sábado, 29 de abril de 2017

Pela revolução socialista mundial

O capitalismo já deu seu recado
O capitalismo está em declínio desde quando entrou em sua fase imperialista. Isso se manifestou na Europa através da 1ª Guerra mundial em 1914 (que teve seu fim graças às revoluções russa de 1917 e à alemã de 1918) e se manifestou na América devido à crise econômica de 1929.

O meio ambiente da espécie humana se degrada devido à busca do lucro que é o motor do capitalismo. O clima se vê afetado pela emissão dos gazes de efeito estufa (CO 2 , CH 4 ...) A natureza serve de depósito ao capital e poluições múltiplas que podem ser evitadas afetam a saúde dos humanos. Espécies várias desaparecem a cada ano. Os grandes grupos capitalistas se apoderam das terras agrícolas e mineiras em detrimento dos camponeses trabalhadores e do meio ambiente.

A crise capitalista se manifesta em escala mundial em 2007-2009. As crises mais localizadas afetam o Brasil, a Argentina, a Rússia... A Grêcia se afunda na depressão. A retomada mundial de 2009 foi feita com o prejuízo que foi imposto aos explorados, os governos e os bancos centrais tendo salvado, em cada país e cada um por si, seus grandes grupos financeiros e industriais. Os capitalistas, seus Estados nacionais, com a cumplicidade dos partidos “reformistas” e as burocracias intensificaram o trabalho, precarizaram o emprego, flexibilizaram os salários e o tempo de trabalho, diminuíram as prestações sociais, adicionaram a exploração para os alugueis e os juros bancários junto à exploração nos locais de trabalho.

Com a falta da destruição do capital significativo, o crescimento econômico fraco, as trocas comerciais internacionais pararam de se intensificar (elas crescem menos rapidamente do que a produção), o desemprego mundial aumenta (o empredo cresce a um ritmo menos rápido do que a população ativa), a especulação financeira prossegue. Se a classe operária (operários, empregados,...técnicos...) aumenta em número, a parte dos salários na produção torna-se mais baixa e as desigualdades aumentam entre os mais ricos e os mais pobres. Mesmo os países capitalistas mais avançados rejeitam durante um bom tempo a sua população para que ela se empregue, fecham suas fronteiras aos migrantes, são incapazes de assegurar um teto para todos. Centenas de milhões de pessoas se amontoam na miséria e na incerteza nos campos de refugiados dos países dominados, nas favelas e periferias de miséria de suas metrópoles.

A subordinação militar aos EEUU (OTAN), a pressão da Rússia sobre a Ucrânia, o estrangulamento da Grécia pelas burguesias alemã e francesa, a saída da Grã Bretanha (da União Europeia) a insubordinação dos Estados-nações da Europa central fragilizam a União Europeia. Os burgueses europeus se revelam incapazes – como o marxismo tinha previsto há um século – de unificar pacificamente a Europa.

O capitalismo conduz á barbárie
As rivalidades entre potências imperialistas se intensificam: os EEUU se apoiam em sua superioridade militar para tentar conservar a hegemonia, enquanto que a Rússia lhes resiste e que a China quer repartir o mundo. Os Estados-nações espionam sua população e cerceiam as suas liberdades democráticas. Os orçamentos militares e as compras de armamento atingem cifras explosivas e os Estados possuidores de armas nucleares se multiplicam (Paquistão, Israel...). O novo imperialismo chinês militariza o mar da China contra os velhos imperialismos japonês e americano. As potências ocidentais e a russa se enfrentam indiretamente na Ucrânia e na Síria.

Israel, com o apoio dos Estados Unidos, estrangula os “territórios” da Palestina que lhe escapam das mãos, destroem regularmente a Faixa de Gaza e estende a colonização, na Cisjordânia e em Jerusalém. A guerra arrasa ainda e sempre a Ucrânia, o Afeganistão, a Síria, o Iraque e o Iêmen. A fome atinge a Nigéria, a Somália, o Sudão do Sul e o Iêmen. Dezenas de milhões de pessoas são deslocadas de seus países, milhões tentam escapar do perigo que correm (centenas morrem a cada ano na fronteira entre o Mexico e os Estados Unidos milhares no mar Mediterrâneo...). Os imigrantes ilegais são por todas as partes reduzidos à uma sobrexploração, ou até a escravidão.

Por todas as partes a classe dominante procura derivativos à precaridade e à miséria que engendra a sua própria dominação, e o faz designando como bodes expiatórios os refugiados, os trabalhadores originários de outros países, as minorias étnicas ou religiosas. A eleição de Trump nos Estados Unidos, depois das de Dutertre nas Filipinas e de Orbán na Hungria, ilustram a subida generalizada do protecionismo e da xenofobia.

A perspectiva do socialismo recuou nas massas devido à opressão dos trabalhadores nos Estados que se prentendiam socialistas (da Cuba de Fidel Castro ao Cambodja de Pol Pot) e da restauração do capitalismo ocorrida em 1989-1993 (na Europa central, na Rússia, na China, no Vietnã...) pelas burocracias usurpadoras e privilegiadas que se pretendem comunistas. Em todos os países o obscurantismo retorna com força na ideologia e na política, em particular sob a forma de fundamentalismo religioso. Essa regressão se opera em detrimento da pesquisa cientifica, de outras religiões e dos ateus, dos direitos das mulheres, da liberdade sexual, do patrimônio arqueológico, da criação artistica, do ensino... Por todos as partes movimentos políticos nacionalistas, xenófobos, fundamentalistas ou fascistas ameaçam o movimento operário, as liberdades democráticas e as minorias étnicas, religiosas e sexuais.

No mundo, milhões de mulheres são submetidas à excisão, são forçadas a se casar, são violadas e assassinadas; inclusive nos países mais avançados, o direito ao aborto ou é incompleto ou está ameaçado.

Pelo socialismo mundial
E no entanto, a situação das ciências e das técnicas, assim como os meios de produção e de transporte permitiam satisfazer as necessidades elementares de toda a humanidade. As relações de produção capitalistas, depois de haver permitido o desenvolvimento das forças produtivas graças à industrialização e à internacionalização, se tornaram um freio.

Felizmente que o capitalismo também engendrou uma nova classe revolucionária. A classe dos trabalhadores obrigada a vender sua força de trabalho ao capital é, hoje um dia, a única capaz de levantar os obstáculos ao progresso histórico e de levar a transição em direção a um modo de produção superior, o socialismo-comunismo, onde os produtores associados, mestres dos meios de produção, definirão com antecedência a criação e a repartição das riquezas.
 
Pela internacional operária revolucionária

A classe operária dos empregados, dos operários e dos técnicos deve tomar a frente de todas as classes intermediárias e semi-exploradas (camponeses, funcionários, executivos médios, quadros, vendedores...) e de todos os oprimidos da sociedade para arrancar o poder à minoria de capitalistas.

A classe dominante mao esta apenas representada por seus partidos e as organizações patronais.Descansa sobre a propriedade das empresas dos meios de comunicação de massas (a mídia). Sua dominação é reforçada pelo Estado, o sistema escolar e universitário, o clero, os economistas liberais ou keynesianos. Como consequência é necessário expropriar o grande capital e destruir o Estado para triunfar.

Dispondo de um sobreproduto social e de um Estado , a burguesia corrompeu e integrou os aparelhos das organizações de massa da classe operária. Os aparelhos sindicais aceitam negociar os ataques em contra das aquisições anteriores dos assalariados e só se opõem aos ataques através de simulacros de resistência como “apelos” aos eleitos dos partidos burgueses ou as greves de um só dia. Os partidos operários burgueses de origem trabalhista, social-democrata ou stalinista fazem os trabalhadores acreditarem que o Estado burguês pode administrar o capitalismo e ser posto ao serviço dos trabalhadores. Porém, quando acedem ao governo, defendem o capital nacional em detrimento do trabalho e reforçam o aparelho repressivo de Estado burguês (SACP na Africa do Sul, Syriza na Grécia, PT no Brasil, PS na França, SPD na Alemanha, SPÖ na Aústria, PS na Bélgica, PSC e PCC no Chile...). Consequentemente a vitória da revolução impõe que se combata e que se leve ao fracasso o papel de agências da burguesia dentro da classe operária. Logo, as correntes centristas (que não ultrapassaram o mao-stalinismo ou que revisam o programa leninista –trotskista) recusam-se a combater as buroracias “reformistas” políticas e sindicais.

Os sociais-patriotas e os centristas, quando avançam reivindicações, as separam do essencial do programa comunista. Os oportunistas temem o que permitiria arrancar as reivindicações e de garantir as conquistas: a greve geral, a constitutuição e a centralização dos orgãos de luta operária e popular a auto defesa contra a polícia e os fascistas, a destruição do aparelho repressivo de Estado, a ditadura do proletariado.

Nenhuma eleição ou referendo pode ser suficiente à maioria para tomar o poder da minoria. Dito de outra maneira, é preciso uma revolução social conduzida pelas trabalhadoras e pelos trabalhadores com o Comuna de Paris em 1871, e os Soviets em 1917. A insurreição será tanto menos custosa para as massas –ou seja, a fase de transição ao socialismo (a ditadura de proletariado)– e tão mais curta e democrática, quanto maior for a determinação dos explorados o isolamento internacional dos exploradores.

A lição positiva da revolução da Rússia em 1917 (e a negativa das revoluções da Tunisia, do Egito, da Síria de 2011-2012) e que é necessario que a classe operária tome a direção. Para isso ela precisa de uma estratégia, de um programa, de um partido. É preciso outra vez unir se com o marxismo, reconstruir ume internacional comunista, agrupar em cada país a vanguarda e fazer dela um partido operário revolucionário de tipo bolchevique, conectando toda a luta dos explorados e dos oprimidos na perspectiva de um desmoronamento da burguesia, da destruição de seu Estado, da tomada do poder pelos produtores.

Trabalhadoras e trabalhadores de todos os países, unam-se para:

Fechamento de todas as bases imperialistas! Suspensão das intervenções militares no Mali, no Iêmen, na Síria, no Iraque! Abaixo as manobras militares americanas contra a Coreia do Norte! Liberdade de circulação e de assentamento dos refugiados, dos trabalhadores e dos estudantes.

Nem liberalismo nem estatismo! Nem protecionismo nem livre câmbio! Expropriação dos grandes proprietários de bens e raízes e dos grupos capitalistas! Plano de produção decidido por toda a população!

Defesa dos liberdades democráticas! Direito para as nacionalidades oprimidas de se separar de seu(s) opresor(es)! Separação completa da religião e do Estado! Desarmamento dos corpos de repressão e demissão de todo o exército profissional!

