sábado, 17 de fevereiro de 2018

ABAIXO A INTERVENÇÃO MILITAR NO RIO DE JANEIRO, FORA AS TROPAS DO EXÉRCITO DAS RUAS! ROMPER COM A POLÍTICA DA FRENTE POPULAR (PT e PSOL) DE SILÊNCIO CÚMPLICE OU APOIO VELADO A AÇÃO DAS FFAA!

O governo golpista de Temer acaba de decretar intervenção militar no Estado do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (16.02). Segundo o Planalto, as FFAA “vão ajudar na segurança do RJ até dezembro de 2018”. Trata-se na verdade de uma nova investida reacionária contra a população pobre e negra do Rio de Janeiro, rebelada em razão da falência completa do Estado fluminense e agora com o aprofundamento da crise econômica. A ausência da polícia durante o Carnaval e as cenas de arrastões marteladas no Jornal Nacional para criar pânico não foram por acaso, montaram um cenário para justificar a intervenção militar e estrategicamente colocar os militares nas ruas, em uma espécie de “balão de ensaio” do que pode vir a acontecer em um futuro breve em todo o país. Os parceiros da Frente Popular faliram o Estado do Rio de Janeiro, sendo que Pezão, filhote de Cabral (PMDB) sequer está pagando os salários dos servidores públicos. Os trabalhadores precisam enfrentar essa ofensiva reacionária rompendo a paralisia imposta pelas direções reformistas e frente populista (PT, PCdoB e do PSOL). O PSOL, por exemplo, limita-se afirmar que “Intervenção no Rio é ação desesperada de Temer que praticamente tirou de cena o governador fluminense” (site PSOL nacional, 16.02). Essa política de conciliação de classes tem levado o movimento popular a um beco sem saída, com a liquidação de conquistas e direitos. Nesse marco os revolucionários têm a obrigação de denunciar o papel de Marcelo Freixo e seus aliados. Marcelo Freixo, principal referência da esquerda carioca, que todos os dias usa as redes sociais para informar sobre as atividades de seu mandato parlamentar mantém-se “bem caladinho” sobre o tema apesar das tropas estarem ocupando morros e favela. Freixo não deseja chocar-se com a chamada “opinião pública”, ou melhor, com seus eleitores de classe média que defendem “mais segurança” diante da barbárie social imposta pelo roubo dos cofres públicos pela máfia do PMDB. O parlamentar do PSOL é defensor das ultra-reacionárias UPPs e da “Operação Lava Jato”. Mesmo nesta espiral de violência da repressão estatal contra o proletariado, o PSOL defende que a polícia deva ser “mais eficiente e transparente”. Freixo reclama que as UPPs não chegam à totalidade dos morros cariocas para “combater as milícias”. Um de seus principais aliados no Rio de Janeiro, Alessando Molon, da Rede, reclamou do retardo das medidas adotadas por Temer, “A situação de insegurança já é gravíssima há muito tempo, esse carnaval, infelizmente, foi o carnaval da violência. Por que só agora o governo decidiu tomar essa atitude?” (UOL, 16.02). Randolfe Rodrigues foi no mesmo sentido de criticar a medida "casuística" de Temer para ganhar tempo a fim de aprovar a reforma da Previdência. Em geral o conjunto da Frente Popular, do PT ao PSOL, variam do “silêncio cúmplice” ao “apoio velado” a ação das FFFA para ficar de bem com seu eleitorado de classe média. Diferente do PT e do PSOL que só denunciam o “golpe” quando trata-se de eleições e das disputas no parlamento burguês, os Marxistas Revolucionários da LBI defendem em alto e bom som: “Abaixo a intervenção militar no Rio de Janeiro, fora as tropas do Exército das ruas!”. A classe trabalhadora e o povo pobre não pode continuar indefeso contra a violência organizada do Estado capitalista e seus bandos mafiosos. Precisa organizar comitês de autodefesa pela expulsão do aparato repressivo das favelas, pela destruição das polícias e contra a intervenção das FFAA no Rio de Janeiro. Para Trotsky, “inclusive as frações mais avançadas (do exército) não passarão aberta e ativamente para o lado do proletariado até que vejam com seus próprios olhos que os operários querem lutar e são capazes de vencer (“Aonde vai a França?”). Ou seja, a unidade do proletariado mesmo com os setores mais avançados do exército só se dará em situações pré-revolucionárias. No caso específico do Exército, defendemos um programa de reivindicações transitórias destinadas aos soldados e cabos, a fim de que rompam com a hierarquia militar subordinando-se a uma clara estratégia de des
truição revolucionária do aparato repressivo do Estado burguês (difusão de imprensa política nos quartéis, direito a sindicalização, formação de sindicatos vermelhos, etc.). Frente a intevenção militar defendemos a unidade dos trabalhadores da cidade e do campo pela via da construção de Greve Geral que se inicie pela mobilizações das bases operárias e populares neste dia 19 de Fevereiro, tendo como eixo o fim imediato da intervenção militar. Estrategicamente é necessário expropriar a burguesia para que sobre os escombros desse Estado burguês corrupto e assassino se construa um poder de novo tipo, capaz de erguer um modo de produção social que garanta condições dignas de vida para o conjunto dos que trabalham e não que sirva para acumular capital a fim de engordar os bolsos de um punhado de parasitas mafiosos!

