quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A oposição das bases do PT contra a política de colaboração de classes

A partir da decisão da direção majoritária do Partido dos Trabalhadores (PT), a Construindo um Novo Brasil (CNB, antiga Articulação), que decidiu “liberar” as bancadas nas eleições da Mesa da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com o objetivo de votar nos golpistas, a militância de base passou a desenvolver uma forte mobilização interna contra a política de conciliação e colaboração de classes.

No dia 30 de janeiro, houve uma reunião com mais de 400 pessoas no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo, com a presença dos vereadores Eduardo Suplicy e Juliana Cardoso, dos deputados João Paulo Rillo e Carlos Neder, do deputado federal Vicentinho e do senador Lindbergh Farias, com a presença das correntes internas O Trabalho, Articulação de Esquerda, e outras, sendo que houve unanimidade nos discursos em condenar a votação nos golpistas, sendo gritada a palavra-de-ordem que “petistas não votam em golpistas”.

A TML compareceu e distribuiu o seu boletim Luta de Classes n. 4, janeiro de 2017, com 3 artigos, com a manchete “Executiva do PT quer se integrar ao golpe”, “Lênin presente em nossa luta!”, em razão aniversário da morte do líder soviético e “Organizar um congresso brasileiro da classe trabalhadora em SP”.

O nosso grupo de forma unânime é contra e denuncia a política de conciliação e colaboração de classes da direção majoritária do PT e mesmo de algumas tendências internas que têm adotado posições direitistas, mas se autodenominam de esquerda, como a “Mensagem ao Partido”.

Todavia, com relação ao PT, nossos militantes e simpatizantes da TML, em termos táticos, defendem duas posições distintas.

A primeira posição entende que o PT desde da época em que expulsou as correntes de esquerda, como a corrente Causa Operária (hoje Partido da Causa Operária – PCO), a Convergência Socialista, hoje Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados – PSTU), apenas para exemplificar,  passou a adotar um curso frente populista, reformista e eleitoreiro, aliando-se aos partidos burgueses. Sem querer aprofundar no mérito das posições hoje defendidas por esses partidos, apenas assinalando que o PCO faz oposição ao golpe, enquanto o PSTU apoiou o golpe, mas na época tais organizações foram excluídas por serem de esquerda e se constituírem em obstáculo às alianças com os partidos da burguesia e à política de conciliação e colaboração de classes da direção majoritária do PT. Essa política acabou sendo desenvolvida de forma acabada com a “Carta aos brasileiros” em 2002, sendo que a partir desse momento o PT deixou de ser uma alternativa de organização independente da classe operária brasileira.

Já segunda posição entende que, apesar política de conciliação e colaboração de classes da direção majoritária do PT, ainda há possibilidade de transformar o partido, para que ele rompa com sua política reformista, por meio de uma oposição marxista, operária e revolucionária.

A TML, então, tendo em vista que ambas as posições condenam e denunciam a política de conciliação e colaboração de classes do PT, deliberou, taticamente, participar do processo de eleição e escolha de delegados estaduais do 6º Congresso do PT, que ocorrerá até abril, participando da Ação e Diálogo Petista, que é uma oposição que abrange várias correntes de esquerda do PT, sem abrir mão de defender suas posições abertamente.

Além disso, em  São Bernardo do Campo, está sendo organizada uma chapa de oposição para as eleições do Diretório do PT da cidade "Devolver o PT para a militância", liderada pelo companheiro Anderson Dalecio, sendo que a TML foi convidada para participar das discussões, tendo participado da reunião realizada na sede do PT na quinta-feira, dia 16/2, onde tivemos condições de defender de forma democrática as nossas posições, fazendo uma análise da trajetória do PT e da conjuntura política nacional, reunião essa que contou com a presença de mais de 50 militantes e representantes do Núcleo Carlos Marighela (núcleo urbano do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST), Núcleo de participação popular Rosa Luxemburgo, Núcleo da Vila São Pedro e do  Núcleo do Riacho Grande e representantes de diversas associações de bairros do nosso município. Alguns companheiros enviaram mensagens saudando a reunião e inclusive justificaram ausência, como os que foram para o Congresso do MST no Pontal do Paranapanema, realizado neste fim de semana. Ainda, dentre outras coisas, foi deliberado a realização de reuniões em garagens dos militantes e simpatizantes do PT nos bairros da cidade ("o PT das garagens").