Independência dos sindicatos com relação ao Estado e aos partidos burgueses! Criação de órgãos democráticos de luta! Governo dos trabalhadores baseado nesses órgaos, e isso em cada país! Federação socialista mundial!

1º de maio de 2017

Coletivo Revolução Permanente (GMI/França, GKK/Áustria, RP/Peru)
PD/Turquia
TML/Brasil

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Comitê ABC contra o golpe realiza panfletagem no Cata Preta: preparação para Greve Geral

© foto: Comitê ABC contra o golpe

O Comitê ABC contra o golpe realizou mais uma atividade 'Caminhos da Resistência', fazendo uma grande panfletagem no Bairro Cata Preta, em Santo André, convocando para a Greve Geral desta sexta-feira (28) contra as reformas da Previdência e Trabalhista, e a terceirização, as quais visam acabar com a aposentadoria e a legislação trabalhista, e pelo 'Fora, Temer!' e 'Fora, golpistas!'.

Os militantes do comitê visitaram boa parte da comunidade, batendo de porta em porta, conversando com os moradores, entregando os materiais aos moradores, os quais demonstraram boa receptividade. Muitos nos receberam de forma calorosa, como no caso dos operários aposentados da Ford.

O Comitê ABC contra o golpe atua na forma de frente única, com participação de independentes, militantes de partidos políticos operários, de esquerda e dos movimentos populares. Os materiais que foram distribuídos são os das centrais e sindicatos que estão denunciando a Reforma da Previdência, a Reforma Trabalhista e a terceirização, como, por exemplo, da CUT, CSP-Conlutas, Apeoesp, etc. A página do facebook, ABC contra o golpe, apoia esta atividade, denominada Caminhos da Resistência.

A Tendência Marxista-Leninista observa que a cada panfletagem vão aumentando as adesões com novos companheiros e militantes, fortalecendo ainda mais o Comitê, sendo que, nesta oportunidade, mais uma vez,  convida a todos os companheiros a participar das próximas atividades do Comitê ABC contra o golpe, em razão da enorme importância desse trabalho de base nos bairros operários e populares do ABC paulista, que tem uma enorme tradição de luta que vem desde a luta contra a outra ditadura, em 1964, e esta se ampliando contra o golpe de 2016.

sábado, 22 de abril de 2017

GM foi expropriada na Venezuela

A General Motors, empresa norte-americana, foi expropriada pelo poder judiciário da Venezuela.

O governo do presidente Nicolás Maduro vem enfrentando uma tentativa de golpe do imperialismo norte-americano e da burguesia entreguista venezuelana, bastante semelhante ao consumado contra a presidenta Dilma Rousseff  no Brasil em 2016.

Na Venezuela, ao contrário do que ocorreu no Brasil, apesar das vacilações, há um certo enfrentamento por parte de Maduro, ao contrário do Brasil, onde Dilma e a direção majoritária do PT (CNB – Construindo um Novo Brasil) não esboçaram nenhuma reação e capitularam praticamente sem luta perante aos golpistas, limitando-se a uma oposição parlamentar e eleitoreira, embora houvesse (e haja) muita disposição de luta das bases petistas e da população, que inclusive saíram às ruas de forma empírica e espontânea contra o golpe. 

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, de 21/4:

“O imbróglio começou em 2000, quando a GM quis retirar a concessão de uma de suas concessionárias, localizada na cidade de Maracaibo, em razão de um desempenho nas vendas abaixo do desejado pela montadora. O ponte de revenda, então, exigiu ser ressarcido pelos veículos que ainda tinha em estoque, dando início a um disputa judicial.

A unidade, que fica em Valencia e tem capacidade para produzir 100 mil veículos por ano, tinha sua produção voltada para o mercado interno. (...).”

Como no Brasil desde 2013, o imperialismo norte-americano e a burguesia entreguista brasileira sabotaram a economia brasileira, aplainando o terreno para o golpe. Aproveitaram a política de conciliação e colaboração de classes do PT, a política de alianças com partidos burgueses, e impuseram o ex-ministro Joaquim Levy para fazer trabalho de sapa na economia. 

Na Venezuela, embora sem as facilidades encontradas no Brasil, o imperialismo norte-americano e a burguesia entreguista venezuelana tentam fazer a mesma coisa e sabotam a economia da Venezuela.

Ainda conforme o Estadão:

"Expropriações são comuns no país desde o governo do presidente Hugo Chávez (1999-2013). Com a chegada de Maduro ao poder, a crise de escassez, a falta de moeda forte e a inflação, os confiscos se tornaram mais corriqueiros.” (Idem).

Anteriormente, durante o governo Chávez, foram expropriadas a Exxon Mobil e a Cargill, empresa de alimentos. No governo Maduro, foi expropriada a Kimberly-Clarke,

A Tendência Marxista-Leninista apoia as medidas concretas do governo Maduro contra os golpistas, como a expropriação da GM, desde que seja sem indenização e sob controle operário da produção, mas não deposita nenhuma ilusão no programa político nacionalista burguês de Maduro.

Todavia, a ponderação de Leon Trotsky, no Programa de Transição da IV Internacional, continua válida:

“(...) Entretanto, é impossível negar categórica e antecipadamente a possibilidade teórica de que, sob a influência de uma combinação de circunstâncias excepcionais (guerra, derrota, quebra financeira, ofensiva revolucionária das massas etc.), os partidos pequeno-burgueses, inclusive os estalinistas, possam ir mais longe do que queiram, no caminho da ruptura com a burguesia. Em todo caso, uma coisa está fora de dúvida: se mesmo esta variante pouco provável se realizasse um dia, em algum lugar, e um “governo operário e camponês” no sentido acima indicado se estabelecesse de fato, ele representaria somente um curto episódio em direção à ditadura do proletariado.”

A TML defende o armamento do proletariado venezuelano para enfrentar aos golpistas, como também a expropriação total do imperialismo norte-americano, da burguesia, dos camponeses ricos e dos latifundiários venezuelanos, a expropriação das fábricas, das empresas, dos bancos,  das terras, das empresas agrícolas, com reforma e revolução agrária, expulsão do imperialismo, rumo à revolução proletária e à instauração de um governo operário e camponês.

Para tanto, os partidos e organizações operárias, marxistas e revolucionárias da Venezuela devem buscar a unidade e construir um poderoso partido operário revolucionário. 

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Palocci, o novo Joaquim Silvério dos Reis


O depoimento, ontem, dia 20 de abril de 2017, do ex-ministro Antônio Palocci ao juiz Sérgio Moro, na Justiça Federal em Curitiba, praticamente coincide com a data do esquartejamento de Tiradentes, no Rio de Janeiro, em 21 de abril de 1792.

É emblemática a coincidência das datas.

A Inconfidência Mineira foi um movimento de intelectuais, escritores, poetas e trabalhadores mineiros, como Thomaz Antônio Gonzaga, jurista e poeta, Cláudio Manuel da Costa, advogado, e o próprio Tiradentes e outros, contra a exploração do Brasil colonial, com impostos, pela Coroa portuguesa.

O movimento foi traído por Joaquim Silvério  dos Reis, coronel comandante do Regimento Auxiliar da Borda do Campo.

Coincidentemente, ontem Antônio Palocci começou a fazer o mesmo com o movimento operário e popular, prometendo entregar os nomes, endereços fatos, etc., como fizeram Joaquim Silvério dos Reis e outros traidores como Jover Telles que traiu seus companheiros do PCdoB, entregando-os para os militares, que promoveram a Chacina da Lapa, ocorrida em 16 de dezembro de 1976, onde foram brutalmente assassinados Pedro Pomar e Ângelo Arroyo, enquanto Elza Monerat, Haroldo Lima, Aldo Arantes, Joaquim de Lima e Maria Trindade foram presos e torturados, aos quais nesta oportunidade reverenciamos e homenageamos. A traição de Jover Telles foi por um emprego e mais ou menos uns R$ 150.000,00,  de hoje, entregues à sua filha em Porto Alegre.

Palocci, na juventude, foi militante estudantil da Liberdade e Luta, a Libelu, tendência estudantil ligada, na época, ao lambertismo, corrente revisionista do trotskismo. Mas logo aderiu à tendência majoritária do PT, o que hoje é a corrente CNB (Construindo um Novo Brasil), passando a defender o programa reformista de conciliação e colaboração de classes, tendo sido prefeito da cidade de Ribeirão Preto, deputado estadual, deputado federal, ministro da Casa Civil e ministro da Fazenda, com o objetivo de gerir e administrar o capitalismo, dando um giro de 180º com relação as posições na juventude, que era de derrubar o capitalismo e instaurar um governo operário e camponês, rumo ao socialismo.

Palocci como o PT chegaram a uma encruzilhada, que a política de conciliação e colaboração de classes os levaram. As alianças com os partidos burgueses os levaram a esse beco sem saída. Na história isso não é novo, é mais uma repetição. Isso aconteceu, por exemplo, com o Partido Operário Social Democrata Alemão, de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht, o maior partido que operário que já existiu, junto com o Partido Operário Social Democrata Russo, de Vladimir Lênin e Leon Trotsky.

O Partido alemão, com a política de colaboração e conciliação de classes, com a nova  liderança de Friedrich Ebert e Gustav Noske, acabou por trair os trabalhadores, por trair a revolução proletária da Alemanha em 1918/1919, e inclusive assassinaram os líderes da tendência de esquerda e revolucionária do partido, mataram Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht.  

O Partido russo, o Partido Bolchevique, que tomou o poder em 1917, sob a liderança de Lênin e Trotsky, expropriando a burguesia e os camponeses ricos e latifundiários, adotando a economia planificada, o monopólio do comércio exterior, e criando o Exército Vermelho que derrotou mais de 14 exércitos imperialistas na guerra civil de 1918-1921, infelizmente com a morte de Lênin, surgiu uma camarilha burocrática que passou a controlar o partido, colocando-se contra a perspectiva da revolução proletária internacional e adotando a teoria contrarrevolucionária do “Socialismo em um só país” e posteriormente a política da “Coexistência Pacífica”, o que levou ao assassinato de todos os líderes do Partido Bolchevique e companheiros de Lênin por Josef  Stálin e seus burocratas, e por fim a destruição da União da Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e a restauração capitalista.

Recentes posições do PT são bastante preocupantes, como votar em Rodrigo Maia, do DEM, para presidente da Câmara dos Deputados, votar no deputado Cauê Macris, do PSDB, para presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, votar em Peri Cartola, do PSDB, para presidente da Câmara de Vereadores de São Bernardo do Campo.