Nota da TML: artigo publicado pelo Blog da Liga Bolchevique Internacionalista (LBI), cujo conteúdo temos acordo, motivo pelo qual o reproduzimos.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

IMPOR PELA MOBILIZAÇÃO DAS BASES OPERÁRIAS E POPULARES UMA GREVE GERAL POR TEMPO INDETERMINADO QUE PARALISE A PRODUÇÃO PARA DERRUBAR TEMER E SUAS REFORMAS NEOLIBERAIS! NÃO A POLÍTICA DE PRESSÃO SOBRE O PARLAMENTO E DE APOIO AS CANDIDATURAS DA OPOSIÇÃO BURGUESA NO CIRCO ELEITORAL DA DEMOCRACIA DOS RICOS!

Mal acabou o Carnaval, onde o vampiro Temer foi alvo de protestos populares por todo o país nas marchinhas e até mesmo no Sambódromo como no desfile da Escola de Samba “Paraíso do Tuiuti”, o golpista pretende junto com o canalha Rodrigo Maia colocar em votação na Câmara dos Deputados o projeto da malfadada “Reforma da Previdência”. As contrarreformas neoliberais levarão ao acirramento da pobreza, concentração extrema de renda e estagnação profunda da economia nacional, tornando ainda mais grave a crise. As privatizações inviabilizarão as condições de vida das massas, além desestruturar o próprio Estado nacional burguês brasileiro. Nesse contexto, a contrarreforma neoliberal da previdência exigida pela máfia financeira internacional, significa na prática, o espólio aberto de parte significativa da riqueza produzida pelos trabalhadores. A LBI, TML e diversas oposições classistas pelo país temos defendido a convocação de uma verdadeira Greve Geral por tempo indeterminado paralisando a produção, comércio e transporte para derrotar Temer e seus ataques contra os trabalhadores, apostando na luta direta, radicalizada dos explorados e oprimidos para enterrar esse governo corrupto e entreguista. Longe de seguir esse caminho de combate, a Frente Popular (PT, PCdoB e PSOL) assim como as centrais sindicais (CUT, FS, CTB, Conlutas, Intersindical...) tem apontado apenas “dias nacionais de luta” sem organização na base das categorias, limitando-se a atos domesticados e pacíficos de protesto, como desejam fazer agora nesta segunda-feira, 19 de Fevereiro. Essa política de colaboração de classes de não radicalizar a luta e restringi-la a pressão parlamentar, está na verdade voltada a desgastar Temer e patrocinar ilusões no circo eleitoral da democracia dos ricos via as candidaturas do PT e PSOL. Trata-se de uma orientação suicida que nos levará a derrota, como foi na época da Reforma Trabalhista e na Terceirização. O movimento operário e popular encontra-se paralisado em razão de sua direção burocrática e pelega, que vive basicamente dos aparatos dos sindicatos e das Centrais sindicais, como CUT, CTB, Força Sindical, CSP-Conlutas, Intersindical, e todas as demais, que sustentam o regime golpista, traindo e contendo a enorme disposição de luta dos trabalhadores por suas reivindicações imediatas e por seus direitos trabalhistas e previdenciários. As direções burocráticas e pelegas não mobilizam os trabalhadores, sendo que em razão das pressões destes apenas realizam paralisações de 24 horas para que elas não coloquem em risco a estabilidade do regime golpista.

