quinta-feira, 30 de março de 2017

Justiça para Théo L

No quinta-feira dia 2 de fevereiro, às 16:53 hs. quatro policias controlam as papeis de um grupo de jovens da cidade subúrbio Aulnay-sous- Bois. Théo L., educador de bairro, se aproxima. Os quatro policiais o prendem, dirigem-se a ele com palavras de conotação racista – ele é negro – e o violam com uma arma que utilizam em serviço (matraca). Isso ocorre depois de décadas de controles diretos à pessoa, no metrô e nos bairros populares depois do assassinato de um militante ecologiste, da repressão violenta dos piquetes de greve, e de jovens que se manifestavam contra a lei do trabalho.

Os policiais agressores são liberados mas, ao contrario, os jovens acusados de jogar pedras, são firmemente condenados a penas de prisão.

O candidato apresentado pelos Os Republicanos e a UDI (União dos Democratas e Independentes), Fillon, se aproveira das explosões de cólera, elas tornam-se o pretexto para reclamar penas minimas, pedir a maioridade penal a 16 anos e tambem milhares de vagas suplementares em prisão. Pose-se dizer que Fillon conhece muito bem a deliquência dos colarinhos brancos.

A candidata que a Frente Nacional apresentou, M. Le Pen se precipitou imediatamente a uma delegacia para deixar claro aos policiais, a sua cumplicidade. Deve-se dizer aqui que, o fundador do partido que ela herdou, a FN (Frente Nacional), era um torturador de Árabes durante a guerra da Argelia.

Os dois pedem a proibição das manifestações de protesto popular enquanto que eles mesmos aprovaram as manifestações ilegais de policiais e com seus veiculos de serviço.

O candidato Macron, dez dias depois do crime apresentá-se em uma delegacia, promete aumentar os poderes da polícia e criar 10 000 vagas adicionais de policiais e de gendarmes (políciais que trabalham como se fossem militares), assim como também a criação de 15 000 vagas para trabalhar em prisões. Deve-se lembrar que Macron conhece muito bem o banditismo posto que trabalhou para um “banco de negócios”.

O governo PS-PRG- PE (Partido Socialista, Partido Radical de Esquerda e Partido Ecologista), aorelizar depois dos atentados, a unidade nacional (da FN ao PCF – Partido Comunista Francês – do Medef – Movimento das empresas da França – à CGT – Confederação Geral dos Trabalhadores – FO – Força Operária – e Solidaires – Solidários), restringiu as liberdades e reforçou a polícia, o exército e os serviços secretos. Aumentu seus efetivos: 2300 militares suplementares em 2016; 15 300 cargos a mais na polícia e na justiça durante seu quinquênia. O governo, ao ceder às manifestações de policiais enquadrados pela FN, partido fascistizante, e pelos grupos fascistas, ao dar-lhe o direito de utilisar armas de fogo, enviando-os contra os trabalhadores em manifestação e em greve, encoraja-os, e lhes dá a certeza da impunidade.

Os dirigentes sindicais Mailly e Martinez, lamentado que os policiais usavam matracas e gás contra os manifestantes e em seguida apoiando as manifestações mafiosas de policiais, acabaram por encorajar as forças de repressão, em lugar de intimidá-las, e de que a greve geral, a defesa das manifestações e dos bloqueios os mantivessem respeitosos.

Os partidos de origem operária que mostraram uma grande compreensão com relação às manifestações de policiais (PS, PdG – Partido de Esquierda –, PCF, LO – Luta Operária) têm também sua responsabilidade. Os candidatos dos partidos “reformistas” querem, além do mais, reformar o exército e a polícia: Hamon, apoiado pelo PS, promete 5 000 policiais a mais; Mélenchon, apoiado pelo PdG e pelo PCF, promete o dobro 10 000 colocando-se mais à direita do que Hamon.

A urgência é a frente única das organizações nascidas da classe operária na defesa de Théo L. E de outras vítimas dos atos de violência por parte da polícia.