Então, Palocci e o PT chegaram nessa encruzilhada em razão da política de conciliação e colaboração de classes, de alianças com partidos burgueses.

Palocci já optou por se tornar de forma patética o novo Joaquim Silvério dos Reis. Com certeza vai falar tudo o que os procuradores da Lava Jato determinarem. Assinará tudo embaixo.

Reconhecemos que Palocci é preso político, estando refém e sendo torturado, pois em Curitiba as prisões “cautelares” (“provisórias” e “preventivas”), são efetuadas sem culpa formada (sem acusação), sem observância do devido processo legal, transformando a bela Capital paranaense numa Nova Guantánamo.

Reconhecemos também que a Operação Lava Jato foi concebida pelo Departamento do Estado, CIA e FBI para recolonizar e escravizar o Brasil, em razão da crise capitalista mundial que eclodiu em 2008, levantando a “luta contra a corrupção”  que historicamente o imperialismo norte-americano desde a época da UDN impulsiona para promover golpes de Estado como o contra Getúlio Vargas em 1954, contra João Goulart em 1964, e contra Dilma Rousseff em 2016. 

Todavia, tudo isso não justifica a delação e a traição de Palocci. 

Traição não tem perdão!

Desejamos a Palocci que viva apenas o suficiente para responder perante um Tribunal operário e popular por sua alta traição, assim como Michel Temer, informante dos Estados Unidos, e de todos os demais golpistas por seus crimes de alta traição e lesa-pátria. E que encontrem pela frente um Saint-Just implacável!


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Sindicato dos Jornalistas de SP completou 80 anos

O Sindicato dos jornalistas do Estado de São Paulo, liderado por seu presidente Paulo Zocchi, comemorou seus 80 anos de luta, no Auditório Vladimir Herzog, que ficou completamente lotado, na noite desta segunda-feira, dia 17/4, com transmissão ao vivo pela Fundação Perseu Abramo.

Estiveram presentes: o jornalista Audálio Dantas, presidente do Sindicado em 1975, quando ocorreu o assassinato de Vladimir Herzog, no DOI-CODI, em São Paulo; Maria José Braga, presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ); e Douglas Izzo, professor, representando a CUT de São Paulo.

O Sindicato tem desenvolvido campanha salarial para a reposição das perdas salariais,  por aumento real e contra a “pejotização” dos jornalistas (contratação por meio de pessoa jurídica, para fraudar o fisco e a previdência) e demissões na categoria, combinada com as lutas contra a “Reforma da Previdência”, que visa desmontar a Previdência Social e acabar com a aposentadoria, contra a “Reforma Trabalhista” e a terceirização, que têm como objetivo acabar com os direitos trabalhistas, colocando a necessidade de derrotar o golpe, levantando a bandeira do Fora Temer!

Recentemente, o Sindicato obteve, no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, uma vitória significativa, com a reintegração de 20 jornalistas concursados que haviam sido demitidos na Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

Além disso, o Sindicato promove quarta-feira, dia 19/4, a palestra “A ética profissional na mídia brasileira”, com o jornalista e professor Fábio Venturini, o advogado Antônio Funari Filho e mediação de Franklin Valverde, jornalista, professor e coordenador da Comissão de Ética do Sindicato.

Ainda, na terça-feira, dia 25/4, o Cineclube Vladimir Herzog tem sessão gratuita, às 19h30, na qual será exibido o documentário “Mercado de Notícias” de 2014, com roteiro e direção de Jorge Furtado.

O Sindicato dos jornalistas está engajado na organização e preparação da Greve Geral do dia 28/4.

Já a Tendência Marxista-Leninista saúda a categoria dos jornalistas pelos seus 80 anos de luta, ponderando que numa sociedade capitalista, as ideias dominantes são as ideias da classe dominante, no caso a burguesia e o imperialismo, representados pelas 6 famílias que detêm o monopólio da mídia, da imprensa no Brasil, a qual participou do golpe e da ditadura militar de 1964 e do golpe de 2016, contribuindo para violência cotidiana e o assassinato de dezenas de jornalistas.

A TML defende a expropriação da imprensa burguesa, sob controle dos trabalhadores, e o fortalecimento da imprensa operária, revolucionária, camponesa, estudantil e popular, com seus jornais, revistas, boletins, blogs e sítios.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Monstro imperialista norte-americano está prestes a atacar a Coreia do Norte

O governo do nazista Trump enviou um grupo de porta-aviões para a península coreana e está prestes a atacar o Estado operário da Coreia do Norte.

A Tendência Marxista-Leninista conclama a toda a classe operária mundial, em especial a norte-americana (seu inimigo principal está em casa, é a burguesia imperialista norte-americana), a se colocar contra o governo nazista dos Estados Unidos para rechaçar o ataque à Coreia do Norte, de forma incondicional.

Nós, internacionalistas, devemos imediatamente organizar e convocar protestos em todos os consulados e embaixadas americanas, visando derrotar o monstro imperialista norte-americano, que é sinônimo de monopólios, trustes, exploração dos povos pelo capital financeiro, reação em toda linha e guerras.

- Não ao ataque imperialista!

- Defesa incondicional do Estado operário da Coreia do Norte!



segunda-feira, 10 de abril de 2017

Passeata em São Bernardo aponta para a união operária

© foto: Adonis Guerra/ SMABC

A manifestação ocorrida no sábado, dia 8/4, promovida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, contou com a participação de mais de 5.000 pessoas.

Os trabalhadores se concentraram na sede do Sindicato e saíram em passeata pela Rua Marechal Deodoro, a principal da Cidade, e foram até o Centro, na Praça da Matriz, liderados por representantes das principais centrais, como a CUT, a Força Sindical, a UGT, a CSP-Conlutas, dos principais sindicatos, como o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, o Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André, a Federação Única do Petroleiros (Polo Petroquímico da Cidade de Mauá, no Grande ABC), dos Sindicatos do Bancários, e de partidos políticos, como PT, PSTU, etc.

As lideranças revezaram-se no palanque do caminhão de som, com discursos denunciando a “Reforma da Previdência”, que visa acabar com o sistema previdenciário e a aposentadoria, contra a “Reforma Trabalhista" que tem por objetivo acabar com os direitos da CLT e contra a terceirização aprovada recentemente pela Câmara dos Deputados, que precariza as condições de trabalho, com a intenção de escravizar e recolonizar o Brasil.

A passeata reflete a necessidade dos trabalhadores de estabelecerem uma frente única operária, camponesa e estudantil para derrotar as reformas do governo golpista da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano.

Todavia, os trabalhadores não podem ter ilusões nessas lideranças, pois muitas delas são dirigentes pelegos e burocratas, que ao longo desses últimos anos vêm traindo a classe operária, abortando campanhas salariais e fazendo acordos traidores com os patrões, desenvolvendo uma política de conciliação e colaboração de classes, que levaram a derrotas e aplainaram o terreno para o golpe.

A classe operária precisa renovar a sua direção na perspectiva de independência de classe, sendo que, para tanto, precisa convocar um Congresso da base da classe trabalhadora em São Paulo, com delegados eleitos nos Estados da federação brasileira, para organizar a luta contra o desemprego e contra as “Reformas” do governo golpista.  

O Congresso de base deverá tirar uma plataforma de lutas, com bandeiras como a jornada semanal de 35 horas, sem redução de salário; reajuste salarial de acordo com os índices do DIEESE; fim das “Reformas da Previdência e da Trabalhista”; fim da terceirização; Fundo de Desemprego, com os trabalhadores empregados doando 1% do salário para o mesmo; reforma e revolução agrária, com a expropriação e o fim dos latifúndios; expulsão do imperialismo; e derrubada do governo golpista.

Convocamos a todos para a Greve Geral marcada para o dia 28/4, embora não escondemos aos camaradas e companheiros a limitação dessa paralisação, pois há a necessidade de uma greve geral por prazo indeterminado, para derrubar aos golpistas.

A intenção dos burocratas e pelegos do movimento sindical é apenas usar a paralisação de 1 (um) dia como válvula de escape da enorme pressão das bases contra os mesmos, em razão de suas políticas de conciliação e colaboração de classes.

Apesar da limitação apontada, os militantes classistas e revolucionários devem imprimir à Greve Geral do dia 28/4 um caráter combativo e massivo, elegendo democraticamente comandos de greves nas fábricas, nas empresas, nos bancos, nas empresas agrícolas, nas fazendas e no campo de forma geral, assim como nas escolas e universidades, com a participação de professores, estudantes e funcionários.

Além disso, é fundamental a organização de manifestações gigantescas para o 1° de Maio, em especial em Curitiba, com caravanas de todo o Brasil para ocupar a Cidade do dia 1° ao dia 3/5, dia da audiência de Lula na Justiça Federal, para se contrapor a mais um etapa reacionária do golpe da burguesia entreguista e do imperialismo norte-americano, que é a tentativa de prisão de Lula para atacar o movimento operário e popular para a supressão dos direitos trabalhistas e previdenciários, aumentando a escravidão e a recolonização que está se dando em ritmo acelerado e de forma brutal no Brasil, 

Toda essa luta deve ser desenvolvida na perspectiva da construção de um partido operário, marxista e revolucionário, rumo a um governo revolucionário operário e camponês e à uma Internacional operária e revolucionária.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

‘Comitê ABC contra o golpe’ realiza panfletagem contra desmonte da Previdência

© foto: Comitê ABC contra o golpe

O ‘Comitê ABC contra o golpe’ fez uma grande panfletagem na vila Luzita, no Sítio dos Vianas e comunidade do Amor, em Santo André, contra as reformas da Previdência e Trabalhista, as quais visam acabar com a aposentadoria e a legislação trabalhista. A atividade, intitulada ‘Caminhos da Resistência’, aconteceu na tarde deste domingo (2).

Os militantes do comitê visitaram as comunidades batendo de porta em porta, conversando com os moradores, entregando os materiais e tiveram uma boa receptividade. Muitos nos receberam de forma calorosa.

Também denunciamos a aprovação do projeto de terceirização (PL) 4.302/1998, que precariza as relações de trabalho no sentido da escravização do trabalhador e na recolonização do Brasil.

Comitê ABC contra o golpe
O comitê atua na forma de frente única, com participação de militantes independentes, de partidos políticos de esquerda e dos movimentos populares. Este grupo tem atuação fundamental na região do ABC Paulista, resgatando o trabalho de base.

Os materiais que foram distribuídos são das centrais e sindicatos que estão denunciando o desmonte da Previdência e a Reforma Trabalhista, como, por exemplo, da CUT, CSP-Conlutas, APEOESP, etc.