Os burocratas boicotam sistematicamente a convocação de uma Greve Geral por tempo indeterminado porque sabem que isso colocará em risco os seus privilégios e o regime golpista com a entrada em cena do conjunto do movimento operário e popular. Os burocratas sindicais sustentam esse governo golpista que retirou todos os direitos dos trabalhadores e rasgou a CLT e que agora pretende acabar com a aposentadoria e os direitos previdenciários. É necessário forjar uma nova vanguarda operária e revolucionária para a defesa um programa de luta pelas reivindicações imediatas e transitórias dos trabalhadores contra o desemprego, reajustes salariais, redução da jornada de trabalho sem redução do salário, e sobretudo agora preparar e organizar uma Greve Geral por tempo indeterminado, com comandos de greve eleitos pela base, pela anulação da “Reforma Trabalhista” e contra a aprovação da “Reforma da Previdência” e pela derrubada do regime golpista e de suas instituições. Portanto, barrar esse ataque a previdência é impor na verdade um duro golpe ao grande capital financeiro imperialista, que é quem está de fato por trás dos ataques contra os trabalhadores, levado adiante por seus serviçais no parlamento e grande imprensa corrupta. Não confiar na traidora e covarde burocracia sindical frente populista eleitoreira lulista, e articular nos locais de trabalho, estudo e moradia pela base o embrião de uma verdadeira Greve Geral no país é mais do que urgente, para derrotar esse criminoso arrocho neoliberal do capital em decadência contras as condições de existência das massas operárias!

Defendemos a convocação pela base de um amplo e democrático Congresso Nacional dos Trabalhadores agrupando o movimento operário, popular, camponês e estudantil, que deve ser forjado como uma alternativa de poder dos trabalhadores diante do circo eleitoral da democracia dos ricos que se aproximam e frente a paralisia política imposta pela burocracia sindical que deseja apenas desgastar o golpista Temer para desviar as lutas para o terreno eleitoral. A LBI, TML e as Oposições classistas que subscrevem esse manifesto lançam um chamado franco à toda vanguarda classista, a grupos políticos, sindicais e organizações marxistas para juntos convocarmos um Congresso que aprove uma plataforma de centralização das lutas como alternativa a farsa de uma saída eleitoral nos marcos da institucionalidade burguesa. O seu caráter não é meramente sindical e sim o embrião de um organismo político de frente única capaz de agrupar todos os setores explorados do país para assentar as bases de um poder de novo tipo, proletário e socialista, forjando embrionariamente a consciência dos exploradores na senda da construção de seu próprio poder estatal, o Governo Operário e Camponês, como um sinônimo político da Ditadura do Proletariado.

- Eleger comandos de greve nas bases das categorias!

- Não à aprovação da Reforma da Previdência!

- Abaixo o golpista Temer!

- Organizar um Congresso Nacional de Base dos trabalhadores como um embrião de organismo de poder proletário e socialista!

LIGA BOLCHEVIQUE INTERNACIONALISTA – LBI
TENDENCIA MARXISTA-LENINISTA – TML  
MOVIMENTO DE OPOSIÇÃO BANCÁRIA (MOB) – CE 
OPOSIÇÃO CLASSISTA DOS QUÍMICOS – SP 
OPOSIÇÃO DE LUTA DOS PROFESSORES – CE 
OPOSIÇÃO COMBATIVA DOS PETROLEIROS – RN 
OPOSIÇÃO UNIDADE NA LUTA - URBANITÁRIOS – CE 
OPOSIÇÃO DOS PROFESSORES/MARACANAÚ - CE

domingo, 11 de fevereiro de 2018

URGENTE: APOIO MILITAR INCONDICIONAL AO REGIME SÍRIO NO ENFRENTAMENTO COM A FROTA AÉREA SIONISTA! DERRUBAR MAIS UM.. DOIS.. TRÊS... TODOS OS CAÇAS F16 DE ISRAEL E DA OTAN!