Assim, a TML participará de todas as atividades já marcadas, como também está à disposição dos companheiros para prestar apoio e cooperação.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Solidariedade com os trabalhadores, camponeses e jovenes sírios! Abaixo o regime de Assad! Abaixo qualquer intervenção imperialista! Abaixo a Frente Fatah al-Cham e as outras frentes fascistas islâmicas!

Em 13 de dezembro de 2016, as forzas do regime de Baas de Bachar-Al- Assad, com a ajuda das tropas do Hezbollah do Líbano, as milícias chiitas do Irã e o apoio decisivo do imperialismo russo conseguiram retomar a cidade de Alep. Ninguém pode dizer quantas pessoas fugíram de lá desde o começo do ataque a essa cidade que era antigamente, próspera. A leste ainda deviam viver nela 250 000 pessoas quando entraram as tropas de Assad. Meses de cerco tiveram como resultado um desmoronomento de primeiros auxílios, de abastecimento, de alojamentos, de equipamentos. As descargas de explosivos dos helicópteros de exército sírio e dos aviões do exército russo, da artilharia, assim como os atos de violência dans milícias djihadistas continuaram a manter uma incríve atmosfera de terror.

Os regimes islamistas da Turquia e do golfo arábico-pérsico, os imperialismos americano e do oeste europeu apoiaram abertamente os salafistas e os djihadistas através das armas e das informações. Eles chegaram até a batizar de novo os afiliados a Al-Qaida, que era o alvo da “guerra contra o terrorismo” depois de setembro de 2001, dando a garantia do estabelimento da paz na região.

A partir do término de 2006, o objetivo da política exterior dos Estados Unidos era o de desestabilizar “o governo sírio por todos os meios possíveis”. Isso implicou na incitação a conflitos fanáticos entre sunitas e chiitas, a encorajar toda hostilidade ao regime de Baas, a organizar a assistência das “forças de oposição” pelas monarquias do Golfo e dos E.U.A..

Os mestres wahhabitas da Arábia Saudita tiveram então o sinal verde para financiar, armare treinar todos os tipos de grupos islâmicos.

Em 2011, no fluxo dos protestos de massa na Tunísia e no Egito que conduziram à queda dos dois regimes ditatoriais, na Síria aconteceu uma mobilizição mais modesta. O centro de Damas, particularmente, não foi afetado em nada. O regime dos Assad, com sua brutalidade sem igual, esmagou imediatamente as manifestações. A falta de partidos operários revolucionários na região conduziu ao fracasso todas as tentativas das massas para derrotar o jugo dos opressores locais e de seus protetores imperialistas. Pode-se incumbir a responsabilidade disso ao estalinismo. Desde a decáda de 30, os partidos comunistas dos países semi-coloniais subordinaram os interesses dos trabalhadores aos da burguesa nacional em nome da “revolução nacional” ou do “anti-imperialismo”, fazendo da classe operária um auxiliar da burguesia local.

Depois da derrocada do Shah do Irã pela revolução (1978) e da contra-revolução fascista chiita conduzida pelo clero (1979), o imperialismo americano tentou recuperar ai a influência que tivera, apoiando-se em seus principais aliados na regiâo, Israel e Arábia. Os imperialistas nunca foram suficientemente vigilantes sobre a escolha de seus triunfos locais, mesmo que, os mesmos grupos islamo-fascistas que na véspera tinham sido denunciados como terroristas, são hoje aclamados como combatentes da liberdade. Assim como o apoio dos EEUU aos mudjahidins anti-comunistas no Afeganistão nos años 80, que propagou o fascismo islâmico, sua invasão ao Iraque em 2013 empurrou os oficiais à clandestinidade onde eles constituíram o estado maior de Daech.

Quando então o controle imperialista da região se enfraqueceu afetado, o governo de Israel se aproveitou para dominar mais ainda a Cisjordânia e desencadear ofensivas muito violentas contra a população palestina em Gaza em 2008, 2012, 2014. Na Turquia – um membro do OTAN – as frações clericais da burguesia estableceram um regime islâmico. Um dos objetivos do novo regime, na continuidade da fração kemalista da burguesia, é o de impedir o surgimento de uma nação curda em detrimento de seu território, e mesmo o de sua fronteira com a Síria. Os diferentes partidos burgueses curdos tentam lançar as bases diplomáticas de um Curdistão independente através de alianças militares com um ou outro imperialismo, com um ou outro poder regional. A luta heróica dos trabalhadores curdos na Síria, na Turquia, no Iraque e no Irã é desta maneira desviada em manobras diplomáticas que conduzem, fatalmente, à traição dos interesses das masses curdas.