A presença várias vezes repetida do PCF e do PS nos governos, nunca mudou o papel da polícia e do exército. O Estado é o instrumento da classe dominante e seu núcleo vem a ser o aparelho de repressão (polícia, justiça, exército, serviços secretos). O exército francês mantém guerras em Mali, na Síria e no Iraque ao mesmo tempo em que a polícia patrulha os bairros populares como se fosse um exército de ocupação. Os maiores poluidores são os “managers” das firmas multinacionais, os maiores terroristas são os exércitos imperialistas que destroem países inteiros (Iraque...). Mas as vítimas das violências policiaís são antes de quaisquer outras, todos os pobres, não os patrões que são a causa dos suicídios de assalariados ou os acidentes de trabalho (150 mortos por ano no setor da construção e dos trabalhados públicos – BTP em francês), contra alguns poucos na polícia, que utilisam os paraísos fiscais ou que desempregam os trabalhadores (como PSA – Peugeot Sociedade Anônima – em Aulnay); as vítimas tampouco são os 
políticos às suas ordens; como Le Pen pai, Sarkozy, Fillon ou Strauss-Kahn.

Os pedidos dos políciais conduzem a um menor número de liberdades democráticas, a uma maior repressão dos explorados e oprimidos. Os “sindicatos” de policiais não têm, portanto, nenhum lugar nas confederações operárias (FO, CGT, Solidaires...).

A Comuna de Paris desintegrou a polícia burguesa em 1871. O armamento da população permitiu as  conquistas sociais e democráticas de 1945. O movimento operário deve retomar o seu programa, de novo aquele programa do Partido operário de 1880 e o do Partido Comunista de 1918: defesa das lutas e das organizações contra a polícia e os homens do capital que executam suas regras, desarmamento dos corpos de repressão, armamento do povo, governo dos trablhadores.

Nota da TML: o texto acima foi enviado e traduzido para o português pelos camaradas do Groupe Marxiste Internationaliste (GMI) da França, o qual pertence ao Coletivo Revolução Permanente (CoReP), do qual a nossa tendência é simpatizante.

sábado, 25 de março de 2017

Candidatos ao PED participam de sabatina da JPT, em São Bernardo

Neste sábado (25), a Juventude do Partido dos Trabalhadores de São Bernardo realizou uma sabatina com os candidatos a presidente do diretório municipal - a eleição acontece no próximo dia 9.

Anderson Dalecio e Lidney Soares apresentaram suas propostas, defenderam suas candidaturas e responderam perguntas da militância durante a atividade.

Entre os assuntos discutidos nesta tarde estão: desafios do partido na cidade, no ABC e no Brasil; formação política; igualdade de gênero; harmonia entre setoriais; os erros do PT enquanto governo e partido político; e a eleição em 2018.

O atual presidente e candidato à reeleição, Brás Marinho, não pôde comparecer devido a outro compromisso assumido anteriormente. #JPT #sabatina #PED2017 #PartidodosTrabalhadores #edastrabalhadoras

quinta-feira, 23 de março de 2017

Governo golpista: mais impostos e economia na UTI

© foto: Z. Ribeiro/ Agência Câmara

Os golpistas por meio de Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, anunciaram a  redução da expectativa do Produto Interno Bruto (PIB) de 2017, de 1% para 0,5%, e a previsão de um rombo de R$ 58,2 bilhões para o orçamento deste ano. Tal fato significa que a economia entrou na UTI, estando respirando por aparelhos.

O Estado de S. Paulo de 16/3, pág. A3, já adiantava que “Segundo informações ainda extraoficiais, há um buraco de R$ 65 bilhões na programação financeira.” E que “a receita efetiva poderá ficar em apenas R$ 7 bilhões, bem abaixo do valor inicialmente estimado em R$ 13 bilhões.”  (Idem).

Ainda, segundo o Estadão, “numa elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), mas a receita adicional, na faixa de R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões, seria insuficiente. De toda forma, será importante evitar a tentação de criar ou ressuscitar uma aberração do tipo CPMF, a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira.” (Idem).

Assim, provavelmente, os golpistas aumentarão os impostos, cortarão ainda mais gastos públicos, cortarão investimentos e farão concessões e vendas de ativos (bens).

Essas medidas, com certeza, aumentarão a crise econômica, com mais desemprego e recessão, agravadas ainda pela irresponsabilidade do poder judiciário e da polícia federal, com os ataques à indústria nacional, sob as ordens da CIA e do FBI, e aos trabalhadores com a aprovação na Câmara dos Deputados da terceirização, o que implicará em mais exploração.

As estimativas são de que a receita será de R$ 54,7 bilhões menor. Na verdade, ao invés de crescimento de 0,5%, provavelmente o PIB do Brasil deverá ser negativo novamente e superará os -3,6% de 2016. O imperialismo norte-americano com o golpe está recolonizando o Brasil de forma brutal, massacrando a população pobre e oprimida e destruindo a indústria nacional.