SÁBADO, 10 DE FEVEREIRO DE 2018

O regime nacionalista sírio acaba de destroçar um caça F16 do governo sionista de Israel. A aeronave militar "cedida" pelo imperialismo ianque ao gerdame terrorista, chefiado pelo assassino covarde Benjamin Netanyahu, estava realizando um sobrevoo no espaço do território sírio com objetivo de atacar bases logísticas do Irã localizadas na Síria para apoiar regime Assad na luta contra o Estado Islâmico. Não foi a primeira vez que o governo sionista organiza provocações militares contra a Síria e o próprio Irã, utilizando o suporte da OTAN e também do governo turco, mas desta vez os terroristas de Israel receberam a "resposta" merecida. O sanguinário Netanyahu não tardou a ameaçar a Síria com uma nova investida militar aérea, já anunciando que conta com a solidariedade integral do "palhaço" Imperialista Donald Trump. Os Marxistas Leninistas de todo o mundo não podem ficar neutros neste conflito do Oriente Médio, o "monstro" de Israel representa as forças mais reacionárias do planeta, são na verdade um "porta avião" dos EUA, fincado em terras ocupadas dos palestinos. Desgraçadamente os revisionistas da LIT, UIT e do grupo "MAIS", que enlameiam a bandeira do Trotskismo, irão afirmar que Assad é um "ditador sanguinário" para justificar sua vergonhosa capitulação ao governo sionista e sua bárbara ofensiva militar contra os povos árabes e palestinos, foi assim que estes "canalhas de esquerda" apoiaram a OTAN contra o regime do coronel Kadafi, e desta forma patrocinaram politicamente a destruição da Líbia. A LBI, desde suas modestas forças, convoca o movimento comunista mundial, a estabelecer a mais sólida unidade de ação com o regime Assad no objetivo concreto de liquidar as provocações sionistas e destruir o Estado terrorista de Israel!

Nota da TML: a declaração acima foi elaborada e enviada pela Liga Bolchevique Internacionalista (LBI). Como temos acordo a reproduzimos. Neste mesmo instante, foi noticiada a queda de uma avião comercial russo em Moscou. Ainda não temos maiores informações, sendo cedo para nos posicionar, mas fica a preocupação de que possa ser uma represália do Mossad, serviço secreto de Israel, em razão da Rússia apoiar a Síria.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

O perigo da aprovação da “Reforma da Previdência”

As centrais sindicais realizaram reunião no dia 31 de janeiro passado e se recusaram a deliberar a realização de greve geral por tempo indeterminado, decidindo apenas pela “realização de uma Jornada Nacional de Luta contra Reforma da Previdência.”

Os burocratas e pelegos sindicais seguem boicotando sistematicamente a luta dos trabalhadores, propiciando que a burguesia e o imperialismo, por meio do governo golpista de Michel Temer, manobrem no sentido da aprovação da “Reforma da Previdência”, como fizeram com a “Reforma Trabalhista”.

A imprensa golpista está noticiando que a probabilidade da aprovação da “Reforma da Previdência” é remota, mas o golpista Temer segue impulsionando as “negociações” para aprová-la, isto é, comprando os votos do deputados do Congresso Nacional, transformado hoje num verdadeiro balcão de negócios.

A traição da pelegada poderá redundar numa terrível derrota para o movimento operário e popular com o fim da aposentadoria e dos direitos previdenciários, a exemplo do que ocorreu com a “Reforma Trabalhista”, na qual foram suprimidos os direitos laborais.  

O movimento operário e popular encontra-se paralisado em razão dessas direções burocráticas e pelegas, que vive basicamente dos aparatos dos sindicatos e das Centrais Sindicais, como CUT, CTB, Força Sindical, CSP-Conlutas, Intersindical, e todas as demais, que sustentam o regime golpista, traindo e contendo a enorme disposição de luta dos trabalhadores por suas reivindicações imediatas e por seus direitos trabalhistas e previdenciários.

As direções burocráticas e pelegas não mobilizam os trabalhadores, em razão das pressões destes, apenas realizam paralisações de 24 horas, visando conter as mobilizações, como ocorreu no dia 5 de dezembro do ano passado, para que elas não coloquem em risco a estabilidade do regime golpista.

Os burocratas boicotam sistematicamente a convocação de uma greve geral por tempo indeterminado por que sabem que isso colocará em risco os seus privilégios e o regime golpista.