Com a intervenção direta do imperialismo russo na Síria, em setembro de 2015, a situação ficou mais grave. Em sua luta pela partilha do mundo, os imperialismos americano e russo na Síria se desafiam, depois da Ucrânia, na Síria e no Iraque. A batalha pelo controle do Oeste da Ásia entre os imperialismos que se opõem e os Estados burgueses rivais (Síria, Irã e Iraque de um lado; Arábia Saudita, Qatar e Turquia de outro) essa batalha se dá em detrimento dos trabalhadores, das mulheres, dos velhos, das crianças. A limpeza étnica a exterminação das minorias nacionais ou religiosas levaram milhões de mulheres e homens a fugir. Eles foram deslocados em seu próprio país ou refugiados em outros.

As abominações e a caminhada à barbárie causadas pela dominação do sistema imperialista na oeste da Asia alimentaram racionícios absurdos e perigosos nos centristas de todo tipo em todo o mundo.

De um lado, há aqueles que justificam sua ação como sendo uma “frente unida anti-imperialista” com o islamismo, posto que eles são vistos e interpelados como combatentes consequentes contra o “imperialismo”. Sob diferentes variantes, como a posição da LOI argentina e de sua FLTI, do CWG neozelandês e de seu CLC, e do RKOB austríaco e de sua TICR... O suposta FUAI, de acordo com esses oportunistas, seria o único meio de defender uma mítica “revolução síria que duraria desde há mais de cinco anos sem partido operário revolucionário, nem mesmo uma atividade da classe operária.

Por outro lado, encontramos que há “revolucionários” como o britânico SF, seu CLQI,o site americano WSWS e sua “4ª Internacional”, que defendem o regime apresentando como “uma frente unida anti-imperialista” seu apoio ao carrasco de massa. Assad e a suas muletas reacionárias, o Irã islamista e a Rússia imperialista.

Enquanto os imperialismos ocidentais, os governos, os principais partidos e os meios massivos de comunicação deixam correr lágrimas de crocodilo sobre a “catástrofe humanitária” da cidade de Alep, ocultam que se trata da mesma situação em Mossul, a segunda cidade do Irak. “Desde o começo das operações em Mossul – que tiveram seu início no dia 17 de outubro – pelo menos 99 300 iraquianos tiveram que se mudar” (ONU, 16 de dezembro). Os bombardeios permanentes pelas forças iraquianas, estadunidenses, francesas, britânicas e canadenses destroem a aglomeração e infligem forçosamente numerosas vítimas na população civil.

Os exércitos do Iraque, dos Estados Unidos, da Grã Bretanha e o exército curdo tomam Mossoul outra vez a Daech, não por ser este clerical e opressor, mas porque ele pretende combater todas as potências estrangeiras e pôr um termo a todas as fronteiras, heranças docolonialismo. Um dos objetivos da coalição é, provavelmente, o de obrigar as tropas do estado islâmico a partir para a Síria e de enfraquecer seu regime, assim como as posições iranianas e russas. Aliás, parece que Daech, por ocasião da ofensiva contra Alep, conseguiu retomar o controle da Palmira.

Para mostrar sua solidariedade com as massas da populaçao síria, a classe operária internacional deve impor frentes de sindicatos e de partidos operários para abrir as fronteiras aos refugiados, para combater o imperialismo no seu próprio país, para se opor a toda e qualquer intervenção seja de que lado fôr, para impor a retirada imediata de todos os aviões, navios e forças imperialistas especiais. Ao mesmo tempo, o movimento operário não deve fazer nenhuma concessão a uma burguesia pan-árabe pouco laica, ou à burguesia pan-islâmica super reacionária.

“O principal inimigo está em nosso país” é o princípio de base do proletariado internacional.

Ele mostra qual é a via para a vitória, a derrocada da burguesia, a proclamação de um governo operário e camponês no Iraque e na Síria, o estabelecimento da federação socialista do Oriente Próximo e da república universal de conselhos.