A cada dia que passa fica mais claro o plano yankee, o qual visa destruir completamente o País, transformar o Brasil em terra arrasada, a exemplo do que faz com a Palestina juntamente com o Enclave sionista e terrorista de Israel, ou como fez com o Iraque e a Líbia, o que significará para o povo brasileiro a recolonização e a escravidão.

O imperialismo estadunidense apoiado pelo PSDB/DEM/PMDB está indo muito além do “Plano uma ponte para o futuro” de Michel Temer, pois além de atacar os trabalhadores e a maioria oprimida nacional, com o fim dos programas sociais, fim da Previdência Social, fim da legislação do trabalho, fim do Sistema de Saúde, entrega dos aeroportos, dos bancos e das empresas estatais, como a Petrobrás, do petróleo (Pré-sal), da Floresta Amazônica, das Águas, está destruindo totalmente o parque industrial do Brasil, principalmente os mais importantes e os voltados à exportação, como a indústria de carnes, as empreiteiras, a indústria nuclear, a indústria naval, etc., o que comprova que o imperialismo não admite a mínima competição ou concorrência, predominando os monopólios imperialistas e a reação em toda linha, com as guerras.

Outras empresas importantes e estratégicas para o País, também seguem sendo destruídas como os Correios. Agora estão faltando carteiros para a entrega das correspondências, inclusive funcionários administrativos. Segundo a Rádio CBN de São Paulo, na manhã de 18/3, em alguns lugares as correspondências não estão sendo entregues, enquanto em outros as entregas são feitas dia sim e dia não.

O Brasil vem sendo sistematicamente destruído pelos golpistas, com a destruição das empreiteiras, do programa nuclear, da indústria naval, por meio da farsa da Operação Lava Jato, passando pela barbárie dos presídios, pelos motins reacionários das polícias militares nos estados, com mais de 200 assassinatos no início deste ano de 2017, com o aumento do genocídio do povo pobre e negro das periferias das cidades, com aumento das chacinas, pelas polícias militares dos estados da federação brasileira, como a Polícia Militar do Estado de São Paulo, treinada e armada até os dentes pelo Enclave sionista e terrorista de Israel.

Além disso, com a destruição do sistema de Saúde Pública (SUS- Sistema Único de Saúde) a população brasileira está correndo o risco de ser dizimada com a volta das epidemias de febre amarela, cólera, coqueluche, sem falar da dengue, chikungunya, zika etc. Inclusive a população já percebeu isso e já está ficando desesperada.

Ainda, com a economia indo à pique, os Estados da federação, boa parte já quebrados, tenderão completamente à falência, aumentando as forças centrífugas, colocando em risco a unidade, a independência e soberania nacional, com o Brasil podendo ser divido ao menos em 3 estados.

A burguesia nacional que apoiou o golpe, agora está sendo também atacada e  totalmente impotente para reagir. O imperialismo norte-americano e os setores entreguistas da burguesia nacional (PSDB/DEM), os quais vivem um impasse, pois pretendem remover Michel Temer do poder, mas não se sentem seguros para tanto, tudo com objetivo de transformar o Brasil em terra arrasada o mais rápido possível, atendendo aos interesses dos Estados Unidos.

Apenas a classe operária, liderando os camponeses pobres e os estudantes, poderá fazer frente ao imperialismo e à burguesia entreguista, sendo que para tanto é fundamental que as organizações de massas como o PT, a CUT, o MST, MTST e a UNE rompam com a política de conciliação e colaboração de classes que paralisa a luta pela derrubada dos golpistas, promovendo a ação direta das massas, formando comitês de autodefesa, as milícias operárias e populares a partir dos sindicatos, convocando um Congresso de base da classe trabalhadora em São Paulo, com delegados de base eleitos nos Estados da federação, para organizar um Fundo de Desemprego, com cada trabalhador empregado doando 1% de seu salário mensalmente, como os bolcheviques fizeram na Rússia, e a luta pela redução da jornada para 35 horas semanais, sem redução de salário, na perspectiva de  uma alternativa dos trabalhadores, um governo revolucionário operário e camponês.

terça-feira, 21 de março de 2017

A recolonização brutal do Brasil

O imperialismo norte-americano com o golpe está recolonizando o Brasil de forma brutal, massacrando a população pobre e oprimida e destruindo a indústria nacional.