Portanto, é fundamental substituir essa burocracia sindical pelega, como fizemos quando da ditadura de 1964, formando oposições sindicais classistas para enfrentar, desmascarar e expulsar os burocratas e pelegos dos sindicatos e das Centrais, buscando forjar uma nova vanguarda operária e revolucionária para a defesa um programa de luta pelas reivindicações imediatas e transitórias dos trabalhadores contra o desemprego, reajustes salariais de acordo com os índices do Dieese, redução da jornada de trabalho sem redução do salário, e  sobretudo agora preparar e organizar uma Greve Geral por tempo indeterminado pela anulação da “Reforma Trabalhista” e contra a aprovação da “Reforma da Previdência” e pela derrubada do regime golpista e de suas instituições. 

Assim, é fundamental a deliberação da greve geral por tempo indeterminado a partir do dia 19 de fevereiro, elegendo comandos de greve, nas fábricas, nas empresas, nos campos, nas escolas, nas universidades para derrotar a “Reforma da Previdência” e anular a “Reforma Trabalhista”, na perspectiva de derrubar o governo golpista de Michel Temer.

- Greve Geral por tempo indeterminado!

- Eleição de comandos de greve nos locais de trabalho e estudo!

- Abaixo a “Reforma da Previdência”!

- Anulação da “Reforma Trabalhista”!

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Preparar a Greve Geral por tempo indeterminado contra a Reforma da Previdência a partir do dia 19 de fevereiro

O movimento operário e popular encontra-se paralisado em razão de sua direção burocrática e pelega, que vive basicamente dos aparatos dos sindicatos e das Centrais sindicais, como CUT, CTB, Força Sindical, CSP-Conlutas, Intersindical, e todas as demais, que sustentam o regime golpista, traindo e contendo a enorme disposição de luta dos trabalhadores por suas reivindicações imediatas e por seus direitos trabalhistas e previdenciários.

As direções burocráticas e pelegas não mobilizam os trabalhadores, sendo que em razão das pressões destes apenas realizam paralisações de 24 horas, visando conter as mobilizações, como ocorreu no dia 5 de dezembro do ano passado, para que elas não coloquem em risco a estabilidade do regime golpista.

Os burocratas boicotam sistematicamente a convocação de uma greve geral por tempo indeterminado porque sabem que isso colocará em risco os seus privilégios e o regime golpista com a entrada em cena do conjunto do movimento operário e popular.

Os burocratas sindicais sustentam esse governo golpista que retirou todos os direitos do trabalhadores e rasgou a CLT e que agora pretende acabar com a aposentadoria e os direitos previdenciários.

Portanto, é fundamental substituir essa burocracia sindical pelega, como fizemos quando da ditadura de 1964, formando oposições sindicais classistas para enfrentar, desmascarar e expulsar os burocratas e pelegos dos sindicatos e das Centrais, buscando forjar uma nova vanguarda operária e revolucionária para a defesa um programa de luta pelas reivindicações imediatas e transitórias dos trabalhadores contra o desemprego, reajustes salariais de acordo com os índices do Dieese, redução da jornada de trabalho sem redução do salário, e  sobretudo agora preparar e organizar uma Greve Geral por tempo indeterminado, com comandos de greve eleitos pela base, pela anulação da “Reforma Trabalhista” e contra a aprovação da “Reforma da Previdência” e pela derrubada do regime golpista e de suas instituições. 

- Eleger comandos de greve!
- Pela anulação da "Reforma Trabalhista"!

- Não à aprovação da "Reforma da Previdência"!

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Julgamento golpista anunciado

A farsa do julgamento político de Lula será realizada amanhã, dia 24 de janeiro, em Porto Alegre, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, sendo que todos já sabem o resultado. É um jogo de cartas marcadas. Só o fato do julgamento antecipado demonstra o caráter político de perseguição ao ex-presidente.

Com certeza será a primeira vez que os desembargadores vão "trabalhar" de manhã cedo, às 8h30min, horário do início do "julgamento".

O judiciário é formado por usurpadores elitistas e reacionários, que não se submetem ao sufrágio universal, ao voto, sendo vitalícios, pensam e têm certeza que são deuses. 

