contra a PEC do Fim do Mundo em São Paulo

A população trabalhadora e estudantil de São Paulo voltou a se manifestar de forma organizada, com a presença na manifestação da 40 mil  pessoas, que saíram em passeata no MASP na Avenida Paulista até a Praça Roosevelt contra a PEC (Projeto de Emenda Constitucional) do Fim do Mundo.

A manifestação foi convocada pela Frente Povo Sem Medo, liderada por  Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e contou com a presença do Partido dos Trabalhadores (PT), do Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL), do Partido Comunista (PCdoB), do Partido Comunista Brasileiro (PCB), do Partido da Causa Operária (PCO), da Tendência Marxista-Leninista (TML), do Partido Democrático Trabalhista (PDT), do MAIS (Movimento por uma Alternativa Independente), do Partido da Rede Sustentabilidade,  diversos coletivos, entre eles a Democracia Corinthiana.
Além disso, estiveram presentes, além de Guilherme Boulos, o vereador eleito pelo PT, Eduardo Suplicy, o senador do PT Lindberg Farias, do Rio de Janeiro, os deputados do PSOL, Ivan Valente e Luíza Erundina,  a presidente a UNE (União Nacional dos Estudantes), Carina Vitral e o cantor Chico Cesar, dentre outros.

A TML faz uma crítica à Frente Brasil Popular (FBP) por ter desconvocado a manifestação em razão da impossibilidade do comparecimento do ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica. Com certeza, mesmo sem a participação do Mujica, se a FBP mantivesse a convocação, esta que teve a presença de aproximadamente 40 mil pessoas, poderia ter sido um sucesso ainda maior por causa da disposição de luta do movimento operário e popular contra a PEC 55, que congela os gastos públicos por 20 anos, com objetivo de escravizar e recolonizar o Brasil.