A cada dia que passa fica mais claro o plano yankee, o qual visa destruir completamente o País, transformar o Brasil em terra arrasada, a exemplo do que faz com a Palestina juntamente com o Enclave sionista e terrorista de Israel, ou como fez com o Iraque e a Líbia, o que significará para o povo brasileiro a recolonização e a escravidão.

O imperialismo estadunidense apoiado pelo PSDB/DEM/PMDB está indo muito além do “Plano uma ponte para o futuro” de Michel Temer, pois além de atacar os trabalhadores e a maioria oprimida nacional, com o fim dos programas sociais, fim da Previdência Social, fim da legislação do trabalho, fim do Sistema de Saúde, entrega dos aeroportos, dos bancos e das empresas estatais, como a Petrobrás, do petróleo (Pré-sal), da Floresta Amazônica, das Águas, está destruindo totalmente o parque industrial do Brasil, principalmente os mais importantes e os voltados à exportação, como a indústria de carnes, as empreiteiras, a indústria nuclear, a indústria naval, etc., o que comprova que o imperialismo não admite a mínima competição, predominando os monopólios imperialistas e a reação em toda linha, com as guerras.

Outras empresas importantes e estratégicas para o País, também seguem sendo destruídas como os Correios. Agora estão faltando carteiros para a entrega das correspondências, inclusive funcionários administrativos. Segundo a Rádio CBN de São Paulo, na manhã de 18/3, em alguns lugares as correspondências não estão sendo entregues, enquanto em outros as entregas são feitas dia sim e dia não.

O Brasil vem sendo sistematicamente destruído pelos golpistas, com a destruição das empreiteiras, do programa nuclear, da indústria naval, por meio da farsa da Operação Lava Jato, passando pela barbárie dos presídios, pelos motins reacionários das polícias militares nos estados, com mais de 200 assassinatos no início deste ano de 2017, com o aumento do genocídio do povo pobre e negro das periferias das cidades, com aumento das chacinas, pelas polícias militares dos estados da federação brasileira, como a Polícia Militar do Estado de São Paulo, treinada e armada até os dentes pelo Enclave sionista e terrorista de Israel.

Além disso, com a destruição do sistema de Saúde Pública (SUS- Sistema Único de Saúde) a população brasileira está correndo o risco de ser dizimada com a volta das epidemias de febre amarela, cólera, coqueluche, sem falar da dengue, chikungunya, zika etc. Inclusive a população já percebeu isso e já está ficando desesperada.

A burguesia nacional que apoiou o golpe, agora está sendo também atacada e  totalmente impotente para reagir.

O imperialismo norte-americano e os setores entreguistas da burguesia nacional (PSDB/DEM), os quais vivem um impasse, pois pretendem remover Michel Temer do poder, mas não se sentem seguros para tanto, tudo com objetivo de transformar o Brasil em terra arrasada o mais rápido possível, atendendo aos interesses dos Estados Unidos.

Apenas a classe operária, liderando os camponeses pobres e os estudantes, poderá fazer frente ao imperialismo e à burguesia entreguista, sendo que para tanto é fundamental que as organizações de massas como o PT, a CUT, o MST, MTST e a UNE rompam com a política de conciliação e colaboração de classes que paralisa a luta pela derrubada dos golpistas, promovendo a ação direta das massas, formando comitês de autodefesa, as milícias operárias e populares a partir dos sindicatos, convocando um Congresso de base da classe trabalhadora em São Paulo, com delegados de base eleitos nos Estados da federação, que busque uma alternativa dos trabalhadores, um governo operário e camponês.

sábado, 18 de março de 2017

Golpistas seguem destruindo o Brasil: estão faltando carteiros

A destruição dos Correios segue acelerada pelo governo golpista de Michel Temer. Agora estão faltando carteiros para a entrega das correspondências, inclusive funcionários administrativos.

Segundo a Rádio CBN de São Paulo, agora de manhã (18/3), em alguns lugares as correspondências não estão sendo entregues, enquanto em outros as entregas são feitas dia sim e dia não.

As consequências da destruição do serviço público do Correios com certeza serão enormes para a população, causando prejuízos incalculáveis, pois todos dependem das entregas das correspondências para pagamento de contas, pagamento de seguro, de plano de saúde, etc.

Logicamente que isso não está acontecendo por acaso, isso é feito de forma proposital  visando a terceirização, precarização dos trabalhadores e a privatização da empresa, na linha golpista de escravização e recolonização do País, liderada pelo PSDB/DEM/PMDB para que os imperialismos dos Estados Unidos e Europeu se apoderem de nossas riquezas, como petróleo (Pré-Sal), Floresta Amazônia, aguás, os bancos públicos, as empresas estatais, etc.