A toga tem se transformado num superpoder desde que participou ativamente do golpe que destituiu a ex-presidenta Dilma Rousseff do PT (Partido dos Trabalhadores).

A sua participação iniciou-se com o ativismo do juiz de Curitiba, que passou por cima da Constituição Federal e da Lei Orgânica da Magistratura, para tornar-se um líder golpista, com a cumplicidade do conjunto dos magistrados e sobretudo do Supremo Tribunal Federal, que historicamente participou de todos os golpes neste País, sendo que tem na sua capivara (lista de crimes perpetrados, no popular), a entrega de Olga Benário aos nazistas, a Hitler.

Curitiba transformou-se na Nova Guantánamo, com prisões cautelares (temporárias e preventivas) com o objetivo de torturar as pessoas, sem culpa formada, isto é, sem acusação formal, tem total violação do devido processo legal. 

Além disso, conduções coercitivas ao arrepio da lei, já que pessoas que nunca haviam se recusado a comparecer em juízo foram conduzidas de forma forçada e de forma espalhafatosa pela Polícia Federal, a polícia política do golpe, as nossas SS nazistas.

O judiciário golpista praticamente não deixou Dilma Rousseff governar, intervinha em tudo, como, por exemplo, quando da indicação de Lula para o ministério.

Ao mesmo tempo, o STF passou a rasgar a Constituição capítulo por capítulo, como no caso do fim do princípio da presunção de inocência, da separação e independência dos poderes, caminhando até no sentido de forjar a distribuição dos processos na Corte para que caíssem com determinado ministro, etc. etc.

O imperialismo e a burguesia, no começo de 2017, tentaram substituir o governo golpista de Michel Temer, do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro – hoje MDB), elegendo de forma indireta no Congresso Nacional um governo mais pró-imperialista do PSDB (Partido da Socialdemocracia Brasileira) ou do DEM (Democratas), mas houve uma reação das demais facções da burguesia brasileira, com o apoio inclusive do Partido dos Trabalhadores (seus dirigentes disseram que “viraram a página do golpe”), sempre com sua política reformista de conciliação e colaboração de classes, reação essa que manteve o golpista Temer no poder. 

Todavia, o imperialismo, por meio da CIA, do FBI, do Departamento do Estado, da Embaixada norte-americana (com seus embaixadores “espalha golpe”), a burguesia pró-imperialista (PSDB e DEM) e o alto comando do Exército (dizem que estão de prontidão!) seguem sua estratégia de ataque aos trabalhadores e da maioria oprima nacional utilizando o judiciário (e também de forma auxiliar o Ministério Público) como ponta de lança do golpe.

Agora, neste momento do governo golpista de Michel Temer, o judiciário segue sendo a ponta de lança do golpe, interferindo em tudo, até na indicação de ministro como fizera com Lula (isso não quer dizer que estamos defendendo a golpista Cristiane Brasil), vem adquirindo contornos semi-bonapartistas, ou seja, vai (se transformando em uma ditadura, que pretende arbitrar entre as classes sociais fundamentais, a burguesia, o proletariado e o campesinato pobre, principalmente com o objetivo de conter a ascensão destes últimos.

Lula será condenado, na verdade, por sua liderança do movimento operário e popular e pelo fato da crise capitalista mundial de 2008 ter chegado de forma retardatária ao Brasil em 2013, crise essa que não permite o retorno de um governo reformista do PT, apesar da limitação das reformas petistas como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, etc..  Com a crise mundial, não há mais a bonança das commodities, como minério de ferro, soja, carne, etc., com preços elevados no mercado internacional.

A crise brasileira é gigantesca, com um rombo nas contas públicas em torno de 150 bilhões de reais, mais de 13 milhões de desempregados pelos índices oficiais falsos, sendo que, na verdade, giram em torno de 20 milhões de desempregados, com a 3ª população carcerária do mundo, em torno de 700.000 pessoas. Agora a população brasileira corre o risco de ser dizimada em razão da volta de doenças erradicadas há muito tempo, como a febre amarela, além da dengue, em razão do desmantelamento dos serviços de saúde e do SUS pelos golpistas.