18 de dezembro de 2016, Coletivo Revolução Permanente, Patronsuz Dünya (Turquia) e Tendência Marxista-Leninista (Brasil)

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Exército golpista começa a matar o povo no Brasil

Foto: Agência Brasil
O Exército matou a tiros de fuzil, na cabeça, um adolescente de 17 anos, na Grande Vitória, em Cariacica, no Estado do Espírito Santo, na madrugada do dia 10/2, por volta da 1 hora da madrugada.

A família encontrou  6 balas de fuzis, sendo que 2 foram levadas pelos militares facínoras e assassinos.

“Quando o Exército viu que a família dele correu pra rua gritando, que era menino de família, eles subiram no carro e foram embora,  afirmou Tatiana” (prima do adolescente assassinado, ao Portal G1, hoje 11/02/2017).

O menino estudava na 6a. série, na Escola Estadual Eulália Moreira, portanto era estudante secundarista, e trabalhava com os irmãos de 21 e 14 anos vendendo mel na feira, morando com os mesmos e com o pai portador de doença degenerativa.

Como sempre, os militares facínoras e covardes alegaram “confronto” e a polícia também genocida do povo pobre e negro sempre elabora Boletins de Ocorrência de “resistência”.

Recentemente, a ditadura golpista de Michel Temer armou uma grave provocação, dirigida pelo ministro golpista da Justiça (acusado de cometer plágio de obras jurídicas nacionais e estrangeiras de forma recorrente, e agora indicado para o Supremo Tribunal Federal também golpista), com a participação ativa do Exército e da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que mata mais de 500 pessoas por ano pobres e negras por ano, armada até os dentes pelo Enclave sionista e terrorista de Israel.

Os golpistas infiltraram um capitão do Exército entre os manifestantes antes da manifestação dos 100 mil na Paulista, no domingo passado, dia 4/9. O agente provocador apresentou-se em uma rede social com codinome. Aí armou a provocação “entregando” para a Polícia Militar 26 manifestantes, os quais foram presos antes da manifestação. Todavia, no dia seguinte um Juiz  libertou imediatamente os manifestantes em razão da ausência de provas. 

Essa a atuação do juiz é uma exceção, porque de forma geral o poder judiciário vem participando ativamente do golpe. É uma exceção que confirma a regra.

Logo em seguida o provocador foi desmascarado, sendo revelada a sua verdadeira identidade de capitão do Exército.   

O Exército, como nos ensinou o falecido médico, historiador e dirigente do Partido Comunista Brasileiro, Leôncio Basbaum, em sua obra “História Sincera da República, de 1961 a 1967”, pág. 121, Editora Alfa-Omega, 1977:

“Até há poucos anos, a segurança nacional era antes de tudo a segurança da pátria contra um possível inimigo externo. As manobras militares imaginam um inimigo vindo do exterior, por mar ou por terra e toda a estratégia de defesa era então revista, pelo menos teoricamente. Era uma estratégia defensiva. Mas nestes últimos anos, sobretudo depois que as personalidades civis e militares norte-americanas começaram a fazer conferência na ESG (Escola Superior de Guerra – Nota da TML), o conceito de “segurança nacional” se refere sobretudo a um inimigo interno”.

Essa é a doutrina da “Segurança Nacional”, elaborada pelo General Golbery do Couto e Silva, do “Grupo da Sorbonne” a dita “inteligentsia” do Exército, teoria essa baseada no nazista Hermann Goering, que trata o povo brasileiro como inimigo interno.

Constata-se, pois, que as forças da repressão voltaram a agir na ditadura de 2016, como na época da ditadura de 1964, o que mostra a gravidade da situação política que estamos vivendo.

Os militares  começaram as provocações por meio do III Exército do Sul, atacando a ex-presidente Dilma Rousseff saudando um notório torturador da ditadura militar de 1964. Na ocasião o General golpista foi afastado.

Depois, seguiram dizendo que estavam de prontidão, passando agir abertamente depois do golpe da burguesia nacional e do imperialismo norte-americano de 2016, com o pretexto das Olímpíadas vem se agravando e crescendo a intervenção militar com a barbárie dos presídios, com a explosão da violência urbana com os motins das polícias militares golpistas.

Fazemos um apelo aos companheiros que estão no exterior, que inclusive estão fazendo manifestações contra o golpe em todos os países da Europa, o que impulsionou uma grande reunião em Amsterdã, na Holanda, e aqueles que estão fazendo manifestações nos Estados Unidos, assim como as organizações internacionalistas que denunciem o golpe e a situação política de massacre da população pobre e negra do Brasil, pois praticamente perdemos 200 pessoas assassinadas pelos golpistas nos presídios (os presos brasileiros são na sua maioria negros e pobres, trabalhadores empurrados para situação desesperada de miséria e desemprego)  e nas ruas de Vitória em pouco mais de 1 mês neste ano de 2017.