O Brasil vem sendo sistematicamente destruído pelos golpistas, com a destruição das empreiteiras, do programa nuclear, da indústria naval, por meio da farsa da Operação Lava Jato, passando pela barbárie dos presídios, pelos motins reacionários das polícias militares nos estados, com mais de 200 assassinatos no início deste ano de 2017, com o aumento do genocídio do povo pobre e negro das periferias das cidades, com aumento das chacinas, pelas polícias militares dos estados da federação brasileira, como a Polícia Militar do Estado de São Paulo, treinada e armada até os dentes pelo Enclave sionista e terrorista de Israel.

Além disso, com a destruição do sistema de Saúde Pública (SUS- Sistema Único de Saúde) a população brasileira está correndo o risco de ser dizimada com a volta das epidemias de febre amarela, cólera, coqueluche, sem falar da dengue, chikungunya, zika etc. Inclusive a população já percebeu isso e já está ficando desesperada.

Assim, nesta situação, os trabalhadores dos Correios devem se mobilizar, realizando assembleias na categoria, sempre que possível pondo para correr e substituindo a pelegada, visando a preparação de uma greve geral, em defesa da empresa, organização comandos de greve eleitos democraticamente na base, inclusive organizando comitês de autodefesa, as milícias populares a partir dos sindicatos da categoria, para enfrentar e derrotar o governo golpista de Michel Temer/PMDB/PSDB/DEM. 

sexta-feira, 10 de março de 2017

ONU dá apoio ao governo golpista

A Organização das Nações Unidas concedeu um dos 47 assentos no Conselho de Direitos Humanos ao governo golpista a partir de 28 de fevereiro de 2017.

Tal fato comprova que a ONU não passa de um covil de bandidos, como Lênin disse de sua antecessora, a Sociedade das Nações.

Hoje, dia 10/3, a Folha de S. Paulo golpista publicou na coluna “Tendências/Debates”, pag. A3, um artigo do golpista Temer no qual ele diz que começa a superar a crise econômica, quando sabemos que a crise cada vez aprofunda-se mais, com todos os índices econômicos se deteriorando, com um rombo recorde nas contas públicas em setembro/2016, de R$ 26,6 bilhões, com o desemprego em 12,8%.

Além disso, o golpista Temer defendeu a “Reforma da Previdência”, ou seja, a supressão total da Previdência Social, “eliminando-se privilégios”, quando sabemos que os valores das aposentadorias são irrisórios e que os aposentados são forçados a continuar a trabalhar para complementar o orçamento familiar.

A ONU dando sustentação ao governo golpista faz vista grossa à barbárie nos presídios brasileiros que no começo deste ano provocou os assassinatos de mais de 100 presos em Natal, Rio Grande do Norte e em Boa Vista, em Roraima, sendo que o Brasil possui a 4ª população carcerária do mundo, promovendo encarceramento em massa, em verdadeiros campos de concentração; aos motins reacionários dos policiais militares em Vitória, no Estado do Espírito Santo, que também propiciou os assassinatos de mais de 100 pessoas; e ao sistemático genocídio da população pobre e negra das periferias das cidades brasileiras pelas polícias militares, como a do Estado de São Paulo, armada até os dentes pelo Enclave sionista e terrorista de Israel.

Ainda, a ONU fecha os olhos para as arbitrariedades do judiciário e do ministério público brasileiros ultra-elitistas e reacionários, que possuem membros que não foram eleitos, não se submeteram ao sufrágio universal, ao voto, os quais promovem a farsa da Operação Lava Jato, suspeita de ter sido concebida pela CIA e o Departamento de Estado norte-americano, de forma macarthista, para derrubar o governo eleito de Dilma Rousseff do PT e como ofensiva contra o movimento operário e popular brasileiro, visando a escravização e recolonização do Brasil, para se apossar do petróleo brasileiro (Pré-sal), da Amazônia, das nossas terras, das águas, e do conjunto de nossas riquezas.

A farsa Operação Lava Jato mantém na cidade de Curitiba, uma Nova Guantámano, onde pessoas são mantidas presas, sem culpa formada, com “prisões cautelares” (“provisórias e preventivas”), como forma de tortura, para “confessarem ou fazerem delações premiadas”, com total desrespeito ao devido processo legal, lembrando a Itália de Benito Mussolini, a Alemanha de Adolf Hitler ou Guantánamo dos Estados Unidos.