Para a burguesia e para o imperialismo vige o ditado popular: “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Assim, a burguesia deu o golpe não foi por acaso, mas para tentar reverter a queda da taxa de lucro e jogar todo o peso da crise do capitalismo moribundo sobre os trabalhadores, retirando todos os seus direitos como os trabalhistas e previdenciários, bem como se apropriando das riquezas e das empresas nacionais como a Petrobrás (Pré-sal) , a Floresta Amazônica, o Aquífero Guarani, etc. etc. etc. 

À farsa do julgamento de Lula seguirá a farsa da eleições presidenciais

As últimas eleições municipais foram antidemocráticas, totalmente controladas e sangrentas, com 45 atentados e 26 mortes, como nas eleições presidenciais anteriores, realizadas em 2014, onde ocorreu a morte do ex-governador do Estado de Pernambuco, Eduardo Campos, perto da Base Aérea situada na cidade do Guarujá, onde caiu o seu avião. Nas eleições de 2016, sequer houve tempo para propaganda eleitoral, apenas mais ou menos 45 dias. 

Como sempre acontecem em conjuntura de golpe, em 2016 ganharam os partidos golpistas, como na época da ditadura militar, ganhavam a ARENA (Aliança Renovadora Nacional) e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), os partidos da ditadura. 

Da mesma forma, agora nas eleições presidenciais, caso não haja um ascenso do movimento de massas, as eleições presidenciais de 2018 poderão ser até piores do que as municipais de 2016, ou seja, mais antidemocráticas, mais controladas e mais sangrentas, sem falar que em razão do aprofundamento da crise econômica e política que vive o Brasil, não está descartada uma intervenção militar, um golpe militar.

Convocar um Congresso de base da classe trabalhadora

O movimento operário e popular encontra-se paralisado em razão de sua direção burocrática e pelega, que vive basicamente dos aparatos dos sindicatos, e sustenta o regime golpista, traindo e contendo a enorme disposição de luta dos trabalhadores por suas reivindicações imediatas e por seus direitos trabalhistas e previdenciários.

As direções burocráticas e pelegas não mobilizam os trabalhadores, em razão das pressões destes, apenas realizam paralisações de 24 horas, visando conter as mobilizações, para que elas não coloquem em risco a estabilidade do regime golpista.

Os burocratas boicotam sistematicamente a convocação de uma greve geral por tempo indeterminado porque sabem que isso colocará em risco os seus privilégios e o regime golpista.

Portanto, é fundamental substituir essa burocracia sindical pelega, como fizemos quando da ditadura de 1964, defendendo a bandeira da convocação de um Congresso de base da classe trabalhadora, em São Paulo, com delegados eleitos nas fábricas, empresas, nos bancos, nas escolas e nas universidades, e nos campos, nos Estados da federação brasileira, para discutir um programa de luta pelas reivindicações imediatas e transitórias dos trabalhadores contra o desemprego, reajustes salariais de acordo com os índices do Dieese, redução da jornada de trabalho sem redução do salário, anulação da "Reforma Trabalhista",  e a luta contra "Reforma da Previdência", no sentido da derrubada do regime golpista e de suas instituições.

Assim, o Congresso de base da classe trabalhadora poderá propiciar o surgimento e reagrupamento de uma nova vanguarda operária revolucionária, que se organizará de forma independente da burguesia, formando um partido operário e revolucionário, com a perspectiva de lutar por um governo revolucionário operário e camponês. 


domingo, 21 de janeiro de 2018

Tendência Marxista-Leninista se reorganiza

A TML se reorganiza e retoma suas atividades em razão de sua integração à Gazeta Revolucionária não ter se consumado por causa de divergência surgida com relação à ilusão na legalidade burguesa, demonstrada por parte da GR na prática, desdenhando os perigos inerentes ao regime capitalista, que mesmo na mais democrática das nações não deixa de ser a ditadura do capital, estruturada em cima do Estado burguês.

O caminho é longo e árduo, mas não tem jeito!

Retomaremos a publicação do nosso jornal Revolução Permanente, os nossos boletins gerais Luta de Classes e nossos boletins sindicais.

Assim, seguiremos sempre firmes e fortes defendendo a convocação de um Congresso de base da classe trabalhadora, a preparação e a organização de uma Greve Geral por tempo indeterminado contra as “Reformas Trabalhistas e Previdenciárias” e pela derrubada do governo golpista, na perspectiva de um governo revolucionário operário e camponês.