A página do facebook ‘ABC contra o golpe’ tem divulgado e organizado as atividades ‘Caminhos da Resistência’. Esta agendada para o próximo dia 16, no jardim Represa, em São Bernardo, mais uma atividade para combater as medidas do governo do presidente golpista Michel Temer.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Justiça para Théo L

No quinta-feira dia 2 de fevereiro, às 16:53 hs. quatro policias controlam as papeis de um grupo de jovens da cidade subúrbio Aulnay-sous- Bois. Théo L., educador de bairro, se aproxima. Os quatro policiais o prendem, dirigem-se a ele com palavras de conotação racista – ele é negro – e o violam com uma arma que utilizam em serviço (matraca). Isso ocorre depois de décadas de controles diretos à pessoa, no metrô e nos bairros populares depois do assassinato de um militante ecologiste, da repressão violenta dos piquetes de greve, e de jovens que se manifestavam contra a lei do trabalho.

Os policiais agressores são liberados mas, ao contrario, os jovens acusados de jogar pedras, são firmemente condenados a penas de prisão.

O candidato apresentado pelos Os Republicanos e a UDI (União dos Democratas e Independentes), Fillon, se aproveira das explosões de cólera, elas tornam-se o pretexto para reclamar penas minimas, pedir a maioridade penal a 16 anos e tambem milhares de vagas suplementares em prisão. Pose-se dizer que Fillon conhece muito bem a deliquência dos colarinhos brancos.

A candidata que a Frente Nacional apresentou, M. Le Pen se precipitou imediatamente a uma delegacia para deixar claro aos policiais, a sua cumplicidade. Deve-se dizer aqui que, o fundador do partido que ela herdou, a FN (Frente Nacional), era um torturador de Árabes durante a guerra da Argelia.

Os dois pedem a proibição das manifestações de protesto popular enquanto que eles mesmos aprovaram as manifestações ilegais de policiais e com seus veiculos de serviço.

O candidato Macron, dez dias depois do crime apresentá-se em uma delegacia, promete aumentar os poderes da polícia e criar 10 000 vagas adicionais de policiais e de gendarmes (políciais que trabalham como se fossem militares), assim como também a criação de 15 000 vagas para trabalhar em prisões. Deve-se lembrar que Macron conhece muito bem o banditismo posto que trabalhou para um “banco de negócios”.

O governo PS-PRG- PE (Partido Socialista, Partido Radical de Esquerda e Partido Ecologista), aorelizar depois dos atentados, a unidade nacional (da FN ao PCF – Partido Comunista Francês – do Medef – Movimento das empresas da França – à CGT – Confederação Geral dos Trabalhadores – FO – Força Operária – e Solidaires – Solidários), restringiu as liberdades e reforçou a polícia, o exército e os serviços secretos. Aumentu seus efetivos: 2300 militares suplementares em 2016; 15 300 cargos a mais na polícia e na justiça durante seu quinquênia. O governo, ao ceder às manifestações de policiais enquadrados pela FN, partido fascistizante, e pelos grupos fascistas, ao dar-lhe o direito de utilisar armas de fogo, enviando-os contra os trabalhadores em manifestação e em greve, encoraja-os, e lhes dá a certeza da impunidade.

Os dirigentes sindicais Mailly e Martinez, lamentado que os policiais usavam matracas e gás contra os manifestantes e em seguida apoiando as manifestações mafiosas de policiais, acabaram por encorajar as forças de repressão, em lugar de intimidá-las, e de que a greve geral, a defesa das manifestações e dos bloqueios os mantivessem respeitosos.

Os partidos de origem operária que mostraram uma grande compreensão com relação às manifestações de policiais (PS, PdG – Partido de Esquierda –, PCF, LO – Luta Operária) têm também sua responsabilidade. Os candidatos dos partidos “reformistas” querem, além do mais, reformar o exército e a polícia: Hamon, apoiado pelo PS, promete 5 000 policiais a mais; Mélenchon, apoiado pelo PdG e pelo PCF, promete o dobro 10 000 colocando-se mais à direita do que Hamon.

A urgência é a frente única das organizações nascidas da classe operária na defesa de Théo L. E de outras vítimas dos atos de violência por parte da polícia.

A presença várias vezes repetida do PCF e do PS nos governos, nunca mudou o papel da polícia e do exército. O Estado é o instrumento da classe dominante e seu núcleo vem a ser o aparelho de repressão (polícia, justiça, exército, serviços secretos). O exército francês mantém guerras em Mali, na Síria e no Iraque ao mesmo tempo em que a polícia patrulha os bairros populares como se fosse um exército de ocupação. Os maiores poluidores são os “managers” das firmas multinacionais, os maiores terroristas são os exércitos imperialistas que destroem países inteiros (Iraque...). Mas as vítimas das violências policiaís são antes de quaisquer outras, todos os pobres, não os patrões que são a causa dos suicídios de assalariados ou os acidentes de trabalho (150 mortos por ano no setor da construção e dos trabalhados públicos – BTP em francês), contra alguns poucos na polícia, que utilisam os paraísos fiscais ou que desempregam os trabalhadores (como PSA – Peugeot Sociedade Anônima – em Aulnay); as vítimas tampouco são os 
políticos às suas ordens; como Le Pen pai, Sarkozy, Fillon ou Strauss-Kahn.

Os pedidos dos políciais conduzem a um menor número de liberdades democráticas, a uma maior repressão dos explorados e oprimidos. Os “sindicatos” de policiais não têm, portanto, nenhum lugar nas confederações operárias (FO, CGT, Solidaires...).

A Comuna de Paris desintegrou a polícia burguesa em 1871. O armamento da população permitiu as  conquistas sociais e democráticas de 1945. O movimento operário deve retomar o seu programa, de novo aquele programa do Partido operário de 1880 e o do Partido Comunista de 1918: defesa das lutas e das organizações contra a polícia e os homens do capital que executam suas regras, desarmamento dos corpos de repressão, armamento do povo, governo dos trablhadores.

Nota da TML: o texto acima foi enviado e traduzido para o português pelos camaradas do Groupe Marxiste Internationaliste (GMI) da França, o qual pertence ao Coletivo Revolução Permanente (CoReP), do qual a nossa tendência é simpatizante.

sábado, 25 de março de 2017

Candidatos ao PED participam de sabatina da JPT, em São Bernardo

Neste sábado (25), a Juventude do Partido dos Trabalhadores de São Bernardo realizou uma sabatina com os candidatos a presidente do diretório municipal - a eleição acontece no próximo dia 9.

Anderson Dalecio e Lidney Soares apresentaram suas propostas, defenderam suas candidaturas e responderam perguntas da militância durante a atividade.

Entre os assuntos discutidos nesta tarde estão: desafios do partido na cidade, no ABC e no Brasil; formação política; igualdade de gênero; harmonia entre setoriais; os erros do PT enquanto governo e partido político; e a eleição em 2018.

O atual presidente e candidato à reeleição, Brás Marinho, não pôde comparecer devido a outro compromisso assumido anteriormente. #JPT #sabatina #PED2017 #PartidodosTrabalhadores #edastrabalhadoras

quinta-feira, 23 de março de 2017

Governo golpista: mais impostos e economia na UTI

© foto: Z. Ribeiro/ Agência Câmara

Os golpistas por meio de Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, anunciaram a  redução da expectativa do Produto Interno Bruto (PIB) de 2017, de 1% para 0,5%, e a previsão de um rombo de R$ 58,2 bilhões para o orçamento deste ano. Tal fato significa que a economia entrou na UTI, estando respirando por aparelhos.

O Estado de S. Paulo de 16/3, pág. A3, já adiantava que “Segundo informações ainda extraoficiais, há um buraco de R$ 65 bilhões na programação financeira.” E que “a receita efetiva poderá ficar em apenas R$ 7 bilhões, bem abaixo do valor inicialmente estimado em R$ 13 bilhões.”  (Idem).

Ainda, segundo o Estadão, “numa elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), mas a receita adicional, na faixa de R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões, seria insuficiente. De toda forma, será importante evitar a tentação de criar ou ressuscitar uma aberração do tipo CPMF, a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira.” (Idem).

Assim, provavelmente, os golpistas aumentarão os impostos, cortarão ainda mais gastos públicos, cortarão investimentos e farão concessões e vendas de ativos (bens).

Essas medidas, com certeza, aumentarão a crise econômica, com mais desemprego e recessão, agravadas ainda pela irresponsabilidade do poder judiciário e da polícia federal, com os ataques à indústria nacional, sob as ordens da CIA e do FBI, e aos trabalhadores com a aprovação na Câmara dos Deputados da terceirização, o que implicará em mais exploração.

As estimativas são de que a receita será de R$ 54,7 bilhões menor. Na verdade, ao invés de crescimento de 0,5%, provavelmente o PIB do Brasil deverá ser negativo novamente e superará os -3,6% de 2016. O imperialismo norte-americano com o golpe está recolonizando o Brasil de forma brutal, massacrando a população pobre e oprimida e destruindo a indústria nacional.

A cada dia que passa fica mais claro o plano yankee, o qual visa destruir completamente o País, transformar o Brasil em terra arrasada, a exemplo do que faz com a Palestina juntamente com o Enclave sionista e terrorista de Israel, ou como fez com o Iraque e a Líbia, o que significará para o povo brasileiro a recolonização e a escravidão.

O imperialismo estadunidense apoiado pelo PSDB/DEM/PMDB está indo muito além do “Plano uma ponte para o futuro” de Michel Temer, pois além de atacar os trabalhadores e a maioria oprimida nacional, com o fim dos programas sociais, fim da Previdência Social, fim da legislação do trabalho, fim do Sistema de Saúde, entrega dos aeroportos, dos bancos e das empresas estatais, como a Petrobrás, do petróleo (Pré-sal), da Floresta Amazônica, das Águas, está destruindo totalmente o parque industrial do Brasil, principalmente os mais importantes e os voltados à exportação, como a indústria de carnes, as empreiteiras, a indústria nuclear, a indústria naval, etc., o que comprova que o imperialismo não admite a mínima competição ou concorrência, predominando os monopólios imperialistas e a reação em toda linha, com as guerras.

Outras empresas importantes e estratégicas para o País, também seguem sendo destruídas como os Correios. Agora estão faltando carteiros para a entrega das correspondências, inclusive funcionários administrativos. Segundo a Rádio CBN de São Paulo, na manhã de 18/3, em alguns lugares as correspondências não estão sendo entregues, enquanto em outros as entregas são feitas dia sim e dia não.