Assim, fica claro que a ONU não passa de um covil de bandidos, sendo instrumento do imperialismo norte-americano, europeu e asiático, do capital financeiro, dos monopólios, representando a reação em toda linha, nesta fase de crise mundial e terminal do capitalismo, que apenas provoca guerras.

A saída para os trabalhadores brasileiros e para a classe operária internacional é a formação de partidos operários marxistas revolucionários e a construção de uma Internacional Operária e Revolucionária, visando governos operários e camponeses rumo ao socialismo, sepultando de vez o capitalismo.

Erwin Wolf

segunda-feira, 6 de março de 2017

8 de março e as mulheres revolucionárias

A Tendência Marxista-Leninista, tendo em vista o dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, homenageia as mulheres revolucionárias, como Alexandra Kolontai, Alexandra Sokolovskaia, Clara Charf, Clara Zetkin, Frida Khalo, Inessa Armand, Natália Sedov, Nádia Krupskaya,  Olga Benário Prestes, Olga Bronstein Kamenev, Rosa Luxemburgo, Ruth Fisher, Sônia Maria de Moraes Angel Jones, Vera Zasulich,  Zuzu Angel, e todas as outras.

Homenageamos, também especialmente, Dona Zoraide Gomes de Oliveira, de Santo André, que enfrentou a ditadura militar, conforme o livro “O movimento operário no ABC paulista contado por seus autores”, págs. 225/231, de 2015, e Heleny Guariba, atriz e diretora, que ajudou a fundar o Grupo Teatro da Cidade, em Santo André, desaparecida até o hoje, consoante a entrevista de sua neta, Cândida Cappelio Guariba ao jornal ADCDMAIOR, de 25 a 28 de abril de 2014, pág. 4.

Para tanto, reproduzimos um trecho de um artigo de Leon Trotsky, “ROSA LUXEMBURGO E A IV INTERNACIONAL (Rápidas observações a respeito de uma importante questão), publicado em 1979, pela Kairós Livraria e Editora, como Introdução à obra “Greve de Massas, Partido e Sindicatos”, da grande revolucionária, um dos maiores nomes do Internacionalismo proletário.

Rosália Luxemburgo, a Rosa, "nasceu em 5 de março de 1871, na  cidade de Zamosc, Polônia-russa, radicando-se na Alemanha, tendo militado nos partidos operários revolucionários polacos e alemães, como o Partido Revolucionário Socialista Operário polonês e o Partido Social-democrata alemão, tendo feito seu doutoramento em Economia Política na Universidade de Zurique, dedicou-se à luta contra o revisionismo do marxismo.

Proximo à revolução de 1905, refugia-se na Polônia, onde é presa e libertada sob caução”. Em 1906, publica a mencionada obra, que trata da Revolução Russa de 1905. “Regressando à Alemanha, leciona Economia Política na Escola do Partido Social-Democrata, resultando daí sua obra mais importante: Acumulação do Capital.”

“Em 1916, em colaboração com Liebknecht e Mering, funda a Liga Spartacus. Em fevereiro do mesmo ano é presa, sendo libertada em novembro de 1918, época em que se desencadeia a revolução na Alemanha. Na prisão escreve a brochura Junius, as Cartas de Spartacus; elabora a Introdução à Economia Política.

Participa na criação do Partido Comunista Alemão em dezembro de 1918.

Vítima da contra-revolução, Rosa Luxemburgo é presa em 15 de janeiro de 1919, juntamente com Liebknecht, sendo ambos assassinados pelas força governamentais.” (“NOTA BIOGRÁFICA” da Kairós Livraria e Editora).

Segue o trecho de Leon Trotsky:

“(...) Podemos afirmar sem qualquer exagero: a situação mundial está determinada pela crise de direção do proletariado. O campo do movimento operário encontra-se ainda bloqueado pelas sobras poderosas das velhas organizações falidas. Depois de numerosas derrotas e desilusões, o grosso do proletariado europeu encontra-se fechado em si mesmo.