Assim, é fundamental que o movimento operário e popular organize comitês de autodefesa, as milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos operários, de trabalhadores, de camponeses pobres e das organizações estudantis, com a perspectiva do armamento do proletariado para fazer frente à guerra civil que se avizinha.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Assassinos de Dona Marisa são os mesmos de Getúlio Vargas

Nesta quinta-feira, dia 2 de fevereiro de 2017, recebemos pela manhã a notícia da morte de Dona Marisa Letícia, militante petista e esposa do ex-presidente Lula, do Partido dos Trabalhadores.

A morte de Dona Marisa, como a de Getúlio Vargas, foi verdadeiro assassinato. E coincidentemente, os assassinos são os mesmos.

Nós acusamos aos golpistas da burguesia nacional, do PMDB e do PSDB entreguista, e o imperialismo norte-americano como os responsáveis pelo assassinato de Dona Marisa, assim como do assassinato de Getúlio (o PMDB e o PSDB da época eram a UDN de Carlos Lacerda, e o PSD).

Os assassinos golpistas que dominam o Poder Judiciário, o Ministério Público Federal, a Polícia Federal, instituições permanentes, ocupadas por usurpadores, que jamais se submeteram ao sufrágio universal, ao voto, ao controle do povo. Juntamente com os golpistas  também financiados pela burguesia nacional entreguista e pelo imperialismo norte-americano.

Sem esconder nossas diferenças com a política de conciliação e colaboração de classes do PT e do lulismo, que tem bloqueado e levado à paralisia o movimento operário e popular brasileiro, a Tendência Marxista-Leninista defende a frente única operária, camponesa e estudantil contra a burguesia e o imperialismo norte-americano, para derrotar ao golpe, como fizeram as massas para derrotar o golpe contra Getúlio Vargas, invocando os ensinamentos históricos contidos na obra de Leôncio Basbaum, “História Sincera da República, de 1930 a 1960” (esta obra foi escrita em 4 volumes, aproximadamente de 1968 e 1969),  da Editora Alfa-Omega, 4ª  Edição, São Paulo,  1976:

“As massas se lançaram à rua dispostas a lavar sangue com sangue

“(...) Pela madrugada do dia seguinte, 24 de agosto, decide aceitar a fórmula do “licenciamento”. Retira-se para os seus aposentos particulares e, poucas horas depois, às 8 manhã, suicida-se com um tiro no peito.

O suicídio, mais do que a renúncia, abalou a nação, pelo seu dramatismo. E o que parecia ter sido simples golpe branco, que pouco impressionaria o povo, que já esperava a renúncia e se conformava com ela, transformou-se num crime cometido contra a nação e contra o povo. Este, revoltado, e já agora tomado de uma decisão, chegou a ameaçar de depredação o edifício do Ministério da Aeronáutica. Houve mesmo ataque a tropas. No Rio (era a capital federal na época – Nota da TML), comércio e fábricas fecharam as portas, jornais anti-getulistas foram depredados. As massas se lançaram à rua, desesperadas e indignadas, dispostas a lavar sangue com sangue. Alguns  dos principais instigadores da renúncia e do suicídio, entre os quais o jornalista Carlos Lacerda, acharam melhor desaparecer algum tempo para fugir à ira popular. O mesmo estava acontecendo em outras cidades, principalmente São Paulo e Porto Alegre.

As agitações mais se aguçavam quando no dia seguinte o povo tomou conhecimento da carta deixada pelo presidente suicida: uma carta impressionante pelas acusações diretas que fazia aos seus inimigos e às “forças ocultas do estrangeiro” que sobre ele não cansavam de pressionar.

E o que parecia ser uma vitória da UDN se transformara em derrota. A UDN subia ao poder, de cabeça baixa, de ombros curvados, ao peso de um cadáver.”  (pág. 209).”

A História vai se repetir e como disse Leandro Fortes, do Blog Viomundo:

“Todos sabemos os nomes, os cargos, as redações e as togas de cada um dos responsáveis pela morte de Dona Marisa.

Na hora certa, daremos o troco.”

Apenas acrescentamos que seremos implacáveis, à la Saint-Just.