O Brasil vem sendo sistematicamente destruído pelos golpistas, com a destruição das empreiteiras, do programa nuclear, da indústria naval, por meio da farsa da Operação Lava Jato, passando pela barbárie dos presídios, pelos motins reacionários das polícias militares nos estados, com mais de 200 assassinatos no início deste ano de 2017, com o aumento do genocídio do povo pobre e negro das periferias das cidades, com aumento das chacinas, pelas polícias militares dos estados da federação brasileira, como a Polícia Militar do Estado de São Paulo, treinada e armada até os dentes pelo Enclave sionista e terrorista de Israel.

Além disso, com a destruição do sistema de Saúde Pública (SUS- Sistema Único de Saúde) a população brasileira está correndo o risco de ser dizimada com a volta das epidemias de febre amarela, cólera, coqueluche, sem falar da dengue, chikungunya, zika etc. Inclusive a população já percebeu isso e já está ficando desesperada.

Ainda, com a economia indo à pique, os Estados da federação, boa parte já quebrados, tenderão completamente à falência, aumentando as forças centrífugas, colocando em risco a unidade, a independência e soberania nacional, com o Brasil podendo ser divido ao menos em 3 estados.

A burguesia nacional que apoiou o golpe, agora está sendo também atacada e  totalmente impotente para reagir. O imperialismo norte-americano e os setores entreguistas da burguesia nacional (PSDB/DEM), os quais vivem um impasse, pois pretendem remover Michel Temer do poder, mas não se sentem seguros para tanto, tudo com objetivo de transformar o Brasil em terra arrasada o mais rápido possível, atendendo aos interesses dos Estados Unidos.

Apenas a classe operária, liderando os camponeses pobres e os estudantes, poderá fazer frente ao imperialismo e à burguesia entreguista, sendo que para tanto é fundamental que as organizações de massas como o PT, a CUT, o MST, MTST e a UNE rompam com a política de conciliação e colaboração de classes que paralisa a luta pela derrubada dos golpistas, promovendo a ação direta das massas, formando comitês de autodefesa, as milícias operárias e populares a partir dos sindicatos, convocando um Congresso de base da classe trabalhadora em São Paulo, com delegados de base eleitos nos Estados da federação, para organizar um Fundo de Desemprego, com cada trabalhador empregado doando 1% de seu salário mensalmente, como os bolcheviques fizeram na Rússia, e a luta pela redução da jornada para 35 horas semanais, sem redução de salário, na perspectiva de  uma alternativa dos trabalhadores, um governo revolucionário operário e camponês.

terça-feira, 21 de março de 2017

A recolonização brutal do Brasil

O imperialismo norte-americano com o golpe está recolonizando o Brasil de forma brutal, massacrando a população pobre e oprimida e destruindo a indústria nacional.

A cada dia que passa fica mais claro o plano yankee, o qual visa destruir completamente o País, transformar o Brasil em terra arrasada, a exemplo do que faz com a Palestina juntamente com o Enclave sionista e terrorista de Israel, ou como fez com o Iraque e a Líbia, o que significará para o povo brasileiro a recolonização e a escravidão.

O imperialismo estadunidense apoiado pelo PSDB/DEM/PMDB está indo muito além do “Plano uma ponte para o futuro” de Michel Temer, pois além de atacar os trabalhadores e a maioria oprimida nacional, com o fim dos programas sociais, fim da Previdência Social, fim da legislação do trabalho, fim do Sistema de Saúde, entrega dos aeroportos, dos bancos e das empresas estatais, como a Petrobrás, do petróleo (Pré-sal), da Floresta Amazônica, das Águas, está destruindo totalmente o parque industrial do Brasil, principalmente os mais importantes e os voltados à exportação, como a indústria de carnes, as empreiteiras, a indústria nuclear, a indústria naval, etc., o que comprova que o imperialismo não admite a mínima competição, predominando os monopólios imperialistas e a reação em toda linha, com as guerras.

Outras empresas importantes e estratégicas para o País, também seguem sendo destruídas como os Correios. Agora estão faltando carteiros para a entrega das correspondências, inclusive funcionários administrativos. Segundo a Rádio CBN de São Paulo, na manhã de 18/3, em alguns lugares as correspondências não estão sendo entregues, enquanto em outros as entregas são feitas dia sim e dia não.

O Brasil vem sendo sistematicamente destruído pelos golpistas, com a destruição das empreiteiras, do programa nuclear, da indústria naval, por meio da farsa da Operação Lava Jato, passando pela barbárie dos presídios, pelos motins reacionários das polícias militares nos estados, com mais de 200 assassinatos no início deste ano de 2017, com o aumento do genocídio do povo pobre e negro das periferias das cidades, com aumento das chacinas, pelas polícias militares dos estados da federação brasileira, como a Polícia Militar do Estado de São Paulo, treinada e armada até os dentes pelo Enclave sionista e terrorista de Israel.

Além disso, com a destruição do sistema de Saúde Pública (SUS- Sistema Único de Saúde) a população brasileira está correndo o risco de ser dizimada com a volta das epidemias de febre amarela, cólera, coqueluche, sem falar da dengue, chikungunya, zika etc. Inclusive a população já percebeu isso e já está ficando desesperada.

A burguesia nacional que apoiou o golpe, agora está sendo também atacada e  totalmente impotente para reagir.

O imperialismo norte-americano e os setores entreguistas da burguesia nacional (PSDB/DEM), os quais vivem um impasse, pois pretendem remover Michel Temer do poder, mas não se sentem seguros para tanto, tudo com objetivo de transformar o Brasil em terra arrasada o mais rápido possível, atendendo aos interesses dos Estados Unidos.

Apenas a classe operária, liderando os camponeses pobres e os estudantes, poderá fazer frente ao imperialismo e à burguesia entreguista, sendo que para tanto é fundamental que as organizações de massas como o PT, a CUT, o MST, MTST e a UNE rompam com a política de conciliação e colaboração de classes que paralisa a luta pela derrubada dos golpistas, promovendo a ação direta das massas, formando comitês de autodefesa, as milícias operárias e populares a partir dos sindicatos, convocando um Congresso de base da classe trabalhadora em São Paulo, com delegados de base eleitos nos Estados da federação, que busque uma alternativa dos trabalhadores, um governo operário e camponês.

sábado, 18 de março de 2017

Golpistas seguem destruindo o Brasil: estão faltando carteiros

A destruição dos Correios segue acelerada pelo governo golpista de Michel Temer. Agora estão faltando carteiros para a entrega das correspondências, inclusive funcionários administrativos.

Segundo a Rádio CBN de São Paulo, agora de manhã (18/3), em alguns lugares as correspondências não estão sendo entregues, enquanto em outros as entregas são feitas dia sim e dia não.

As consequências da destruição do serviço público do Correios com certeza serão enormes para a população, causando prejuízos incalculáveis, pois todos dependem das entregas das correspondências para pagamento de contas, pagamento de seguro, de plano de saúde, etc.

Logicamente que isso não está acontecendo por acaso, isso é feito de forma proposital  visando a terceirização, precarização dos trabalhadores e a privatização da empresa, na linha golpista de escravização e recolonização do País, liderada pelo PSDB/DEM/PMDB para que os imperialismos dos Estados Unidos e Europeu se apoderem de nossas riquezas, como petróleo (Pré-Sal), Floresta Amazônia, aguás, os bancos públicos, as empresas estatais, etc.

O Brasil vem sendo sistematicamente destruído pelos golpistas, com a destruição das empreiteiras, do programa nuclear, da indústria naval, por meio da farsa da Operação Lava Jato, passando pela barbárie dos presídios, pelos motins reacionários das polícias militares nos estados, com mais de 200 assassinatos no início deste ano de 2017, com o aumento do genocídio do povo pobre e negro das periferias das cidades, com aumento das chacinas, pelas polícias militares dos estados da federação brasileira, como a Polícia Militar do Estado de São Paulo, treinada e armada até os dentes pelo Enclave sionista e terrorista de Israel.

Além disso, com a destruição do sistema de Saúde Pública (SUS- Sistema Único de Saúde) a população brasileira está correndo o risco de ser dizimada com a volta das epidemias de febre amarela, cólera, coqueluche, sem falar da dengue, chikungunya, zika etc. Inclusive a população já percebeu isso e já está ficando desesperada.

Assim, nesta situação, os trabalhadores dos Correios devem se mobilizar, realizando assembleias na categoria, sempre que possível pondo para correr e substituindo a pelegada, visando a preparação de uma greve geral, em defesa da empresa, organização comandos de greve eleitos democraticamente na base, inclusive organizando comitês de autodefesa, as milícias populares a partir dos sindicatos da categoria, para enfrentar e derrotar o governo golpista de Michel Temer/PMDB/PSDB/DEM. 

sexta-feira, 10 de março de 2017

ONU dá apoio ao governo golpista

A Organização das Nações Unidas concedeu um dos 47 assentos no Conselho de Direitos Humanos ao governo golpista a partir de 28 de fevereiro de 2017.

Tal fato comprova que a ONU não passa de um covil de bandidos, como Lênin disse de sua antecessora, a Sociedade das Nações.

Hoje, dia 10/3, a Folha de S. Paulo golpista publicou na coluna “Tendências/Debates”, pag. A3, um artigo do golpista Temer no qual ele diz que começa a superar a crise econômica, quando sabemos que a crise cada vez aprofunda-se mais, com todos os índices econômicos se deteriorando, com um rombo recorde nas contas públicas em setembro/2016, de R$ 26,6 bilhões, com o desemprego em 12,8%.

Além disso, o golpista Temer defendeu a “Reforma da Previdência”, ou seja, a supressão total da Previdência Social, “eliminando-se privilégios”, quando sabemos que os valores das aposentadorias são irrisórios e que os aposentados são forçados a continuar a trabalhar para complementar o orçamento familiar.

A ONU dando sustentação ao governo golpista faz vista grossa à barbárie nos presídios brasileiros que no começo deste ano provocou os assassinatos de mais de 100 presos em Natal, Rio Grande do Norte e em Boa Vista, em Roraima, sendo que o Brasil possui a 4ª população carcerária do mundo, promovendo encarceramento em massa, em verdadeiros campos de concentração; aos motins reacionários dos policiais militares em Vitória, no Estado do Espírito Santo, que também propiciou os assassinatos de mais de 100 pessoas; e ao sistemático genocídio da população pobre e negra das periferias das cidades brasileiras pelas polícias militares, como a do Estado de São Paulo, armada até os dentes pelo Enclave sionista e terrorista de Israel.