O decisivo ensinamento que ele tirou, consciente ou semi-conscientemente, de suas amargas experiências é o seguinte: as grandes ações exigem uma direção à altura. Para os negócios do dia-a-dia os operários continuam a dar seus votos às antigas organizações. Mas apenas seus votos, em absoluto sua confiança ilimitada. Por outro lado, após a lamentável decomposição da III Internacional,  tornou-se muito mais difícil incitá-los a confiar em uma nova direção revolucionária. Nessa situação, recitar  um monótono canto à glória das ações de massas relegadas a um futuro incerto, com o único fim de opor a uma seleção consciente dos quadros para uma nova Internacional, significa realizar um trabalho reacionário do começo ao fim.

A crise da direção proletária não pode, evidentemente, ser resolvida por meio de uma fórmula abstrata. Trata-se de um processo cuja duração é extremamente longa. Mas trata-se não apenas de um processo “histórico”, isto é, das condições objetivas da atividade consciente, mas de uma série ininterrupta de medidas ideológicas, políticas e organizativas, tendo em vista unir os melhores elementos, os mais conscientes do proletariado mundial sob uma bandeira sem mácula, de reforçar cada vez mais seu número e sua confiança em si próprios, de desenvolver e aprofundar sua ligação com camadas cada vez mais amplas do proletariado, em uma palavra: conferir novamente ao proletariado, em meio a uma situação nova, extremamente difícil e cheia de responsabilidades, sua direção histórica. Os confusionistas da espontaneidade deste recente modelo têm tão pouco direito de fazer apelo a Rosa Luxemburgo quanto os burocratas do Comintern a Lenin. Se deixarmos de lado tudo aquilo que é acessório e já ultrapassado pela evolução, temos todo o direito de colocar nosso trabalho pela IV Internacional sob o signo dos “três L”, ou seja, não apenas o de Lenin, mas igualmente sob o de Luxemburgo e Liebknecht." (Introdução de L. Trotsky, 1935, págs. 9/10, da referida obra de Rosa Luxemburgo, editada pela Kairós Livraria e Editora).

quinta-feira, 2 de março de 2017

PSDB busca o consenso da burguesia para derrubar Temer

Os setores mais pró imperialismo norte-americano, liderados pel PSDB/DEM buscam conseguir o consenso para derrubar Temer e o PMDB em razão do agravamento da crise econômica.

O PMDB tornou-se a bola da vez, com as prisões dos ex-governadores do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e Anthony Garotinho (este já foi liberado).

Agora o Tribunal Superior Eleitoral golpista provavelmente irá condenar a Chapa Dilma/Temer para apear o último do poder.

Desde que os golpistas assumiram o governo a crise econômica vem se agravando, sendo que em setembro/2016 houve um rombo recorde das contas públicas de 26,6 bilhões de reais, com os índices econômicos se deteriorando, com os Estados da federação brasileira se desmanchando e falindo, como o Rio Grande do Norte, Roraima, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, com mais de 200 mortes na barbárie dos presídios e nos motins das polícias militares.

Os marxistas revolucionários criticam a esquerda pequeno-burguesa que flerta e apoia os motins reacionários da polícia, os quais devem ser combatidos.  Os movimentos dos policiais militares não são greves mas motins reacionários. Suas reivindicações são para terem melhores condições de atacar e assassinar a população pobre e negra das periferias das cidades, promovendo o verdadeiro genocídio que assistimos diariamente.

Como nos ensinou Leon Trotsky, “A polícia é um inimigo cruel, inconciliável, odiado. Não há nem que se pensar em ganhá-los para a causa...” (León Trotsky, Historia da Revolução Russa, Capitulo VII, Cinco dias - 23 a 27 de fevereiro de 1917, 1930).

Paralelamente aos motins reacionários das polícias, os militares que desde as Olimpíadas haviam ocupado o Rio de Janeiro, agora tomaram e ocuparam  Vitória, no Estado do Espírito Santo e voltaram ao Rio de Janeiro, iniciando um verdadeiro Estado de Sítio no País.

O objetivo da burguesia e do imperialismo norte-americano é aumentar a escalada golpista, seguir com a guerra civil declarada contra os trabalhadores, para acabar com os direitos trabalhistas (“Reforma trabalhista”) e a aposentadoria (“Reforma da Previdência”), visando escravizar e recolonizar o Brasil. Inclusive seguem preparando a prisão de Lula.

Neste momento, o PSDB/DEM avaliam que o governo Temer, em razão de sua impopularidade e também do ritmo lento do ministro da fazenda Henrique Meirelles em impor as medidas econômicas de ajuste, há necessidade de substitui-lo de forma indireta no Congresso Nacional, elegendo Fernando Henrique Cardoso, o qual colocará na fazenda o brasileiro naturalizado norte-americano, Armínio Fraga, agente do mega-especulador grego George Soros, que patrocinou o golpe nazista na Ucrânia, com apoio do Enclave terrorista e sionista de Israel. Tanto que o golpista ex-ministro das relações exteriores, José Serra,  desembarcou do governo Temer e se posicionou no Senado, provável teatro das operações do golpe dentro do golpe. Outros tucanos também devem desembarcar do governo Temer em breve.

Todavia, o PSDB e o DEM ainda não conseguiram um consenso na sua facção pró imperialista porque o PSDB de São Paulo, que controla o Estado e a Prefeitura, liderado pelo governador Geraldo Alckmin, é contra. Alckmin se apresenta ainda como candidato para 2018.

Então, resta pouco para os golpistas entrarem num consenso.  Assim, ao que tudo indica, o governo do golpista Temer está com os dias praticamente contados.

A classe operária precisa combater as ilusões eleitoreiras e parlamentaristas dos partidos pequeno-burgueses e reformistas, que só semeiam a confusão e jogam areia nos olhos dos trabalhadores.

Os trabalhadores não podem ter ilusão nos partidos burgueses que apoiam o golpe como a Rede Sustentabilidade, de Marina Silva e da Neca Setúbal (Banco ItaúUnibanco), no PDT, no PSB, e em oportunistas como Ciro Gomes, assim como partidos pequeno-burgueses como PSTU que apoia o golpe ou como o PSOL, da Luciana Genro, que defende a ultrarreacionária Operação Lava Jato, supostamente promovida pela CIA e o Departamento de Estado norte-americano e concebida de forma macarthista contra o movimento operário e popular, e de Marcelo Freixo, que defende as também reacionárias UPPs. Além disso, a atuação parlamentar do PSOL serve de linha auxiliar do PSDB.

Além disso, a corrente majoritária do PT, a CNB (Construindo um Novo Brasil, antiga articulação), desenvolve uma política de integração ao golpe, como ficou claro na eleição das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, quando esta deliberou “liberar” os parlamentares do partido para votar nos golpistas. Isso também ocorreu na Câmara Municipal de São Paulo, quando os vereadores do PT votaram em Milton Leite, do PSDB, e na Câmara Municipal São Bernardo do Campo, quando os vereadores do PT votaram em Pery Cartola, também do PSDB. A mesma coisa aconteceu na Assembleia Legislativa, onde os parlamentares do PT estão apoiando o governo Alckmin, do PSDB, com exceção dos deputados João Paulo Rillo, Carlos Neder e José Américo.

A partir dessas atitudes da direção majoritária do PT, as bases do partido têm desenvolvido uma forte mobilização interna contra essa posição de conciliação e colaboração de classes, tendo em vista as eleições das chapas e as eleições de delegados nas eleições internas até abril,  o que prenuncia uma forte crise no 6º Congresso do partido em junho.

As eleições municipais do ano passado foram antidemocráticas, fraudulentas e sangrentas com 45 atentados e 29 assassinatos. Isso deve piorar ainda mais, se houver eleições presidenciais em 2018.  Se a crise continuar se acentuando, a burguesia e o imperialismo, com certeza, vão suspender as eleições, proscrevendo os partidos operários e de esquerda e atacando as organizações populares, sociais e sindicais, pois uma aventura militar não está descartada, ainda mais com o avanço do Estado de Sítio, embora haja o risco de uma revolta popular como aconteceu com a deposição de Getúlio em 1954.

As eleições com governos golpistas são sempre controladas e quem sempre ganha são os partidos golpistas, como depois de 1964, a Aliança Renovadora Nacional (ARENA) e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) sempre ganhavam.

Não devemos ter ilusão no Congresso Nacional (Senado Federal e Câmara dos Deputados) e muito menos no reacionário Supremo Tribunal Federal, todos golpistas.

Os operários, os trabalhadores, os camponeses pobres, os estudantes precisam promover uma frente única para romper a paralisia do movimento operário e popular, para que as organizações de massas como o PT, a CUT, o MST e o MTST rompam com sua política de colaboração e conciliação de classes na perspectiva de um governo operário e camponês.

Para tanto é imprescindível a organização de comitês de autodefesa, as milícias operárias e populares, a partir dos sindicatos, bem como a organização e convocação de um Congresso de base da classe trabalhadora, em São Paulo, com delegados eleitos nos Estados da federação brasileira, visando elaborar um plataforma de lutas para derrotar o governo golpista.