Ainda, a ONU fecha os olhos para as arbitrariedades do judiciário e do ministério público brasileiros ultra-elitistas e reacionários, que possuem membros que não foram eleitos, não se submeteram ao sufrágio universal, ao voto, os quais promovem a farsa da Operação Lava Jato, suspeita de ter sido concebida pela CIA e o Departamento de Estado norte-americano, de forma macarthista, para derrubar o governo eleito de Dilma Rousseff do PT e como ofensiva contra o movimento operário e popular brasileiro, visando a escravização e recolonização do Brasil, para se apossar do petróleo brasileiro (Pré-sal), da Amazônia, das nossas terras, das águas, e do conjunto de nossas riquezas.

A farsa Operação Lava Jato mantém na cidade de Curitiba, uma Nova Guantámano, onde pessoas são mantidas presas, sem culpa formada, com “prisões cautelares” (“provisórias e preventivas”), como forma de tortura, para “confessarem ou fazerem delações premiadas”, com total desrespeito ao devido processo legal, lembrando a Itália de Benito Mussolini, a Alemanha de Adolf Hitler ou Guantánamo dos Estados Unidos.

Assim, fica claro que a ONU não passa de um covil de bandidos, sendo instrumento do imperialismo norte-americano, europeu e asiático, do capital financeiro, dos monopólios, representando a reação em toda linha, nesta fase de crise mundial e terminal do capitalismo, que apenas provoca guerras.

A saída para os trabalhadores brasileiros e para a classe operária internacional é a formação de partidos operários marxistas revolucionários e a construção de uma Internacional Operária e Revolucionária, visando governos operários e camponeses rumo ao socialismo, sepultando de vez o capitalismo.

Erwin Wolf

segunda-feira, 6 de março de 2017

8 de março e as mulheres revolucionárias

A Tendência Marxista-Leninista, tendo em vista o dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, homenageia as mulheres revolucionárias, como Alexandra Kolontai, Alexandra Sokolovskaia, Clara Charf, Clara Zetkin, Frida Khalo, Inessa Armand, Natália Sedov, Nádia Krupskaya,  Olga Benário Prestes, Olga Bronstein Kamenev, Rosa Luxemburgo, Ruth Fisher, Sônia Maria de Moraes Angel Jones, Vera Zasulich,  Zuzu Angel, e todas as outras.

Homenageamos, também especialmente, Dona Zoraide Gomes de Oliveira, de Santo André, que enfrentou a ditadura militar, conforme o livro “O movimento operário no ABC paulista contado por seus autores”, págs. 225/231, de 2015, e Heleny Guariba, atriz e diretora, que ajudou a fundar o Grupo Teatro da Cidade, em Santo André, desaparecida até o hoje, consoante a entrevista de sua neta, Cândida Cappelio Guariba ao jornal ADCDMAIOR, de 25 a 28 de abril de 2014, pág. 4.

Para tanto, reproduzimos um trecho de um artigo de Leon Trotsky, “ROSA LUXEMBURGO E A IV INTERNACIONAL (Rápidas observações a respeito de uma importante questão), publicado em 1979, pela Kairós Livraria e Editora, como Introdução à obra “Greve de Massas, Partido e Sindicatos”, da grande revolucionária, um dos maiores nomes do Internacionalismo proletário.

Rosália Luxemburgo, a Rosa, "nasceu em 5 de março de 1871, na  cidade de Zamosc, Polônia-russa, radicando-se na Alemanha, tendo militado nos partidos operários revolucionários polacos e alemães, como o Partido Revolucionário Socialista Operário polonês e o Partido Social-democrata alemão, tendo feito seu doutoramento em Economia Política na Universidade de Zurique, dedicou-se à luta contra o revisionismo do marxismo.

Proximo à revolução de 1905, refugia-se na Polônia, onde é presa e libertada sob caução”. Em 1906, publica a mencionada obra, que trata da Revolução Russa de 1905. “Regressando à Alemanha, leciona Economia Política na Escola do Partido Social-Democrata, resultando daí sua obra mais importante: Acumulação do Capital.”

“Em 1916, em colaboração com Liebknecht e Mering, funda a Liga Spartacus. Em fevereiro do mesmo ano é presa, sendo libertada em novembro de 1918, época em que se desencadeia a revolução na Alemanha. Na prisão escreve a brochura Junius, as Cartas de Spartacus; elabora a Introdução à Economia Política.

Participa na criação do Partido Comunista Alemão em dezembro de 1918.

Vítima da contra-revolução, Rosa Luxemburgo é presa em 15 de janeiro de 1919, juntamente com Liebknecht, sendo ambos assassinados pelas força governamentais.” (“NOTA BIOGRÁFICA” da Kairós Livraria e Editora).

Segue o trecho de Leon Trotsky:

“(...) Podemos afirmar sem qualquer exagero: a situação mundial está determinada pela crise de direção do proletariado. O campo do movimento operário encontra-se ainda bloqueado pelas sobras poderosas das velhas organizações falidas. Depois de numerosas derrotas e desilusões, o grosso do proletariado europeu encontra-se fechado em si mesmo.

O decisivo ensinamento que ele tirou, consciente ou semi-conscientemente, de suas amargas experiências é o seguinte: as grandes ações exigem uma direção à altura. Para os negócios do dia-a-dia os operários continuam a dar seus votos às antigas organizações. Mas apenas seus votos, em absoluto sua confiança ilimitada. Por outro lado, após a lamentável decomposição da III Internacional,  tornou-se muito mais difícil incitá-los a confiar em uma nova direção revolucionária. Nessa situação, recitar  um monótono canto à glória das ações de massas relegadas a um futuro incerto, com o único fim de opor a uma seleção consciente dos quadros para uma nova Internacional, significa realizar um trabalho reacionário do começo ao fim.

A crise da direção proletária não pode, evidentemente, ser resolvida por meio de uma fórmula abstrata. Trata-se de um processo cuja duração é extremamente longa. Mas trata-se não apenas de um processo “histórico”, isto é, das condições objetivas da atividade consciente, mas de uma série ininterrupta de medidas ideológicas, políticas e organizativas, tendo em vista unir os melhores elementos, os mais conscientes do proletariado mundial sob uma bandeira sem mácula, de reforçar cada vez mais seu número e sua confiança em si próprios, de desenvolver e aprofundar sua ligação com camadas cada vez mais amplas do proletariado, em uma palavra: conferir novamente ao proletariado, em meio a uma situação nova, extremamente difícil e cheia de responsabilidades, sua direção histórica. Os confusionistas da espontaneidade deste recente modelo têm tão pouco direito de fazer apelo a Rosa Luxemburgo quanto os burocratas do Comintern a Lenin. Se deixarmos de lado tudo aquilo que é acessório e já ultrapassado pela evolução, temos todo o direito de colocar nosso trabalho pela IV Internacional sob o signo dos “três L”, ou seja, não apenas o de Lenin, mas igualmente sob o de Luxemburgo e Liebknecht." (Introdução de L. Trotsky, 1935, págs. 9/10, da referida obra de Rosa Luxemburgo, editada pela Kairós Livraria e Editora).

quinta-feira, 2 de março de 2017

PSDB busca o consenso da burguesia para derrubar Temer

Os setores mais pró imperialismo norte-americano, liderados pel PSDB/DEM buscam conseguir o consenso para derrubar Temer e o PMDB em razão do agravamento da crise econômica.

O PMDB tornou-se a bola da vez, com as prisões dos ex-governadores do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e Anthony Garotinho (este já foi liberado).

Agora o Tribunal Superior Eleitoral golpista provavelmente irá condenar a Chapa Dilma/Temer para apear o último do poder.

Desde que os golpistas assumiram o governo a crise econômica vem se agravando, sendo que em setembro/2016 houve um rombo recorde das contas públicas de 26,6 bilhões de reais, com os índices econômicos se deteriorando, com os Estados da federação brasileira se desmanchando e falindo, como o Rio Grande do Norte, Roraima, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, com mais de 200 mortes na barbárie dos presídios e nos motins das polícias militares.

Os marxistas revolucionários criticam a esquerda pequeno-burguesa que flerta e apoia os motins reacionários da polícia, os quais devem ser combatidos.  Os movimentos dos policiais militares não são greves mas motins reacionários. Suas reivindicações são para terem melhores condições de atacar e assassinar a população pobre e negra das periferias das cidades, promovendo o verdadeiro genocídio que assistimos diariamente.

Como nos ensinou Leon Trotsky, “A polícia é um inimigo cruel, inconciliável, odiado. Não há nem que se pensar em ganhá-los para a causa...” (León Trotsky, Historia da Revolução Russa, Capitulo VII, Cinco dias - 23 a 27 de fevereiro de 1917, 1930).

Paralelamente aos motins reacionários das polícias, os militares que desde as Olimpíadas haviam ocupado o Rio de Janeiro, agora tomaram e ocuparam  Vitória, no Estado do Espírito Santo e voltaram ao Rio de Janeiro, iniciando um verdadeiro Estado de Sítio no País.

O objetivo da burguesia e do imperialismo norte-americano é aumentar a escalada golpista, seguir com a guerra civil declarada contra os trabalhadores, para acabar com os direitos trabalhistas (“Reforma trabalhista”) e a aposentadoria (“Reforma da Previdência”), visando escravizar e recolonizar o Brasil. Inclusive seguem preparando a prisão de Lula.

Neste momento, o PSDB/DEM avaliam que o governo Temer, em razão de sua impopularidade e também do ritmo lento do ministro da fazenda Henrique Meirelles em impor as medidas econômicas de ajuste, há necessidade de substitui-lo de forma indireta no Congresso Nacional, elegendo Fernando Henrique Cardoso, o qual colocará na fazenda o brasileiro naturalizado norte-americano, Armínio Fraga, agente do mega-especulador grego George Soros, que patrocinou o golpe nazista na Ucrânia, com apoio do Enclave terrorista e sionista de Israel. Tanto que o golpista ex-ministro das relações exteriores, José Serra,  desembarcou do governo Temer e se posicionou no Senado, provável teatro das operações do golpe dentro do golpe. Outros tucanos também devem desembarcar do governo Temer em breve.

Todavia, o PSDB e o DEM ainda não conseguiram um consenso na sua facção pró imperialista porque o PSDB de São Paulo, que controla o Estado e a Prefeitura, liderado pelo governador Geraldo Alckmin, é contra. Alckmin se apresenta ainda como candidato para 2018.

Então, resta pouco para os golpistas entrarem num consenso.  Assim, ao que tudo indica, o governo do golpista Temer está com os dias praticamente contados.

A classe operária precisa combater as ilusões eleitoreiras e parlamentaristas dos partidos pequeno-burgueses e reformistas, que só semeiam a confusão e jogam areia nos olhos dos trabalhadores.

Os trabalhadores não podem ter ilusão nos partidos burgueses que apoiam o golpe como a Rede Sustentabilidade, de Marina Silva e da Neca Setúbal (Banco ItaúUnibanco), no PDT, no PSB, e em oportunistas como Ciro Gomes, assim como partidos pequeno-burgueses como PSTU que apoia o golpe ou como o PSOL, da Luciana Genro, que defende a ultrarreacionária Operação Lava Jato, supostamente promovida pela CIA e o Departamento de Estado norte-americano e concebida de forma macarthista contra o movimento operário e popular, e de Marcelo Freixo, que defende as também reacionárias UPPs. Além disso, a atuação parlamentar do PSOL serve de linha auxiliar do PSDB.

Além disso, a corrente majoritária do PT, a CNB (Construindo um Novo Brasil, antiga articulação), desenvolve uma política de integração ao golpe, como ficou claro na eleição das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, quando esta deliberou “liberar” os parlamentares do partido para votar nos golpistas. Isso também ocorreu na Câmara Municipal de São Paulo, quando os vereadores do PT votaram em Milton Leite, do PSDB, e na Câmara Municipal São Bernardo do Campo, quando os vereadores do PT votaram em Pery Cartola, também do PSDB. A mesma coisa aconteceu na Assembleia Legislativa, onde os parlamentares do PT estão apoiando o governo Alckmin, do PSDB, com exceção dos deputados João Paulo Rillo, Carlos Neder e José Américo.

A partir dessas atitudes da direção majoritária do PT, as bases do partido têm desenvolvido uma forte mobilização interna contra essa posição de conciliação e colaboração de classes, tendo em vista as eleições das chapas e as eleições de delegados nas eleições internas até abril,  o que prenuncia uma forte crise no 6º Congresso do partido em junho.

As eleições municipais do ano passado foram antidemocráticas, fraudulentas e sangrentas com 45 atentados e 29 assassinatos. Isso deve piorar ainda mais, se houver eleições presidenciais em 2018.  Se a crise continuar se acentuando, a burguesia e o imperialismo, com certeza, vão suspender as eleições, proscrevendo os partidos operários e de esquerda e atacando as organizações populares, sociais e sindicais, pois uma aventura militar não está descartada, ainda mais com o avanço do Estado de Sítio, embora haja o risco de uma revolta popular como aconteceu com a deposição de Getúlio em 1954.

As eleições com governos golpistas são sempre controladas e quem sempre ganha são os partidos golpistas, como depois de 1964, a Aliança Renovadora Nacional (ARENA) e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) sempre ganhavam.

Não devemos ter ilusão no Congresso Nacional (Senado Federal e Câmara dos Deputados) e muito menos no reacionário Supremo Tribunal Federal, todos golpistas.

Os operários, os trabalhadores, os camponeses pobres, os estudantes precisam promover uma frente única para romper a paralisia do movimento operário e popular, para que as organizações de massas como o PT, a CUT, o MST e o MTST rompam com sua política de colaboração e conciliação de classes na perspectiva de um governo operário e camponês.

Para tanto é imprescindível a organização de comitês de autodefesa, as milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos, bem como a organização e convocação de um Congresso de base da classe trabalhadora, em São Paulo, com delegados eleitos nos Estados da federação brasileira, visando elaborar um plataforma de lutas para derrotar o governo golpista.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A oposição das bases do PT contra a política de colaboração de classes

A partir da decisão da direção majoritária do Partido dos Trabalhadores (PT), a Construindo um Novo Brasil (CNB, antiga Articulação), que decidiu “liberar” as bancadas nas eleições da Mesa da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com o objetivo de votar nos golpistas, a militância de base passou a desenvolver uma forte mobilização interna contra a política de conciliação e colaboração de classes.

No dia 30 de janeiro, houve uma reunião com mais de 400 pessoas no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo, com a presença dos vereadores Eduardo Suplicy e Juliana Cardoso, dos deputados João Paulo Rillo e Carlos Neder, do deputado federal Vicentinho e do senador Lindbergh Farias, com a presença das correntes internas O Trabalho, Articulação de Esquerda, e outras, sendo que houve unanimidade nos discursos em condenar a votação nos golpistas, sendo gritada a palavra-de-ordem que “petistas não votam em golpistas”.

A TML compareceu e distribuiu o seu boletim Luta de Classes n. 4, janeiro de 2017, com 3 artigos, com a manchete “Executiva do PT quer se integrar ao golpe”, “Lênin presente em nossa luta!”, em razão aniversário da morte do líder soviético e “Organizar um congresso brasileiro da classe trabalhadora em SP”.

O nosso grupo de forma unânime é contra e denuncia a política de conciliação e colaboração de classes da direção majoritária do PT e mesmo de algumas tendências internas que têm adotado posições direitistas, mas se autodenominam de esquerda, como a “Mensagem ao Partido”.

Todavia, com relação ao PT, nossos militantes e simpatizantes da TML, em termos táticos, defendem duas posições distintas.

A primeira posição entende que o PT desde da época em que expulsou as correntes de esquerda, como a corrente Causa Operária (hoje Partido da Causa Operária – PCO), a Convergência Socialista, hoje Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados – PSTU), apenas para exemplificar,  passou a adotar um curso frente populista, reformista e eleitoreiro, aliando-se aos partidos burgueses. Sem querer aprofundar no mérito das posições hoje defendidas por esses partidos, apenas assinalando que o PCO faz oposição ao golpe, enquanto o PSTU apoiou o golpe, mas na época tais organizações foram excluídas por serem de esquerda e se constituírem em obstáculo às alianças com os partidos da burguesia e à política de conciliação e colaboração de classes da direção majoritária do PT. Essa política acabou sendo desenvolvida de forma acabada com a “Carta aos brasileiros” em 2002, sendo que a partir desse momento o PT deixou de ser uma alternativa de organização independente da classe operária brasileira.

Já segunda posição entende que, apesar política de conciliação e colaboração de classes da direção majoritária do PT, ainda há possibilidade de transformar o partido, para que ele rompa com sua política reformista, por meio de uma oposição marxista, operária e revolucionária.

A TML, então, tendo em vista que ambas as posições condenam e denunciam a política de conciliação e colaboração de classes do PT, deliberou, taticamente, participar do processo de eleição e escolha de delegados estaduais do 6º Congresso do PT, que ocorrerá até abril, participando da Ação e Diálogo Petista, que é uma oposição que abrange várias correntes de esquerda do PT, sem abrir mão de defender suas posições abertamente.

Além disso, em  São Bernardo do Campo, está sendo organizada uma chapa de oposição para as eleições do Diretório do PT da cidade "Devolver o PT para a militância", liderada pelo companheiro Anderson Dalecio, sendo que a TML foi convidada para participar das discussões, tendo participado da reunião realizada na sede do PT na quinta-feira, dia 16/2, onde tivemos condições de defender de forma democrática as nossas posições, fazendo uma análise da trajetória do PT e da conjuntura política nacional, reunião essa que contou com a presença de mais de 50 militantes e representantes do Núcleo Carlos Marighela (núcleo urbano do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST), Núcleo de participação popular Rosa Luxemburgo, Núcleo da Vila São Pedro e do  Núcleo do Riacho Grande e representantes de diversas associações de bairros do nosso município. Alguns companheiros enviaram mensagens saudando a reunião e inclusive justificaram ausência, como os que foram para o Congresso do MST no Pontal do Paranapanema, realizado neste fim de semana. Ainda, dentre outras coisas, foi deliberado a realização de reuniões em garagens dos militantes e simpatizantes do PT nos bairros da cidade ("o PT das garagens").

Assim, a TML participará de todas as atividades já marcadas, como também está à disposição dos companheiros para prestar apoio e cooperação.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Solidariedade com os trabalhadores, camponeses e jovenes sírios! Abaixo o regime de Assad! Abaixo qualquer intervenção imperialista! Abaixo a Frente Fatah al-Cham e as outras frentes fascistas islâmicas!

Em 13 de dezembro de 2016, as forzas do regime de Baas de Bachar-Al- Assad, com a ajuda das tropas do Hezbollah do Líbano, as milícias chiitas do Irã e o apoio decisivo do imperialismo russo conseguiram retomar a cidade de Alep. Ninguém pode dizer quantas pessoas fugíram de lá desde o começo do ataque a essa cidade que era antigamente, próspera. A leste ainda deviam viver nela 250 000 pessoas quando entraram as tropas de Assad. Meses de cerco tiveram como resultado um desmoronomento de primeiros auxílios, de abastecimento, de alojamentos, de equipamentos. As descargas de explosivos dos helicópteros de exército sírio e dos aviões do exército russo, da artilharia, assim como os atos de violência dans milícias djihadistas continuaram a manter uma incríve atmosfera de terror.

Os regimes islamistas da Turquia e do golfo arábico-pérsico, os imperialismos americano e do oeste europeu apoiaram abertamente os salafistas e os djihadistas através das armas e das informações. Eles chegaram até a batizar de novo os afiliados a Al-Qaida, que era o alvo da “guerra contra o terrorismo” depois de setembro de 2001, dando a garantia do estabelimento da paz na região.

A partir do término de 2006, o objetivo da política exterior dos Estados Unidos era o de desestabilizar “o governo sírio por todos os meios possíveis”. Isso implicou na incitação a conflitos fanáticos entre sunitas e chiitas, a encorajar toda hostilidade ao regime de Baas, a organizar a assistência das “forças de oposição” pelas monarquias do Golfo e dos E.U.A..

Os mestres wahhabitas da Arábia Saudita tiveram então o sinal verde para financiar, armare treinar todos os tipos de grupos islâmicos.

Em 2011, no fluxo dos protestos de massa na Tunísia e no Egito que conduziram à queda dos dois regimes ditatoriais, na Síria aconteceu uma mobilizição mais modesta. O centro de Damas, particularmente, não foi afetado em nada. O regime dos Assad, com sua brutalidade sem igual, esmagou imediatamente as manifestações. A falta de partidos operários revolucionários na região conduziu ao fracasso todas as tentativas das massas para derrotar o jugo dos opressores locais e de seus protetores imperialistas. Pode-se incumbir a responsabilidade disso ao estalinismo. Desde a decáda de 30, os partidos comunistas dos países semi-coloniais subordinaram os interesses dos trabalhadores aos da burguesa nacional em nome da “revolução nacional” ou do “anti-imperialismo”, fazendo da classe operária um auxiliar da burguesia local.

Depois da derrocada do Shah do Irã pela revolução (1978) e da contra-revolução fascista chiita conduzida pelo clero (1979), o imperialismo americano tentou recuperar ai a influência que tivera, apoiando-se em seus principais aliados na regiâo, Israel e Arábia. Os imperialistas nunca foram suficientemente vigilantes sobre a escolha de seus triunfos locais, mesmo que, os mesmos grupos islamo-fascistas que na véspera tinham sido denunciados como terroristas, são hoje aclamados como combatentes da liberdade. Assim como o apoio dos EEUU aos mudjahidins anti-comunistas no Afeganistão nos años 80, que propagou o fascismo islâmico, sua invasão ao Iraque em 2013 empurrou os oficiais à clandestinidade onde eles constituíram o estado maior de Daech.

Quando então o controle imperialista da região se enfraqueceu afetado, o governo de Israel se aproveitou para dominar mais ainda a Cisjordânia e desencadear ofensivas muito violentas contra a população palestina em Gaza em 2008, 2012, 2014. Na Turquia – um membro do OTAN – as frações clericais da burguesia estableceram um regime islâmico. Um dos objetivos do novo regime, na continuidade da fração kemalista da burguesia, é o de impedir o surgimento de uma nação curda em detrimento de seu território, e mesmo o de sua fronteira com a Síria. Os diferentes partidos burgueses curdos tentam lançar as bases diplomáticas de um Curdistão independente através de alianças militares com um ou outro imperialismo, com um ou outro poder regional. A luta heróica dos trabalhadores curdos na Síria, na Turquia, no Iraque e no Irã é desta maneira desviada em manobras diplomáticas que conduzem, fatalmente, à traição dos interesses das masses curdas.

Com a intervenção direta do imperialismo russo na Síria, em setembro de 2015, a situação ficou mais grave. Em sua luta pela partilha do mundo, os imperialismos americano e russo na Síria se desafiam, depois da Ucrânia, na Síria e no Iraque. A batalha pelo controle do Oeste da Ásia entre os imperialismos que se opõem e os Estados burgueses rivais (Síria, Irã e Iraque de um lado; Arábia Saudita, Qatar e Turquia de outro) essa batalha se dá em detrimento dos trabalhadores, das mulheres, dos velhos, das crianças. A limpeza étnica a exterminação das minorias nacionais ou religiosas levaram milhões de mulheres e homens a fugir. Eles foram deslocados em seu próprio país ou refugiados em outros.

As abominações e a caminhada à barbárie causadas pela dominação do sistema imperialista na oeste da Asia alimentaram racionícios absurdos e perigosos nos centristas de todo tipo em todo o mundo.

De um lado, há aqueles que justificam sua ação como sendo uma “frente unida anti-imperialista” com o islamismo, posto que eles são vistos e interpelados como combatentes consequentes contra o “imperialismo”. Sob diferentes variantes, como a posição da LOI argentina e de sua FLTI, do CWG neozelandês e de seu CLC, e do RKOB austríaco e de sua TICR... O suposta FUAI, de acordo com esses oportunistas, seria o único meio de defender uma mítica “revolução síria que duraria desde há mais de cinco anos sem partido operário revolucionário, nem mesmo uma atividade da classe operária.

Por outro lado, encontramos que há “revolucionários” como o britânico SF, seu CLQI,o site americano WSWS e sua “4ª Internacional”, que defendem o regime apresentando como “uma frente unida anti-imperialista” seu apoio ao carrasco de massa. Assad e a suas muletas reacionárias, o Irã islamista e a Rússia imperialista.

Enquanto os imperialismos ocidentais, os governos, os principais partidos e os meios massivos de comunicação deixam correr lágrimas de crocodilo sobre a “catástrofe humanitária” da cidade de Alep, ocultam que se trata da mesma situação em Mossul, a segunda cidade do Irak. “Desde o começo das operações em Mossul – que tiveram seu início no dia 17 de outubro – pelo menos 99 300 iraquianos tiveram que se mudar” (ONU, 16 de dezembro). Os bombardeios permanentes pelas forças iraquianas, estadunidenses, francesas, britânicas e canadenses destroem a aglomeração e infligem forçosamente numerosas vítimas na população civil.

Os exércitos do Iraque, dos Estados Unidos, da Grã Bretanha e o exército curdo tomam Mossoul outra vez a Daech, não por ser este clerical e opressor, mas porque ele pretende combater todas as potências estrangeiras e pôr um termo a todas as fronteiras, heranças docolonialismo. Um dos objetivos da coalição é, provavelmente, o de obrigar as tropas do estado islâmico a partir para a Síria e de enfraquecer seu regime, assim como as posições iranianas e russas. Aliás, parece que Daech, por ocasião da ofensiva contra Alep, conseguiu retomar o controle da Palmira.

Para mostrar sua solidariedade com as massas da populaçao síria, a classe operária internacional deve impor frentes de sindicatos e de partidos operários para abrir as fronteiras aos refugiados, para combater o imperialismo no seu próprio país, para se opor a toda e qualquer intervenção seja de que lado fôr, para impor a retirada imediata de todos os aviões, navios e forças imperialistas especiais. Ao mesmo tempo, o movimento operário não deve fazer nenhuma concessão a uma burguesia pan-árabe pouco laica, ou à burguesia pan-islâmica super reacionária.

“O principal inimigo está em nosso país” é o princípio de base do proletariado internacional.

Ele mostra qual é a via para a vitória, a derrocada da burguesia, a proclamação de um governo operário e camponês no Iraque e na Síria, o estabelecimento da federação socialista do Oriente Próximo e da república universal de conselhos.

18 de dezembro de 2016, Coletivo Revolução Permanente, Patronsuz Dünya (Turquia) e Tendência Marxista-Leninista (Brasil)

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Exército golpista começa a matar o povo no Brasil

Foto: Agência Brasil
O Exército matou a tiros de fuzil, na cabeça, um adolescente de 17 anos, na Grande Vitória, em Cariacica, no Estado do Espírito Santo, na madrugada do dia 10/2, por volta da 1 hora da madrugada.

A família encontrou  6 balas de fuzis, sendo que 2 foram levadas pelos militares facínoras e assassinos.

“Quando o Exército viu que a família dele correu pra rua gritando, que era menino de família, eles subiram no carro e foram embora,  afirmou Tatiana” (prima do adolescente assassinado, ao Portal G1, hoje 11/02/2017).

O menino estudava na 6a. série, na Escola Estadual Eulália Moreira, portanto era estudante secundarista, e trabalhava com os irmãos de 21 e 14 anos vendendo mel na feira, morando com os mesmos e com o pai portador de doença degenerativa.

Como sempre, os militares facínoras e covardes alegaram “confronto” e a polícia também genocida do povo pobre e negro sempre elabora Boletins de Ocorrência de “resistência”.

Recentemente, a ditadura golpista de Michel Temer armou uma grave provocação, dirigida pelo ministro golpista da Justiça (acusado de cometer plágio de obras jurídicas nacionais e estrangeiras de forma recorrente, e agora indicado para o Supremo Tribunal Federal também golpista), com a participação ativa do Exército e da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que mata mais de 500 pessoas por ano pobres e negras por ano, armada até os dentes pelo Enclave sionista e terrorista de Israel.

Os golpistas infiltraram um capitão do Exército entre os manifestantes antes da manifestação dos 100 mil na Paulista, no domingo passado, dia 4/9. O agente provocador apresentou-se em uma rede social com codinome. Aí armou a provocação “entregando” para a Polícia Militar 26 manifestantes, os quais foram presos antes da manifestação. Todavia, no dia seguinte um Juiz  libertou imediatamente os manifestantes em razão da ausência de provas. 

Essa a atuação do juiz é uma exceção, porque de forma geral o poder judiciário vem participando ativamente do golpe. É uma exceção que confirma a regra.

Logo em seguida o provocador foi desmascarado, sendo revelada a sua verdadeira identidade de capitão do Exército.   

O Exército, como nos ensinou o falecido médico, historiador e dirigente do Partido Comunista Brasileiro, Leôncio Basbaum, em sua obra “História Sincera da República, de 1961 a 1967”, pág. 121, Editora Alfa-Omega, 1977:

“Até há poucos anos, a segurança nacional era antes de tudo a segurança da pátria contra um possível inimigo externo. As manobras militares imaginam um inimigo vindo do exterior, por mar ou por terra e toda a estratégia de defesa era então revista, pelo menos teoricamente. Era uma estratégia defensiva. Mas nestes últimos anos, sobretudo depois que as personalidades civis e militares norte-americanas começaram a fazer conferência na ESG (Escola Superior de Guerra – Nota da TML), o conceito de “segurança nacional” se refere sobretudo a um inimigo interno”.

Essa é a doutrina da “Segurança Nacional”, elaborada pelo General Golbery do Couto e Silva, do “Grupo da Sorbonne” a dita “inteligentsia” do Exército, teoria essa baseada no nazista Hermann Goering, que trata o povo brasileiro como inimigo interno.

Constata-se, pois, que as forças da repressão voltaram a agir na ditadura de 2016, como na época da ditadura de 1964, o que mostra a gravidade da situação política que estamos vivendo.

Os militares  começaram as provocações por meio do III Exército do Sul, atacando a ex-presidente Dilma Rousseff saudando um notório torturador da ditadura militar de 1964. Na ocasião o General golpista foi afastado.

Depois, seguiram dizendo que estavam de prontidão, passando agir abertamente depois do golpe da burguesia nacional e do imperialismo norte-americano de 2016, com o pretexto das Olímpíadas vem se agravando e crescendo a intervenção militar com a barbárie dos presídios, com a explosão da violência urbana com os motins das polícias militares golpistas.

Fazemos um apelo aos companheiros que estão no exterior, que inclusive estão fazendo manifestações contra o golpe em todos os países da Europa, o que impulsionou uma grande reunião em Amsterdã, na Holanda, e aqueles que estão fazendo manifestações nos Estados Unidos, assim como as organizações internacionalistas que denunciem o golpe e a situação política de massacre da população pobre e negra do Brasil, pois praticamente perdemos 200 pessoas assassinadas pelos golpistas nos presídios (os presos brasileiros são na sua maioria negros e pobres, trabalhadores empurrados para situação desesperada de miséria e desemprego)  e nas ruas de Vitória em pouco mais de 1 mês neste ano de 2017.

Assim, é fundamental que o movimento operário e popular organize comitês de autodefesa, as milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos operários, de trabalhadores, de camponeses pobres e das organizações estudantis, com a perspectiva do armamento do proletariado para fazer frente à guerra civil que se avizinha.